Entendedo as Palavras dificeis de Jesus - Virar a outra face

Entendendo as palavras difíceis de Jesus Parte 7 “Virar a outra face”

Entendedo as Palavras dificeis de Jesus - Virar a outra face

As palavras de Jesus em Mateus 5:39, “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”, muitas vezes são interpretadas como uma ordem passiva para aceitar a agressão sem revidar. No entanto, essa interpretação superficial ignora o contexto cultural e histórico rico em que essa frase foi dita, levando a uma compreensão distorcida da mensagem de Jesus.

Para desvendar a verdadeira essência dessa passagem, é crucial mergulharmos no mundo antigo e na cultura da honra e da vergonha que permeava a sociedade da época. Essa cultura ditava as normas sociais e as expectativas de comportamento, moldando profundamente as interações entre as pessoas.

Ao analisar as palavras de Jesus através da lente da cultura da honra e da vergonha, podemos entender sua mensagem de forma mais profunda. Jesus não estava defendendo a submissão passiva à violência, mas sim desafiando as normas sociais arraigadas que perpetuavam a vingança e a hostilidade.

Frases idiomáticas podem se tornar um verdadeiro desafio para desvendar a mensagem subjacente. Jesus as utilizava frequentemente para elucidar verdades para seus ouvintes, porém, para o leitor moderno, elas podem causar confusão quando o contexto no qual foram ditas é ignorado. Uma frase idiomática é uma expressão ou conjunto de palavras que possuem um significado figurado específico, divergindo de sua interpretação literal. Essas expressões são características de uma língua ou cultura específica e, muitas vezes, não podem ser traduzidas diretamente para outras línguas sem que se perca seu significado original. As frases idiomáticas são frequentemente utilizadas para transmitir ideias de forma mais colorida, vívida ou expressiva.

Geralmente, esse texto é referido como se fosse uma proibição à autodefesa, mas esse texto não está falando de tomar um tapa literalmente. A palavra grega usada para “face direita” é DEXIA SIAGON (δεξιὰν σιαγόνα), ou seja, um lugar de honra ou autoridade, ou seja, alguém que tenta ferir a sua honra, a sua autoridade. Quando Jesus fala em oferecer a outra face, a palavra grega é STEPSON, que quer dizer virar as costas para alguém, ou seja, dar as costas. Então, traduzindo essa expressão idiomática de Jesus, se alguém tentar ferir a sua honra, a sua autoridade, vire as costas para ele, evite conflitos, evite disputas, e não alimente o sentimento de vingança quando alguém tentar desonrar você.

Compreendendo o Contexto Cultural: Honra, Vergonha e Agressão. Na sociedade da época de Jesus, a honra era um bem precioso, definindo a posição social e o respeito de um indivíduo. A vergonha, por outro lado, era vista como uma mancha na reputação, causando humilhação e ostracismo. Essa dinâmica social moldava as relações interpessoais, onde ofensas e agressões eram frequentemente respondidas com retaliação proporcional ou até mesmo excessiva, perpetuando um ciclo de violência e vingança.

O Insulto por Trás do Tapa na Face Direita. Um aspecto crucial para entender a profundidade da instrução de Jesus é o significado do gesto de “bater na face direita”. Na cultura da honra e da vergonha predominante, um tapa com o dorso da mão era considerado um insulto grave, especialmente se direcionado à bochecha direita. Essa era a face considerada mais honrosa, pois era o lado que um guerreiro usava para proteger seu coração. Levar um tapa na bochecha direita, portanto, era um ataque direto à honra e dignidade da pessoa, um ato de humilhação pública.

Ao usar essa imagem vívida, Jesus não apenas estava falando sobre a dor física de um tapa, mas sim sobre a profunda humilhação e vergonha que tal ato infligia. Oferecer a outra face, nesse contexto, representava um desafio radical às normas sociais da época. Era um ato de recusar a vergonha imposta pelo agressor, mantendo a própria honra e dignidade através da compaixão e do perdão.

Além da Não Resistência: Quebrando o Ciclo da Vingança. O trecho que menciona Jesus vai além da mera passividade em face da agressão. Ele não está apenas dizendo que os cristãos não devem revidar fisicamente, mas sim que devem evitar a busca por vingança em qualquer forma. Em uma cultura onde a honra era defendida com unhas e dentes, a ideia de não revidar era vista como fraqueza e submissão.

No entanto, Jesus propôs um caminho alternativo: o da compaixão, do amor e da quebra do ciclo de violência. Ao oferecer a outra face, o indivíduo demonstrava força interior, recusando-se a ser dominado pela raiva e pelo desejo de retaliação.

A Relevância Atual da Mensagem de Jesus. Embora o contexto cultural da época de Jesus seja muito diferente do nosso, sua mensagem central permanece atemporal: a superação da violência através da compaixão, do perdão e do amor. Em um mundo marcado por conflitos e hostilidades, o convite de Jesus para “virar a face” nos convida a refletir sobre nossas próprias respostas à agressão e buscar caminhos alternativos para a resolução de conflitos, construindo um mundo mais pacífico e justo.

Um Convite à Transformação Interior. Em última análise, a instrução de Jesus para “virar a face” não se limita a uma mera ação física. É um convite a uma transformação interior, a uma mudança de postura diante da ofensa e da agressão. Trata-se de cultivar a compaixão, o perdão e a capacidade de superar a raiva e o ressentimento.

Ao oferecer a outra face, o indivíduo demonstra a força interior de não ser dominado pela ira e pelo desejo de vingança. Essa atitude desafia as normas sociais baseadas na honra e na vergonha, abrindo caminho para a construção de relacionamentos mais pacíficos e compassivos.

Assim, ao compreendermos o contexto cultural e a profundidade da mensagem de Jesus em Mateus 5:39, somos convidados não apenas a refletir sobre nossas próprias atitudes em face da agressão, mas também a abraçar um caminho de compaixão, perdão e amor, construindo um mundo mais justo e pacífico para todos.

Autor: Adivalter Sfalsin

A Última Gota D'água

A Última Gota D’água

A Última Gota D'água

A Última Gota D’água: Quando o Ponto de Ruptura Transforma Vidas

A expressão “última gota d’água” deriva de uma metáfora que representa um recipiente gradualmente preenchido até transbordar com a última gota. Esse recipiente simboliza a paciência, a tolerância ou a capacidade de suportar uma situação incômoda ou estressante. A imagem de um copo ou jarro que transborda ao receber uma última gota refere-se metaforicamente ao ponto em que dificuldades acumuladas atingem um ponto crítico. A “última gota d’água” é o catalisador que provoca uma reação significativa, representando o fator final, aparentemente pequeno, que desencadeia uma mudança profunda devido ao acúmulo prévio de tensões.

Significado e Implicações

A expressão é usada para descrever o momento em que uma pessoa ou situação chega ao seu limite de paciência ou capacidade de tolerância. A última gota, embora possa parecer insignificante por si só, causa um transbordamento ou colapso devido à acumulação de todas as pequenas gotas anteriores. Esse momento pode desencadear uma série de eventos que levam a mudanças positivas ou negativas, possuindo um grande poder de reconstruir ou destruir completamente, dependendo das ações subsequentes.

Para alguns, a última gota representa a coragem necessária para sair de uma situação tóxica e buscar uma vida mais autêntica e satisfatória. Para outros, pode resultar em uma queda ainda mais profunda na desesperança e resignação.

Exemplos Bíblicos

A Bíblia está repleta de exemplos que ilustram o conceito da “última gota d’água”. Um exemplo marcante é a história de Moisés liderando o povo de Israel através do deserto após a fuga da escravidão no Egito. Após inúmeras provações e desafios, a última gota ocorreu quando Moisés desceu do Monte Sinai com as tábuas da lei de Deus e encontrou o povo adorando um bezerro de ouro. Em Êxodo 32:19-20, está escrito:

“E aconteceu que, chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se o furor de Moisés, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte, e tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o até que se tornou em pó; e o espargiu sobre as águas e deu-o a beber aos filhos de Israel.”

Esse incidente desencadeou uma série de eventos que eventualmente levaram à revelação do caráter benigno de Deus, oferecendo uma segunda chance ao povo ao escrever outras tábuas com os Dez Mandamentos.

Intercessão e Consequências

Precedente a esse evento, nos versículos de 7 a 14, vemos que, num momento de grande tensão, enquanto Moisés estava no Monte Sinai recebendo os mandamentos de Deus, o povo de Israel se corrompeu, fazendo e adorando um bezerro de ouro. Deus, furioso, ordenou a Moisés que descesse imediatamente. Moisés, amando profundamente seu povo, intercedeu junto a Deus, argumentando que destruir os israelitas faria com que os egípcios pensassem que Deus os havia tirado do Egito apenas para matá-los no deserto. Moisés lembrou a Deus das promessas feitas a Abraão, Isaque e Israel sobre a multiplicação de sua descendência e a posse da terra prometida.

Com suas palavras cheias de fervor e lembrança das antigas promessas, Moisés conseguiu acalmar a ira de Deus, poupando o povo e reafirmando seu compromisso com as promessas feitas aos seus ancestrais. Esse exemplo nos ensina que as consequências da última gota d’água estão diretamente ligadas à nossa decisão no momento da ruptura, com potencial para destruição ou reconstrução.

Reflexões e Oportunidades

A “última gota d’água” nos lembra da importância de prestar atenção aos sinais de alerta em nossas vidas e buscar ajuda quando necessário. É um lembrete poderoso de que, mesmo nos momentos mais sombrios, sempre há esperança de renovação e transformação. Se tivermos a reação correta, aquilo que parece ser um fim pode se transformar numa experiência positiva e revigorante.

Em última análise, a “última gota d’água” é mais do que uma simples metáfora – é um fenômeno universal que encapsula a complexidade da experiência humana. Ao reconhecer e responder a esses momentos de ruptura, podemos encontrar oportunidades para crescimento, cura e renovação em nossas vidas. Como os ortopedistas dizem:

“Quando quebramos um osso ele se cura mais forte do que antes, dependendo de como você o trate. No início, você tem que ser muito cuidadoso com ele. Se você o ignorar, não cuidar dele, não prestar atenção à sua dieta, evitar o fisioterapeuta, então, certamente, não ficará mais forte do que antes. Mas, se você cuidar bem dele, com delicadeza no começo, seguir toda a sua terapia e se esforçar para fortalecê-lo novamente… então sim, ele pode ficar mais forte do que era antes. Quanto mais você usá-lo, mais forte ele fica.”

Assim, a última gota pode ser o início de um novo capítulo, uma nova página em nossas vidas. A escolha é nossa.

Autor: Adivalter Sfalsin

Questões da Vida

Com alguma relutância, compartilho um diálogo profundo que tive com minha filha de 10 anos. Acredito que as lições contidas neste breve diálogo podem ensinar-nos muito sobre as questões mais profundas que enfrentamos. Era dia 25 de março, por volta das 17 horas, quando me encontrava com minha filha numa sala de espera, após 22 horas intensas de vários exames médicos para determinar o tratamento a ser adotado. Ambos estávamos visivelmente cansados, evitando muita conversa na tentativa de poupar a pouca energia restante. Então, surpreendentemente, o silêncio foi quebrado com a seguinte pergunta:

O Diálogo

Minha filha: “Pai, eu acho que não devíamos mais servir ao nosso Deus.”

Eu: Porquê?

Minha filha: “Esse Deus não é bom, Ele faz-nos sofrer. Quando tiraram meu sangue, doeu muito, e Ele não aliviou minha dor quando eu pedi.”

Como responder a uma menina de 10 anos de forma simples para questões tão complexas? Esse era o meu desafio.

Eu: Olha, filha, o mesmo Deus que nos dá o sol também nos dá a chuva. Na vida, temos tristezas e alegrias, dor e prazer, assim como existem pessoas boas e más. O fato de sentires dor não significa que Ele não nos ame. Além disso, a pequena dor que sentiste é para melhorar tua saúde.

Minha filha: “Ah, papai, tive uma boa ideia para dar a Deus.”

Eu: Então, que ideia é essa?

Minha filha: “Sabes que disseste que existem pessoas boas e más? Vou dar a ideia de dividir o mundo em dois, um lado só com pessoas boas e do outro só com pessoas más, assim não haverá tantos problemas.”

Eu: Com um certo riso, respondi: “É, tua ideia é ótima, mas Ele prometeu fazer isso no futuro, separar aqueles que amam o Senhor daqueles que O desprezam.”

Minha filha: “Então, por que Ele não faz isso agora?”

Eu: Sinceramente, não sei, mas com certeza o fará.

Após esse breve diálogo, fiquei pensativo, transportado anos atrás, ao início da minha juventude quando fazia esse tipo de perguntas. Fiquei surpreso ao notar que uma menina de 10 anos já faz perguntas tão profundas e tão comuns a todos nós. Ao tentar desdobrar as questões fundamentais contidas em tais perguntas inocentes, cheguei à conclusão de que, na verdade, ela estava questionando questões relacionadas com o propósito da vida, como: Porque sofremos e qual será nosso destino?

Questões da Vida

Em poucas perguntas, ela tocou nas questões mais profundas da vida, que são:

  1. De onde viemos? Origem.
  2. Porque estamos aqui? Propósito.
  3. Para onde vamos? Destino.
  4. Porque sofremos? Justiça.

Essas questões são as mais básicas da vida e certamente, se ainda não as fizeste, em algum ponto da tua vida as farás.

Perspectivas Filosóficas

Para aqueles que têm uma mente voltada para a ciência, a resposta desta é insatisfatória, porque lida apenas com a questão da origem, deixando de lado as outras três. Ao tentar explicar a origem da humanidade através de acontecimentos aleatórios e teorias questionáveis, deixa de fora as questões mais importantes, como propósito, destino e justiça.

Os famosos filósofos gregos, como Aristóteles, Platão e Heráclito, que tanto influenciaram o pensamento ocidental, tentaram responder a essas questões com uma visão dualista do mundo, onde o mundo é dividido em material versus espiritual, sendo que o material é inferior e o espiritual, superior.

Perspectiva Bíblica

A visão bíblica da vida é muito mais abrangente ao responder essas questões, de forma coerente, ela responde aos anseios mais profundos do ser humano. Do Gênesis ao Apocalipse, a Bíblia responde a essas questões de forma coerente e concisa.

  1. Origem – Ao criar o ser humano “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26), Deus responde à primeira questão – Origem.
  2. Propósito – O sábio Salomão conclui o livro de Eclesiastes destacando que a vida se resume a honrar a Deus em nossos pensamentos e guardar Seus mandamentos, porque um dia estaremos diante do trono divino para prestar contas.
  3. Destino – O último livro da Bíblia, o Apocalipse, discute o que irá acontecer no fim dos tempos. Após o retorno de Jesus, os céus e a terra que conhecemos serão destruídos e um novo céu e uma nova terra serão criados eternamente.
  4. Justiça – A busca pela justiça pressupõe que haja uma ordem moral universal que nos permite fazer tal pergunta; se há uma ordem moral universal, deve necessariamente haver um doador dessa ordem. Na visão bíblica, esse agente é Deus. Quando presenciamos injustiça ou o sofrimento de um inocente, algo dentro de nós grita estridentemente dizendo que algo está errado. Esse algo é o pecado, a desobediência ao Senhor.

Paulo, grande conhecedor do Tanakh (Velho Testamento), declarou: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6:23).

Este versículo ressalta a mensagem central do texto: a busca pelo propósito da vida e a resposta às questões fundamentais da existência. Enquanto discutimos origem, propósito, destino e justiça, é importante reconhecer que, através da fé em Cristo, Deus oferece não apenas vida eterna, mas vida em abundância. O versículo enfatiza que o propósito de Jesus não é apenas proporcionar vida, mas também proporcioná-la em abundância, contrastando com o propósito do ladrão, que é roubar, matar e destruir.

Assim, a mensagem central do texto é que, apesar das incertezas e dificuldades da vida, encontrar o propósito verdadeiro e a plenitude de vida está em conhecer e seguir a Cristo. É Ele quem oferece não apenas respostas às questões mais profundas da existência, mas também a promessa de vida em abundância, que transcende as limitações deste mundo e nos conduz à verdadeira realização e significado.

Autor: Adivalter Sfalsin

O Poder da Gratidão: Encontrando Contentamento no Presente

Em Provérbios 30:8-9, o escritor ora fervorosamente: “Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me apenas o pão de cada dia. Senão, tendo demais, te negaria e diria: ‘Quem é o Senhor?’ Ou, tendo menos, eu me tornaria ladrão e desonraria o nome do meu Senhor.”

Esta oração levanta uma questão crucial: Estamos satisfeitos com o nosso pão diário, ou estamos incessantemente perseguindo o vento?

A sociedade atual parece estar obcecada com direitos, ignorando as obrigações. Ela transita de ordens pré-estabelecidas para a desordem total, dos deveres para os direitos do indivíduo, e da obediência a autoridades pré-estabelecidas para a autodeterminação. Em meio a essa mudança cultural, o conceito de gratidão parece escasso. Muitas vezes, sentimo-nos com direito a restituição por injustiças passadas ou exigimos afirmação de nossas identidades auto-percebidas, negligenciando a virtude da gratidão e a própria realidade de quem somos.

O sábio pregador em Provérbios busca equilíbrio em sua oração. Ele não deseja nem riqueza excessiva nem pobreza extrema, reconhecendo os perigos de ambos, que podem afastá-lo do Senhor. Ele entende que um excesso de riquezas pode levar ao esquecimento do Senhor, enquanto a pobreza pode tentar alguém a desonrar o Senhor através da desonestidade.

A busca por equilíbrio é relevante hoje como foi na antiguidade. A gratidão é a pedra angular do contentamento e da alegria, independentemente da abundância material. A ingratidão, por outro lado, gera descontentamento, levando as pessoas a ignorar suas bênçãos e a buscar perpetuamente mais, numa perseguição ao vento.

Fatores psicológicos contribuem para essa predisposição. Os seres humanos se adaptam rapidamente a circunstâncias positivas, levando à desvalorização de bênçãos que antes eram apreciadas. O pensamento comparativo fomenta a ingratidão quando as pessoas percebem os outros como tendo mais do que eles. Uma sociedade que prega somente o direito do indivíduo alimenta ainda mais a ingratidão, enquanto a dissonância cognitiva e o medo da vulnerabilidade de ser grato a alguém inibem expressões de gratidão.

Ao contrário, um coração grato promove uma visão positiva da vida. Provérbios 15:13 afirma de forma apropriada: “Um coração alegre deixa o rosto feliz, mas a tristeza deixa o coração abatido.”

Em Provérbios 30:8-9, o pedido do escritor por “mas dá-me apenas o meu pão diário” implica que aprender a valorizar o que se tem no momento presente, independentemente do que os outros possam ter ou do que se poderia alcançar. Compreender plenamente que a vida se desenrola no “agora”, o único momento verdadeiramente seguro que possuímos. O passado é apenas memória, o futuro é incerto; portanto, só podemos viver e aproveitar o presente. Sou grato por acordar todas as manhãs com saúde e cercado por aqueles que me amam. Quando percebemos que o que temos é apenas o momento presente, que o passado e o futuro são construções da mente, e que nossa perspectiva é moldada pela porção diária de bênçãos que o Senhor nos concede, é quando a verdadeira transformação começa. Quanto aos meus planos e sonhos, eles continuam a existir e devem ser perseguidos? Sim, mas não são o propósito último da vida. Eles podem ser boas motivações para nos manter no caminho certo, mas é na gratidão pelo presente que encontramos a verdadeira plenitude.

É interessante notar que o Senhor requer que demos graças após termos comido. Deuteronômio 8:10 diz: “E comerás e te fartarás, e bendirás ao Senhor teu D-us pela boa terra que te deu.” Embora, através da tradição, tenhamos alterado este mandamento e muitas vezes agradecemos ao Senhor antes de comermos, perdendo o propósito principal da bênção. Nossa inclinação natural é esquecer do Senhor quando tudo está bem, quando estamos saciados, e buscá-lo quando precisamos de algo. Portanto, criar o hábito de agradecer ao Senhor quando estamos saciados nos ensina que mesmo na abundância precisamos agradecê-lo e buscá-lo, reconhecendo que tudo o que temos e somos vem Dele.

Em última análise, praticar gratidão e empatia pode transformar perspectivas, promovendo contentamento e alegria em meio às incertezas da vida. Ao abraçar o conceito de “pão diário”, as pessoas podem cultivar um espírito de gratidão, levando a uma existência mais plena e significativa.

Autor: Adivalter Sfalsin De Assis

Quando o Sofrimento Bate à Sua Porta Parte 1

 

O sofrimento é uma faceta inegável da experiência humana; é o crisol que molda nossas vidas. Como diz o ditado, “Se você não sofreu, não viveu verdadeiramente.” Mas, em meio ao sofrimento, podemos encontrar algum significado?

É importante notar, especialmente se você estiver enfrentando um problema profundo no momento, que estas palavras não têm a intenção de te dar uma solução fácil para o seu sofrimento. Em vez disso, buscam trazer alguma racionalidade ao que muitas vezes parece ilógico. O sofrimento transcende status social, religião, etnia e gênero. É o grande nivelador, nos colocando todos no mesmo patamar é o rolo compressor que nos nivela ao mesmo nível.

Quando a tragédia acontece, experiências únicas se desdobram, desde o afastamento por falta de compreensão até tentativas desajeitadas de conforto, que muitas vezes aumentam inadvertidamente o sofrimento. Além disso, pessoas bem-intencionadas podem oferecer explicações baseadas em conceitos como recompensa e punição, controle divino e lições de vida.

A história bíblica de Jó ilustra essa dinâmica. Seus amigos – Elifaz, Bildade e Zofar – supostos consoladores, ecoam temas comuns de justiça divina e retribuição em suas tentativas de explicar o sofrimento de Jó. No entanto, os desafios de Jó levam a uma profunda exploração do sofrimento, fé e justiça divina.

1. **Recompensa e Punição:** Elifaz, baseando-se em sua experiência pessoal e tradição, sugere que o sofrimento é uma consequência do pecado. Ele aconselha Jó a buscar o perdão de Deus para aliviar seu sofrimento. Bildade e Zofar oferecem argumentos semelhantes, enfatizando a justiça divina e insistindo que o sofrimento de Jó é resultado de seus pecados.

2. **Deus está no Controle:** Elifaz, Bildade e Zofar argumentam implicitamente que Deus governa os assuntos humanos e que o sofrimento pode ser atribuído à justiça divina. Eles sugerem que o sofrimento de Jó não é aleatório, mas uma consequência de suas ações ou pecados, implicando que Deus está ativamente envolvido em sua vida.

3. **Ensinar uma Lição:** Os amigos de Jó sugerem que suas dificuldades são uma forma de disciplina divina, destinada a trazer arrependimento ou crescimento espiritual. No entanto, Deus os repreende por suas tentativas equivocadas de explicar o sofrimento de Jó.

As suposições dos amigos de Jó sobre o sofrimento se mostram equivocadas. Eles simplificam demais as complexidades da experiência humana e não consideram o mistério dos caminhos de Deus. Suas tentativas de explicar o sofrimento apenas aumentam a angústia de Jó.

Sua jornada com Deus será inevitavelmente moldada pelo sofrimento. Algumas das verdades teológicas podem enfrentar desafios profundos quando a adversidade chega. Em momentos assim, certas crenças oferecem pouco consolo, pois seu encontro pessoal com o sofrimento estabelece uma relação direta e íntima com Deus. Embora isso não signifique necessariamente que Ele causou seu sofrimento, apresenta uma oportunidade única para se aproximar Dele e experimentar Seu amor e cuidado em primeira mão.

Durante essa jornada, você pode lidar com sentimentos de abandono ou desapontamento para com Deus. Essas emoções são naturais e podem levá-lo mais perto Dele, mesmo quando sua mente racional luta para compreender. O sofrimento tem o poder de transformar sua perspectiva, permitindo que você veja Deus de maneiras nunca antes imaginadas.

Além disso, dentro do reino da dor e do sofrimento, reside um privilégio profundo e muitas vezes não reconhecido. Ele serve como um forno que revela sua verdadeira essência e forja em você uma resiliência que capacita a ajudar outros que enfrentam desafios na vida. Nesses momentos de angústia sua verdadeira essência é exposta.

Quando confrontados com o sofrimento de alguém, é crucial oferecer cuidado genuíno, compreensão e apoio. Isso inclui ouvir ativamente, empatia e assistência prática. Evite oferecer explicações simplistas ou conselhos não solicitados. Em vez disso, esteja presente e ofereça apoio contínuo. De outra forma podemos cometer o mesmo erro dos amigos de Jó, sermos repreendidos por Deus em nossas tentativas equivocadas de explicar o sofrimento. (Jó 42:7-9). O sofrimento não necessita de explicação mas de empatia. 

Ao lidar com o sofrimento de alguém, é crucial oferecer cuidado genuíno, compreensão e apoio. Isso envolve não apenas empatizar com sua dor, mas também ajudá-los ativamente de maneiras práticas para aliviar seus fardos e proporcionar conforto. Aqui estão algumas maneiras de oferecer assistência significativa àqueles que lutam contra a adversidade:

Ouvir Ativamente e Apoio Emocional: Dedique tempo para ouvir ativamente os sentimentos e preocupações da pessoa sem julgamento ou interrupção. Crie um espaço seguro onde ela possa se expressar livremente, sabendo que suas emoções são válidas e respeitadas. Ofereça palavras de empatia e encorajamento, deixando-os saber que não estão sozinhos em suas lutas.

Assistência Prática: Estenda uma mão amiga oferecendo assistência prática para aliviar alguns dos desafios diários da pessoa. Isso poderia envolver tarefas como: preparar as refeições, Acompanhar em compromissos médicos, Assistência financeira, Oferecer transporte ou ajudar nas tarefas domésticas. Ao aliviar seus fardos de maneira tangível, você mostra que se importa e está disposto a apoiá-los em suas dificuldades.

Fornecimento de Recursos e Informações: Ofereça informações sobre recursos disponíveis e serviços de apoio que possam ser benéficos para o bem-estar da pessoa. Isso poderia incluir recomendar serviços de terapia ou aconselhamento, fornecer informações sobre grupos de apoio ou organizações comunitárias, ou conectá-los com profissionais relevantes que possam oferecer assistência especializada.

Acompanhamento: Acompanhe a pessoa em consultas ou reuniões, oferecendo sua presença e apoio durante momentos difíceis. Sua solidariedade e defesa podem oferecer conforto e segurança durante momentos desafiadores.

Oferecendo Suporte Financeiro: Se possível, forneça assistência financeira para ajudar a aliviar qualquer tensão financeira causada pelo sofrimento da pessoa. Isso poderia envolver oferecer para cobrir despesas como contas médicas, compras de supermercado ou contas de serviços públicos, ou fornecer apoio financeiro de outras maneiras práticas que atendam às suas necessidades específicas.

Respeitando Limites e Autonomia: Respeite a autonomia e os limites da pessoa, reconhecendo que eles podem ter preferências ou limitações em relação ao tipo e extensão da assistência que se sentem confortáveis em receber. Sempre busque o consentimento e a opinião deles antes de oferecer ajuda, e esteja atento às suas preferências e necessidades individuais.

Presença e Apoio Contínuos: Mantenha contato regular com a pessoa, verificando-os periodicamente para oferecer apoio e encorajamento contínuos. Sua presença e apoio contínuos podem oferecer conforto e segurança enquanto eles navegam por suas lutas.

Lembre-se, oferecer ajuda a alguém que está sofrendo não se trata de resolver seus problemas ou fornecer soluções fáceis. Trata-se de ser uma presença compassiva e oferecer assistência prática e apoio nas maneiras mais significativas e úteis para a pessoa. Sua bondade, empatia e disposição para ajudar podem fazer uma diferença significativa em sua jornada rumo à cura e à resiliência.

Em tempos de sofrimento, Jesus oferece palavras de conforto e encorajamento. Em Mateus 11:28-30, ele convida aqueles que estão cansados e sobrecarregados a encontrar descanso nele. Sua promessa de alívio e companheirismo serve como um farol de esperança em meio às provações da vida.

Lembre-se, embora o sofrimento possa testar nossa fé e resiliência, ele também tem o poder de forjar compaixão, força e sabedoria. Abrace a jornada, pois muitas vezes é nas profundezas do sofrimento que descobrimos a verdadeira essência de nossa humanidade.

Autor: A De Assis

Páscoa Bíblica ou Páscoa Cristã

À medida que este fim de semana se aproxima, os fiéis entre os católicos e protestantes aguardam ansiosamente a celebração da páscoa, um momento impregnado de entusiasmo e fé profunda. Para os cristãos, esta ocasião sagrada comemora os eventos cruciais da crucificação e ressurreição de Jesus Cristo, infundindo nos corações um profundo senso de pertencimento e plenitude. No entanto, no meio das festividades jubilosas, surge uma discrepância notável, que mergulha no cerne da tradição religiosa e interpretação: as diferentes datas da páscoa Bíblica e da páscoa Cristã.

De acordo com o mandamento divino, a observância da páscoa deve ser realizada no 15º dia de Nissan, um mês no calendário bíblico hebraico. Em 2024, isso corresponde ao período entre 22 e 30 de abril no nosso calendário gregoriano. No entanto, os cristãos de diversas denominações celebram a páscoa em 31 de março de 2024, levantando questões sobre a racionalidade por trás dessa disparidade.

Por que os cristãos optam por seguir o calendário gregoriano em vez de aderir estritamente às injunções bíblicas? A resposta, embora multifacetada, pode ser resumida em uma explicação simples enraizada na tradição e interpretação histórica. A tradição cristã dita que a páscoa ocorra no primeiro domingo após a lua cheia que ocorre no ou após o equinócio da primavera. Se a lua cheia coincidir com um domingo, a páscoa é celebrada no domingo subsequente, alinhando-se com os ciclos lunares e fenômenos astronômicos.

Por outro lado, o calendário bíblico, designa o início do páscoa no 15º dia de Nissan – o primeiro mês do ano hebraico, conforme instruído no livro do Êxodo, capítulo 12. Curiosamente, o calendário hebraico se ajusta meticulosamente para sincronizar com o calendário solar, garantindo que o 15º de Nissan se alinhe consistentemente com dias específicos da semana: domingo, terça-feira, quinta-feira ou sábado. Essa calibração intrincada leva em consideração tanto os ciclos solares quanto lunares, destacando a conexão profunda entre movimentos celestes e observância religiosa.

O cerne da questão reside nas abordagens divergentes para cálculos do calendário e significado religioso. Enquanto os cristãos priorizam a comemoração da Páscoa com base em padrões lunares e astronômicos, a tradição judaica mantém a santidade da Páscoa de acordo com os ditames do calendário bíblico. Essa discrepância destaca a rica tapeçaria de diversidade religiosa e interpretação, convidando à introspecção.

Além das complexidades da definição de datas, a páscoa ressoa com temas atemporais de redenção, renovação e triunfo da esperança sobre o desespero. Seja comemorando a libertação dos hebreus da escravidão ou a ressurreição de Jesus Cristo durante a comemoração da páscoa judaica, os cristãos encontram consolo e inspiração nessas narrativas sagradas, transcendendo preocupações temporais e fronteiras culturais.

Em essência, a divergência entre a páscoa bíblica e a páscoa cristã serve como testemunho da natureza multifacetada da observância e interpretação religiosa. Embora as datas possam ser diferentes, a mensagem subjacente de fé, amor e renovação espiritual permanece firme, um farol de esperança para os cristãos em todo o mundo.

À medida que embarcamos nesta temporada sagrada de reflexão e celebração, que possamos abraçar a diversidade das tradições religiosas, promovendo maior compreensão e unidade entre todas as pessoas de fé e voltar as raizes bíblicas. Finalmente, não é apenas a data que importa, mas o significado profundo dessas observâncias sagradas ao nutrir o espírito humano e enriquecer nossa jornada coletiva em direção ao divino.

Autor: Adivalter Sfalsin

¹² Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios. Salmos 90:12

Feliz Ano Novo 2024

Feliz Ano Novo!

Gostaria de estender meus votos de um ano novo verdadeiramente especial, e não como uma mera manta mágica de desejos que se precipita sobre nós sem qualquer conexão com nossas vidas práticas e ações.

Neste ano novo, almejo que:

  1. Os pais estejam mais presentes na vida de seus filhos;
  2. Que os filhos expressem gratidão pelo sacrifício de seus pais;
  3. As pessoas corram menos e dediquem mais tempo ao próximo e aos relacionamentos;
  4. As famílias vivam em equilíbrio e paz interna;
  5. As pessoas sejam valorizadas pelo que são, não pelo que possuem;
  6. Líderes religiosos falem menos sobre amor e pratiquem mais o amor ao próximo;
  7. Que os líderes religiosos ergam menos barreiras e mais vidas, falando menos sobre dinheiro e mais sobre servir ao próximo;
  8. Que as pessoas frequentem menos templos e visitem mais os necessitados ao seu redor;
  9. A saúde das pessoas não seja tratada como comodidade ou politizada, mas sim como um meio de enriquecimento genuíno;
  10. Que nenhum pai ou mãe tenha que chorar a morte prematura de um filho(a);
  11. Que as pessoas compreendam que vidas não são descartáveis, mas sim as posses materiais;
  12. O pequeno agricultor receba um preço justo por seus produtos, enquanto atravessadores parem de acumular fortunas exorbitantes pela exploração dos mesmos;
  13. Que não ocorra outra crise econômica causada pela ganância dos investidores do mercado financeiro;
  14. Que os EUA cessem de invadir países em busca de petróleo, sob o pretexto de disseminar liberdade e democracia;
  15. Que os novos milionários considerem os milhares que não têm nada ao seu redor antes de adquirirem sua primeira Ferrari;
  16. Que haja menos apelo sexual na mídia e mais promoção dos valores familiares;
  17. Que os meios de comunicação expressem a verdade sem partidarismo;
  18. Menos ostentação dos ricos e mais consideração pelos valores humanos;
  19. Que aprendamos a admirar e valorizar pessoas com experiência e sabedoria, não apenas aquelas com títulos acadêmicos, muitas vezes acumuladores de informação, mas carentes de sabedoria;
  20. Que a “comissão dos direitos humanos” lute pelos direitos da vítima, não do delinquente;
  21. Que o conhecimento seja democratizado, não comercializado;
  22. Que consideremos as falhas do próximo da mesma maneira que desejamos ser considerados;
  23. Que escolhamos a vida acima da morte, salvando o inocente e indefeso quando este não tem voz;
  24. Que o Senhor use uma medida maior de Sua graça ao considerar minhas falhas;
  25. Que a pessoa honesta e reta seja honrada, enquanto a desonesta e mentirosa seja envergonhada;
  26. Que tenhamos a capacidade de olhar o mundo ao nosso redor através dos olhos com uma consciência de que há um Deus maior do que nós, e não olhemos o mundo com olhos desprovidos de consciência;
  27. Que as pessoas acreditem que pode haver um mundo melhor, onde minhas decisões, por menores que sejam, tenham um profundo poder de mudar o mundo ao meu redor.

Se nada disso se concretizar, infelizmente, não será um ano novo, mas uma repetição tediosa do ano que acaba de passar, com todas as suas adversidades.

“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” – Salmos 90:12

Autor: A. De Assis

HALLOWEEN – Suas origens.

HALLOWEEN – Dia das bruxas e Dia de Finados.

INTRODUÇÃO: Qual é a necessidade de estudar o Halloween, uma festa americana e de alguns países europeus? Apesar de não ser muito conhecida pela maioria das pessoas no Brasil, essa festividade está ganhando espaço em nossa cultura por meio de escolas primárias, escolas de inglês, TV, clubes, etc.

O QUE SÃO AS FESTAS DE HALLOWEEN? O Halloween ocorre nas noites próximas ao dia 31 de outubro e é geralmente celebrado com festas a fantasia, fogueiras e com crianças fantasiadas de monstros, fantasmas, bruxas, etc., indo de casa em casa pedindo doces (a brincadeira “trick or treat”, “travessuras ou doces”). Atualmente, o Halloween é um dia importante para os lojistas americanos. É uma noite em que “pessoas comuns se transformam em exibicionistas extravagantes”. Em média 60% de todas as fantasias são vendidas para adultos. Em 31 de outubro, 1 em cada 4 pessoas com idades entre 18 e 40 anos se fantasiam. Para aqueles que se consideram psíquicos, bruxos, clarividentes e visionários, este é o dia mais movimentado do ano. As editoras que publicam livros que vão desde astrologia até bruxaria registram um aumento significativo nas vendas. Salém, no estado de Massachusetts, considerada a sede da bruxaria norte-americana, celebra o “Festival da Assombração” durante essa época, expandindo assim a temporada de verão.

SIMBOLISMO E SUAS ORIGENS: Definição: “Halloween” é uma palavra do inglês antigo que significa “santo”, e “e’en”, e também significa “noite”, portanto, o significado é “Noite Santa” ou “All Hallows Eve”, “Noite de Todos os Santos”.

A palavra Halloween ou Hallowe’en (“Noite dos Santos”) é de origem celta; um termo equivalente a “All Hallows Eve” no inglês antigo da palavra halloween vem da forma escocesa de All Hallows’ Eve (a noite anterior ao Dia de Todos os Santos) “even” é o termo escocês para “véspera” ou “noite”, e é contraído para e’en ou een;(Todos) Hallow(s) E(v)en tornou-se Hallowe’en.

 O dia 31 de outubro não é uma escolha aleatória. No calendário celta, esse é um dos quatro principais dias de descanso das bruxas, os quatro dias do “meio trimestre”. O primeiro, 2 de fevereiro, conhecido como Dia da Marmota, homenageava Brigit, a deusa pagã da cura. O segundo, um feriado de maio chamado Beltane, era o momento de plantar entre os bruxos. Neste dia, os druidas realizavam rituais mágicos para incentivar o crescimento das plantações. O terceiro, uma festa de colheita em agosto, era comemorada em homenagem ao deus sol, a divindade brilhante, Lugh. Esses três primeiros dias marcavam a passagem das estações, o tempo de plantar e o tempo de colher, bem como o tempo da morte e ressurreição da terra. O último, Samhain, marcava a entrada do inverno. Nesse momento, os druidas realizavam rituais em que um caldeirão simbolizava a abundância da deusa. Dizia-se que era um “estado intermediário”, uma temporada sagrada de superstição e conjurações de espíritos. SAMHAIN (palavra de origem celta para designar “O Senhor da Morte”). Para os druidas, 31 de outubro era a noite em que Samhain retornaria com os espíritos que morreram naquele ano para possuir os corpos dos vivos. Assim, nesse dia, eles faziam uma comemoração apagando todas as luzes da casa, acendendo enormes tochas e vestindo roupas feitas de peles de animais para afastar os espíritos. Eles precisavam ser apaziguados ou agradados; caso contrário, os vivos seriam enganados. Grandes fogueiras eram acesas no topo das colinas para afugentar os espíritos malignos e aplacar os poderes sobrenaturais que controlavam os processos da natureza. Com a imigração de aproximadamente 4,5 milhões de irlandeses para os Estados Unidos entre os anos de 1820 e 1930, eles introduziram o costume das festas de Halloween. No final do século passado, esse costume se tornou popular. Era uma oportunidade de infligir danos às propriedades e permitir a prática de atos diabólicos que não eram tolerados em outras épocas do ano. A Igreja Católica originalmente celebrava o “Dia de Todos os Santos” no mês de maio, e não em 1 de novembro, como é feito atualmente. O Papa Gregório III, em 835, tentando apaziguar a situação nos territórios pagãos recém-conquistados no noroeste da Europa, permitiu que eles combinassem o antigo ritual do “Dia de Samhain” ou “Vigília de Samhain” (no Brasil, a Igreja Católica usou o mesmo método com os deuses africanos e os santos da igreja durante a escravidão). O Panteão de Roma (Pantheon em grego, Pan = muitos, Theum = templo, templo de muitos deuses), um templo construído para adoração de uma multiplicidade de deuses, foi transformado em igreja em 14 de maio de 609 pelo então Papa Bonifácio IV. Os cristãos celebravam ali o dia dos santos falecidos no dia seguinte ao que os pagãos celebravam o dia do seu Senhor dos Mortos. No entanto, a palavra final nessa mudança de datas foi dada pelo Papa Gregório IV, que introduziu a festa de “todos os santos” no calendário romano, tornando assim universal a data de 1 de novembro, transferindo-a de 31 de outubro para 1 de novembro. Pouco mais de um século após a introdução do Dia de “Todos os Santos”, a Igreja Católica determinou que seria melhor comemorar o “Dia dos Mortos” imediatamente após o “Dia de Todos os Santos”, tornando assim o dia 2 de novembro o conhecido “Dia de Finados”, que significa homenagem às almas dos mortos. Isso é uma clara evidência do sincretismo religioso

Elementos da Festa das Bruxas:

  • 1- DRUIDAS: Estes eram membros de um culto sacerdotal entre os celtas na antiga França, Bélgica, Espanha, norte da Itália, Inglaterra e Irlanda, que adoravam deuses semelhantes aos dos gregos e romanos, porém com nomes diferentes. Pouco se sabe sobre eles, pois os sacerdotes transmitiam seus ensinamentos apenas oralmente, jurando segredo e fazendo outros jurarem o mesmo. Algumas práticas, no entanto, são conhecidas. Eles habitavam florestas e cavernas e diziam ser capazes de dar instruções, fazer justiça e prever o futuro através do voo de pássaros, do fogo, do fígado e de outras entranhas de animais sacrificados. Os druidas também realizavam sacrifícios humanos e tinham como sagrados a lua, a meia-noite, o gato, o carvalho, entre outros. Os druidas foram dizimados pelos romanos na França e Inglaterra antes do final do primeiro século, mas continuaram ativos na Irlanda até o quarto século.

2. BRUXAS E FANTASMAS

Os antigos druidas acreditavam que, na noite de 31 de outubro, bruxas, fantasmas, espíritos, fadas e duendes saíam para prejudicar as pessoas.

3. LUA CHEIA, GATOS E MORCEGOS

Acreditava-se que a lua cheia marcava a época para a prática de certos rituais ocultos. Além disso, a crença de que as bruxas podiam transferir seus espíritos para gatos estava difundida, acreditando-se que toda bruxa tinha um gato. O gato era considerado como “um espírito familiar” e, por superstição, muitos gatos eram mortos quando havia suspeita de que estivessem ligados a bruxas. Os druidas também tinham os gatos como animais sagrados, acreditando que eles eram seres humanos transformados em gatos como punição por algum tipo de perversidade. Portanto, eram vistos como seres humanos encarnados, espíritos malévolos ou “espíritos familiares” das bruxas.

O morcego, devido à sua habilidade de caçar presas no escuro e aos seus hábitos noturnos, adquiriu a reputação de possuir forças ocultas e ser considerado demoníaco. Além disso, devido às suas características de pássaro, que no ocultismo é símbolo da alma, surgiu a crença, no período medieval, de que demônios se transformavam em morcegos.

4. CABEÇAS DE ABÓBORA (“JACK-O-LANTERNS”)

A lanterna feita com uma abóbora recortada em forma de “careta” originou-se da lenda de um homem notório chamado Jack, a quem foi negada a entrada no céu devido à sua maldade e no inferno por pregar peças no diabo. Condenado a perambular pela terra como espírito até o dia do juízo final, Jack colocou uma brasa brilhante em um grande nabo oco para iluminar seu caminho durante a noite. Esse talismã, representado hoje por uma abóbora, simboliza uma alma condenada.

5. “TRAVESSURAS OU DOCES” – “TRICK OR TREAT”

Na cultura celta, havia a crença de que, para apaziguar espíritos malignos, era necessário deixar comida para eles. Com o tempo, essa prática se transformou, e os mendigos passaram a pedir comida em troca de orações pelos membros falecidos da família daqueles que ofereciam esmolas. Nesse contexto, na Irlanda, havia a tradição em que um homem liderava uma procissão para angariar oferendas dos agricultores, a fim de evitar que suas colheitas fossem amaldiçoadas por demônios. Essa prática evoluiu para o costume atual do “travessuras ou doces”, conhecido como “Trick or Treat”.

6. AS MÁSCARAS E FANTASIAS

As máscaras têm sido um meio supersticioso de afastar espíritos malignos, alterar a personalidade do usuário e estabelecer comunicação com o mundo dos espíritos. Acreditava-se que vestir máscaras podia enganar e assustar os espíritos malignos. Em outras culturas, as pessoas também utilizaram máscaras para assustar demônios que acreditavam ser responsáveis por desastres como epidemias e secas. Grupos envolvidos em magia negra e bruxaria também usam máscaras para estabelecer uma conexão com o mundo dos espíritos.

7. AS FOGUEIRAS

A palavra inglesa para fogueira é “Bonfire”. Embora possa parecer que significa “fogo bom,” na verdade deriva de “Bone” (osso) + “Fire” (fogo). Nas celebrações da “Vigília de Samhain” em 31 de outubro, os druidas acreditavam poder obter visões do futuro, tanto boas como ruins, através do fogo. Nessas ocasiões, os druidas construíam grandes fogueiras com cestos de diferentes formatos e queimavam prisioneiros de guerra, criminosos e animais vivos. Observando a posição dos corpos em chamas, eles alegavam poder prever o futuro.

8. AS CORES LARANJA E PRETA

As cores usadas no Halloween, o laranja e o preto, também têm sua origem no oculto. Estas cores estavam associadas a missas comemorativas em honra dos mortos, celebradas em novembro. As velas de cera de abelha tinham uma tonalidade alaranjada, e os esquifes eram cobertos com tecidos pretos.

9. FEITIÇARIA NO PASSADO

Não só os católicos cometeram as atrocidades da Santa Inquisição, mas também os seguidores de Lutero, durante a selvagem perseguição aos anabatistas, e os calvinistas em sua feroz intolerância, promoveram barbaridades e injustiças sob o pretexto de estarem em “Guerra Santa”. Acreditava-se que mulheres com poderes de feitiçaria podiam lançar aos seus vizinhos todo tipo de malefícios, como a morte do gado, perda das colheitas, morte dos filhos, etc. Segundo a tradição, o poder mais pernicioso dessas bruxas era fazer com que seus maridos fechassem os olhos para a má conduta de suas esposas e fazer com que as chamadas feiticeiras gerassem filhos idiotas ou aleijados. A caracterização das bruxas frequentemente as descrevia como velhas megeras desdentadas com hábitos excêntricos e propensas a fofocas, além de possuírem uma língua venenosa.

Em 1692, nos EUA, na cidade de Salem, muitas mulheres foram mortas simplesmente por possuírem algumas dessas características. Tamanha era a barbárie que ter um filho com alguma deficiência já caracterizava a mãe como bruxa ou feiticeira. Na Europa, a figura da feiticeira era a de “uma moça linda e perversa”, e um grande número de adolescentes e jovens mulheres casadas foram mortas na Alemanha e França. As primeiras perseguições ocorreram no século XIII e ressurgiram em 1484 com a Santa Inquisição. O papa Inocêncio II recomendava que seus inquisidores torturassem até obter provas de que elas eram bruxas.

Durante a Revolução Protestante, essa caça assumiu proporções absurdas. Lutero aconselhava que se matassem feiticeiras com menos consideração e misericórdia do que se tinha com criminosos comuns. Sob o comando de Calvino, em 1545, 34 mulheres foram queimadas ou esquartejadas vivas sob acusação de serem ou praticarem feitiçaria. Mulheres, moças e até crianças eram torturadas com agulhas enfiadas sob suas unhas, tinham os pés queimados em fogueiras ou as pernas esmagadas sob grandes pesos “até que a medula jorrasse dos ossos”. Tudo isso era feito para obrigá-las a confessar “orgias repelentes com os demônios”. O ápice dessa histeria ocorreu no final do século XVI, quando o número de vítimas pode ter chegado a 30 mil. Durante esse período, em cidades alemãs, mais de 900 mulheres foram mortas em um único ano, chegando ao ponto de não sobrar uma única mulher em algumas cidades. Até pessoas notáveis defendiam a morte de indivíduos sob simples suspeita de feitiçaria.

O QUE A BÍBLIA NOS ENSINA:

O que Deus pensa dessa práticas e seus praticantes:
Deut.18:9-14
“9 Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações.10 Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;11 Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;12 Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.13 Perfeito serás, como o Senhor teu Deus.14 Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa”

Isaías 8:19
19 Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?

Levítico 19:26, 31
26 Não comereis coisa alguma com o sangue; não agourareis nem adivinhareis31 Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.

Levítico 20:6-8
6 Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo.7 Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus.8 E guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o Senhor que vos santifica.

Levítico 20:27
27 Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles.

Romanos 12:2
2 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus

Gálatas 5:19-21
19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia,20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus

Efésios 6:12
12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Apocalipse 21:8; 22:15
8 Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.

Apocalipse 22:15
15 Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.

VAMOS REFLETIR

Existe algo de ruim nisso? Quer dizer que essa simples festividade, com pessoas e crianças se fantasiando e pedindo doces, é um remanescente de antigas práticas de magia negra, culto aos mortos e outras coisas sinistras?

TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES

Nos Estados Unidos, as orações públicas foram proibidas. O princípio do secularismo tirou das escolas a celebração do Natal, mas o Halloween permanece. O abrigo de gatos de Chicago tem uma procura muito grande por gatos pretos durante os festejos de Halloween. Temendo que os gatos estivessem sendo usados em rituais macabros por aqueles que se autodenominam bruxos, a Sociedade Protetora de Animais excluiu a adoção durante essa temporada. 

No Brasil e no mundo, estão aparecendo pessoas se auto intitulando bruxos. Apenas simbolismo? Pense em alguns símbolos e analise-os. Há algum significado? Há alguma importância? Há alguma influência? Devemos acolher tais festividades? Deve um crente participar de tais festividades?

Autor: Adivalter De Assis

BIBLIOGRAFIA: 

BURNS, E. M., Western Civilizations, Their History and Their Culture, W. W. Norton & Co. Inc., New York, 1968.ANKERBERG, J., Weldon, J., The Facts on Halloween: What Christians Need to Know. Harvest House, Oregon, 1996.
PHILLIPS, P., Robie, J., H., Halloween and Satanism. Starburst, 1987.
HURT, R., The History of Halloween and the Word of God, not published (?).
MARGADONNA, S., Halloween Oct. 31: What’s It All About?, not published (?).
PHILLIPS G., Halloween: What It Is From a Christian Perspective, not published, Bay View Church, Alabama:

Reflexão diária

 Espere Israel no Senhor, porque no Senhor há misericórdia, e nele há abundante redenção 
Salmos 130:7
Espere Israel no Senhor, porque no Senhor há misericórdia, e nele há abundante redenção
Salmos 130:7
Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Eles têm-se corrompido, e cometido abominável iniqüidade; eles não fazem o bem...
Salmos 53:1
Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Eles têm-se corrompido, e cometido abominável iniqüidade; eles não fazem o bem…
Salmos 53:1
A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pela manhã, mais do que aqueles que guardam pela manhã.
Salmos 130:6
Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
 Lamentações 3:25

Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
Lamentações 3:25
Se tu, Senhor, 
observares as iniqüidades, 
Senhor,
 quem subsistirá? 
Salmos 130:3

Se tu, Senhor,
observares as iniqüidades,
Senhor,
quem subsistirá?
Salmos 130:3
Sejam envergonhados, e voltem para trás todos os que odeiam a Sião.
Salmos 129:5

Sejam envergonhados, e voltem para trás todos os que odeiam a Sião.
Salmos 129:5
 Eis que assim será completo o homem que teme ao Senhor.    
Salmos 128:4

Eis que assim será completo o homem que teme ao Senhor.
Salmos 128:4
A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; 
e encheu-se a terra de HAMAS. 
Gênesis 6:11

A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus;
e encheu-se a terra de HAMAS. (HAMAS em hebraico significa violência)
Gênesis 6:11

Apartai-vos de mim, malfeitores, pois guardarei os mandamentos do meu Deus…
Salmos 119:115
Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos 
Salmos 19:1

Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos
Salmos 19:1

²² Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite.
Provérbios 12:22
Bem-aventurado 
aquele que teme
 ao SENHOR 
e anda nos seus caminhos. 
Salmos 128:1

Bem-aventurado
aquele que teme
ao SENHOR
e anda nos seus caminhos.
Salmos 128:1

Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. 
Salmos 127:3

Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.
Salmos 127:3
Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a…
 Salmos 34:14

Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a…
Salmos 34:14
Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam.
Salmos 122:6

Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam.
Salmos 122:6

Inútil vos será levantar de
madrugada,
repousar tarde,
comer o pão de dores,
pois assim dá ele
aos seus amados o sono.
Salmos 127:2
¹ Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. 

Salmos 127:1

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.
Salmos 127:1


Salmos 126:6

Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.
Salmos 126:5
Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres.    
Salmos 126:3

Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres.
Salmos 126:3

Faze bem, ó Senhor, aos bons e aos que são retos de coração.
Salmos 125:4

Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre.
Salmos 125:2

Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.
Salmos 125:1

O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez o céu e a terra.
Salmos 124:8

Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós,
Eles então nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós.
Então as águas teriam transbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma;
Então as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma;
Bendito seja o Senhor, que não nos deu por presa aos seus dentes.
Salmos 124:2-6

A ti levanto os meus olhos, ó tu que habitas nos céus.
Salmos 123:1

Os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém… Pois ali estão os tronos do juízo, os tronos da casa de Davi. Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam.
Salmos 122 : 2-6

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.
Salmos 122:1

O sol não te molestará de dia nem a lua de noite.
O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma.
O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.
Salmos 121:6-8

O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita.
Salmos 121:5

Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormirá.
Salmos 121 : 3

O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra.
Salmos 121:2

Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.
Salmos 121:1

Na minha angústia clamei ao SENHOR,
e me ouviu.
Salmos 120:01

Desgarrei-me como a ovelha perdida; busca o teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos.
Salmos 119:176

Viva a minha alma, e louvar-te-á; ajudem-me os teus juízos.
Salmos 119:175

Tenho desejado a tua salvação, ó Senhor; a tua Torá é todo o meu prazer…
Salmos 119:174

Os meus lábios proferiram o louvor, quando me ensinaste os teus estatutos…
Salmos 119:171
 Tenho observado os teus preceitos, e os teus testemunhos, porque todos os meus caminhos estão diante de ti..
Salmos 119:168

Tenho observado os teus preceitos, e os teus testemunhos, porque todos os meus caminhos estão diante de ti..
Salmos 119:168

A minha alma tem observado os teus testemunhos; amo-os excessivamente.
Salmos 119:167

Senhor, tenho esperado na tua salvação, e tenho cumprido os teus mandamentos.
Salmos 119:166

Grande plenitude terão os
que amam a tua Torá, e nada os faz tropeçar…
Salmos 119:165

Abomino e odeio a mentira;
mas amo a tua Torá.
Salmos 119:163

Folgo com a tua palavra, como aquele que acha um grande tesouro.
Salmos 119:162

Toda a tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.
Salmos 119:160
Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos. 
Salmos 67:03

Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos.
Salmos 67:03


Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o Senhor te fez bem.
Salmos 116:7

Vê como amo os teus preceitos!
Dá-me vida, Senhor, conforme o teu amor leal.
Salmos 119:159

Vê como amo os teus preceitos!
Dá-me vida, Senhor, conforme o teu amor leal.
Salmos 119:159

Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
Provérbios 4:18

Muitas são, ó Senhor, as tuas misericórdias; vivifica-me segundo os teus juízos.
Salmos 119:156

Salmos 114:7….
Tu estás perto, ó Senhor, e todos os teus mandamentos são a verdade.
Salmos 119:151….
Ouve a minha voz, segundo a tua benignidade; vivifica-me, ó Senhor, segundo o teu juízo…..
Salmos 119:149
Os meus olhos anteciparam as vigílias da noite, para meditar na tua palavra…..
Salmos 119:148
Antecipei o cair da noite, e clamei; esperei na tua palavra….
Salmos 119:147
Clamo a ti; salva-me, e guardarei os teus testemunhos…
Salmos 119:146
Clamei de todo o meu coração; escuta-me, Senhor, e guardarei os teus estatutos.…
Salmos 119:145
A justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me compreensão, e viverei…
Salmos 119:144
Aflição e angústia se apoderam de mim;
contudo os teus mandamentos são o meu prazer…
Salmos 119:143
A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua Torá é a verdade.…
Salmos 119:142
Pequeno sou e desprezado, porém não me esqueço dos teus mandamentos…
Salmos 119:141
A tua palavra é muito pura; portanto, o teu servo a ama…
Salmos 119:140
A tua palavra é muito pura; portanto, o teu servo a ama…
Salmos 119:140
Os teus testemunhos tu os designou com retidão e com extrema fidelidade…
Salmos 119:138
Justo és, ó Senhor, e retos são os teus juízos…
Salmos 119:137
Rios de águas correm dos meus olhos, porque não guardam a tua Torá…
Salmos 119:136
Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo, e ensina-me os teus estatutos…
Salmos 119:135
Dirige meus passos pela tua palavra,
E que nenhuma iniquidade tenha domínio sobre mim…
Salmos 119:133
Maravilhosos são os teus testemunhos; portanto, a minha alma os guarda…
Salmos 119:130
Maravilhosos são os teus testemunhos; portanto, a minha alma os guarda…
Salmos 119:129
Por isso amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino…
Salmos 119:127
Sou teu servo; dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos.
Salmos 119:25
Lida com o teu servo segundo a tua benignidade, e ensina-me os teus estatutos.
Salmos 119:24
O meu corpo se arrepiou com temor de ti,
e temi os teus juízos…
Salmos 119:120
Sustenta-me, me dê a vitória, e continuamente observarei os teus estatutos…
Salmos 119:117
Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e não me deixes envergonhado da minha esperança…
Salmos 119:116
Apartai-vos de mim, malfeitores, pois guardarei os mandamentos do meu Deus…
Salmos 119:115
Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra…
Salmos 119:114
Odeio os pensamentos vãos, mas amo a tua Torá…
Salmos 119:113
Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim…
Salmos 119:112
Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois são o gozo do meu coração.…
Salmos 119:111
Jurei, e o cumprirei, que guardarei os teus justos juízos…
Salmos 119:106
Jurei, e o cumprirei, que guardarei os teus justos juízos…
Salmos 119:106
Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra.…
Salmos 119:107
Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho…
Salmos 119:105
Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; por isso odeio todo falso caminho.…
Salmos 119:104
Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca…
Salmos 119:103
Desviei os meus pés de todo caminho mau, para guardar a tua palavra…
Salmos 119:101
Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre ao meu redor…
Salmos 119:98
Oh! quanto amo a tua Torá! É a minha meditação em todo o dia.…
Salmos 119:97
Jamais me esquecerei dos teus mandamentos, pois é por meio deles que preservas a minha vida…
Salmos 119:93
Se a tua Torá não fosse o meu prazer, o sofrimento já me teria destruído…
Salmos 119:92
A tua fidelidade dura de geração em geração;
tu firmaste a terra, e ela permanece firme.…
Salmos 119:90
Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu…
Salmos 119:89
Estou quase desfalecido, aguardando a tua salvação, mas na tua palavra coloquei a minha esperança…
Salmos 119:81
Seja meu coração irrepreensível quanto aos teus estatutos,
Para que eu não me envergonhe…
Salmos 119:80
Seja meu coração irrepreensível quanto aos teus estatutos,
Para que eu não me envergonhe…
Salmos 119:80
Venham sobre mim as tuas misericórdias, para que viva, pois a tua Torá é a minha delícia.
Salmos 119:77
As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me entendimento para entender os teus mandamentos…
Salmos 119:73
Melhor é para mim a tua Torá que saiu da tua boca do que milhares de ouro ou prata.…
Salmos 119:72
Tu és bom e fazes bem; ensina-me os teus estatutos…
Salmos 119:68
22 As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
23 Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. Lamentações 3:22-23
Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?…
Salmos 116:12
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu…
Eclesiastes 3:1
Ensina-me bom juízo e conhecimento, pois creio nos teus mandamentos…
Salmos 119:66
A terra, ó Senhor, está cheia da tua benignidade; ensina-me os teus estatutos…
Salmos 119:64
À meia-noite me levanto para dar-te graças pelas tuas justas ordenanças…
Salmos 119:62
Refleti em meus caminhos e voltei os meus passos para os teus testemunhos…
Salmos 119:59
De todo o coração suplico a tua graça; tem misericórdia de mim, conforme a tua promessa…
Salmos 119:58
O Senhor é a minha porção; eu disse que observaria as tuas palavras…
Salmos 119:57
Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça…
Salmos 119:40
Confirma a tua palavra ao teu servo, que é dedicado ao teu temor..
Salmos 119:38
Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.
Salmos 119:37
Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer.
Salmos 119:35
8 Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos.
Salmos 19:8
Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor.
Lamentações 3:26
Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal;
Deuteronômio 30:15
A justiça é posta de lado,
e o direito é afastado.
A verdade anda tropeçando no tribunal,
e a honestidade não consegue chegar até lá.
A verdade desapareceu,
e os que procuram ser honestos são perseguidos.
Isaías 59:14-15
Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele.
Provérbios 29:20
Quando os ímpios se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os justos verão a sua queda
Provérbios 29:16
…te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência
Deuteronômio 30:19
Quando os justos se alegram,
grande é a honra;
mas quando os homens perversos sobem ao poder,
os homens (de bem) são perseguidos
Provérbios 28:12
Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme
Provérbios 29:2
Como fonte contaminada ou nascente poluída,
assim é o justo que fraqueja diante do ímpio.
Provérbios 25:26
Não entres pela vereda dos ímpios, nem andes no caminho dos maus. Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho da violência.
Provérbios 4:14 17
O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína.
Provérbios 29:4 (NIV)
Não convém ao tolo a fala excelente; quanto menos ao príncipe, o lábio mentiroso.
Provérbios 17:7
Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite.
Provérbios 12:22
Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme
Provérbios 29:2
Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
Salmos 19:1
Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal;
que fazem das trevas luz, e da luz trevas;
e fazem do amargo doce, e do doce amargo!
Isaías 5:20
Quando os perversos sobem ao poder, o povo se esconde;
mas quando eles perecem, os justos florescem!
Provérbios 28:28
Não é bom favorecer os ímpios
para privar da justiça o justo.
Provérbios 18:5
Vindo o ímpio, vem também o desprezo, e com a ignomínia a vergonha.
Provérbios 18:3
O governante sem discernimento aumenta as opressões, mas os que odeiam o ganho desonesto prolongarão o seu governo.
Provérbios 28:16
Ensina-me, ó Senhor, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim.
Salmos 119:33
Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.
Salmos 121:1
Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os teus juízos.
Salmos 119:30
Também os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros..
Salmos 119:24
A minha alma está quebrantada de desejar os teus juízos em todo o tempo..
Salmos 119:20
Porque toda a carne é como a erva,e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor. Mas a palavra do Senhor permanece para sempre.
1 Pedro 1:24-25
Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.
Salmos 119:19
Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.
Salmos 119:18
Faze bem ao teu servo, para que viva e observe a tua palavra.
Salmos 119:17
Recrear-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra.
Salmos 119:16
Meditarei nos teus preceitos, e terei respeito aos teus caminhos.
Salmos 119:15
Com os meus lábios declarei todos os juízos da tua boca.
Salmos 119:13
Bendito és tu, ó Senhor; ensina-me os teus estatutos.
Salmos 119:12
Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.
Salmos 119:11
Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.
Salmos 119:10
Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra…
Salmos 119:9
Louvar-te-ei com retidão de coração quando tiver aprendido os teus justos juízos…
Salmos 119:7
Quem dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus mandamentos. Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos.…
Salmos 119:5-6
Vivifica-me, ó Senhor, por amor do teu nome; por amor da tua justiça…
Salmos 143:11a
Quem dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus mandamentos…
Salmos 119:5
Feliz o que guardam os seus testemunhos, e que o buscam com todo o coração…
Salmos 119:2
Bem-aventurados os retos em seus caminhos, que andam na lei do Senhor…
Salmos 119:1
Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.
Salmos 118:29
A destra do Senhor se exalta; a destra do Senhor faz proezas…
Salmos 118:16
Nas tendas dos justos há voz de júbilo e de salvação; a destra do Senhor faz proezas…
Salmos 118:15
O Senhor é a minha força e o meu cântico; e se fez a minha salvação.…
Salmos 118:14
É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem…
Salmos 118:8
O Senhor está comigo entre aqueles que me ajudam;…
Salmos 118:7
O Senhor está comigo; não temerei o que me pode fazer o homem…
Salmos 118:6
Invoquei o Senhor na angústia; o Senhor me ouviu, e me tirou para um lugar largo…
Salmos 118:5
Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o Senhor te fez bem…
Salmos 116:7
O Senhor guarda aos símplices; fui abatido, mas ele me livrou…
Salmos 116:6
Piedoso é o Senhor e justo; o nosso Deus tem misericórdia…
Salmos 116:5
Amo ao SENHOR, porque inclinou a mim os seus ouvidos; portanto, o invocarei enquanto viver…
Salmos 116:2
Amo ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica…
Salmos 116:1
Os céus são os céus do Senhor; mas a terra a deu aos filhos dos homens…
Salmos 115:16
O Senhor abençoará os que temem ao Senhor, tanto pequenos como grandes…
Salmos 115:13
Vós, os que temeis ao Senhor, confiai no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo…
Salmos 115:11
Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou…
Salmos 115:3
Porque dirão os gentios:
Onde está o seu Deus?…
Salmos 115:2
Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória…
Salmos 115:1
Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó.…
Salmos 114:7
Levanta o pobre do pó e da cinzas levanta o necessitado…
Salmos 113:7
Quem é como o Senhor nosso Deus, que habita nas alturas?
Salmos 113:5
Exaltado está o Senhor acima de todas as nações, e a sua glória sobre os céus.
Salmos 113:4
Desde o nascimento do sol até ao ocaso, seja louvado o nome do Senhor.
Salmos 113:3
Seja bendito o nome do Senhor, desde agora para sempre…
Salmos 113:2
O justo…não temerá maus rumores; o seu coração está firme, confiando no Senhor.
Salmos 112:7
Aos justos nasce luz nas trevas; ele é piedoso, misericordioso e justo.
Salmos 112:4
…Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR, que em seus mandamentos tem grande prazer…
Salmos 112:1
O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.
Provérbios 1:7
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos…
Salmos 111:10
A sua obra tem glória e majestade, e a sua justiça permanece para sempre…
Salmos 111:3
Grandes são as obras do Senhor, procuradas por todos os que nelas tomam prazer…
Salmos 111:2
Louvarei grandemente ao Senhor com a minha boca; louvá-lo-ei entre a multidão.
Salmos 109:30
Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa.…
Provérbios 17:13
Louvar-te-ei entre os povos, Senhor, e a ti cantarei louvores entre as nações.
Porque a tua benignidade se estende até aos céus, e a tua verdade chega até às mais altas nuvens.
Salmos 108:3-4
Ele converte os rios em um deserto, e as fontes em terra sedenta;
A terra frutífera em estéril, pela maldade dos que nela habitam.
Salmos 107:33,34
E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.…
Apocalipse 21:4
Eis que Deus é a minha salvação; nele confiarei
Isaías 12:2a
Ouvi, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida. Provérbios 4:10
E buscar-me-eis,
e me achareis, quando me buscardes
com todo o
vosso coração.
Jeremias 29:13
Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento…
Provérbios 3:5
Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.
Isaias 41:10
…Porque te restaurarei
a saúde,
e te curarei
as tuas feridas,
diz o Senhor
Jeremias 30:17
Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre…
Salmos 107:1
Bendito seja o Senhor Deus de Israel, de eternidade em eternidade, e todo o povo diga: Amém.
Louvai ao Senhor…
Salmos 106:48
Bem-aventurados os que guardam o juízo, o que pratica justiça em todos os tempos…
Salmos 106:3
Eu te amarei, ó SENHOR, fortaleza minha.
O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio…
Salmos 18:1-2
Mas agora,
ó Senhor, tu és nosso Pai;
nós o barro
e tu o nosso oleiro;
e todos nós
a obra das tuas mãos…
Isaías 64:8
Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.…
Salmos 106:1
Buscai ao Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente…
Salmos 105:4
Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu tiver existência.…
Salmos 104:33
Ele se cobre de luz como de um vestido, estende os céus como uma cortina.…
Salmos 104:2
Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR Deus meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade…
Salmos 104:1
…A misericórdia do Senhor é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que guardam a sua aliança, e sobre os que se lembram dos seus mandamentos para os cumprir.…
Salmos 103:17-18
…A misericórdia do Senhor é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos;…
Salmos 103:17
Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce.
Passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido.…
Salmos 103:15-16
Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce…
Salmos 103:15
Assim como um pai tem carinho terno pelos seus filhos, assim também o Senhor tem se por queles que o temem…
Salmos 103:13
Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.… 
Salmos 103:12
Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem…
Salmos 103:11
Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade…
Salmos 103:8
Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas enfermidades…
Salmos 103:3
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios…
Salmos 103:2
Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome…
Salmos 103:1
…Tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim…
Salmos 102:27
Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra das tuas mãos…
Salmos 102:25
SENHOR, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor…
Salmos 102:1
O que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos…
Salmos 101:7b
O que usa de engano não ficará dentro da minha casa;…
Salmos 101:7a
…O que anda num caminho reto, esse me servirá.…
Salmos 101:6b
Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo;…
Salmos 101:6a
Aquele que murmura do seu próximo às escondidas,
eu o destruirei;…
Salmos 101:5
Não porei coisa má diante dos meus olhos…
Salmos 101:3
Portar-me-ei com inteligência no caminho reto.
Salmos 101:2
…Louvai-o, e bendizei o seu nome.
Porque o Senhor é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração.…
Salmos 100:4-3
Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos;…
Salmos 100:2
Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto…
Salmos 100:2
O Senhor reina, tremam os povos; ele está entronizado sobre os querubins, estremeça a terra. .
Salmos 99:1
O Senhor, porque vem a julgar a terra; com justiça julgará o mundo, e o povo com eqüidade.
Salmos 98:9
Os rios batam as palmas; regozijem-se também as montanhas…
Salmos 98:8
Brame o mar e a sua plenitude; o mundo, e os que nele habitam…
Salmos 98:7
Com trombetas e som de cornetas, exultai perante a face do Senhor, do Rei.…
Salmos 98:6
Cantai louvores ao Senhor com a harpa; com a harpa e a voz do canto.…
Salmos 98:5
Exultai no Senhor toda a terra; exclamai e alegrai-vos de prazer, e cantai louvores…
Salmos 98:4
Cantai ao SENHOR um cântico novo, porque fez maravilhas;…
Salmos 98:1
A luz semeia-se para o justo, e a alegria para os retos de coração.…
Salmos 97:11
Ele guarda as almas dos seus santos; ele os livra das mãos dos ímpios.…
Salmos 97:10b
Vós, que amais ao Senhor, odiai o mal.…
Salmos 97:10
Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos vêem a sua glória…
Salmos 97:6
Nuvens e escuridão estão ao redor dele; justiça e juízo são a base do seu trono…
Salmos 97:2
O SENHOR reina; regozije-se a terra; alegrem-se as muitas ilhas… Salmos 97:1
Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque…
Salmos 96:12
Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra…
Salmos 96:9
Dai ao Senhor, ó famílias dos povos, dai ao Senhor glória e força.…
Salmos 96:7
Glória e majestade estão ante a sua face…
Salmos 96:6
Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas…
Salmos 96:3
Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia…
Salmos 96:2
Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca… Salmos 95:5
Mas o Senhor é a minha defesa; e o meu Deus é a rocha do meu refúgio.…
Salmos 94:22
Quando eu disse: O meu pé vacila; a tua benignidade, Senhor, me susteve.…
Salmos 94:18
O SENHOR reina; está vestido de majestade.…
Salmos 93:1
Para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha e nele não há injustiça… Salmos 92:15
Quão grandes são, Senhor, as tuas obras! Mui profundos são os teus pensamentos…
Salmos 92:5
Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios…
Salmos 90:12
Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus… Salmos 90:2
Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste.
Salmos 89:
11
A tua benignidade será edificada para sempre;…
Salmos 89:2a
Com a minha boca manifestarei a tua fidelidade de geração em geração.…
Salmos 89:1b
As benignidades do SENHOR cantarei perpetuamente…
Salmos 89:1
Senhor, tenho clamado a ti, e de madrugada te esperará a minha oração.…
Salmos 88:13
Chegue a minha oração perante a tua face, inclina os teus ouvidos ao meu clamor;…
Salmos 88:2
SENHOR Deus da minha salvação,…
Salmos 88:1
Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste.…
Salmos 89:11
O seu fundamento está nos montes santos…
Salmos 87:1
Volta-te para mim, e tem misericórdia de mim; dá a tua fortaleza ao teu servo, e salva ao filho da tua serva.…
Salmos 86:16
Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, sofredor, e grande em benignidade e em verdade…
Salmos 86:15
Louvar-te-ei, Senhor Deus meu, com todo o meu coração, e glorificarei o teu nome para sempre…
Salmos 86:12
Une o meu coração ao temor do teu nome…
Salmos 86:11b
Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade;…
Salmos 86:11a
Porque tu és grande e fazes maravilhas; só tu és Deus…
Salmos 86:10
Entre os deuses não há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas…
Salmos 86:8
Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam.
Senhor dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.…
Salmos 84:12
o Senhor dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão…
Salmos 84:11b
Porque o Senhor Deus é um sol e escudo;…
Salmos 84:11a
Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios…
Salmos 84:10b
Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil.…
Salmos 84:10
Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanadose…
Salmos 84:5
Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente…
Salmos 84:4
Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares,… Salmos 84:3
O meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo…
Salmos 84:2b
A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do Senhor;…
Salmos 84:2a
Quão amável é o teu tabernáculo, SENHOR dos Exércitos!…
Salmos 84:1
O Senhor é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele…
Naum 1:7
Assim nós, teu povo e ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente; de geração em geração cantaremos os teus louvores…
Salmos 79:13
Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida…
Provérbios 4:10
Escutai a minha Torá, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca.…
Salmos 78:1
Pus a minha confiança no Senhor DEUS, para anunciar todas as tuas obras.…
Salmos 73:28b
Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus;…
Salmos 73:28
25 Quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti.…
Salmos 73:25
A minha língua falará da tua justiça todo o dia;…
Salmos 71:24
Ó Deus, quem é semelhante a ti?…
Salmos 71:19
Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.…
Salmos 71:17
A minha boca manifestará a tua justiça e a tua salvação todo o dia…
Salmos 71:15

 

 

 

 

 

 

 

Contando o Omer – Dia 50

Shavout ou pentecostes

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;” Atos 2:1

Para aqueles que perseveraram na contagem do Omer comigo durante esses 49 dias, quero parabenizá-los e desejar que tenham tido um profundo aprendizado nessa caminhada, formidável, única e maravilhosa que tivemos nessas sete semanas. Pessoalmente eu fui muito abençoado.

Dentro do contexto histórico desse dia, podemos ler esse versículo dessa forma:

E, cumprindo-se a contagem do Omer culminando no dia de shavout, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.Atos 2:2-3

Ao ler essa passagem paralela com o dia de Shavout, quando D’us entregou os 10 mandamentos ao povo Hebreu, vemos uma remontagem do que havia se passado no monte sinai, todos os elementos estão presentes. Compare Êxodo 19, 20 e 21. A Revelação Divina no Monte Sinai foi um evento sem paralelo. Pela primeira e única vez na história humana, o D’us Infinito revelou-Se a uma multidão de seres humanos.

Shavout, que significa semana em hebraico, ou seja a contagem de 7 semana + 1 dia, o dia 50, foi traduzindo para o grego como Pentecostes, PENTA em grego é cinco, portanto pentecostes é 50.

Jesus exortou os Seus discípulos a que permanecessem em Jerusalém até que do Alto Céu fossem revestidos do poder de D’us, o Espírito Santo. 

“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” Lucas 24:49. 

Esse “ficai” durou a contagem do Omer de 7 semanas, e no dia 50 Shavout ou pentecostes o ES foi derramado em forma de fogo assim como no monte sinai quando D’us falou ao povo Hebrew.

No Sinai, D’us se revela ao povo, mostra sua vontade, seus preceitos e como devem viver; em Atos Ele derrama Seu espírito sobre os judeus, e alguns gentios convertidos ao judaísmo da época, que criam em Jesus como o seu messias para que eles agora levassem esses preceitos aos outros fora de Israel. A palavra que foi revela a um povo particular e exclusivo agora será espalhada a todos os povo, do particular ao genérico, do exclusivo ao público, aberto a todos os que aceitarem. 

Não uma nova aliança, no sentido a velha está ultrapassada, mas uma nova aliança onde D’us mantém sua aliança com o Seu povo e inclui aqueles que aceitam o messias.

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de D’us! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Romanos 11:33

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Homem justo, rei justo.

Homem justo, rei justo.

Salmos 1 e 2

Desde a minha infância fui ensinado a recitar e memorizar o Salmos 1, certamente uma das preciosidades que me foi ensinada e tem servido como bússola desde então. Mesmo tendo-o lido numa tradução que apresenta seus desafios devido a diferença das construções gramaticais, fui muito beneficiado com seu ensinamento. Portanto tenho grande apreciação pelo mesmo. Mas me restou a pergunta: E se eu o tivesse lido no original, quais teriam sido os benefícios? Fiz esse exercício e quão grande foi o meu deleite! Neste artigo eu partilho a resposta à aquela pergunta.

Nas línguas ocidentais usamos parágrafos, pontuação e sintaxe para ordenar e expressar nossas ideias. No hebraico antigo a “gramatica” era ordenada com posição de ideias, organizada em pequenos blocos que se tornava muito mais fácil memorizar, devido a sua estrutura lógica. Outro ponto diferencial relevante é nós que codificamos ideas e compilamos em livros com índice e páginas, enquanto o hebraico antigo era escrito em pele de animais guardados em forma de rolos. Esse processo era custoso e lento. Poucos tinham acesso aos rolos.

Como não havia abundância desse material pronto para ser escrito, parágrafos e espaço entre as linhas seria uma perda de recursos. Portanto as palavras eram escritas em seguida, sem nenhuma pontuação. Foi daí que surgiu a necessidade de dividir o texto em ideias, em vez de seguir uma estrutura gramatical complexa. O texto dividido em blocos e contraste de ideias ajuda a absorvê-lo melhor. Surge, assim, o acróstico inteligente em forma quiástica. Quiástica vem de quiasmo, que consiste em uma estrutura onde o primeiro elemento corresponde ao último elemento da poesia; o segundo, corresponde ao penúltimo; o terceiro corresponde ao antepenúltimo, etc.. até chegar ao centro onde não há mais correspondência e a mensagem central da poesia é encontrada.

Abaixo o texto apresentado na sua forma original de forma Quiástica:

Quiasmo
O Texto apresentado na sua forma original no quiasmo:
Como os salmos eram dividido por ideias, não em sintaxe, ao lermos o salmos 1 e 2 concluímos que eles, na verdade são temáticos. O salmos 2 é a continuação do salmos 1, expandindo o tema da retidão pessoal até a esfera pública.

Vejamos como funciona:
Salmos 1 – âmbito pessoal.Salmos 1

Portanto, a ideia principal é: D. “as suas folhas não cairão” Salmos 1:3c .
Idea central: serão sustentados.
Por que? Os justos ou retos serão sustentados porque meditam e consideram a lei do Senhor de dia e de noite, em contraste com os ímpios que são como a moinha, formosa e pomposa, mas qualquer vento das tempestades da vida os espalham e destroem. Salmos 1 tenta ditar para o homem comum como viver sua vida e repelir o mal em seu meio.

Salmos 2 – âmbito público.

Salmos 2

Portanto a ideia principal é:
C. “O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.” Salmos 2:7 .
Idea central: O Senhor sustenta os Seus. Por que? Os justos serão sustentados porque: “… ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.” Salmos 2:6.
A escolha do Senhor ao seu “ungido” é baseada na escolha prévia do individuo de seguir seus mandamentos: “Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” Salmos 1:2

Salmos 2 aborda as nações como um todo. Então podemos concluir que minhas escolhas no âmbito pessoal são refletidas na esfera pública. O homem reto que escolheu meditar e andar nos caminhos do Senhor será um bom líder e governante do seu povo. Salmos 2 começa com as pessoas confiando em si mesmas, “coisas vãs”, em suas próprias capacidades, inteligência e altivez, expandido para os governantes. Ele termina com um convite à retidão, uma admoestação a andar nos caminhos do Senhor, ponderar a sua Lei e só assim eles serão abençoados, assim como as nações. Caso contrário, serão destruídos pelas sua próprias escolhas, vãs filosofias e ideologias. O alerta fica para aqueles que querem provar o sustento do Senhor (Salmos 1) durante as vicissitudes da vida e querem provar da benção de uma vida plena, ao cumprir os mandamentos do Senhor, que não são pesados, estão ao nosso alcance, e o Seu cumprimento traz vida. (Deuteronômio 30:11-15). Salmos 2 é na verdade a continuação do Salmos 1 e deveriam ser lidos em paralelo.
O Salmo 2 termina alertando que os governantes que não atentarem às palavras do Senhor, vão acabar sendo destruídos.

Adivalter De Assis

HALLOWEEN – Dia das bruxas e dia finados, qual a relação?

HALLOWEEN – Dia das bruxas e dia finados, qual a relação?


HALLOWEEN – Dia das bruxas e dia de finados.

INTRODUÇÃO: Qual seria a necessidade de um estudo sobre o Halloween se esta é uma festa americana e de alguns países europeus?
Apesar desta festividade não ser muito conhecida pela maioria das pessoas no Brasil, ela vem ganhando um grande espaço em nossa cultura através de escolas primárias, escolas de inglês, TV, clubes, etc.

O QUE SÃO AS FESTAS DE HALLOWEEN? O Halloween acontece nas noites próximas do dia 31 de Outubro que são geralmente celebradas com festas a fantasia, fogueiras e com crianças fantasiadas de monstros, fantasmas, bruxas, etc., saindo de casa em casa pedindo doces (brincadeira de “trick or treat”, “travessuras ou doces”). Hoje, Halloween é um dia importante para os lojistas americanos. É uma noite em que “as pessoas decentes se tornam exibicionistas ultrajantes”. Sessenta por cento de todas as fantasias são vendidas a adultos. No dia 31 de outubro, uma em cada quatro pessoas com idades que variam de dezoito a quarenta anos vestem algum tipo de fantasia representando certo personagem. Para os se declaram psíquicos, bruxos, clarividentes e visionários, este é o dia mais agitado do ano. As editoras que publicam livros que vão desde astrologia até bruxaria registram um aumento colossal nas vendas. Salém, no Estado de Massachusetts, sede da bruxaria norte-americana, celebra na época do Halloween, o “festival da assombração”, assim expandindo a temporada de verão.

SIMBOLISMO E SUAS ORIGENS: Definição: “Halloween” é uma palavra do Inglês antigo que significa “santo”, e “e’en” também de origem inglesa significa “noite”, então o significado é “Noite Santa” ou “All Hallows Eve”, “Noite de Todos os Santos”. O dia 31 de outubro não é uma escolha por acaso. No calendário celta, este é um dos quatro principais dias de descanso das bruxas, os quatro dias de “meio trimestre”. O primeiro, 2 de fevereiro, conhecido como Dia da Marmota, honrava a Brigite, a deusa pagã da cura. O segundo, um feriado de maio chamado Beltane, era entre os bruxos, o tempo de plantar. Neste dia os druidas executavam ritos mágicos para incentivar o crescimento das plantações. O terceiro, uma festa de colheita em agosto, era comemorado em honra ao deus sol, a divindade brilhante, Lugh. Esses três primeiros dias marcavam a passagem das estações, o tempo de plantar e o tempo de ceifar, bem como o tempo da morte e ressurreição da terra. O último, Samhain, marcava a entrada do inverno. Nesse tempo, os druidas executavam rituais em que um caldeirão simbolizava a abundância da deusa. Dizia-se que era tempo de “estado intermediário”, uma temporada sagrada de superstição e de conjurações de espirito. SAMHAIN (palavra de origem celta para designar “O Senhor da Morte”). Para os druidas, 31 de outubro era a noite em que Samhain voltaria com os espíritos que morreram naquele ano para possuir o corpo dos vivos. Assim, nesse dia, faziam a comemoração apagando todas as luzes da casa, acendiam enorme tochas e usavam roupas feitas de peles de bichos para espantar os espíritos. Eles precisavam ser apaziguados ou agradados; caso contrário, os vivos seriam ludibriados. Acendiam-se enormes fogueiras nos topos das colinas para afugentar os espíritos maus e aplacar os poderes sobrenaturais que controlavam os processos da natureza. Com a imigração de aproximadamente 4.5 milhões de Irlandeses para os Estado Unidos entre os anos 1820 e 1930, esses introduziram o costume das festa de Halloween. No final do século passado, esse costume se tornou popular. Era oportunidade de infligir danos às propriedades e consentir que se praticassem atos diabólicos não tolerados noutras épocas do ano. A Igreja Católica celebrava originalmente o “Dia de Todos os Santos” no mês de maio e não no dia 1 de novembro como é feito atualmente. O Papa Gregorio III, em 835, tentando apaziguar a situação nos territórios pagãos recém conquistados no noroeste da Europa, permitiu-lhes combinar o antigo ritual do “Dia de Samhain” ou “Vigília de Samhain” (No Brasil, A Igreja Católica usou o mesmo método com os deuses africanos e os santos da igreja no tempo da escravidão). No Panteão de Roma (Pantheum em grego, Pan = muitos, Theum = templo, templo de muitos deuses), templo edificado para adoração de uma multiplicidade de deuses, foi transformado em igreja em 14 de Maio de 609 pelo então papa Boniface IV. Os cristãos celebravam ali o dia dos santos falecidos no dia posterior ao que os pagãos celebravam o dia de seu Senhor dos Mortos. Mas a palavra final nessa mudança de dadas foi pelo papa Gregório IV que introduziu a festa de “todos os santos” no calendário romano, tornando assim universal a dada de 1 de novembro, transferido de 31 de outubro para 1 de novembro. Pouco mais de um século após introduzir o dia de “todos os santos”, a Igreja católica determinou que seria melhor comemorar o “dia dos mortos” logo após o dia de “todos os santos”, sendo assim 2 de novembro o tão conhecido “dia de finados” quer dizer mortos. Uma sequência natural à celebração dos mortos ou “honra a alma do morto”. Numa clara evidência do sincretismo religioso que tem se expandido em todo o mundo nos últimos dois mil anos.

Elementos da Festa da Bruxas:

1- DRUIDAS Estes eram membros de um culto sacerdotal entre os celtas na antiga França, Bélgica, Espanha, norte da Itália, Inglaterra e Irlanda que adoravam deuses semelhantes aos dos gregos e romanos, mas com nomes diferentes. Pouco se sabe sobre eles, pois os sacerdotes passavam seus ensinamentos apenas oralmente jurando e fazendo jurar segredo. Algumas práticas porém são conhecidas, eles moravam nas florestas e cavernas, e diziam dar instruções, fazer justiça e prever o futuro através de vôo de pássaros, do fogo, do fígado e outras entranhas de animais sacrificados. Os druidas também ofereciam sacrifícios humanos e tinham como sagrados a lua, a “meia-noite”, o gato, o carvalho, etc. Os druidas foram dizimados pelos romanos na França e Inglaterra antes do final do primeiro século, mas continuaram ativos na Irlanda até o quarto século.

2- BRUXAS E FANTASMAS Os antigos druidas acreditavam que, na noite de 31 de outubro, bruxas, fantasmas, espíritos, fadas, e duendes saiam para prejudicar as pessoas.

3- LUA CHEIA, GATOS E MORCEGOS Acreditava-se que a lua cheia marcava a época de praticar certos rituais ocultos, que as bruxas podiam transferir seus espíritos para gatos e que toda bruxa tinha um gato. O gato era tido como “um espírito familiar”, por superstição e muitos eram mortos quando se suspeitava ser uma bruxa. Os druidas também tinham os gatos como animais sagrados, acreditando terem eles sido seres humanos transformados em gatos como punição por algum tipo de perversidade. Representavam portanto seres humanos encarnados, espíritos malvados, ou “espíritos familiares” das bruxas. A cor do gato originalmente não era um fator importante. O morcego, por sua habilidade de perseguir sua presa no escuro e ter hábitos noturnos, adquiriu a reputação de possuir forças ocultas e de ser demoníaco e também por possuir características de pássaro, que para o ocultismo é símbolo da alma. Assim, surge a crença, no período medieval, de que demônios transformavam-se em morcegos.

4 – CABEÇAS DE ABÓBORA (“JACK-O-LANTERNS”) A lanterna feita com uma abóbora recortada em forma de “careta”, veio da lenda de um homem notório chamado Jack, a quem foi negada a entrada no céu por sua maldade, e no inferno por pregar peças no diabo. Condenado a perambular pela terra como espirito até o dia do juízo final, Jack colocou uma brasa brilhante num grande nabo oco, para iluminar-lhe o caminho através da noite. Este talismã, representada hoje por uma abóbora, simbolizava uma alma condenada.


5- “TRAVESSURAS OU DOCES – “TRICK OR TREAT”
Na cultura celta havia uma crença de que para se apaziguar espíritos malignos, era necessário deixar comida para eles. Esta prática foi transformada com o tempo e os mendigos passaram a pedir comida em troca de orações por qualquer membros mortos da família de quem lhe dava esmola. Também neste contexto, havia na Irlanda a tradição, que um homem conduzia uma procissão para angariar oferendas de agricultores, a fim de que sua colheitas não fossem amaldiçoadas por demônios. Uma espécie de chantagem, que daí deu origem ao “travessuras ou doces” “Trick or Treat”.

6- AS MÁSCARAS E FANTASIAS As máscaras têm sido um meio de supersticiosamente afastar espíritos maus ou mudar a personalidade do usuário e também de comunicação com o mundo dos espíritos. Acreditava-se enganar e assustar os espíritos malignos, quando vestidos com máscaras. Também em outras culturas pessoas tem usado máscaras para assustar demônios que acreditavam trazer desastres como epidemias, secas, etc. Grupos envolvidos com magia negra e bruxaria também usam máscaras para “criar uma ligação” com o mundo dos espíritos.

7 – AS FOGUEIRAS A palavra inglesa para fogueira é “Bonfire”. Alguém pode até pensar que quer dizer “fogo bom”, mas na verdade vem de “Bone” (osso) + “Fire” (fogo). Nas celebrações da “Vigília de Samhain” nos dias 31 de outubro, os druidas acreditavam poder ver boas coisas e mal agouros do futuro através do fogo. Nestas ocasiões, os druidas construíam grandes fogueiras com cestas de diversos formatos e queimavam vivos prisioneiros de guerra, criminosos e animais. Observando a posição dos corpos em chama, eles diziam ver o futuro. Mais tarde, mulheres, crianças, filósofos e cientistas foram “assados” vivos por católicos, calvinistas e luteranos.

8 – AS CORES LARANJA E PRETA As cores usadas no Halloween, o laranja e o preto, também tem sua origem no oculto. Elas estiveram ligadas a missas comemorativas em favor dos mortos, celebradas em novembro. As velas de cera de abelha tinham cor alaranjada, e os esquifes eram cobertos com tecidos pretos.

9 – FEITIÇARIA NO PASSADO Não só os católicos cometeram as atrocidades da Santa Inquisição, mas também os seguidores de Lutero, durante a selvagem perseguição aos anabatistas, e os calvinistas em sua feroz intolerância, promoveram barbaridades e injustiças com a desculpa de estarem em “Guerra Santa”. Acreditava-se que mulheres com poderes de feitiçaria podiam lançar aos seus vizinhos toda espécie de sorte maléficas, como morte de gado, perda de colheita, morte de filhos, etc. Segundo a tradição, o poder mais pernicioso de tais bruxas era de tornar seus maridos cegos a respeito da má conduta de suas esposas e de fazer com que as chamadas feiticeiras gerassem filhos idiotas ou aleijados. Como a caracterização de bruxas era a de velhas megeras desdentadas com hábitos excêntricos e fofoqueiras, que se dizia possuir língua venenosa. Em 1692, nos EUA, na cidade de Salem, muitas mulheres foram mortas simplesmente por possuírem algumas destas características. Tamanha era a barbárie que ter um filho com alguma deficiência já caracterizava a mãe como bruxa ou feiticeira. Na Europa, a figura de feiticeira era a de “uma moça linda e perversa”, e grande número de adolescentes e jovens mulheres casadas foram mortas na Alemanha e França. As primeiras perseguições ocorreram no séc. XIII e depois em 1484 com a Santa Inquisição. O papa Inocêncio II recomendava que seus os inquisidores torturassem até obter provas que elas eram bruxas. Durante a Revolução Protestante essa caça assumiu proporções absurdas. Lutero aconselhava que se matasse feiticeiras com menos consideração e misericórdia do que se tinha com criminosos comuns. Sob o comando de Calvino em 1545, 34 mulheres foram queimadas ou esquartejadas (vivas) sob acusação de serem ou praticarem feitiçaria. Mulheres, moças e até crianças eram torturadas com agulhas enfiadas sob suas unhas, assando-se os pés em fogueiras ou esmagando-se as pernas sob grandes pesos “até que a medula espirrasse dos ossos”, tudo isso para obriga-las a confessar “orgias repelentes com os demônios”. O ápice desta histeria ocorreu no final do séc. XVI onde o número de vítimas pode ter chegado a 30 mil. Durante essa época em cidades alemãs mais de 900 mulheres foram mortas num só ano, não restando uma só mulher em algumas cidades. Até pessoas celebrizadas por nós defendiam que pessoas fossem mortas sob simples suspeita de feitiçaria.

O HALLOWEEN HOJE  O Halloween tem outros aspectos negativos além de sua herança pagã arraigada na bruxaria e sua ênfase sobre o diabo e as trevas. Alguns vândalos estão mais interessados em brincadeiras de mau gosto do que em festas. Todavia, tais associações com o mal não indicam que os pais que permitem que seus filhos participem dessas celebrações do Halloween estejam a par de suas ramificações históricas. Mas seria difícil achar alguma virtude nos festejos do Halloween pois seu simbolismo envolve demônios, fantasmas, morte, trevas, esqueletos, medo e terror.

O QUE A BÍBLIA DIZ:

O que Deus pensa dessa práticas e seus praticantes:
Deut.18:9-14
“9 Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações.
10 Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;
11 Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;
12 Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.
13 Perfeito serás, como o Senhor teu Deus.
14 Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa”

Isaías 8:19
19 Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?

Levítico 19:26, 31
26 Não comereis coisa alguma com o sangue; não agourareis nem adivinhareis
31 Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.

Levítico 20:6-8
6 Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo.
7 Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus.
8 E guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o Senhor que vos santifica
.

Levítico 20:27
27 Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles.

Romanos 12:2
2 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus

Gálatas 5:19-21
19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia,
20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus

Efésios 6:12
12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Apocalipse 21:8; 22:15
8 Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.

Apocalipse 22:15
15 Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.

REFLETINDO Existe algo de ruim nisto? Quer dizer que esta simples festividade com pessoas e crianças se fantasiando, pedindo doces é um remanescente de antigas práticas de magia negra, culto aos mortos e outras coisas sinistras?

TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES Nos Estados Unidos foram proibidas as orações públicas. O princípio do secularismo tirou das escolas a celebração do Natal. Mas o Halloween permanece. O abrigo de gatos de Chicago tem uma procura muito grande de gatos pretos durante os festejos de Halloween. Temendo que os gatos estivessem sendo usados em rituais macabros pelos que se auto-proclamam bruxos, a Sociedade Protetora de Animais excluiu a adoção durante essa temporada. No Brasil e no mundo estão aparecendo pessoas se auto-intitulando bruxos.Simbolismo apenas? Pense em alguns símbolos e analise-os. Há algum significado? Há alguma importância? Há alguma influência? Devemos acolher tais festividades? Deve um crente participar de tais festividades?

Autor: Adivalter De Assis

BIBLIOGRAFIA: 

BURNS, E. M., Western Civilizations, Their History and Their Culture, W. W. Norton & Co. Inc., New York, 1968.ANKERBERG, J., Weldon, J., The Facts on Halloween: What Christians Need to Know. Harvest House, Oregon, 1996.
PHILLIPS, P., Robie, J., H., Halloween and Satanism. Starburst, 1987.
HURT, R., The History of Halloween and the Word of God, not published (?).
MARGADONNA, S., Halloween Oct. 31: What’s It All About?, not published (?).
PHILLIPS G., Halloween: What It Is From a Christian Perspective, not published, Bay View Church, Alabama:

Que o Senhor Reine!

Que o Senhor Reine!

A todo o momento somos desafiados a fazer escolhas, afinal a vida é feita de escolhas seja na esfera pessoal ou coletiva. Enquanto na nossa nação somos guiados por um sistema democrático, na nossa esfera pessoal somos chamados a servir, num sistema teocrático.
A palavra “democracia” tem origem do grego, e vem de “Demokratia”, sua versão em latim era “Democratia”. O termo tem em sua base duas palavras gregas: DEMOS, que significa “povo” e KRATOS “Domínio, poder”, o que nos traz o significado de “poder do povo” ou “governo do povo”. A democracia, de entre muitos outros sistemas de governo, parece ser o menos nocivo ao indivíduo na esfera pessoal, apesar de ter suas limitações.

Em contraste, a palavra Teocracia, com origem também no grego, é a junção do grego “theos” que significa D-us e “kratein” que significa governar, então um governo regido por D-us.

A vontade da maioria do povo tem suas complicações. O próprio Messias divino foi entregue à morte pela vontade da maioria, do mesmo modo que a tentativa de implementar um governo teocrático se mostrou falho através da história. A chamada democracia optou por matar um inocente e soltar um ladrão (Mateus 27:20); o povo, manipulado pelos líderes, gritou: “Solte Barrabás! Condene Jesus!”

Voltando a origem do homem, antes do pecado entrar no mundo, vemos que havia uma harmonia onde o homem decidia o que fazer debaixo do domínio do Senhor. Nessa liberdade de decisão havia também a possibilidade até de desobedecer. Da mesma forma, hoje, no “pós queda”, somos confrontados por escolhas. O Senhor, ao criar o universo e a terra como habitação para o homem, deu-lhe a escolha de servi-lo livremente ou escolher o seu próprio caminho. Devemos notar que toda a terra estava sujeita ao domínio do homem, mas o Senhor tinha separado um jardim e uma árvore que era do domínio Dele somente. Ao fazer isso, Ele estava dizendo: 99.9% é para você desfrutar, viver e ser feliz, mas esse 0.01% é do meu domínio e você precisa respeitá-lo. Essa árvore chamava-se “a árvore do bem e do mal”.

Se voltarmos um pouco mais no relato da criação, vemos que D-us criava algo e declarava: “Isso é bom”. De facto, existem 7 (perfeições) declarações em Gênesis 1, usando a palavra “bom”, (Tov, em hebraico), que também significava “bem”. Declarar o “bem” e o “mal” era uma prerrogativa da autoridade divina. A realidade de como as coisas deviam ser definidas se originava Nele. Ao pôr a árvore do “bem e mal” no meio do jardim Ele dá a escolha ao homem para viver dentro da realidade proposta e criada por Ele, ou criar a sua própria realidade.

A tentação da serpente é: “e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal (Gênesis 3:5), sugerindo que homem teria a capacidade de decidir o que é “bem e mal”; não precisaria de D-us para isso. Ele poderia, de fato pode torcer a realidade e criar a sua própria sem D-us, a prerrogativa passa ser dele. Ao escolher comer dessa árvore há a possibilidade do homem nomear e determinar o que passa a ser o bem e o mal; se comer poderá declarar (como D-us) o certo e o errado. O homem pensou: Por que não ter 100% do domínio, ditar as regras e ser senhor do meu próprio destino? Se posso ter 99.9%, por que não ter o outro 0,01% também? Essa foi a tentação: querer dominar tudo, ter o que não lhe é permitido, passar dos limites, redefinir a realidade seus meus próprios olhos: “Agora eu defino o que é “TOV”, não preciso de D-us para fazer isso por mim”.

Assim como Adão e Eva, somos na esfera pessoal, diariamente confrontados com essa mesma escolha, pós queda. Agora que somos conhecedores do “bem e do mal” podemos render nossas escolhas para fazer o bem “TOV – טֽוֹב” ou o mal “RA – רָע “ .

Enquanto o voto democrático tem suas limitações, manipulações e inúmeras falhas; na esfera pessoal, podemos render nosso poder de decisão aos padrões que D-us estabeleceu para que vivamos uma vida plena e realizada. Na verdade não é difícil escolher o bem e não é impossível aplicá-lo, o Senhor declara:
11 Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti.
12 Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?
13 Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?
14 Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires.
15 Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; (Deuteronômio 30:11-15).

Portanto internamente devemos tentar viver uma “teocracia”, onde D-us governa; consequentemente, haverá um impacto no exterior que será transformado pelas nossas boas escolhas.

Devemos escolher:
1- A vida sobre a morte: A vida é um presente de D-us, só Ele pode criar só Ele pode tirar. Gen 9:6, Salmos 36:9 Toda vida humana é muito importante, até mesmo a de um bebê na barriga da mãe. Por isso, tirar de propósito a vida de um bebê que ainda não nasceu é o mesmo que assassinato. “Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes. Mas se houver morte, então darás vida por vida”. (Êxodo 21:22,23)
O Senhor nos propõe:
19 Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, Deuteronômio 30:19
Quem nos deu a autoridade de determinar se um inocente viva ou morra? Essa prerrogativa pertence só ao autor da vida.

2- A honestidade sobre o roubo: Honestidade é falar a verdade, vivendo de maneira íntegra.
O que é verdade? Quando ações e palavras são harmonizadas, andam juntas.
Deus se agrada da honestidade porque ele é o D-us da verdade e odeia a mentira. Deus abençoa quem é honesto. O honesto ganha a confiança de outras pessoas e faz a comunidade prosperar. O salmista escreveu:
Senhor, quem habitará no teu santuário?
Quem poderá morar no teu santo monte?
Aquele que é íntegro em sua conduta e pratica o que é justo; que de coração fala a verdade e não usa a língua para difamar; que nenhum mal faz ao seu semelhante e não lança calúnia contra o seu próximo; (Salmos 15:1-3)

3- A fé sobre a dúvida: Fé, ou “emuná” (em Hebraico) tem mais haver com a fidelidade do que crença. Enquanto crença é aderir a um tipo de ensinamento ou filosofia previamente postulada, a fidelidade é ser fiel a uma aliança/contrato estabelecido. Portanto, tenho fé quando aceito essa aliança feita, sou fiel aos seus termos (essa aliança foi feita entre D-us e os homens através de Sua interação com o povo de Israel), e tento viver nesses princípios. A dúvida é corrosiva à nossa fé, e traz caos à vida humana, nunca estando seguro do que é certo ou errado, relativizando os princípios e se reduzindo aos seus desejos e impulsos. Com a relatividade dos princípios tudo que desejo passa a ser o “certo”, o grande ego está no controle, eu domino os 100%! Quem precisa de D-us?

4- D-us e não o estado: O escritor inglês G. K. Chesterton, (1874-1936) disse: “não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo, que é a coisa mais tola de todas. Só alguém muito alienado pode acreditar em si mesmo.” Aqueles que rejeitam a ideia de D-us e a criação acabam acreditando em qualquer coisa; no vácuo muitos tentam substituir D-us pela imagem do estado, porque o mesmo, às vezes, se propõe como provedor de alimento, organizador do caos humano e promovedor da “felicidade” humana, mas isso é uma farsa. A própria história recente já mostrou que quando o estado tenta calçar as botas de D-us as consequências são terríveis; normalmente, se termina com milhares esmagados pelas botas da intolerância humana. O estado tem sua função estabelecida por D-us para boa governança mas o mesmo nunca poderá substituí-lo e precisa estar sujeito às Leis divinas. Toda vez que se tenta substituir leis divinas por filosofias humanas (humanismo), acaba-se em desastre. O humanismo começou no jardim do Éden, onde o homem tentou ser o centro do universo, e até hoje sofremos suas consequências.

Enfim, ao fazer a suas escolhas, seja no âmbito pessoal ou comunitário, considere O Senhor, em todas as coisas; seus princípios e seus mandamentos. Certamente, as suas escolhas internas vão afetar a sua comunidade e o seu país. Que Ele lhe dê sabedoria para viver uma vida plena sem nunca se esquecer que ele é o autor e consumador da vida e só a Ele devemos nossa lealdade (fé).

Adivalter De Assis

Marta e Maria em seu contexto.

Antes de qualquer interpretação bíblica precisamos entender o seu contexto geográfico, linguístico, cultural e espiritual, só assim estaremos aptos em adaptar a passagem ao nossos dias e consequentemente as nossas vidas.

Primeiramente, é do interesse do leitor notar que o texto que temos em mãos passou por varias transformações que se forem ignoradas poderão resultar numa interpretação equivocada.  Ressalto algumas dessas considerações:

1- Contexto histórico: Antes de Mateus, Marcos e Lucas seus livros a maior parte das histórias originais estavam separadas por tópicos, essa é a conclusão que o linguista e pesquisador Robert L. Lindsey [1917-1995] chegou após anos de dedicação ao estudos dos evangelhos sinópticos. Esse pequeno relato de Marta e Maria fazia parte de um texto bem maior, com ao passar dos anos ficou disperso entre os 3 evangelhos. Lindsey usando técnicas linguisticas e temáticas põe o texto de Marta e Maria dentro do seu context original encontrados em  Lucas 10:38-42, Mateus 6:25-34 = (Lucas 12:22-31) Lucas 12:16-20 e Lucas 16:19:31.

Lucas 10:38-42

38 E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa;

39 E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.

40 Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.

41 E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa (preocupada) e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária;

42 E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.

Mateus 6:25-34

25 Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos (preocupado) quanto à vossa vida (alma), pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida (alma) mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?

26 Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?

27 E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados (preocupação), acrescentar um côvado à sua estatura?

28 E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;

29 E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?

31 Não andeis, pois, inquietos (preocupados), dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?

32 Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;

33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

34 Não vos inquieteis (preocupados), pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

Lucas 12:16-20 e  Lucas 16:19-31

2- Contexto Cultural: Os rabinos do primeiro século viajavam de cidade em cidade ensinando a Lei de Moises (Torá e os livros proféticos), essas viagens poderiam durar alguns dias ou até meses. Jesus, um rabino típico do primeiro século ensinava de povoado em povoado e se hospedava na casas dos seus seguidores/discípulos contando com a bondade e hospitalidade dos mesmos, a lei de Moises proibia o recebimento de dinheiro ou pagamento pelo ensino da escrituras (Torá e os profetas). Os ensinamentos eram esporádicos e propositalmente relacionados com atividades do dia a dia dos seus ouvintes. 

3- Método de ensino: A forma mais usada e eficaz de ensino no primeiro século era o uso de parabolas em pares, razão desse uso se acha na Torá, Deuteronômio 19:15 “Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato.” Se tornou pratica de ensinar alguma ideia divina com uso de 2 parabolas para enfatizar a ideia. Assim como no caso de José do Egito, ele teve 2 sonhos paralelos para confirma a sua veracidade. 

4- Problemas na tradução: Consideremos que os sinópticos originais foram escritos em Hebraico e não Grego, como comumente aceito pela maioria. Existem evidencias irrefutáveis que comprovam o caso.Vou explorar esse tema em outra postagem.

5- Visão Grego/Romana vs Visão Hebraica. Na nossa cultura altamente influenciada pela lógica e visão grego/romana temos a tendencia de ler o texto bíblico com nossos óculos culturais grego/romano. A visão grego/romana sustenta a ideia do dualismo, onde tudo que é espiritual é bom e tudo que é material é mau. Se escolho A, automaticamente excluo B.

Se quiser saber mais, leio meu artigo https://raizeshebraicas.com/2013/10/12/mente-hebraica-x-grego-romana-integra/  

Considerando esses aspectos essenciais para uma interpretação saudável, vamos lá: 

V 38 E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa;  

Apesar de o texto em Lucas não mencionar o local preciso, sabemos que isso ocorreu em Betânia de acordo com João 12:1. 

Ao viajar de povoado a povoado Jesus fazia paradas para repousar durante a noite que normalmente durava alguns dias. As viagens no oriente medio eram cheias de perigos, assaltantes, feras do campo e também era muito cansativa. As temperaturas poderiam chegar aos 45-50 graus durante o verão e abaixo de zero no inverno, o que adicionava ao desconforto de uma viajem a pé. 

V 39 E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.

Aqui existe uma omissão ou má tradução que muda nosso entendimento da passagem, a palavra “a qual” deveriam ser traduzida por “também”, que quer dizer que tanto Marta como Maria estavam sentadas aos pés de Jesus para aprender.

“Sentar-se aos pés” é simplesmente uma expressão que quer dizer “aprender do mestre” Paulo em atos 22:3 usa essa expressão para identificar seu mestre “Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois.”

Isso é uma reminiscência do ditado judaico no m. ʻAbot 1: 4: “Que a tua casa seja uma casa de reunião para os Sábios (rabinos/metres) e sente-se no meio do pó dos seus pés e beba as suas palavras com sede”.

V-40: Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. 

Maria está se esquivando de suas responsabilidades de ajudar a irmã? Na cultura de Jesus, deveres domésticos eram considerado parte da responsabilidade somente das mulheres. Aprender a Torá (escrituras) era desaprovado. Tenho certeza de que os discípulos de Jesus esperariam que Ele ficasse do lado de Marta aqui e dissesse algo como: “Maria, sua irmã tem muito para fazer. Por que você não se levanta e a ajuda? Seria ótimo”. Mas ele surpreende todos com sua resposta.

Por que Jesus diz coisas tão absurdas? Porque Ele está ensinando. Ele está deixando uma impressão indelével e memorável na mente de Seus discípulos. Seus seguidores foram educados para considerar as responsabilidades de alguém para com a família como preeminentes. Jesus exalta a escolha de Maria mas não repreende Marta pela escolha que fez, afinal todos temos chamados distintos.

V-41 E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária;

Em Lucas 10:5-6 Jesus prescreve hospitalidade para discípulos viajantes.  “E em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós.”

Parece contraditório que Jesus não recebesse bem a diaconia (diakonia = serviço em Grego) de Marta. Em João 12:2 Marta é exaltada pelo serviço prestado “Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.”

Em João 12:26 Jesus ensina a importância do serviço aos outros e ao Senhor,  “Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.” 

Toda sua vida se resumia ao serviço aos outros, Ele com frequência se mostrava como um servo. Vemos isso em Lucas 22:27 “Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve.”

Lendo esses textos acima fica difícil de acreditar que Jesus por algum momento diminuiu os esforços de Marta. O serviço de Marta não é avaliado negativamente em nenhum outro texto Lucas. Essa história poderia realmente ser sobre zelo exagerado Martha? 

V-42 E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. 

Jesus responde a Marta: “Maria escolheu Grego – agatha (boa parte)”. Esta palavra não precisa ser traduzida como “melhor ou excelente”. Pode significar simplesmente “bem”. Jesus está dizendo que Maria escolheu o “bem” e não vai tirar Maria de sua atividade para voltar ao povoado para ajudar Marta. Neste momento, Jesus só confirma a validade da escolha de Maria.

Vale a pena notar que era culturalmente reprovável uma mulher “sentar aos pés do rabino” e aprender direto de um rabino. Normalmente o rabino ensinava ao esposo e o mesmo ensinava a mulher. Como Jesus quebrou muitas barreiras culturais, essa oportunidade de aprender diretamente do rabino foi imperdível para Maria que com essa ação quebrou muitas barreiras culturais. 

Para o Judeu do primeiro século o fato de Jesus ter dito “Maria escolheu a boa parte” não exclui o bom trabalho de Marta, não existe tensão na sua afirmação. Visão Hebraica. Entretanto nossa visão Grego/Romana não deixar espaço para a tensão, a mentalidade Grego/Romana eleva a dualidade, exemplo preto ou branco, material ou espiritual etc.. Já a mente Hebraica vive muito bem com o holismo, pode não ser preto ou branco mas sim cinza, não é nem material nem espiritual mas sim um conjunto dos dois e ambos podem ser bons ou ruins dependendo de como se aplica. 

Jesus reconhece o trabalho valioso de Marta e a escolha de Maria, sem excluir ninguém. Esse episódio não foi isolado, provavelmente Jesus ficou por alguns dias na casa de Marta e Maria. Possivelmente Maria teve a oportunidade de servir assim com Marta.

Portanto Jesus afirmou a posição, chamado, missão de Marta assim como também afirmou a posição, chamado e missão de Maria. Reconhecendo que as pessoas são diferentes, tem personalidades diferentes e chamados distintos mas todos são uteis em sua capacidade no reino. Imagine se todos fossem chamados ao ministério de ensinar, ninguém ao ministério de servir? Seria impossível de alcançar algo concreto.

Contexto do Livro:

O Evangelho de Lucas foi escrito pelo Dr. Lucas, um gentio e o único autor bíblico que não é judeu. Embora ele não fosse um apóstolo original, Lucas era um associado próximo do Apóstolo Paulo, então o Evangelho de Lucas e o Livro de Atos que ele também escreveu, sempre foram considerados “apostólicos” pela Igreja; “Apostólico” significa “dos Apóstolos” – o fato de que uma obra foi escrita por um apóstolo ou (como no caso dos Evangelhos de Marcos, Lucas e Atos) por alguém muito próximo tanto no tempo quanto no relacionamento com um apóstolo, autenticado o trabalho e foi importante em sua colocação final como escritura sagrada.

Lucas era um homem erudito – um médico – e ele era um historiador e escritor – então, podemos esperar que a escrita de Lucas seja cheia de significado e se mantenha unida e não simplesmente seja uma cadeia ou coleção de declarações desconexas. O publico de Lucas foram os gregos, incluindo judeus e gentios helenizados, que esperavam e apreciavam esse tipo de pensamento e escrita sistemáticas. Eles não estavam interessados ​​em ler versos isolados ou passagens curtas; seu lema não era “apenas me dê os fatos. Eles gostavam de ler e considerar obras inteiras para ver como as proposições e a história se mantinham juntas e para captar mensagens e temas gerais.

 

Teologia da substituição Parte 2

Teologia da substituição Parte 2

Como discutido na postagem anterior: Teologia da substituição Parte 1 – https://raizeshebraicas.com/2022/01/29/teologia-da-substituicao-parte-1/
     A teologia da substituição erra em vários pontos, primeiro por apresentar uma narrativa incompleta, depois por deturpar o caráter de D-us. A aliança feita com Abraão foi unilateral, imutável e irrevogável.
Como eram feitas as alianças na antiguidade?
     Numa era onde não existia escrita, nem papel, desenvolveu-se rituais para firmar pactos e alianças de paz, casamento, compra e venda de propriedades etc… Como acreditava-se em vários “deuses” que eram os sustentadores da ordem natural do universo e tinham o poder sobre a morte e vida tudo era feito em nome desses “deuses”. Se duas partes A e B tinham interesse em fazer um pacto ambos traziam alguns dos melhores animais do seu rebanho, os partiam ao meio e arrumavam de forma que as duas metades fizessem um corredor. Então o pactuante A passava ao meio das carcassas e recitava a parte de sua obrigação no contrato, depois o pactuante B fazia a mesma coisa, ao terminar cada um oferecia suas carcassas num altar ao seu deus.
     Esse ritual significava que se tanto parte A ou B não cumprisse sua parte do contrato ele estaria dando a autoridade a outra parte de cortá-lo ao meio como foi feito com os animais.
Tendo dito isso, vamos ver como aconteceu o pacto entre D-us e Abraão:
Gen 15:
1- D-us instrui Abraão o que deve fazer.
v9 E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho.
v10 E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu

2- A parte de D-us no contrato.
V13 Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos.
V14 Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza.

3- A parte de Abraão no contrato, estranhamente ele é posto para dormir por D-us e não recita sua parte da aliança.
v12 E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele.

Indicando que esse pacto seria unilateral, D-us cumpriria sua parte da aliança mas Abraão seria incapaz de cumprir, sabendo disso o pôs para dormir.
Encontramos mais detalhes dessa aliança em Gen 17:7 E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti.

A palavra chave aqui é “perpétua” em hebraico Olam (עוֹלָם), com significado em português: posteridade, para sempre, sempre, eterno, eternamente, perpétuo, existência contínua, perpétua, futuro indefinido ou interminável, eternidade. No grego, aiōn (αἰών): para sempre, uma era ininterrupta, perpetuidade do tempo e eternidade. Exemplo Hebreus 13:8 “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente (αἰών).”

Portanto a aliança feita com Abraão é definitivamente imutável, irrevogável e eterna independente das tendencias e influencias eclesiásticas, método de interpretação humano e triunfalismo gentílico. Lembrando que Paulo nos adverte em Rom 11:25
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.”

Sim, a maior parte dos judeus rejeitaram o messias mas a aliança eterna e unilateral de D-us continua sendo valida. O evangelho só chegou a nós porque uma minoria dos judeus como os discípulos e os apóstolos foram fiéis ao Senhor e passaram a mensagem para frente chegando até nós, os gentios.

Paulo ainda nos alerta:
Rom 11:
v1 – Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum;
v2 – Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu.
v11 – Digo, pois: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação (ciúmes).

E finalmente a exortação mais pungente:

Rom 11:18
“Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.”

Finalmente gostaria de lembrar que o apóstolo Paulo (seu nome grego), Saulo (seu nome hebraico) At 13:9 era um rabino e mesmo depois do encontro com o Senhor Jesus no caminho damasco, continuo a guardar o sábado (At 13:14), circuncidou a Timóteo (At 16:3) sua bíblia era o Tanak (velho testamento). Ele manteve sua identidade judaica, observava a Torá e em suas próprias palavras podemos ver que a “teologia da substituição” é uma dicotomia errônea.

A Sfalsin

Mulher virtuosa quem a achará?

Mulher virtuosa quem a achará?

Provérbios 31:10-31

O último poema do livro bíblico de Provérbios fala a respeito da mulher “virtuosa”. O poema foi originalmente escrito em hebraico e consiste em 22 versos, cada verso começando com a primeira letra do alfabeto (aleph) até a última letra do mesmo (tav), assim listando 22 virtudes de uma mulher sábia num acróstico inteligente em forma quiástica, diferentemente do português o poema em hebraico tenta harmonizar as ideias e não as palavras. Infelizmente quando esse lindo poema foi traduzido para português perdeu essa linda estrutura, que na sua forma quiástica aponta para uma mensagem central.
Mas antes de tudo, o que é um quiasmo? O quiasmo consiste de uma estrutura onde o primeiro elemento corresponde ao último elemento da poesia, o segundo corresponde ao penúltimo, o terceiro corresponde ao antepenúltimo, etc.. até chegar ao centro onde não ha mais correspondência e a mensagem central da poesia é encontrada.
Exemplo:

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O Texto apresentado na sua forma original no quiasmo:

Texto 2

Minha interpretação da ideia de cada versículo:

Definicao

Quero frisar que a palavra hebraica traduzida como “virtuosa” no v. 10 é hay’il (חַיִל ). A conotação dessa palavra em português está ligada a pureza, simplicidade ou moralidade, diferentemente do hebraico que tem vários significados relacionados ao poder, força, poder; capaz, valente, virtuoso, valor; exército, forças, riquezas, substância. O significado básico deste substantivo é “força”, da qual pode ser derivado” exército” e “riqueza“. Hay’il é usado 244 vezes na Bíblia. Portanto, a melhor tradução concisa dessa mulher seria, “a mulher cheia de fibra”.
Note que a ação no lar tem um alcance na sua comunidade local, não só de forma econômica mas também social, ela ajuda aos de casa e também aos de fora, ela ajuda a seu marido em diversos aspectos da vida familiar e pública. “Seu marido é conhecido nas portas”, isso quer dizer que ele se tornou um dos magistrados da cidade expedindo justiça ao povo, isso só foi possível com a ajuda dela. Penso que a mensagem central desse texto seja o comprometimento de um casal em querer o bem comum, sabendo que ambos ganham quando o amor existe entre eles, não só a família mas assim como toda a sociedade. Quando esse comprometimento não ocorre a família é a primeira vítima mas a sociedade em geral.
Infelizmente basta olhar ao nosso redor para ver uma triste realidade de casais separados, famílias destroçadas e filhos sem rumo. Esse poema apesar de seus quase 3.000 anos é tão relevante para nossos dias, devemos prestar atenção e aprendemos com ele.

Autor: A Sfalsin

Teologia da substituição Parte 1

Teologia da substituição Parte 1

     Mas o que realmente é a teologia da substituição? Basicamente é a crença que a igreja substituiu Israel com respeito as promessas e propósitos de D-us. Uma definição mais abrangente pode ser expandida da seguinte forma:
1- Há a possibilidade de judeus individualmente serem salvos aceitando Jesus como Senhor e salvador de suas vidas, mas D-us rejeitou o povo judeu como instrumento dos seus propósitos porque eles como povo rejeitaram ao messias, Jesus.
2- Ao rejeitar a Jesus, o povo judeu transgrediu as alianças que D-us fez com os patriarcas, assim D-us anulou-as.
3- A igreja substituiu Israel como o povo da aliança e propósitos, assim passando a ser o “novo Israel de D-us”
4- As promessas dadas a Israel no passado agora com a “nova aliança” são dadas a igreja.
5- O estado moderno de Israel não tem relevância especial aos acontecimentos recentes. Israel é um país como qualquer outro.

     O impacto da teologia da substituição é sutil, basta abrir a bíblia e olhar no índice onde se divide a bíblia em 2 partes, “velho” e novo testamento. O que a princípio parece inocente ao nossos olhos está carregado de um sentimento antisemita de centenas de anos de má vizinhança entre gentios e judeus. Porque velho e novo testamento? Inconscientemente assumimos que o velho já está ultrapassado portanto o novo testamento é melhor ou até mesmo superior.
     A teologia da substituição tem como raiz o orgulho de pensar que “nós” somos melhores do que “eles”, infelizmente vemos essa teologia aplicada não só em relação aos judeus mas entre as próprias denominações, onde certos grupos empossam a verdade exclusivamente e excluem os que pensam de forma diversa. Sendo assim o problema não está na teologia da substituição, mas sim no coração humano.
     Muitos teólogos que aderiram a essa teologia influenciaram grandes multidões, entre eles destaco Dr Robert Reymond um estimado teólogo dos Estados Unidos, que no seu artigo “Sword and Trowel” (A Espada e a espátula) escreve:
“todas as promessas da terra de D-us para Israel no Antigo Testamento devem ser vistas como sombras, tipologia e profecia, em contraste com a realidade, substância e cumprimento de que o Novo Testamento atesta…” e “nós cristãos, como membros do reino messiânico de Cristo, somos os verdadeiros herdeiros das promessas da terra das escrituras sagradas aqui e agora, e que também se cumprirá no futuro celestial…”
     Provavelmente você já ouviu essa mesma ideia sendo pregada dos púlpitos com diferentes nuances, eu particularmente cresci na igreja ouvindo que “nós éramos o novo Israel de D-us”. O que muitas vezes me deixou inquieto e me fez questionar tal afirmação e caráter de D-us.
     Naturalmente para chegar a essa conclusão tudo vai depender de como você lê a bíblia, sua perspectiva é hebraica ou helenística? Exploro esse tópico com mais detalhes nesse artigo: https://raizeshebraicas.com/2021/05/23/uma-questao-de-perspectiva/
Se você estiver lendo com uma perspectiva helenística provavelmente a narrativa se desenrola desta forma: D-us criou o universo, o homem pecou desobedecendo seu mandamento, então Ele no seu imenso amor ao invés de julgar o homem pelo pecado providencia o redentor Jesus, e todos os que invocarem esse nome será salvo e habitará no céu. Tem algo de errado com essa descrição? No mínimo está incompleta porque ignora a eleição de Israel como povo escolhido para abençoar as nações de todo o mundo.
     Visão hebraica: D-us criou o universo, o homem pecou desobedecendo seu mandamento, então Ele faz várias alianças com o homem através de Noé, Abraão e através dessas alianças Ele abençoa não só a Noé e Abraão mas através de seus descendentes todos os povos gentios são abençoados (Gen 12:2-3) dentro dessa provisão ele manda o redentor da linhagem de Abraão, Jesus; e todos que entrarem nessa aliança (relacionamento) continuará nesse relacionamento com Jesus no mundo por vir. Julgo que essa visão é mais completa e faz jus a bíblia do gênesis ao apocalipse.
     O problema principal da perspectiva helenística é que ignora a história de Israel como povo escolhido para trazer o salvador, Jesus. Ela vê essa história somente como uma sombra do que estava por vir, o messias, e quando o messias foi revelado essa sombra já não tem muita importância, foi cumprida e pode ser descartada. Ela se concentra num D-us universal com atributos abstratos dos filósofos platônicos como: Soberano, perfeito, onipotente, onipresente, primeira causa, fundamento do ser e as vezes até inatingível. Em constraste, D-us se revela ao homen como um D-us particular, pessoal e presente nos conflitos humanos. Esse D-us elege uma família especifica, faz dessa família um povo, se envolve em seus conflitos internos, cuida, interage, está presente todos os dias, se entristece com as más escolhas que fazem e até antecipa seus planos futuros para Abraão Gen 19:23-25 e Moisés Êxodo 32:9-10
     Essa ideia é revelada em toda a bíblia, no “velho” testamento (Tanak):
1- “Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para ser vosso Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus” Números 15:41 , Êxodo 29:46, Levítico 11:45, Levítico 22:33,
2- “Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão.” Deuteronômio 32:39
3- “E ele lhes disse: Eu sou hebreu, e temo ao Senhor, o D-us do céu, que fez o mar e a terra seca.” Jonas 1:9
4- “Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há D-us; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças;” Isaías 45:5
5- “Portanto o santificarás, porquanto oferece o pão do teu Deus; santo será para ti, pois eu, o Senhor que vos santifica, sou santo.” Levítico 21:8
6- “Porque eu sou o Senhor teu Deus, que agito o mar, de modo que bramem as suas ondas. O Senhor dos Exércitos é o seu nome.” Isaías 51:15
7- “O Senhor guarda os estrangeiros; sustém o órfão e a viúva, mas transtorna o caminho dos ímpios.” Salmos 146:9
     E no novo testamento:
1- “E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido no livro de Moisés como Deus lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó?” Marcos 12:26
2 – Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; Mateus 10:6
3 – Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel. Lucas 2:32
4 – Bendito o Senhor Deus de Israel, Porque visitou e remiu o seu povo, Lucas 1:68
5 – E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Marcos 12:29
6 – E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. Romanos 11:26
7 – Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Efésios 2:12

     Diferentemente do D-us universal dos filósofos gregos que influenciaram os “pais da igreja” como Clemente de Alexandria (c. 150-200 d.C), Basílio “o Grande” (c. 330-379 d.C.), Justino Mártir (100-165 d.C.) e Agostinho (354-430 d.C), a visão bíblica é de um D-us particular que começa sua missão de resgate através da eleição de uma familia especifica e dá a eles mandamentos específicos para terem uma relacionamento íntimo com ele.
     A teologia da substituição erra em vários pontos, primeiro por apresentar uma narrativa incompleta, depois por deturpar o caráter de D-us. A aliança feita com Abraão foi unilateral, imutável e irrevogável, ao pôr Abraão para dormir durante a consumação da aliança (Gên 15) D-us mostrou que essa aliança seria unilateral, onde Ele manteria sua palavra da parte do contrato porque naturalmente Abraão falharia assim como sua descendência.
Conforme a teologia da substituição, porque Israel não guardou a aliança rejeitando o messias então D-us elegeu um outro povo, os gentios, para ser seu “novo” povo escolhido.
Bom, se D-us faz uma aliança unilateral e depois volta atrás, como poderia estar certo da garantia da vida eterna?

No próximo artigo vamos um pouco mais profundo no assunto.

A Sfalsin

MEIA REFORMA DE LUTERO

MEIA REFORMA DE LUTERO

Há 495 anos atrás enquanto a Europa afundava-se em seus anos negros com cultos aos mortos promovido pela festa do Halloween, Lutero se destacava como uma luz na escuridão ao pregar publicamente suas 95 teses, na porta da Catedral de Wittenberg (Alemanha). Seu apelo era por uma mudança nas práticas da Igreja Católica, e acesso as sagradas escrituras na língua do povo comum.

Ao desafiar os costumes da igreja católica e do império ele possibilitou que o povo tivesse acesso à Bíblia em sua própria língua. A principal doutrina de Lutero era contra o pagamento de penitências e indulgências aos lideres religiosos, ao descobrir lendo em Habacuque e Romanos que a salvação é pela graça somente, não por obras, houve uma profunda mudança em sua vida.

Essa ação deu origem ao que conhecemos hoje como o movimento “protestante” que sem dúvida mudou o curso da história eclesiástica, motivo de comemoração para os cristãos protestantes ou evangélicos. Infelizmente Lutero não “reformou” o suficiente e doutrinas católicas que ainda permanecem enraizadas na igreja protestante, entre algumas, tristemente destaco a “teologia da substituição” que basicamente afirma: “por causa do pecado de Israel em rejeitar Jesus, D-us rejeitou o povo judeu e elegeu um novo povo, a igreja, “o novo Israel de D-us”.

Lutero, mantenedor dessa doutrina, tentou se aproximar das comunidades judaicas ao perceber que os judeus não iriam se converter, ele se empenhou em persegui-los. No fim de sua vida ele incentivou a matança e desprezo de todos judeus que não se convertesse ao chamado “cristianismo” de Lutero. Em 1543 ele escreveu um livro chamado “Os Judeus e suas mentiras” onde ele acusa os mesmos pelo crime de ter matado o messias e por isso mereciam todo o desprezo de D-us e seus seguidores. Triste realidade!!!

Trecho do livro – Os Judeus e suas mentiras, de Martinho Lutero: “A Alemanha deve ficar livre de judeus, aos quais após serem expulsos, devem ser despojados de todo dinheiro e jóias, prata e ouro, e que fossem incendiadas suas sinagogas e escolas, suas casas derrubadas e destruídas (…), postos sob um telheiro ou estábulo como os ciganos (…), na miséria e no cativeiro assim que estes vermes venenosos se lamentassem de nós e se queixassem incessantemente a Deus”. – “Sobre os judeus e suas mentiras” de Martinho Lutero.

Espero que tenhamos um apreço pela iniciativa de Lutero mas ao mesmo tempo reconheçamos que na reforma de Lutero ainda ficaram muitos erros teológicos que precisam ser corrigidos se quisermos viver as escrituras em sua plenitude.

A Sfalsin

Feliz Ano Novo 2023

 

Feliz Ano Novo

Gostaria de desejar a todos um feliz ano novo, mas um verdadeiro ano novo, não como se fosse uma manta mágica de desejos que caísse sobre nós sem qualquer relação com a nossa vida prática e ações.

Gostaria que nesse ano novo:

Os pais fossem mais presentes na vidas dos seus filhos,

As pessoas corressem menos e dessem mais tempo ao seu próximo e aos relacionamentos.

As famílias vivessem em equilíbrio e paz interna.

As pessoas fossem valorizadas pelo que são e não pelo que tem.

Os líderes religiosos falassem menos de amor e amassem mais seu próximo.

Que os lideres religiosos erguessem menos paredes e mais vidas, falassem menos sobre dinheiro e mais sobre servi ao próximo.

Que as pessoas fossem menos aos templos e visitassem mais aos necessitados ao seu redor.

A saúde das pessoas não fossem tratada como comodidade ou politizada e fosse meio de enriquecimento rápido.

Que nenhum pai ou mãe tivesse que chorar a morte prematura de um filho(a).

Que as pessoas aprendessem que vidas não são descartáveis e sim as possessões materiais.

O pequeno agricultor ganhasse um preço justo pelos seus produtos e os atravessadores parassem de ganhar fortunas exorbitantes pela exploração dos mesmos.

Que não haja outra crise econômica causada pela ganância dos investidores do mercado financeiro.

Que os EUA parassem de invadir países atrás do petróleo usando o pretexto que estão espalhando a liberdade e democracia.

Que os novos milionários olhassem para os milhares que não tem nada ao seu redor antes de comprarem sua primeira Ferrari.

Que houvesse menos apelo sexual na mídia e mais promoção dos valores da família.

Que os meios de comunicação falassem a verdade sem partidarismo.

Que houvesse menos ostentação dos ricos e mais consideração aos valores humanos.

Que aprendêssemos admirar e a valorizar as pessoas que tem experiência e sabedoria e não as pessoas com títulos acadêmicos, esses muitas vezes são acumuladores de informação mas desprovidos de qualquer sabedoria.

Que a “comissão dos direitos humanos” lutasse pelos direitos da vítima e não do delinquente.

Que o conhecimento fosse democratizado e não comercializado.

Que considerássemos as falhas do próximo da mesma forma que queremos ser considerados.

Que escolhamos vida acima da morte, salvar o inocente e indefeso quando esse mesmo não tem voz.

Que o Senhor use uma medida maior de sua graça quando considerar minhas falhas.

Que a pessoa honesta e reta seja honrada e a desonesta e mentirosa seria seja envergonhada.

Que tenhamos a capacidade de olhar o mundo ao nosso redor através dos olhos com uma consciência de que há um D-us maior do que nós, e não olhássemos o mundo com os olhos sem a consciência. 

Que as pessoas acreditem que pode haver um mundo melhor, um mundo onde minhas decisões por menor que sejam tem um profundo poder de mudar o mundo ao meu redor.

Se nada disso acontecer, infelizmente não será um ano novo, mas uma repetição tediosa do ano que acaba de passar com todas as suas mazelas.
Autor: A. De Assis

O que significa a palavra “benção”

O que significa a palavra “benção”?

Antes de qualquer interpretação bíblica, precisamos entender o seu contexto histórico, geográfico, linguístico, cultural e espiritual. Só assim estaremos aptos a adaptar o texto aos nossos dias e, consequentemente, às nossas vidas.
Assim como muitas outras palavras usadas no vocabulário de quem frequenta a igreja, a palavra “bênção” se tornou parte desse vocabulário sem uma definição exata ou significativa. Muitas vezes, infelizmente, é usada de forma aleatória e esporádica, levando à perda do seu real significado.
A melhor forma de entender uma palavra é voltar à sua raiz e descobrir o que originou seu significado. Desse modo, proponho explorar a palavra “bênção”.
Uma das formas de determinar o significado de uma palavra é examinar onde ela aparece pela primeira vez, o que nos indica seu sentido original. A palavra “bênção” em hebraico é “barak” (בָּרַךְ), e aparece no versículo de Gênesis 24:11:
“E fez ajoelhar (“barak” בָּרַךְ) os camelos fora da cidade, junto a um poço de água, pela tarde, ao tempo que as moças saíam a tirar água.”
Essa mesma palavra aparece novamente em várias outras partes da Bíblia, mas é traduzida distintamente. Exemplos:

  1. “Bendize, (“barak” בָּרַךְ) ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR Deus meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade.” (Salmos 104:1)
  2. “O Senhor te abençoe (“barak” בָּרַךְ) e te guarde.” (Números 6:24)

Aparentemente, as palavras “ajoelhar”, “bendizer” e “abençoar” não têm muito a ver uma com a outra, a menos que olhemos para seu sentido original. O hebraico, diferentemente do grego, é uma língua de ação (verbos) e coisas; ele descreve um conceito originado de uma ação. Nesse caso, a palavra “barak” se origina do ato do camelo se ajoelhar perante o seu mestre para que a carga, mantimentos, presentes etc. possam ser carregados/descarregados. Naturalmente, o camelo abaixa sua parte dianteira, mas mantém a cabeça erguida, fixada no mestre, indicando submissão e respeito.
Assim, a mesma palavra é usada pelos tradutores da Bíblia em Salmos 104:1 e Números 6:24. O entendimento é que quando “bendizemos” ao SENHOR, estamos na verdade nos curvando perante Ele em reconhecimento e adoração pela Sua grandeza.
O que não é claramente compreensível é que, em Números 6:24, na bênção sacerdotal, diz: “O SENHOR te abençoe (“barak” בָּרַךְ) e te guarde”. O sacerdote está pedindo ao Rei de todo o universo para se prostrar perante mim e me abençoar? Isso é quase impossível de conceber, mas é o que a palavra parece indicar. D-us, ao nos abençoar, está de certa forma ouvindo o nosso pedido, e quem somos nós para que Ele se importe conosco? Ao se importar conosco, o Rei supremo de todo o universo está se diminuindo, “humilhando-se” perante nossa prece. Foi assim que Jesus fez com os seus discípulos ao lavar seus pés. Nenhum outro deus faria isso pelo homem; geralmente, os outros deuses exigem que você faça algo primeiro para depois lhe ajudar, nunca se “abençoando/ajoelhando” perante você. É uma espécie de troca. Só o D-us da Bíblia é tão grande que é capaz de se importar com o homem e ouvir sua oração.
No Salmos 104:1: “Bendize, (“barak” בָּרַךְ) ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR D-us meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade.” O salmista claramente bendiz ao SENHOR pelas maravilhas e bênçãos recebidas Dele. É comum vermos pessoas orarem, especialmente antes das refeições, dessa forma: “Senhor, abençoe a comida…” Essa frase não faz sentido, apesar de sua boa intenção e sinceridade. A comida já é a bênção dada pelo SENHOR como forma de provisão e amor por nós. Ele não pode abençoar algo que já está abençoado. A maneira correta de orar seria: “Senhor, abençoamos o Teu nome pela comida…” em reconhecimento à bênção dada e Sua soberania, uma forma de gratidão.
Na próxima vez que desejar que alguém seja abençoado ou pedir uma bênção para a sua vida, lembre-se de que você estará pedindo algo extraordinário que nenhum outro deus faria: se inclinar e responder à sua prece.

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