Confissão de Davi: Uma Lição para os Tempos Modernos.

“Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim” (Salmos 51:3).

“Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmos 51:5).

Nesse salmo, Davi abre o coração e implora ao Senhor por perdão devido ao seu relacionamento ilícito com Bate-Seba.

Ao afirmar que foi “formado em iniquidade”, Davi não está sugerindo que seus pais tiveram uma relação ilícita ao concebê-lo. Em vez disso, ele reconhece que nasceu com traços de intensa paixão em seu caráter. Neste salmo de confissão, ele assume total responsabilidade por seu comportamento, mesmo reconhecendo que algumas características são hereditárias. Davi não tenta se justificar, mas busca unicamente o perdão. Ele declara: “Pequei! Sou culpado, perdoe-me!”.

Que pensamento refrescante e edificante! Esta atitude é sublime e admirável, especialmente quando contrastada com o comportamento moderno de transferir a culpa para os outros. Em muitos aspectos da psicologia contemporânea, os pais são frequentemente usados como bode expiatório para justificar o mau comportamento dos filhos. A sociedade é responsabilizada pelos delinquentes e marginais, aqueles em liderança são responsabilizados pela opressão dos liderados, e sempre alguém é considerado responsável pelas culpas dos malfeitores, nunca eles próprios. Na verdade, quando não assumimos os nossos erros, criamos uma barreira para o auto crescimento, ficamos imaturos, emocionalmente crianças eternas.

Esse contraste também é evidente desde o início da história bíblica. No Jardim do Éden, quando Adão e Eva pecaram ao comer do fruto proibido, ambos tentaram transferir a culpa. Adão culpou Eva e, indiretamente, D-us: “A mulher que me deste por companheira deu-me da árvore, e eu comi” (Gênesis 3:12). Eva, por sua vez, culpou a serpente: “A serpente me enganou, e eu comi” (Gênesis 3:13). Este comportamento de transferência de culpa é diametralmente oposto ao que Davi demonstra em seu salmo de confissão.

Este salmo instrutivo nos ensina sobre o arrependimento sincero, conhecido em hebraico como “Teshuvá”. É muito simples: você errou? Assuma o seu erro, volte ao princípio do seu caráter humano, não procure alguém para culpar e arrependa-se. Isso é o que o Senhor espera de você.

Leia também: O que é que o Senhor espera de ti?

Davi, em Salmos 51, nos dá um poderoso exemplo de humildade e autoconfissão. Ele não se esconde atrás de justificativas ou culpas transferidas. Ao contrário, ele reconhece sua falibilidade humana e se prostra diante de D-us em busca de perdão. Esse exemplo é vital para todos nós, mostrando que o caminho para a redenção começa com o reconhecimento de nossas próprias falhas e uma genuína busca pelo perdão divino.

Este salmo, portanto, não só é um modelo de confissão pessoal, mas também um guia espiritual que nos orienta sobre a importância da responsabilidade pessoal e do arrependimento sincero. Que possamos aprender com Davi e aplicar esses princípios em nossas vidas, buscando sempre a verdade e a retidão diante de D-us.


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A Parábola do Filho Pródigo: Justiça Própria, Orgulho e Graça – Parte 3

A Parábola do Filho Pródigo: Justiça Própria, Orgulho e Graça. A parábola do Filho Pródigo oferece uma visão rica sobre as dinâmicas familiares e culturais, especialmente quando analisada através da perspectiva do filho mais velho. Suas ações e reações, embora menos discutidas, carregam lições morais importantes. Aqui estão algumas reflexões sobre a atitude do filho mais velho e as lições que podemos extrair:

Na cultura judaica do século I, o filho mais velho tinha o papel de mediador e guardião da harmonia familiar. Seu silêncio diante da demanda do irmão mais novo por herança é, portanto, uma violação de seu dever. Esta atitude revela a importância de entender e cumprir nossas responsabilidades dentro do contexto familiar e social. A omissão de responsabilidade é, em si, uma forma de negligência e desrespeito. Essa reflexão nos leva a questionar até que ponto estamos conscientes de nossas responsabilidades e como nossa omissão pode impactar negativamente aqueles ao nosso redor.

Ao aceitar a divisão da herança sem protesto, o filho mais velho demonstra uma forma de cumplicidade passiva, possivelmente motivada por interesse pessoal, já que ele teria direito a dois terços da herança. Isso nos ensina sobre os perigos da ganância e da indiferença moral. Agir apenas em benefício próprio, mesmo que de forma passiva, pode ser tão prejudicial quanto atos de desrespeito mais explícitos. Sua atitude mostra um apego excessivo aos bens materiais. Ao focar nos ganhos financeiros, ele negligencia os valores familiares e emocionais. A lição aqui é a importância de priorizar relações humanas e valores morais sobre os bens materiais. A verdadeira riqueza está nos relacionamentos e no cumprimento de deveres morais. Esta reflexão é especialmente relevante em uma sociedade contemporânea que muitas vezes valoriza o sucesso material acima das conexões humanas.

Ele demonstra ressentimento quando o irmão pródigo retorna e é recebido com uma festa. Este ressentimento destaca a importância de compreender e aceitar a graça e o perdão. Em vez de celebrar a reconciliação e o retorno do irmão, ele se sente injustiçado. O versículo 29 diz: “Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! Todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos”. Devemos aprender a perdoar e a alegrar-nos com a redenção alheia, em vez de cultivar sentimentos de amargura. O uso da palavra “escravo” é significativo, pois ressalta que o filho mais velho percebia seu trabalho como uma obrigação árdua e opressiva, em vez de um ato de amor e devoção ao pai. Essa percepção é fundamental para entender a mentalidade do filho mais velho. Ele não vê seu serviço como um ato de amor ou lealdade voluntária, mas como uma carga pesada e um dever imposto. Essa mentalidade reflete uma visão transacional da relação com o pai, baseada em mérito e recompensa, em vez de uma relação amorosa e graciosa.

O ressentimento do filho mais velho serve como um lembrete de que a inveja e o ciúme podem obscurecer nossa capacidade de reconhecer e celebrar a bondade e a misericórdia. Sua reação é marcada por um senso de justiça própria. Ele acredita que, por sempre ter obedecido, merece mais reconhecimento e recompensas. Este orgulho impede-o de ver a situação através da lente do amor e da compaixão. A lição aqui é que a justiça própria e o orgulho nos cegam para a verdadeira natureza do amor e da graça. Assim como o filho mais velho, precisamos aprender sobre a graça e a compaixão demonstradas pelo pai. A capacidade de perdoar e acolher sem reservas é um valor central da parábola. Assim, somos lembrados da importância de sermos compassivos e generosos, mesmo quando nos sentimos lesados ou injustiçados. A justiça própria pode levar à rigidez moral e à incapacidade de perceber a necessidade de graça e perdão para todos, inclusive para nós mesmos.

Jesus estava ministrando a um grupo diversificado de pessoas, incluindo publicanos (cobradores de impostos) e pecadores, que se aproximavam para ouvi-lo. Os fariseus e escribas, líderes religiosos da época, criticavam Jesus por acolher essas pessoas e comer com elas. Eles murmuravam contra Jesus, questionando por que ele se associava com pecadores. Em resposta às críticas dos fariseus e escribas, Jesus conta uma série de três parábolas, todas com o tema da misericórdia e do arrependimento:

Parábola da Ovelha Perdida (Lucas 15:3-7): Um pastor deixa noventa e nove ovelhas para buscar uma que se perdeu, e há grande alegria quando a encontra. Esta parábola ilustra o valor individual de cada ser humano e a alegria no céu por um pecador que se arrepende.

Parábola da Dracma Perdida (Lucas 15:8-10): Uma mulher procura diligentemente uma moeda perdida e celebra com alegria quando a encontra. Esta história reforça a ideia da busca incessante por aquilo que é valioso e o júbilo ao encontrá-lo, simbolizando a alegria divina ao recuperar o perdido.

Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15:11-32): Um filho mais jovem desperdiça sua herança em uma terra distante, mas é recebido com alegria e perdão pelo pai quando retorna arrependido. Esta parábola é uma poderosa narrativa sobre arrependimento, perdão e restauração.

Na parábola do Filho Pródigo, a figura do filho mais velho representa os fariseus e escribas, que se sentem injustiçados pela recepção misericordiosa que Jesus dá aos pecadores arrependidos. Muitas pessoas religiosas se sentem mais justificadas por estarem cumprindo as normas religiosas esperadas. Elas podem se identificar com o filho mais velho, acreditando que a sua obediência e diligência nas práticas religiosas as tornam merecedoras de reconhecimento e bênçãos. No entanto, a parábola desafia essa visão ao mostrar que a verdadeira justiça divina não está baseada apenas na obediência estrita às normas, mas na capacidade de perdoar, amar incondicionalmente e acolher com generosidade. Este chamado à compaixão e à graça nos lembra que a essência da fé vai além do cumprimento das regras e está enraizada em atitudes de amor e misericórdia para com todos. Assim, a parábola desafia tanto os líderes religiosos quanto os fiéis a reavaliar suas atitudes e abrir seus corações para a verdadeira essência do amor divino.

Além disso, a parábola nos convida a refletir sobre como tratamos aqueles que consideramos desviados ou menos dignos. Em um contexto contemporâneo, isso pode se traduzir em uma chamada à inclusão, aceitação e apoio aos marginalizados e vulneráveis em nossa sociedade. A atitude do pai, que corre ao encontro do filho pródigo, nos desafia a sermos proativos em nossa compaixão e generosidade, acolhendo os outros com braços abertos e corações cheios de amor.

A atitude do filho mais velho na parábola do Filho Pródigo revela lições profundas sobre responsabilidade, ganância, justiça própria e a necessidade de compaixão e graça. Esta narrativa nos desafia a refletir sobre nossas próprias atitudes e a buscar uma compreensão mais profunda do amor ao próximo e da reconciliação, tanto no contexto familiar quanto no espiritual. Ela nos lembra que todos, independentemente de nossos erros ou dos caminhos que escolhemos, são merecedores de amor e perdão, e que a verdadeira fé vai além do cumprimento das regras e está enraizada em atitudes de amor e misericórdia para com todos.

No próximo artigo, iremos explorar o amor incondicional do pai.

Adivalter Sfalsin

Nota: Sou profundamente grato àqueles que me ajudaram a entender as parábolas dentro de seu contexto adequado, incluindo Dr. Dwight Pryor, Dr. David Divin, Dr. Skip Moen e outros.

O filho prodigo, verdadeiro arrependimento

A Parábola do Filho Pródigo: O Verdadeiro Arrependimento – Parte 2

O filho prodigo, verdadeiro arrependimento

Seguindo o tema abordado anteriormente sobre o filho pródigo, agora vamos explorar a parábola sob a perspectiva histórica e cultural, destacando nuances que frequentemente passam despercebidas. A análise através da lente hebraica revela detalhes valiosos que nos ajudam a desvendar camadas mais profundas dessa narrativa tão conhecida. Inspirados pelas reflexões do renomado Dr. Kenneth Bailey em seu livro “Poet and Peasant”, nosso objetivo hoje é aprofundar nossa compreensão dessa história cativante, contextualizando-a dentro de seu cenário histórico e cultural. Esta jornada de exploração promete enriquecer nossa visão sobre a essência e a mensagem subjacentes dessa parábola atemporal.

Lucas 15:11-12 cria o cenário: “Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe.’ O pai então dividiu os bens entre eles.” Este pedido, embora aparentemente normal para os leitores modernos, foi extraordinariamente ofensivo em seu contexto histórico. Dr. Bailey, um especialista em cultura do Oriente Médio, destaca a raridade e a gravidade de tal demanda. Em sua extensa pesquisa, ele encontrou apenas dois casos de um filho que pediu sua herança enquanto o pai ainda estava vivo. Este ato era equivalente a desejar a morte do pai, um insulto sem precedentes nas tradições judaicas e do Oriente Médio.

Na cultura judaica, a iniciativa do pai é essencial na distribuição da herança, e isso é tipicamente feito para evitar disputas futuras, nunca a pedido do filho. Além disso, o pai mantém o direito de viver dos produtos da terra, mesmo após transferir a propriedade. Ao pedir e depois dispor de sua herança, o filho mais jovem não só desrespeita seu pai, mas também põe em risco a estabilidade financeira futura do pai. Esta ação teria sido chocante e profundamente ofensiva para a audiência original de Jesus.

O que se segue é ainda mais notável do que o pedido do filho: a resposta do pai. Contrariamente às expectativas culturais de raiva e punição, o pai concede ao pedido em um ato profundo de amor e generosidade. Esta concessão é voluntária, apesar do comportamento ofensivo do filho, ela desafia todas as normas culturais. A resposta do pai ilustra um ato extraordinário de graça, destacando a profundidade de seu amor e o potencial para a reconciliação apesar da provocação severa.

A parábola também critica sutilmente o comportamento do filho mais velho. De acordo com as expectativas culturais, o filho mais velho deveria ter protestado contra a divisão da herança e agido como mediador para restaurar a harmonia familiar. Em vez disso, seu silêncio e aceitação de sua parte indicam uma cumplicidade passiva e uma violação do dever familiar. Segundo a lei judaica no século I, o filho mais velho tinha direito a dois terços da herança, enquanto o filho mais novo receberia um terço. Ao permanecer em silêncio, o filho mais velho não estava apenas negligenciando seu dever, mas também garantindo seu ganho financeiro. Esta omissão é tão nociva quanto a transgressão do filho mais novo, revelando uma forma diferente, mas igualmente prejudicial de desrespeito ao pai.

À medida que a história se desenrola (Lucas 15:13-16), o filho mais novo desperdiça sua riqueza em uma terra distante, eventualmente encontrando-se desamparado e trabalhando como cuidador de porcos. Este detalhe, particularmente ressonante na cultura judaica onde os porcos são animais impuros, o porco pela sua impureza vive alienado de tudo que é divino, assim como esse jovem, sublinha sua degradação total. A fome que se abate exacerba sua situação, levando-o a um estado de desespero onde ele inveja a comida dos porcos.

Desesperado e faminto, ele anseia comer as alfarrobas que os porcos comiam. As alfarrobas, bem conhecidas no Oriente Médio, vêm em duas variedades: cultivadas e selvagens. As alfarrobas cultivadas são doces e nutritivas, frequentemente vistas como um deleite. No entanto, durante um estado de fome, essas não seriam desperdiçadas com porcos. Em vez disso, os porcos vasculhariam arbustos de alfarroba selvagem, que produzem vagens amargas e nutricionalmente pobres. Este tipo de comida mostra a extrema degradação da situação do rapaz. Uma prática comum no Oriente Médio para livrar-se de uma pessoa indesejada é atribuir-lhe uma tarefa intolerável. Imagine o cenário, um jovem judeu vivendo em uma terra estrangeira junto aos gentios, indesejado e perdido. O cidadão que empregou o rapaz provavelmente esperava que ele rejeitasse esse trabalho humilhante. Oferecer esse tipo de trabalho a um judeu teria sido uma afronta e uma indicação de que ele não era bem-vindo nessa terra distante. No entanto, em seu desespero, ele aceita até mesmo isso. Sua associação com porcos e sua fome pelas vagens não comestíveis refletem sua profunda queda da graça e a extensão de sua alienação de sua cultura e família.

O termo hebraico “ele caiu em si” significa um momento de autoconscientização, despertar, frequentemente associado ao arrependimento na literatura rabínica. No entanto, o termo usado aqui não é o padrão “Teshuva” (arrependimento), o termo sugere que o arrependimento do filho é incompleto e seletivo. O filho reconhece sua situação desesperadora—fome e pobreza—mas não há remorso genuíno por ter ofendido o seu pai. Sua motivação para voltar é impulsionada pela necessidade física em vez de arrependimento sincero. A proposta do filho de se tornar um servo contratado é estratégica nos versículos 18-19. 

“18 Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; 19 Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros (servo contratado).”

No século I havia 3 tipos de servos:

1 – O governante da casa: Esse morava na propriedade por muitos anos e era íntimo do proprietário, fazia parte da casa, era tratado de forma semelhante a um membro da família.

2 – O trabalhador braçal: Era subordinado ao governante, realizava tarefas servis e repetitivas.

3 – O servo contratado: Era altamente valorizado com habilidades específicas em grande demanda como decoradores, pintores, pedreiros e artesãos, esses estariam socialmente par a par com o empregador, vivendo na mesma propriedade por longos períodos dependendo da extensão dos projetos a serem executados, mas independentemente, ganhando bons salários. Algumas traduções trazem a palavra “jornaleiro”, a palavra em grego é “misthios”, “μισθός” que se traduz como diarista. Como os projetos eram geralmente extensos, esses contratados acabavam vivendo próximo à propriedade do empregador por um longo tempo, geralmente em uma acomodação separada da principal.

O filho pródigo visa viver de forma independente, evitando interações diárias com seu pai e o irmão. Quer ganhar bons salários, potencialmente reembolsando seu pai e cumprindo sua obrigação moral de cuidar de seu pai na velhice. Quer manter seu orgulho e independência, evitando submissão ou humilhação completa. Essencialmente, ele buscava ganhar sua salvação através de boas ações, arrependendo-se superficialmente sem perder a dignidade. O arrependimento deve ser seguido por ação prática para ser verdadeiro. A determinação do filho de agir—levantando-se e retornando ao pai—demonstra sua disposição de tomar medidas em direção à reconciliação, mesmo que suas motivações sejam mistas.

No retorno do filho, as ações do pai são significativas: O ato do pai de correr é culturalmente indigno e humilhante para um homem mais velho. Tentar correr com uma vestimenta longa, parecida com as saias modernas, era bem difícil, além de ser vergonhoso mostrar as pernas em público, mas o pai faz isso por compaixão e amor para poupar seu filho do julgamento e ridículo da comunidade. Da forma aglomerada que as casas nas vilas eram construídas indica que a volta do filho foi um evento público, todos presenciaram. As ações do pai foram feitas para proteger seu filho do julgamento severo da comunidade. Os beijos repetidos indicavam a reconciliação e a cura da brecha entre pai e filho, mostrando relacionamentos restaurados.

No versículo 21, o filho começa seu discurso ensaiado, mas omite o pedido para ser um servo contratado. 

“21 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.”

Esta omissão reflete uma mudança genuína de coração, provocada pelo ato de amor sem precedentes do pai. Aqui ele se arrepende de verdade. Aceita sua indignidade e está disposto a abraçar a filiação, implicando arrependimento completo.

As ordens do pai para vesti-lo com sua melhor roupa, colocar um anel em seu dedo e sandálias em seus pés significam restauração completa ao estado pleno, tanto na casa quanto na comunidade. Ao vesti-lo com suas melhores vestes e dar-lhe o anel de autoridade, o pai demonstra publicamente o estado restaurado do filho, garantindo que a comunidade também aceite a reconciliação.

O pedido do filho mais novo e ações subsequentes são uma verdadeira afronta quando vista dentro da perspectiva cultural. A resposta do pai mostra um ato de graça radical. O silêncio do filho mais velho é igualmente ofensivo e mostra o seu apego aos bens materiais. Essa mensagem é atemporal e nos ensina sobre o arrependimento, a graça e como o amor profundo pode superar até mesmo as mais profundas brechas nos relacionamentos.

Isso evidencia minuciosamente que a nossa salvação advém da submissão ao amor que Ele tem por nós, em vez de tentarmos obter graça por meio das nossas realizações. Uma lição que deve estar constantemente em nossas mentes porque, durante fases de nossas vidas, agimos exatamente como o filho pródigo, mas podemos estar certos de que o amor do Pai excede todas as nossas expectativas.

No próximo artigo, iremos explorar um pouco mais o papel do filho mais velho.

Adivalter Sfalsin

Nota: Sou profundamente grato àqueles que me ajudaram a entender as parábolas dentro de seu contexto adequado, incluindo Dr. Dwight Pryor, Dr. David Divin, Dr. Skip Moen entre outros.

O Filho Pródigo: Uma Jornada da Decepção à Redenção – Parte 1

O Filho Pródigo: Uma Jornada da Decepção à Redenção – Parte 1

A parábola do Filho Pródigo, uma das histórias mais pungentes e poderosas contadas por Jesus na Bíblia, serve como uma lição atemporal sobre as consequências de viver uma mentira e a transformação profunda que vem com o arrependimento genuíno. A narrativa, encontrada no Evangelho de Lucas (15:11-32), encapsula as lutas do filho mais novo, que embarca em uma jornada cheia de vaidade, materialismo e prazeres efêmeros, apenas para se encontrar em um estado de desespero e miséria. É nesta descida que ele percebe a vacuidade de suas buscas e toma a decisão crucial de retornar à realidade e buscar perdão. Esta parábola não só ilustra uma jornada pessoal, mas também reflete nosso relacionamento com D-us, lembrando-nos que nos afastar Dele frequentemente leva a um profundo sentimento de vazio.

No coração da história do Filho Pródigo está o fascínio de uma falsa realidade, onde a riqueza material e os prazeres temporários são erroneamente equiparados à verdadeira felicidade e realização. O filho mais novo, ansioso para se libertar das restrições percebidas da casa de seu pai, exige sua herança prematuramente. Este ato impulsivo simboliza uma rejeição dos valores e responsabilidades que lhe foram incutidos. Armado com sua recém-adquirida riqueza, ele se aventura em uma terra distante, imaginando uma vida de liberdade e indulgência.

Inicialmente, a vida do filho parece glamourosa. Cercado por supostos amigos e envolvido em gastos extravagantes, ele é cativado pela ilusão de alegria que os bens materiais e os prazeres hedonistas proporcionam. No entanto, esta fachada é insustentável. À medida que a parábola se desenrola, sua riqueza diminui, e os falsos amigos desaparecem, revelando a fundação superficial sobre a qual sua felicidade temporária foi construída.

O ponto de virada na jornada do Filho Pródigo ocorre quando ele se encontra destituído, trabalhando em uma terra estrangeira e ansiando para encher seu estômago com as vagens dadas aos porcos. Esta imagem nítida destaca a severidade de sua queda e o vazio da vida que ele havia escolhido. Neste momento de necessidade profunda e reflexão, o filho percebe a vaidade de suas buscas anteriores. A riqueza material que uma vez prometeu satisfação provou ser efêmera, deixando-o em um estado de fome física e espiritual.

Esta realização é um momento crucial de clareza. Despido de suas ilusões, o filho confronta a dura realidade de suas escolhas e a profundidade de sua decepção. Ele reconhece que a verdadeira fonte de sua miséria não é meramente sua falta de riqueza, mas o abandono de seus valores e a separação de seu relacionamento com seu pai. Esta jornada espelha nossas próprias jornadas espirituais, onde afastar-se de D-us em busca de desejos mundanos frequentemente nos deixa espiritualmente falidos e distantes de nossa verdadeira fonte de realização.

A decisão do Filho Pródigo de retornar para casa marca o início de sua jornada de volta à realidade e ao caminho do arrependimento. Reconhecendo seus erros e o mal que causou, ele resolve buscar o perdão de seu pai, mesmo que isso signifique retornar como um servo em vez de um filho. Esta humildade e contrição são centrais para sua transformação. O ato de arrependimento não é apenas um retorno à proximidade física, mas uma reconciliação sincera com seu pai e uma reaproximação dos valores que ele outrora rejeitou.

Ao retornar, o pai do filho o recebe de braços abertos, simbolizando a graça infinita e o perdão que aguardam aqueles que verdadeiramente se arrependem. Este ato de amor e aceitação incondicional reforça a mensagem de que, não importa o quão longe alguém se afaste, a oportunidade de redenção e uma vida renovada está sempre disponível. A parábola destaca que o amor de D-us por nós permanece firme, e Ele está sempre pronto para nos receber de volta de braços abertos quando escolhemos nos arrepender e voltar para Ele.

A parábola do Filho Pródigo transcende seu contexto bíblico, oferecendo lições atemporais para a sociedade contemporânea. Em uma era onde o materialismo e a gratificação instantânea frequentemente dominam as narrativas culturais, a história serve como um lembrete pungente dos perigos de viver uma mentira. A busca por riqueza e prazer, embora atraente, pode levar a uma existência vazia se divorciada de valores mais profundos e relacionamentos significativos.

Além disso, a parábola ressalta a importância da autoconsciência e da humildade em reconhecer nossos erros. É somente através de uma reflexão honesta e uma disposição para confrontar nossas próprias falhas que podemos começar o processo de arrependimento genuíno e transformação. A resposta do pai na história destaca o poder do perdão e a possibilidade de renovação, encorajando os indivíduos a buscar reconciliação e abraçar a oportunidade de uma segunda chance.

Embora tradicionalmente conhecida como a Parábola do Filho Pródigo, um título mais adequado poderia ser a Parábola do Pai Perdoador. Esta mudança de ênfase destaca o profundo amor e misericórdia demonstrados pelo pai, que são centrais para a narrativa. A disposição do pai para perdoar e restaurar seu filho ao status anterior destaca a profundidade de seu amor e a graça infinita que ele estende. Isso reflete a natureza de D-us, que está sempre pronto para perdoar e nos abraçar quando retornamos a Ele com um coração arrependido.

Em conclusão, a jornada do Filho Pródigo da decepção à redenção é um poderoso testemunho do poder transformador do arrependimento e do amor inabalável do pai perdoador. Ela nos desafia a examinar nossas próprias vidas, reconhecer as falsas realidades que podemos estar vivendo e ter a coragem de retornar ao nosso verdadeiro eu. Ao fazer isso, podemos encontrar uma realização genuína e restaurar os relacionamentos que mais importam, particularmente nosso relacionamento com D-us.

Author: Adivalter Sfalsin

Entendendo as palavras difíceis de Jesus Parte 9: “Grão de Mostarda”

A metáfora do grão de mostarda é uma das mais conhecidas e, talvez, uma das mais mal compreendidas parábolas ensinadas por Yeshua. Em Mateus 17:20, Ele afirma: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.” Para muitos, a interpretação imediata foca no tamanho diminuto da semente de mostarda. No entanto, uma análise mais profunda revela que Yeshua não estava se referindo apenas ao tamanho, mas à qualidade da fé que os discípulos deveriam possuir. As parábolas do Reino em Mateus 13, Marcos 4 e Lucas 13 situam essa metáfora no contexto de algo pequeno que se torna grandioso, representando o Reino dos Céus. Vamos explorar as características do grão de mostarda e como essas características desafiam Seus seguidores em sua caminhada espiritual.

Uma Fé Resistente 

A primeira característica notável do grão de mostarda é sua resistência. Essa semente é conhecida por sua durabilidade; mesmo se pisada ou queimada, ela não se quebra. Isso nos ensina que nossa fé deve ser resiliente. Em nossa jornada espiritual, enfrentamos adversidades, dúvidas e tribulações. Yeshua nos chama a ter uma fé que resista a essas provações, uma fé que permaneça inabalável mesmo diante das maiores dificuldades. A resistência do grão de mostarda também nos lembra que a fé não é medida por momentos de euforia espiritual, mas pela firmeza nos momentos de prova. Quando os ventos contrários sopram, quando o desânimo bate à porta, é essa fé resistente que nos mantém firmes no caminho.

Um Crescimento Rápido e Vigoroso

Outra lição que podemos aprender com o grão de mostarda é seu rápido crescimento e sua força. Quando plantada, essa pequena semente se transforma em uma grande árvore em um curto período de tempo. Yeshua está nos ensinando que nossa fé deve crescer de maneira constante e robusta. Uma fé dinâmica e em contínuo desenvolvimento é essencial para um seguidor de Yeshua. Não devemos nos contentar com uma fé estagnada, inerte ou limitada, mas buscar constantemente o crescimento espiritual. Isso significa aprofundar nosso relacionamento com D-us, expandindo nossa compreensão e vivência dos ensinamentos do Senhor. Não se trata de uma fé que cresce apenas em conhecimento teórico, mas em experiência viva com D-us. Uma fé que nos leva a confiar mais, a servir mais e a amar mais. Assim como o grão de mostarda se espalha e influencia seu ambiente, nossa fé deve impactar o mundo ao nosso redor.

Pureza e Genuinidade da Fé

A terceira e mais surpreendente característica do grão de mostarda é sua pureza. É a única semente no mundo que não é híbrida; ela não se mistura com outras sementes. Esse aspecto destaca a necessidade de termos uma fé genuína e íntegra. Yeshua nos chama a manter nossa fé sem contaminação, sem ser misturada com doutrinas errôneas ou práticas inconsistentes com os ensinamentos bíblicos. Nossa fé deve ser autêntica, refletindo total confiança em D-us e uma adesão fiel aos Seus mandamentos. Num mundo onde tantas influências tentam nos afastar do verdadeiro evangelho, é essencial que cultivemos uma fé pura. Isso significa examinar constantemente nossas crenças, alinhar nossa vida à Palavra de D-us e evitar os modismos espirituais que nos afastam da simplicidade do evangelho.

O Desafio Prático da Fé

Compreender o que Yeshua realmente quis dizer ao comparar nossa fé a um grão de mostarda nos coloca diante de um grande desafio:

  1. Cultivar uma fé resiliente – Precisamos reforçar constantemente nossa confiança em D-us e Sua palavra, mesmo quando enfrentamos provas intensas.
  2. Buscar um crescimento contínuo – Nossa vida espiritual deve ser marcada por progresso e fortalecimento. Isso significa nos aproximarmos de D-us por meio da oração, do estudo da Bíblia e da comunhão com outros seguidores de Yeshua. Uma fé que cresce não apenas transforma nossa vida, mas também impacta aqueles ao nosso redor.
  3. Manter a pureza da fé – Em um mundo repleto de diferentes ideologias e crenças, preservar a integridade da nossa fé é essencial. Devemos estar atentos às influências que permitimos em nossas vidas, garantindo que nossa fé permaneça verdadeira e inabalável.

A metáfora do grão de mostarda é um chamado para uma fé de qualidade excepcional. Yeshua nos desafia a desenvolver uma fé resistente, em crescimento e pura. Esses aspectos são fundamentais para uma vida vibrante e eficaz no Reino de D-us. Ao aceitar esse desafio, nos tornamos mais próximos do que D-us deseja que sejamos e mais capazes de realizar Sua vontade em nossa vida, trazendo o Reino dos Céus para a Terra. Que possamos, a cada dia, buscar essa fé que, embora pequena em seu início, se transforma em algo grandioso e poderoso, capaz de mover montanhas.

Adivalter Sfalsin

A Profunda Conexão entre Shavuot e Pentecostes: Um Olhar Desafiador sobre a Continuidade Espiritual

A Profunda Conexão entre Shavuot e Pentecostes: Um Olhar Desafiador sobre a Continuidade Espiritual

A Profunda Conexão entre Shavuot e Pentecostes: Um Olhar Desafiador sobre a Continuidade Espiritual

Sabia que pentecostes é a mesma festa chamada Shavout na bíblia? Pentecostes, ou Πεντηκοστή (Pentekostē), significa “cinquenta”. Esta festa judaica ocorre 50 dias após a Páscoa, celebrando a colheita dos primeiros frutos e a entrega dos 10 mandamentos no Monte Sinai. No cristianismo, Pentecostes marca a descida do Espírito Santo sobre os discípulos de Jesus, 50 dias após sua ressurreição, esses mesmo os discípulos faziam a contagem do Omer.

Shavuot esse ano começa ao pôr do sol na terça-feira, 11 de junho de 2024, e termina ao anoitecer na quinta-feira, 13 de junho de 2024. No calendário gregoriano, temos muitas festividades recorrentes, todas com sua importância e papel. Mas já parou para pensar que não temos nenhuma festa que comemora a revelação dos 10 mandamentos à humanidade ou do dia de pentecostes? Esse dia tão importante não deveria ser comemorado? Será que essa comemoração já existe na Bíblia e não percebemos?

Para aqueles que não estão familiarizados com o Velho Testamento, a ligação entre o judaísmo e o cristianismo pode parecer distante e desconexa. No entanto, um exame atento das festividades de Shavuot e Pentecostes revela uma profundidade espiritual e histórica que une essas duas tradições de forma indelével. Essa conexão não só enriquece a compreensão de ambas as festas bíblicas, mas também desafia nossa percepção de continuidade e revelação divina.

Investigando a Conexão

Em Levítico 23:15-21, detalha-se a celebração da Festa das Semanas e a oferta das primícias, onde o Senhor ordena que se conte 7 semanas por 7 vezes e, no dia 50, Ele entregaria os 10 mandamentos. Essa festa é conhecida como Festa das Semanas ou Shavuot em hebraico. Nesse dia, D-us se revela através de línguas de fogo, marcando a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai, sete semanas após a saída do Egito e a primeira Páscoa. Esses mandamentos representam a aliança entre D-us e o povo de Israel, fornecendo diretrizes espirituais e éticas que moldaram a identidade judaica e, por consequência, influenciando todos os outros povos.

Este evento é considerado o nascimento de Israel como nação, chamada a ser “luz para as nações” (Isaías 49:6). A tradição rabínica descreve a voz de D-us como martelos que faziam o Monte Sinai tremer, lançando faíscas (línguas de fogo) em 70 idiomas, simbolizando a universalidade dos 10 mandamentos.

No primeiro século, a língua predominante já não era o hebraico, mas sim o aramaico e o grego. Portanto, Shavuot foi traduzida para Pentecostes, que em grego é Πεντηκοστή (Pentekostē), significando 50, portanto em Atos 2 lemos o termo Shavout foi traduzido para pentecostes mas a festa é exatamente a mesma.

Existem vários paralelos espirituais nesse acontecimento. Assim como a revelação dos mandamentos divinos no Monte Sinai, a descida do Espírito Santo em Atos 2 ocorreu com línguas de fogo, tremor e um vento forte. Línguas de fogo desceram sobre os discípulos, simbolizando a capacitação para levar a mensagem de Jesus a todas as nações. Na revelação do Monte Sinai, D-us forja um novo povo entre os pagãos para servi-Lo e ser luz para as nações. No Pentecostes, D-us novamente separa uma porção do Seu povo para levar as boas novas a todas as nações, servindo de luz. Este evento pode ser visto como uma inversão da confusão de línguas na Torre de Babel (Gênesis 11:1-9), onde os povos foram separados; agora, em Pentecostes, existe uma promessa de D-us de reunir os povos.

Ele também celebra-se a entrega dos primeiros grãos e frutos da terra, algo muito simbólico para o Pentecostes porque na ressurreição de Jesus muitos outros santos foram ressuscitados junto com ele (Mateus 27:52), marcando as primícias dos mortos que ressuscitariam no futuro vindouro e na descida do Espírito Santo 3 mil pessoas foram salvas. 

Além disso, a conexão entre Shavuot e Pentecostes possui profundas implicações teológicas e simbólicas. Primeiramente, a continuidade da Revelação sugere que, para os judeus que creram em Jesus como o Messias, a descida do Espírito Santo não substitui os 10 Mandamentos, mas os complementa. Isso implica uma continuidade na revelação divina, que agora abrange outros povos. Tal inclusão revela o amor de D-us por toda a humanidade, acolhendo todos aqueles que o buscam, independentemente de sua origem.

Ademais, a unidade espiritual destacada pela celebração de Pentecostes durante Shavuot reforça a ideia de que o cristianismo não surgiu isoladamente, mas está enraizado na tradição judaica. Essa ligação promove um diálogo inter-religioso baseado em compreensão e respeito mútuos, reconhecendo a herança comum e a continuidade espiritual que une ambas as tradições. Assim, a conexão entre Shavuot e Pentecostes não apenas enriquece a compreensão teológica, mas também fortalece os laços espirituais entre judaísmo e cristianismo, promovendo uma visão mais inclusiva e unificada da revelação divina.

A profunda conexão entre Shavuot e Pentecostes desafia os leitores a reconsiderar a relação entre judaísmo e cristianismo. Ao reconhecer a continuidade espiritual e histórica entre essas duas tradições, somos convidados a apreciar a riqueza e a complexidade da revelação divina. Essa compreensão não apenas enriquece nossa fé, mas também promove um senso de unidade e propósito compartilhado na busca pela verdade espiritual.

Somos incitados a refletir sobre a beleza e a profundidade dessa ligação, reconhecendo que, em última análise, ambas as tradições compartilham uma missão comum: revelar o amor e a sabedoria de D-us para toda a humanidade. Diante disso, é pertinente questionar por que celebramos festividades de origens pagãs, como o Natal, enquanto negligenciamos a comemoração da entrega dos Dez Mandamentos – um evento central que simboliza a continuidade e a profundidade espiritual do Pentecostes. Este chamado à reflexão busca ressaltar a importância de valorizar e celebrar momentos que verdadeiramente representam a essência da nossa fé e a revelação divina.

Author: Adivalter Sfalsin

A metáfora do camelo passando pelo buraco da agulha nos ensina sobre a importância da humildade e da renúncia ao excesso de apego material para alcançarmos a vida espiritual plena. Devemos seguir o exemplo do camelo, desapegar-nos do supérfluo e nos curvar diante da grandiosidade divina, lembrando que a verdadeira riqueza está na humildade e na obediência a D-us, não nas posses materiais.

Entendendo as palavras difíceis de Jesus Parte 8: “Camelo pelo fundo de uma agulha”

A metáfora do camelo passando pelo buraco da agulha nos ensina sobre a importância da humildade e da renúncia ao excesso de apego material para alcançarmos a vida espiritual plena. Devemos seguir o exemplo do camelo, desapegar-nos do supérfluo e nos curvar diante da grandiosidade divina, lembrando que a verdadeira riqueza está na humildade e na obediência a D-us, não nas posses materiais.
“Camelo pelo fundo de uma agulha”

As palavras de Jesus em Mateus 19:23-24:

“Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus. E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de D-us.” Muitas vezes são interpretadas de forma literal constatando o tamanho enorme de um camelo e o pequeno furo de uma agulha, concluindo que é impossível o camelo representado pelo rico entrar no reino do céus. No entanto, essa interpretação superficial ignora o contexto cultural e histórico rico em que essa frase foi dita, levando a uma compreensão distorcida da mensagem de Jesus. A mensagem na verdade aborda o tema da humildade e submissão a D-us.

O fundo da agulha que Jesus estava se referindo era aos portões das cidades. Nos tempos antigos, esses portões tinham duas grandes portas me uma das portas havia um buraco chamado “buraco da agulha”, destinada apenas à passagem de pedestres quando os portões grandes estavam fechados. Fazer um camelo passar pelo buraco da agulha exigiria que o animal deixasse sua carga e dobrasse suas patas e pescoço, uma tarefa árdua que muitas vezes deixava arranhões. 

O ensinamento de Jesus não era impossível para os ricos entrarem no reino de céus, mas sim um lembrete de que todos, ricos ou pobres, precisariam largar seus fardos, dobrar seus pescoços em obediência, ajoelhar-se diante de D-us e reconhecê-Lo como o caminho para a salvação. A entrada para o reino de D-us é estreita e requer humildade e obediência para se submeter à vontade Divina. Assim, é importante compreender que a riqueza ou a pobreza não são os fatores determinantes para a salvação, mas sim a disposição de cada indivíduo em seguir os ensinamentos de D-us.

A metáfora do camelo passando pelo buraco da agulha nos convida a uma profunda reflexão sobre a importância da humildade e da renúncia ao apego às coisas materiais no caminho da salvação. Ao dizer que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus, Jesus nos mostra que a verdadeira riqueza está na simplicidade e na entrega a D-us, não nas posses materiais.

Assim como o camelo precisa se despojar de sua carga e se curvar humildemente para passar pelo estreito buraco da agulha, somos chamados a nos desapegar de nossas próprias “cargas” – seja o orgulho, a ganância, a vaidade ou qualquer forma de apego excessivo aos bens materiais – e nos submeter com humildade e obediência à vontade divina.

É importante lembrar que não se trata de abandonar completamente os bens materiais, mas de colocá-los em seu devido lugar, compreendendo que são recursos a serem usados com sabedoria em serviço aos outros e para a glória de D-us. A humildade nos convida a reconhecer que somos simples instrumentos nas mãos de D-us, e a renúncia ao excesso de apego material nos liberta para uma vida mais plena de significado e propósito.

Portanto, ao refletir sobre a lição do camelo e do buraco da agulha, somos desafiados a cultivar a humildade, a simplicidade e a generosidade em nosso caminho espiritual, para que possamos estar mais abertos à graça divina e ao verdadeiro tesouro que está no Reino dos céus. É ao nos desapegarmos do que é efêmero e nos voltarmos para o que é eterno que nos aproximamos da plenitude da vida espiritual e da comunhão com D-us. Que possamos seguir o exemplo do camelo, despojando-nos do supérfluo e nos curvando com sinceridade diante da grandiosidade divina.

A entrada para o reino de D-us não está aberta aos soberbos e aos que se prendem às riquezas terrenas, mas sim àqueles que, como o camelo que se submete ao desconforto e à renúncia, estão dispostos a seguir o caminho da humildade e da entrega total à vontade Divina. Portanto, lembremo-nos sempre de que a verdadeira riqueza está na humildade de coração e na obediência a D-us, não nas posses materiais que eventualmente nos separam Dele.

Autor: Adivalter Sfalsin

Entendedo as Palavras dificeis de Jesus - Virar a outra face

Entendendo as palavras difíceis de Jesus Parte 7 “Virar a outra face”

Entendedo as Palavras dificeis de Jesus - Virar a outra face

As palavras de Jesus em Mateus 5:39, “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”, muitas vezes são interpretadas como uma ordem passiva para aceitar a agressão sem revidar. No entanto, essa interpretação superficial ignora o contexto cultural e histórico rico em que essa frase foi dita, levando a uma compreensão distorcida da mensagem de Jesus.

Para desvendar a verdadeira essência dessa passagem, é crucial mergulharmos no mundo antigo e na cultura da honra e da vergonha que permeava a sociedade da época. Essa cultura ditava as normas sociais e as expectativas de comportamento, moldando profundamente as interações entre as pessoas.

Ao analisar as palavras de Jesus através da lente da cultura da honra e da vergonha, podemos entender sua mensagem de forma mais profunda. Jesus não estava defendendo a submissão passiva à violência, mas sim desafiando as normas sociais arraigadas que perpetuavam a vingança e a hostilidade.

Frases idiomáticas podem se tornar um verdadeiro desafio para desvendar a mensagem subjacente. Jesus as utilizava frequentemente para elucidar verdades para seus ouvintes, porém, para o leitor moderno, elas podem causar confusão quando o contexto no qual foram ditas é ignorado. Uma frase idiomática é uma expressão ou conjunto de palavras que possuem um significado figurado específico, divergindo de sua interpretação literal. Essas expressões são características de uma língua ou cultura específica e, muitas vezes, não podem ser traduzidas diretamente para outras línguas sem que se perca seu significado original. As frases idiomáticas são frequentemente utilizadas para transmitir ideias de forma mais colorida, vívida ou expressiva.

Geralmente, esse texto é referido como se fosse uma proibição à autodefesa, mas esse texto não está falando de tomar um tapa literalmente. A palavra grega usada para “face direita” é DEXIA SIAGON (δεξιὰν σιαγόνα), ou seja, um lugar de honra ou autoridade, ou seja, alguém que tenta ferir a sua honra, a sua autoridade. Quando Jesus fala em oferecer a outra face, a palavra grega é STEPSON, que quer dizer virar as costas para alguém, ou seja, dar as costas. Então, traduzindo essa expressão idiomática de Jesus, se alguém tentar ferir a sua honra, a sua autoridade, vire as costas para ele, evite conflitos, evite disputas, e não alimente o sentimento de vingança quando alguém tentar desonrar você.

Compreendendo o Contexto Cultural: Honra, Vergonha e Agressão. Na sociedade da época de Jesus, a honra era um bem precioso, definindo a posição social e o respeito de um indivíduo. A vergonha, por outro lado, era vista como uma mancha na reputação, causando humilhação e ostracismo. Essa dinâmica social moldava as relações interpessoais, onde ofensas e agressões eram frequentemente respondidas com retaliação proporcional ou até mesmo excessiva, perpetuando um ciclo de violência e vingança.

O Insulto por Trás do Tapa na Face Direita. Um aspecto crucial para entender a profundidade da instrução de Jesus é o significado do gesto de “bater na face direita”. Na cultura da honra e da vergonha predominante, um tapa com o dorso da mão era considerado um insulto grave, especialmente se direcionado à bochecha direita. Essa era a face considerada mais honrosa, pois era o lado que um guerreiro usava para proteger seu coração. Levar um tapa na bochecha direita, portanto, era um ataque direto à honra e dignidade da pessoa, um ato de humilhação pública.

Ao usar essa imagem vívida, Jesus não apenas estava falando sobre a dor física de um tapa, mas sim sobre a profunda humilhação e vergonha que tal ato infligia. Oferecer a outra face, nesse contexto, representava um desafio radical às normas sociais da época. Era um ato de recusar a vergonha imposta pelo agressor, mantendo a própria honra e dignidade através da compaixão e do perdão.

Além da Não Resistência: Quebrando o Ciclo da Vingança. O trecho que menciona Jesus vai além da mera passividade em face da agressão. Ele não está apenas dizendo que os cristãos não devem revidar fisicamente, mas sim que devem evitar a busca por vingança em qualquer forma. Em uma cultura onde a honra era defendida com unhas e dentes, a ideia de não revidar era vista como fraqueza e submissão.

No entanto, Jesus propôs um caminho alternativo: o da compaixão, do amor e da quebra do ciclo de violência. Ao oferecer a outra face, o indivíduo demonstrava força interior, recusando-se a ser dominado pela raiva e pelo desejo de retaliação.

A Relevância Atual da Mensagem de Jesus. Embora o contexto cultural da época de Jesus seja muito diferente do nosso, sua mensagem central permanece atemporal: a superação da violência através da compaixão, do perdão e do amor. Em um mundo marcado por conflitos e hostilidades, o convite de Jesus para “virar a face” nos convida a refletir sobre nossas próprias respostas à agressão e buscar caminhos alternativos para a resolução de conflitos, construindo um mundo mais pacífico e justo.

Um Convite à Transformação Interior. Em última análise, a instrução de Jesus para “virar a face” não se limita a uma mera ação física. É um convite a uma transformação interior, a uma mudança de postura diante da ofensa e da agressão. Trata-se de cultivar a compaixão, o perdão e a capacidade de superar a raiva e o ressentimento.

Ao oferecer a outra face, o indivíduo demonstra a força interior de não ser dominado pela ira e pelo desejo de vingança. Essa atitude desafia as normas sociais baseadas na honra e na vergonha, abrindo caminho para a construção de relacionamentos mais pacíficos e compassivos.

Assim, ao compreendermos o contexto cultural e a profundidade da mensagem de Jesus em Mateus 5:39, somos convidados não apenas a refletir sobre nossas próprias atitudes em face da agressão, mas também a abraçar um caminho de compaixão, perdão e amor, construindo um mundo mais justo e pacífico para todos.

Autor: Adivalter Sfalsin

A Última Gota D'água

A Última Gota D’água

A Última Gota D'água

A Última Gota D’água: Quando o Ponto de Ruptura Transforma Vidas

A expressão “última gota d’água” deriva de uma metáfora que representa um recipiente gradualmente preenchido até transbordar com a última gota. Esse recipiente simboliza a paciência, a tolerância ou a capacidade de suportar uma situação incômoda ou estressante. A imagem de um copo ou jarro que transborda ao receber uma última gota refere-se metaforicamente ao ponto em que dificuldades acumuladas atingem um ponto crítico. A “última gota d’água” é o catalisador que provoca uma reação significativa, representando o fator final, aparentemente pequeno, que desencadeia uma mudança profunda devido ao acúmulo prévio de tensões.

Significado e Implicações

A expressão é usada para descrever o momento em que uma pessoa ou situação chega ao seu limite de paciência ou capacidade de tolerância. A última gota, embora possa parecer insignificante por si só, causa um transbordamento ou colapso devido à acumulação de todas as pequenas gotas anteriores. Esse momento pode desencadear uma série de eventos que levam a mudanças positivas ou negativas, possuindo um grande poder de reconstruir ou destruir completamente, dependendo das ações subsequentes.

Para alguns, a última gota representa a coragem necessária para sair de uma situação tóxica e buscar uma vida mais autêntica e satisfatória. Para outros, pode resultar em uma queda ainda mais profunda na desesperança e resignação.

Exemplos Bíblicos

A Bíblia está repleta de exemplos que ilustram o conceito da “última gota d’água”. Um exemplo marcante é a história de Moisés liderando o povo de Israel através do deserto após a fuga da escravidão no Egito. Após inúmeras provações e desafios, a última gota ocorreu quando Moisés desceu do Monte Sinai com as tábuas da lei de Deus e encontrou o povo adorando um bezerro de ouro. Em Êxodo 32:19-20, está escrito:

“E aconteceu que, chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se o furor de Moisés, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte, e tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o até que se tornou em pó; e o espargiu sobre as águas e deu-o a beber aos filhos de Israel.”

Esse incidente desencadeou uma série de eventos que eventualmente levaram à revelação do caráter benigno de Deus, oferecendo uma segunda chance ao povo ao escrever outras tábuas com os Dez Mandamentos.

Intercessão e Consequências

Precedente a esse evento, nos versículos de 7 a 14, vemos que, num momento de grande tensão, enquanto Moisés estava no Monte Sinai recebendo os mandamentos de Deus, o povo de Israel se corrompeu, fazendo e adorando um bezerro de ouro. Deus, furioso, ordenou a Moisés que descesse imediatamente. Moisés, amando profundamente seu povo, intercedeu junto a Deus, argumentando que destruir os israelitas faria com que os egípcios pensassem que Deus os havia tirado do Egito apenas para matá-los no deserto. Moisés lembrou a Deus das promessas feitas a Abraão, Isaque e Israel sobre a multiplicação de sua descendência e a posse da terra prometida.

Com suas palavras cheias de fervor e lembrança das antigas promessas, Moisés conseguiu acalmar a ira de Deus, poupando o povo e reafirmando seu compromisso com as promessas feitas aos seus ancestrais. Esse exemplo nos ensina que as consequências da última gota d’água estão diretamente ligadas à nossa decisão no momento da ruptura, com potencial para destruição ou reconstrução.

Reflexões e Oportunidades

A “última gota d’água” nos lembra da importância de prestar atenção aos sinais de alerta em nossas vidas e buscar ajuda quando necessário. É um lembrete poderoso de que, mesmo nos momentos mais sombrios, sempre há esperança de renovação e transformação. Se tivermos a reação correta, aquilo que parece ser um fim pode se transformar numa experiência positiva e revigorante.

Em última análise, a “última gota d’água” é mais do que uma simples metáfora – é um fenômeno universal que encapsula a complexidade da experiência humana. Ao reconhecer e responder a esses momentos de ruptura, podemos encontrar oportunidades para crescimento, cura e renovação em nossas vidas. Como os ortopedistas dizem:

“Quando quebramos um osso ele se cura mais forte do que antes, dependendo de como você o trate. No início, você tem que ser muito cuidadoso com ele. Se você o ignorar, não cuidar dele, não prestar atenção à sua dieta, evitar o fisioterapeuta, então, certamente, não ficará mais forte do que antes. Mas, se você cuidar bem dele, com delicadeza no começo, seguir toda a sua terapia e se esforçar para fortalecê-lo novamente… então sim, ele pode ficar mais forte do que era antes. Quanto mais você usá-lo, mais forte ele fica.”

Assim, a última gota pode ser o início de um novo capítulo, uma nova página em nossas vidas. A escolha é nossa.

Autor: Adivalter Sfalsin

Questões da Vida

Com alguma relutância, compartilho um diálogo profundo que tive com minha filha de 10 anos. Acredito que as lições contidas neste breve diálogo podem ensinar-nos muito sobre as questões mais profundas que enfrentamos. Era dia 25 de março, por volta das 17 horas, quando me encontrava com minha filha numa sala de espera, após 22 horas intensas de vários exames médicos para determinar o tratamento a ser adotado. Ambos estávamos visivelmente cansados, evitando muita conversa na tentativa de poupar a pouca energia restante. Então, surpreendentemente, o silêncio foi quebrado com a seguinte pergunta:

O Diálogo

Minha filha: “Pai, eu acho que não devíamos mais servir ao nosso Deus.”

Eu: Porquê?

Minha filha: “Esse Deus não é bom, Ele faz-nos sofrer. Quando tiraram meu sangue, doeu muito, e Ele não aliviou minha dor quando eu pedi.”

Como responder a uma menina de 10 anos de forma simples para questões tão complexas? Esse era o meu desafio.

Eu: Olha, filha, o mesmo Deus que nos dá o sol também nos dá a chuva. Na vida, temos tristezas e alegrias, dor e prazer, assim como existem pessoas boas e más. O fato de sentires dor não significa que Ele não nos ame. Além disso, a pequena dor que sentiste é para melhorar tua saúde.

Minha filha: “Ah, papai, tive uma boa ideia para dar a Deus.”

Eu: Então, que ideia é essa?

Minha filha: “Sabes que disseste que existem pessoas boas e más? Vou dar a ideia de dividir o mundo em dois, um lado só com pessoas boas e do outro só com pessoas más, assim não haverá tantos problemas.”

Eu: Com um certo riso, respondi: “É, tua ideia é ótima, mas Ele prometeu fazer isso no futuro, separar aqueles que amam o Senhor daqueles que O desprezam.”

Minha filha: “Então, por que Ele não faz isso agora?”

Eu: Sinceramente, não sei, mas com certeza o fará.

Após esse breve diálogo, fiquei pensativo, transportado anos atrás, ao início da minha juventude quando fazia esse tipo de perguntas. Fiquei surpreso ao notar que uma menina de 10 anos já faz perguntas tão profundas e tão comuns a todos nós. Ao tentar desdobrar as questões fundamentais contidas em tais perguntas inocentes, cheguei à conclusão de que, na verdade, ela estava questionando questões relacionadas com o propósito da vida, como: Porque sofremos e qual será nosso destino?

Questões da Vida

Em poucas perguntas, ela tocou nas questões mais profundas da vida, que são:

  1. De onde viemos? Origem.
  2. Porque estamos aqui? Propósito.
  3. Para onde vamos? Destino.
  4. Porque sofremos? Justiça.

Essas questões são as mais básicas da vida e certamente, se ainda não as fizeste, em algum ponto da tua vida as farás.

Perspectivas Filosóficas

Para aqueles que têm uma mente voltada para a ciência, a resposta desta é insatisfatória, porque lida apenas com a questão da origem, deixando de lado as outras três. Ao tentar explicar a origem da humanidade através de acontecimentos aleatórios e teorias questionáveis, deixa de fora as questões mais importantes, como propósito, destino e justiça.

Os famosos filósofos gregos, como Aristóteles, Platão e Heráclito, que tanto influenciaram o pensamento ocidental, tentaram responder a essas questões com uma visão dualista do mundo, onde o mundo é dividido em material versus espiritual, sendo que o material é inferior e o espiritual, superior.

Perspectiva Bíblica

A visão bíblica da vida é muito mais abrangente ao responder essas questões, de forma coerente, ela responde aos anseios mais profundos do ser humano. Do Gênesis ao Apocalipse, a Bíblia responde a essas questões de forma coerente e concisa.

  1. Origem – Ao criar o ser humano “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26), Deus responde à primeira questão – Origem.
  2. Propósito – O sábio Salomão conclui o livro de Eclesiastes destacando que a vida se resume a honrar a Deus em nossos pensamentos e guardar Seus mandamentos, porque um dia estaremos diante do trono divino para prestar contas.
  3. Destino – O último livro da Bíblia, o Apocalipse, discute o que irá acontecer no fim dos tempos. Após o retorno de Jesus, os céus e a terra que conhecemos serão destruídos e um novo céu e uma nova terra serão criados eternamente.
  4. Justiça – A busca pela justiça pressupõe que haja uma ordem moral universal que nos permite fazer tal pergunta; se há uma ordem moral universal, deve necessariamente haver um doador dessa ordem. Na visão bíblica, esse agente é Deus. Quando presenciamos injustiça ou o sofrimento de um inocente, algo dentro de nós grita estridentemente dizendo que algo está errado. Esse algo é o pecado, a desobediência ao Senhor.

Paulo, grande conhecedor do Tanakh (Velho Testamento), declarou: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6:23).

Este versículo ressalta a mensagem central do texto: a busca pelo propósito da vida e a resposta às questões fundamentais da existência. Enquanto discutimos origem, propósito, destino e justiça, é importante reconhecer que, através da fé em Cristo, Deus oferece não apenas vida eterna, mas vida em abundância. O versículo enfatiza que o propósito de Jesus não é apenas proporcionar vida, mas também proporcioná-la em abundância, contrastando com o propósito do ladrão, que é roubar, matar e destruir.

Assim, a mensagem central do texto é que, apesar das incertezas e dificuldades da vida, encontrar o propósito verdadeiro e a plenitude de vida está em conhecer e seguir a Cristo. É Ele quem oferece não apenas respostas às questões mais profundas da existência, mas também a promessa de vida em abundância, que transcende as limitações deste mundo e nos conduz à verdadeira realização e significado.

Autor: Adivalter Sfalsin

O Poder da Gratidão: Encontrando Contentamento no Presente

Em Provérbios 30:8-9, o escritor ora fervorosamente: “Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me apenas o pão de cada dia. Senão, tendo demais, te negaria e diria: ‘Quem é o Senhor?’ Ou, tendo menos, eu me tornaria ladrão e desonraria o nome do meu Senhor.”

Esta oração levanta uma questão crucial: Estamos satisfeitos com o nosso pão diário, ou estamos incessantemente perseguindo o vento?

A sociedade atual parece estar obcecada com direitos, ignorando as obrigações. Ela transita de ordens pré-estabelecidas para a desordem total, dos deveres para os direitos do indivíduo, e da obediência a autoridades pré-estabelecidas para a autodeterminação. Em meio a essa mudança cultural, o conceito de gratidão parece escasso. Muitas vezes, sentimo-nos com direito a restituição por injustiças passadas ou exigimos afirmação de nossas identidades auto-percebidas, negligenciando a virtude da gratidão e a própria realidade de quem somos.

O sábio pregador em Provérbios busca equilíbrio em sua oração. Ele não deseja nem riqueza excessiva nem pobreza extrema, reconhecendo os perigos de ambos, que podem afastá-lo do Senhor. Ele entende que um excesso de riquezas pode levar ao esquecimento do Senhor, enquanto a pobreza pode tentar alguém a desonrar o Senhor através da desonestidade.

A busca por equilíbrio é relevante hoje como foi na antiguidade. A gratidão é a pedra angular do contentamento e da alegria, independentemente da abundância material. A ingratidão, por outro lado, gera descontentamento, levando as pessoas a ignorar suas bênçãos e a buscar perpetuamente mais, numa perseguição ao vento.

Fatores psicológicos contribuem para essa predisposição. Os seres humanos se adaptam rapidamente a circunstâncias positivas, levando à desvalorização de bênçãos que antes eram apreciadas. O pensamento comparativo fomenta a ingratidão quando as pessoas percebem os outros como tendo mais do que eles. Uma sociedade que prega somente o direito do indivíduo alimenta ainda mais a ingratidão, enquanto a dissonância cognitiva e o medo da vulnerabilidade de ser grato a alguém inibem expressões de gratidão.

Ao contrário, um coração grato promove uma visão positiva da vida. Provérbios 15:13 afirma de forma apropriada: “Um coração alegre deixa o rosto feliz, mas a tristeza deixa o coração abatido.”

Em Provérbios 30:8-9, o pedido do escritor por “mas dá-me apenas o meu pão diário” implica que aprender a valorizar o que se tem no momento presente, independentemente do que os outros possam ter ou do que se poderia alcançar. Compreender plenamente que a vida se desenrola no “agora”, o único momento verdadeiramente seguro que possuímos. O passado é apenas memória, o futuro é incerto; portanto, só podemos viver e aproveitar o presente. Sou grato por acordar todas as manhãs com saúde e cercado por aqueles que me amam. Quando percebemos que o que temos é apenas o momento presente, que o passado e o futuro são construções da mente, e que nossa perspectiva é moldada pela porção diária de bênçãos que o Senhor nos concede, é quando a verdadeira transformação começa. Quanto aos meus planos e sonhos, eles continuam a existir e devem ser perseguidos? Sim, mas não são o propósito último da vida. Eles podem ser boas motivações para nos manter no caminho certo, mas é na gratidão pelo presente que encontramos a verdadeira plenitude.

É interessante notar que o Senhor requer que demos graças após termos comido. Deuteronômio 8:10 diz: “E comerás e te fartarás, e bendirás ao Senhor teu D-us pela boa terra que te deu.” Embora, através da tradição, tenhamos alterado este mandamento e muitas vezes agradecemos ao Senhor antes de comermos, perdendo o propósito principal da bênção. Nossa inclinação natural é esquecer do Senhor quando tudo está bem, quando estamos saciados, e buscá-lo quando precisamos de algo. Portanto, criar o hábito de agradecer ao Senhor quando estamos saciados nos ensina que mesmo na abundância precisamos agradecê-lo e buscá-lo, reconhecendo que tudo o que temos e somos vem Dele.

Em última análise, praticar gratidão e empatia pode transformar perspectivas, promovendo contentamento e alegria em meio às incertezas da vida. Ao abraçar o conceito de “pão diário”, as pessoas podem cultivar um espírito de gratidão, levando a uma existência mais plena e significativa.

Autor: Adivalter Sfalsin De Assis

Quando o Sofrimento Bate à Sua Porta Parte 1

 

O sofrimento é uma faceta inegável da experiência humana; é o crisol que molda nossas vidas. Como diz o ditado, “Se você não sofreu, não viveu verdadeiramente.” Mas, em meio ao sofrimento, podemos encontrar algum significado?

É importante notar, especialmente se você estiver enfrentando um problema profundo no momento, que estas palavras não têm a intenção de te dar uma solução fácil para o seu sofrimento. Em vez disso, buscam trazer alguma racionalidade ao que muitas vezes parece ilógico. O sofrimento transcende status social, religião, etnia e gênero. É o grande nivelador, nos colocando todos no mesmo patamar é o rolo compressor que nos nivela ao mesmo nível.

Quando a tragédia acontece, experiências únicas se desdobram, desde o afastamento por falta de compreensão até tentativas desajeitadas de conforto, que muitas vezes aumentam inadvertidamente o sofrimento. Além disso, pessoas bem-intencionadas podem oferecer explicações baseadas em conceitos como recompensa e punição, controle divino e lições de vida.

A história bíblica de Jó ilustra essa dinâmica. Seus amigos – Elifaz, Bildade e Zofar – supostos consoladores, ecoam temas comuns de justiça divina e retribuição em suas tentativas de explicar o sofrimento de Jó. No entanto, os desafios de Jó levam a uma profunda exploração do sofrimento, fé e justiça divina.

1. **Recompensa e Punição:** Elifaz, baseando-se em sua experiência pessoal e tradição, sugere que o sofrimento é uma consequência do pecado. Ele aconselha Jó a buscar o perdão de Deus para aliviar seu sofrimento. Bildade e Zofar oferecem argumentos semelhantes, enfatizando a justiça divina e insistindo que o sofrimento de Jó é resultado de seus pecados.

2. **Deus está no Controle:** Elifaz, Bildade e Zofar argumentam implicitamente que Deus governa os assuntos humanos e que o sofrimento pode ser atribuído à justiça divina. Eles sugerem que o sofrimento de Jó não é aleatório, mas uma consequência de suas ações ou pecados, implicando que Deus está ativamente envolvido em sua vida.

3. **Ensinar uma Lição:** Os amigos de Jó sugerem que suas dificuldades são uma forma de disciplina divina, destinada a trazer arrependimento ou crescimento espiritual. No entanto, Deus os repreende por suas tentativas equivocadas de explicar o sofrimento de Jó.

As suposições dos amigos de Jó sobre o sofrimento se mostram equivocadas. Eles simplificam demais as complexidades da experiência humana e não consideram o mistério dos caminhos de Deus. Suas tentativas de explicar o sofrimento apenas aumentam a angústia de Jó.

Sua jornada com Deus será inevitavelmente moldada pelo sofrimento. Algumas das verdades teológicas podem enfrentar desafios profundos quando a adversidade chega. Em momentos assim, certas crenças oferecem pouco consolo, pois seu encontro pessoal com o sofrimento estabelece uma relação direta e íntima com Deus. Embora isso não signifique necessariamente que Ele causou seu sofrimento, apresenta uma oportunidade única para se aproximar Dele e experimentar Seu amor e cuidado em primeira mão.

Durante essa jornada, você pode lidar com sentimentos de abandono ou desapontamento para com Deus. Essas emoções são naturais e podem levá-lo mais perto Dele, mesmo quando sua mente racional luta para compreender. O sofrimento tem o poder de transformar sua perspectiva, permitindo que você veja Deus de maneiras nunca antes imaginadas.

Além disso, dentro do reino da dor e do sofrimento, reside um privilégio profundo e muitas vezes não reconhecido. Ele serve como um forno que revela sua verdadeira essência e forja em você uma resiliência que capacita a ajudar outros que enfrentam desafios na vida. Nesses momentos de angústia sua verdadeira essência é exposta.

Quando confrontados com o sofrimento de alguém, é crucial oferecer cuidado genuíno, compreensão e apoio. Isso inclui ouvir ativamente, empatia e assistência prática. Evite oferecer explicações simplistas ou conselhos não solicitados. Em vez disso, esteja presente e ofereça apoio contínuo. De outra forma podemos cometer o mesmo erro dos amigos de Jó, sermos repreendidos por Deus em nossas tentativas equivocadas de explicar o sofrimento. (Jó 42:7-9). O sofrimento não necessita de explicação mas de empatia. 

Ao lidar com o sofrimento de alguém, é crucial oferecer cuidado genuíno, compreensão e apoio. Isso envolve não apenas empatizar com sua dor, mas também ajudá-los ativamente de maneiras práticas para aliviar seus fardos e proporcionar conforto. Aqui estão algumas maneiras de oferecer assistência significativa àqueles que lutam contra a adversidade:

Ouvir Ativamente e Apoio Emocional: Dedique tempo para ouvir ativamente os sentimentos e preocupações da pessoa sem julgamento ou interrupção. Crie um espaço seguro onde ela possa se expressar livremente, sabendo que suas emoções são válidas e respeitadas. Ofereça palavras de empatia e encorajamento, deixando-os saber que não estão sozinhos em suas lutas.

Assistência Prática: Estenda uma mão amiga oferecendo assistência prática para aliviar alguns dos desafios diários da pessoa. Isso poderia envolver tarefas como: preparar as refeições, Acompanhar em compromissos médicos, Assistência financeira, Oferecer transporte ou ajudar nas tarefas domésticas. Ao aliviar seus fardos de maneira tangível, você mostra que se importa e está disposto a apoiá-los em suas dificuldades.

Fornecimento de Recursos e Informações: Ofereça informações sobre recursos disponíveis e serviços de apoio que possam ser benéficos para o bem-estar da pessoa. Isso poderia incluir recomendar serviços de terapia ou aconselhamento, fornecer informações sobre grupos de apoio ou organizações comunitárias, ou conectá-los com profissionais relevantes que possam oferecer assistência especializada.

Acompanhamento: Acompanhe a pessoa em consultas ou reuniões, oferecendo sua presença e apoio durante momentos difíceis. Sua solidariedade e defesa podem oferecer conforto e segurança durante momentos desafiadores.

Oferecendo Suporte Financeiro: Se possível, forneça assistência financeira para ajudar a aliviar qualquer tensão financeira causada pelo sofrimento da pessoa. Isso poderia envolver oferecer para cobrir despesas como contas médicas, compras de supermercado ou contas de serviços públicos, ou fornecer apoio financeiro de outras maneiras práticas que atendam às suas necessidades específicas.

Respeitando Limites e Autonomia: Respeite a autonomia e os limites da pessoa, reconhecendo que eles podem ter preferências ou limitações em relação ao tipo e extensão da assistência que se sentem confortáveis em receber. Sempre busque o consentimento e a opinião deles antes de oferecer ajuda, e esteja atento às suas preferências e necessidades individuais.

Presença e Apoio Contínuos: Mantenha contato regular com a pessoa, verificando-os periodicamente para oferecer apoio e encorajamento contínuos. Sua presença e apoio contínuos podem oferecer conforto e segurança enquanto eles navegam por suas lutas.

Lembre-se, oferecer ajuda a alguém que está sofrendo não se trata de resolver seus problemas ou fornecer soluções fáceis. Trata-se de ser uma presença compassiva e oferecer assistência prática e apoio nas maneiras mais significativas e úteis para a pessoa. Sua bondade, empatia e disposição para ajudar podem fazer uma diferença significativa em sua jornada rumo à cura e à resiliência.

Em tempos de sofrimento, Jesus oferece palavras de conforto e encorajamento. Em Mateus 11:28-30, ele convida aqueles que estão cansados e sobrecarregados a encontrar descanso nele. Sua promessa de alívio e companheirismo serve como um farol de esperança em meio às provações da vida.

Lembre-se, embora o sofrimento possa testar nossa fé e resiliência, ele também tem o poder de forjar compaixão, força e sabedoria. Abrace a jornada, pois muitas vezes é nas profundezas do sofrimento que descobrimos a verdadeira essência de nossa humanidade.

Autor: A De Assis

Páscoa Bíblica ou Páscoa Cristã

À medida que este fim de semana se aproxima, os fiéis entre os católicos e protestantes aguardam ansiosamente a celebração da páscoa, um momento impregnado de entusiasmo e fé profunda. Para os cristãos, esta ocasião sagrada comemora os eventos cruciais da crucificação e ressurreição de Jesus Cristo, infundindo nos corações um profundo senso de pertencimento e plenitude. No entanto, no meio das festividades jubilosas, surge uma discrepância notável, que mergulha no cerne da tradição religiosa e interpretação: as diferentes datas da páscoa Bíblica e da páscoa Cristã.

De acordo com o mandamento divino, a observância da páscoa deve ser realizada no 15º dia de Nissan, um mês no calendário bíblico hebraico. Em 2024, isso corresponde ao período entre 22 e 30 de abril no nosso calendário gregoriano. No entanto, os cristãos de diversas denominações celebram a páscoa em 31 de março de 2024, levantando questões sobre a racionalidade por trás dessa disparidade.

Por que os cristãos optam por seguir o calendário gregoriano em vez de aderir estritamente às injunções bíblicas? A resposta, embora multifacetada, pode ser resumida em uma explicação simples enraizada na tradição e interpretação histórica. A tradição cristã dita que a páscoa ocorra no primeiro domingo após a lua cheia que ocorre no ou após o equinócio da primavera. Se a lua cheia coincidir com um domingo, a páscoa é celebrada no domingo subsequente, alinhando-se com os ciclos lunares e fenômenos astronômicos.

Por outro lado, o calendário bíblico, designa o início do páscoa no 15º dia de Nissan – o primeiro mês do ano hebraico, conforme instruído no livro do Êxodo, capítulo 12. Curiosamente, o calendário hebraico se ajusta meticulosamente para sincronizar com o calendário solar, garantindo que o 15º de Nissan se alinhe consistentemente com dias específicos da semana: domingo, terça-feira, quinta-feira ou sábado. Essa calibração intrincada leva em consideração tanto os ciclos solares quanto lunares, destacando a conexão profunda entre movimentos celestes e observância religiosa.

O cerne da questão reside nas abordagens divergentes para cálculos do calendário e significado religioso. Enquanto os cristãos priorizam a comemoração da Páscoa com base em padrões lunares e astronômicos, a tradição judaica mantém a santidade da Páscoa de acordo com os ditames do calendário bíblico. Essa discrepância destaca a rica tapeçaria de diversidade religiosa e interpretação, convidando à introspecção.

Além das complexidades da definição de datas, a páscoa ressoa com temas atemporais de redenção, renovação e triunfo da esperança sobre o desespero. Seja comemorando a libertação dos hebreus da escravidão ou a ressurreição de Jesus Cristo durante a comemoração da páscoa judaica, os cristãos encontram consolo e inspiração nessas narrativas sagradas, transcendendo preocupações temporais e fronteiras culturais.

Em essência, a divergência entre a páscoa bíblica e a páscoa cristã serve como testemunho da natureza multifacetada da observância e interpretação religiosa. Embora as datas possam ser diferentes, a mensagem subjacente de fé, amor e renovação espiritual permanece firme, um farol de esperança para os cristãos em todo o mundo.

À medida que embarcamos nesta temporada sagrada de reflexão e celebração, que possamos abraçar a diversidade das tradições religiosas, promovendo maior compreensão e unidade entre todas as pessoas de fé e voltar as raizes bíblicas. Finalmente, não é apenas a data que importa, mas o significado profundo dessas observâncias sagradas ao nutrir o espírito humano e enriquecer nossa jornada coletiva em direção ao divino.

Autor: Adivalter Sfalsin

¹² Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios. Salmos 90:12

Feliz Ano Novo 2024

Feliz Ano Novo!

Gostaria de estender meus votos de um ano novo verdadeiramente especial, e não como uma mera manta mágica de desejos que se precipita sobre nós sem qualquer conexão com nossas vidas práticas e ações.

Neste ano novo, almejo que:

  1. Os pais estejam mais presentes na vida de seus filhos;
  2. Que os filhos expressem gratidão pelo sacrifício de seus pais;
  3. As pessoas corram menos e dediquem mais tempo ao próximo e aos relacionamentos;
  4. As famílias vivam em equilíbrio e paz interna;
  5. As pessoas sejam valorizadas pelo que são, não pelo que possuem;
  6. Líderes religiosos falem menos sobre amor e pratiquem mais o amor ao próximo;
  7. Que os líderes religiosos ergam menos barreiras e mais vidas, falando menos sobre dinheiro e mais sobre servir ao próximo;
  8. Que as pessoas frequentem menos templos e visitem mais os necessitados ao seu redor;
  9. A saúde das pessoas não seja tratada como comodidade ou politizada, mas sim como um meio de enriquecimento genuíno;
  10. Que nenhum pai ou mãe tenha que chorar a morte prematura de um filho(a);
  11. Que as pessoas compreendam que vidas não são descartáveis, mas sim as posses materiais;
  12. O pequeno agricultor receba um preço justo por seus produtos, enquanto atravessadores parem de acumular fortunas exorbitantes pela exploração dos mesmos;
  13. Que não ocorra outra crise econômica causada pela ganância dos investidores do mercado financeiro;
  14. Que os EUA cessem de invadir países em busca de petróleo, sob o pretexto de disseminar liberdade e democracia;
  15. Que os novos milionários considerem os milhares que não têm nada ao seu redor antes de adquirirem sua primeira Ferrari;
  16. Que haja menos apelo sexual na mídia e mais promoção dos valores familiares;
  17. Que os meios de comunicação expressem a verdade sem partidarismo;
  18. Menos ostentação dos ricos e mais consideração pelos valores humanos;
  19. Que aprendamos a admirar e valorizar pessoas com experiência e sabedoria, não apenas aquelas com títulos acadêmicos, muitas vezes acumuladores de informação, mas carentes de sabedoria;
  20. Que a “comissão dos direitos humanos” lute pelos direitos da vítima, não do delinquente;
  21. Que o conhecimento seja democratizado, não comercializado;
  22. Que consideremos as falhas do próximo da mesma maneira que desejamos ser considerados;
  23. Que escolhamos a vida acima da morte, salvando o inocente e indefeso quando este não tem voz;
  24. Que o Senhor use uma medida maior de Sua graça ao considerar minhas falhas;
  25. Que a pessoa honesta e reta seja honrada, enquanto a desonesta e mentirosa seja envergonhada;
  26. Que tenhamos a capacidade de olhar o mundo ao nosso redor através dos olhos com uma consciência de que há um Deus maior do que nós, e não olhemos o mundo com olhos desprovidos de consciência;
  27. Que as pessoas acreditem que pode haver um mundo melhor, onde minhas decisões, por menores que sejam, tenham um profundo poder de mudar o mundo ao meu redor.

Se nada disso se concretizar, infelizmente, não será um ano novo, mas uma repetição tediosa do ano que acaba de passar, com todas as suas adversidades.

“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” – Salmos 90:12

Autor: A. De Assis

HALLOWEEN – Suas origens.

HALLOWEEN – Dia das bruxas e Dia de Finados.

INTRODUÇÃO: Qual é a necessidade de estudar o Halloween, uma festa americana e de alguns países europeus? Apesar de não ser muito conhecida pela maioria das pessoas no Brasil, essa festividade está ganhando espaço em nossa cultura por meio de escolas primárias, escolas de inglês, TV, clubes, etc.

O QUE SÃO AS FESTAS DE HALLOWEEN? O Halloween ocorre nas noites próximas ao dia 31 de outubro e é geralmente celebrado com festas a fantasia, fogueiras e com crianças fantasiadas de monstros, fantasmas, bruxas, etc., indo de casa em casa pedindo doces (a brincadeira “trick or treat”, “travessuras ou doces”). Atualmente, o Halloween é um dia importante para os lojistas americanos. É uma noite em que “pessoas comuns se transformam em exibicionistas extravagantes”. Em média 60% de todas as fantasias são vendidas para adultos. Em 31 de outubro, 1 em cada 4 pessoas com idades entre 18 e 40 anos se fantasiam. Para aqueles que se consideram psíquicos, bruxos, clarividentes e visionários, este é o dia mais movimentado do ano. As editoras que publicam livros que vão desde astrologia até bruxaria registram um aumento significativo nas vendas. Salém, no estado de Massachusetts, considerada a sede da bruxaria norte-americana, celebra o “Festival da Assombração” durante essa época, expandindo assim a temporada de verão.

SIMBOLISMO E SUAS ORIGENS: Definição: “Halloween” é uma palavra do inglês antigo que significa “santo”, e “e’en”, e também significa “noite”, portanto, o significado é “Noite Santa” ou “All Hallows Eve”, “Noite de Todos os Santos”.

A palavra Halloween ou Hallowe’en (“Noite dos Santos”) é de origem celta; um termo equivalente a “All Hallows Eve” no inglês antigo da palavra halloween vem da forma escocesa de All Hallows’ Eve (a noite anterior ao Dia de Todos os Santos) “even” é o termo escocês para “véspera” ou “noite”, e é contraído para e’en ou een;(Todos) Hallow(s) E(v)en tornou-se Hallowe’en.

 O dia 31 de outubro não é uma escolha aleatória. No calendário celta, esse é um dos quatro principais dias de descanso das bruxas, os quatro dias do “meio trimestre”. O primeiro, 2 de fevereiro, conhecido como Dia da Marmota, homenageava Brigit, a deusa pagã da cura. O segundo, um feriado de maio chamado Beltane, era o momento de plantar entre os bruxos. Neste dia, os druidas realizavam rituais mágicos para incentivar o crescimento das plantações. O terceiro, uma festa de colheita em agosto, era comemorada em homenagem ao deus sol, a divindade brilhante, Lugh. Esses três primeiros dias marcavam a passagem das estações, o tempo de plantar e o tempo de colher, bem como o tempo da morte e ressurreição da terra. O último, Samhain, marcava a entrada do inverno. Nesse momento, os druidas realizavam rituais em que um caldeirão simbolizava a abundância da deusa. Dizia-se que era um “estado intermediário”, uma temporada sagrada de superstição e conjurações de espíritos. SAMHAIN (palavra de origem celta para designar “O Senhor da Morte”). Para os druidas, 31 de outubro era a noite em que Samhain retornaria com os espíritos que morreram naquele ano para possuir os corpos dos vivos. Assim, nesse dia, eles faziam uma comemoração apagando todas as luzes da casa, acendendo enormes tochas e vestindo roupas feitas de peles de animais para afastar os espíritos. Eles precisavam ser apaziguados ou agradados; caso contrário, os vivos seriam enganados. Grandes fogueiras eram acesas no topo das colinas para afugentar os espíritos malignos e aplacar os poderes sobrenaturais que controlavam os processos da natureza. Com a imigração de aproximadamente 4,5 milhões de irlandeses para os Estados Unidos entre os anos de 1820 e 1930, eles introduziram o costume das festas de Halloween. No final do século passado, esse costume se tornou popular. Era uma oportunidade de infligir danos às propriedades e permitir a prática de atos diabólicos que não eram tolerados em outras épocas do ano. A Igreja Católica originalmente celebrava o “Dia de Todos os Santos” no mês de maio, e não em 1 de novembro, como é feito atualmente. O Papa Gregório III, em 835, tentando apaziguar a situação nos territórios pagãos recém-conquistados no noroeste da Europa, permitiu que eles combinassem o antigo ritual do “Dia de Samhain” ou “Vigília de Samhain” (no Brasil, a Igreja Católica usou o mesmo método com os deuses africanos e os santos da igreja durante a escravidão). O Panteão de Roma (Pantheon em grego, Pan = muitos, Theum = templo, templo de muitos deuses), um templo construído para adoração de uma multiplicidade de deuses, foi transformado em igreja em 14 de maio de 609 pelo então Papa Bonifácio IV. Os cristãos celebravam ali o dia dos santos falecidos no dia seguinte ao que os pagãos celebravam o dia do seu Senhor dos Mortos. No entanto, a palavra final nessa mudança de datas foi dada pelo Papa Gregório IV, que introduziu a festa de “todos os santos” no calendário romano, tornando assim universal a data de 1 de novembro, transferindo-a de 31 de outubro para 1 de novembro. Pouco mais de um século após a introdução do Dia de “Todos os Santos”, a Igreja Católica determinou que seria melhor comemorar o “Dia dos Mortos” imediatamente após o “Dia de Todos os Santos”, tornando assim o dia 2 de novembro o conhecido “Dia de Finados”, que significa homenagem às almas dos mortos. Isso é uma clara evidência do sincretismo religioso

Elementos da Festa das Bruxas:

  • 1- DRUIDAS: Estes eram membros de um culto sacerdotal entre os celtas na antiga França, Bélgica, Espanha, norte da Itália, Inglaterra e Irlanda, que adoravam deuses semelhantes aos dos gregos e romanos, porém com nomes diferentes. Pouco se sabe sobre eles, pois os sacerdotes transmitiam seus ensinamentos apenas oralmente, jurando segredo e fazendo outros jurarem o mesmo. Algumas práticas, no entanto, são conhecidas. Eles habitavam florestas e cavernas e diziam ser capazes de dar instruções, fazer justiça e prever o futuro através do voo de pássaros, do fogo, do fígado e de outras entranhas de animais sacrificados. Os druidas também realizavam sacrifícios humanos e tinham como sagrados a lua, a meia-noite, o gato, o carvalho, entre outros. Os druidas foram dizimados pelos romanos na França e Inglaterra antes do final do primeiro século, mas continuaram ativos na Irlanda até o quarto século.

2. BRUXAS E FANTASMAS

Os antigos druidas acreditavam que, na noite de 31 de outubro, bruxas, fantasmas, espíritos, fadas e duendes saíam para prejudicar as pessoas.

3. LUA CHEIA, GATOS E MORCEGOS

Acreditava-se que a lua cheia marcava a época para a prática de certos rituais ocultos. Além disso, a crença de que as bruxas podiam transferir seus espíritos para gatos estava difundida, acreditando-se que toda bruxa tinha um gato. O gato era considerado como “um espírito familiar” e, por superstição, muitos gatos eram mortos quando havia suspeita de que estivessem ligados a bruxas. Os druidas também tinham os gatos como animais sagrados, acreditando que eles eram seres humanos transformados em gatos como punição por algum tipo de perversidade. Portanto, eram vistos como seres humanos encarnados, espíritos malévolos ou “espíritos familiares” das bruxas.

O morcego, devido à sua habilidade de caçar presas no escuro e aos seus hábitos noturnos, adquiriu a reputação de possuir forças ocultas e ser considerado demoníaco. Além disso, devido às suas características de pássaro, que no ocultismo é símbolo da alma, surgiu a crença, no período medieval, de que demônios se transformavam em morcegos.

4. CABEÇAS DE ABÓBORA (“JACK-O-LANTERNS”)

A lanterna feita com uma abóbora recortada em forma de “careta” originou-se da lenda de um homem notório chamado Jack, a quem foi negada a entrada no céu devido à sua maldade e no inferno por pregar peças no diabo. Condenado a perambular pela terra como espírito até o dia do juízo final, Jack colocou uma brasa brilhante em um grande nabo oco para iluminar seu caminho durante a noite. Esse talismã, representado hoje por uma abóbora, simboliza uma alma condenada.

5. “TRAVESSURAS OU DOCES” – “TRICK OR TREAT”

Na cultura celta, havia a crença de que, para apaziguar espíritos malignos, era necessário deixar comida para eles. Com o tempo, essa prática se transformou, e os mendigos passaram a pedir comida em troca de orações pelos membros falecidos da família daqueles que ofereciam esmolas. Nesse contexto, na Irlanda, havia a tradição em que um homem liderava uma procissão para angariar oferendas dos agricultores, a fim de evitar que suas colheitas fossem amaldiçoadas por demônios. Essa prática evoluiu para o costume atual do “travessuras ou doces”, conhecido como “Trick or Treat”.

6. AS MÁSCARAS E FANTASIAS

As máscaras têm sido um meio supersticioso de afastar espíritos malignos, alterar a personalidade do usuário e estabelecer comunicação com o mundo dos espíritos. Acreditava-se que vestir máscaras podia enganar e assustar os espíritos malignos. Em outras culturas, as pessoas também utilizaram máscaras para assustar demônios que acreditavam ser responsáveis por desastres como epidemias e secas. Grupos envolvidos em magia negra e bruxaria também usam máscaras para estabelecer uma conexão com o mundo dos espíritos.

7. AS FOGUEIRAS

A palavra inglesa para fogueira é “Bonfire”. Embora possa parecer que significa “fogo bom,” na verdade deriva de “Bone” (osso) + “Fire” (fogo). Nas celebrações da “Vigília de Samhain” em 31 de outubro, os druidas acreditavam poder obter visões do futuro, tanto boas como ruins, através do fogo. Nessas ocasiões, os druidas construíam grandes fogueiras com cestos de diferentes formatos e queimavam prisioneiros de guerra, criminosos e animais vivos. Observando a posição dos corpos em chamas, eles alegavam poder prever o futuro.

8. AS CORES LARANJA E PRETA

As cores usadas no Halloween, o laranja e o preto, também têm sua origem no oculto. Estas cores estavam associadas a missas comemorativas em honra dos mortos, celebradas em novembro. As velas de cera de abelha tinham uma tonalidade alaranjada, e os esquifes eram cobertos com tecidos pretos.

9. FEITIÇARIA NO PASSADO

Não só os católicos cometeram as atrocidades da Santa Inquisição, mas também os seguidores de Lutero, durante a selvagem perseguição aos anabatistas, e os calvinistas em sua feroz intolerância, promoveram barbaridades e injustiças sob o pretexto de estarem em “Guerra Santa”. Acreditava-se que mulheres com poderes de feitiçaria podiam lançar aos seus vizinhos todo tipo de malefícios, como a morte do gado, perda das colheitas, morte dos filhos, etc. Segundo a tradição, o poder mais pernicioso dessas bruxas era fazer com que seus maridos fechassem os olhos para a má conduta de suas esposas e fazer com que as chamadas feiticeiras gerassem filhos idiotas ou aleijados. A caracterização das bruxas frequentemente as descrevia como velhas megeras desdentadas com hábitos excêntricos e propensas a fofocas, além de possuírem uma língua venenosa.

Em 1692, nos EUA, na cidade de Salem, muitas mulheres foram mortas simplesmente por possuírem algumas dessas características. Tamanha era a barbárie que ter um filho com alguma deficiência já caracterizava a mãe como bruxa ou feiticeira. Na Europa, a figura da feiticeira era a de “uma moça linda e perversa”, e um grande número de adolescentes e jovens mulheres casadas foram mortas na Alemanha e França. As primeiras perseguições ocorreram no século XIII e ressurgiram em 1484 com a Santa Inquisição. O papa Inocêncio II recomendava que seus inquisidores torturassem até obter provas de que elas eram bruxas.

Durante a Revolução Protestante, essa caça assumiu proporções absurdas. Lutero aconselhava que se matassem feiticeiras com menos consideração e misericórdia do que se tinha com criminosos comuns. Sob o comando de Calvino, em 1545, 34 mulheres foram queimadas ou esquartejadas vivas sob acusação de serem ou praticarem feitiçaria. Mulheres, moças e até crianças eram torturadas com agulhas enfiadas sob suas unhas, tinham os pés queimados em fogueiras ou as pernas esmagadas sob grandes pesos “até que a medula jorrasse dos ossos”. Tudo isso era feito para obrigá-las a confessar “orgias repelentes com os demônios”. O ápice dessa histeria ocorreu no final do século XVI, quando o número de vítimas pode ter chegado a 30 mil. Durante esse período, em cidades alemãs, mais de 900 mulheres foram mortas em um único ano, chegando ao ponto de não sobrar uma única mulher em algumas cidades. Até pessoas notáveis defendiam a morte de indivíduos sob simples suspeita de feitiçaria.

O QUE A BÍBLIA NOS ENSINA:

O que Deus pensa dessa práticas e seus praticantes:
Deut.18:9-14
“9 Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações.10 Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;11 Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;12 Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.13 Perfeito serás, como o Senhor teu Deus.14 Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa”

Isaías 8:19
19 Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?

Levítico 19:26, 31
26 Não comereis coisa alguma com o sangue; não agourareis nem adivinhareis31 Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.

Levítico 20:6-8
6 Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo.7 Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus.8 E guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o Senhor que vos santifica.

Levítico 20:27
27 Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles.

Romanos 12:2
2 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus

Gálatas 5:19-21
19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia,20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus

Efésios 6:12
12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Apocalipse 21:8; 22:15
8 Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.

Apocalipse 22:15
15 Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.

VAMOS REFLETIR

Existe algo de ruim nisso? Quer dizer que essa simples festividade, com pessoas e crianças se fantasiando e pedindo doces, é um remanescente de antigas práticas de magia negra, culto aos mortos e outras coisas sinistras?

TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES

Nos Estados Unidos, as orações públicas foram proibidas. O princípio do secularismo tirou das escolas a celebração do Natal, mas o Halloween permanece. O abrigo de gatos de Chicago tem uma procura muito grande por gatos pretos durante os festejos de Halloween. Temendo que os gatos estivessem sendo usados em rituais macabros por aqueles que se autodenominam bruxos, a Sociedade Protetora de Animais excluiu a adoção durante essa temporada. 

No Brasil e no mundo, estão aparecendo pessoas se auto intitulando bruxos. Apenas simbolismo? Pense em alguns símbolos e analise-os. Há algum significado? Há alguma importância? Há alguma influência? Devemos acolher tais festividades? Deve um crente participar de tais festividades?

Autor: Adivalter De Assis

BIBLIOGRAFIA: 

BURNS, E. M., Western Civilizations, Their History and Their Culture, W. W. Norton & Co. Inc., New York, 1968.ANKERBERG, J., Weldon, J., The Facts on Halloween: What Christians Need to Know. Harvest House, Oregon, 1996.
PHILLIPS, P., Robie, J., H., Halloween and Satanism. Starburst, 1987.
HURT, R., The History of Halloween and the Word of God, not published (?).
MARGADONNA, S., Halloween Oct. 31: What’s It All About?, not published (?).
PHILLIPS G., Halloween: What It Is From a Christian Perspective, not published, Bay View Church, Alabama:

Reflexão diária

 Espere Israel no Senhor, porque no Senhor há misericórdia, e nele há abundante redenção 
Salmos 130:7
Espere Israel no Senhor, porque no Senhor há misericórdia, e nele há abundante redenção
Salmos 130:7
Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Eles têm-se corrompido, e cometido abominável iniqüidade; eles não fazem o bem...
Salmos 53:1
Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Eles têm-se corrompido, e cometido abominável iniqüidade; eles não fazem o bem…
Salmos 53:1
A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pela manhã, mais do que aqueles que guardam pela manhã.
Salmos 130:6
Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
 Lamentações 3:25

Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
Lamentações 3:25
Se tu, Senhor, 
observares as iniqüidades, 
Senhor,
 quem subsistirá? 
Salmos 130:3

Se tu, Senhor,
observares as iniqüidades,
Senhor,
quem subsistirá?
Salmos 130:3
Sejam envergonhados, e voltem para trás todos os que odeiam a Sião.
Salmos 129:5

Sejam envergonhados, e voltem para trás todos os que odeiam a Sião.
Salmos 129:5
 Eis que assim será completo o homem que teme ao Senhor.    
Salmos 128:4

Eis que assim será completo o homem que teme ao Senhor.
Salmos 128:4
A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; 
e encheu-se a terra de HAMAS. 
Gênesis 6:11

A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus;
e encheu-se a terra de HAMAS. (HAMAS em hebraico significa violência)
Gênesis 6:11

Apartai-vos de mim, malfeitores, pois guardarei os mandamentos do meu Deus…
Salmos 119:115
Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos 
Salmos 19:1

Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos
Salmos 19:1

²² Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite.
Provérbios 12:22
Bem-aventurado 
aquele que teme
 ao SENHOR 
e anda nos seus caminhos. 
Salmos 128:1

Bem-aventurado
aquele que teme
ao SENHOR
e anda nos seus caminhos.
Salmos 128:1

Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. 
Salmos 127:3

Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.
Salmos 127:3
Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a…
 Salmos 34:14

Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a…
Salmos 34:14
Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam.
Salmos 122:6

Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam.
Salmos 122:6

Inútil vos será levantar de
madrugada,
repousar tarde,
comer o pão de dores,
pois assim dá ele
aos seus amados o sono.
Salmos 127:2
¹ Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. 

Salmos 127:1

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.
Salmos 127:1


Salmos 126:6

Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.
Salmos 126:5
Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres.    
Salmos 126:3

Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres.
Salmos 126:3

Faze bem, ó Senhor, aos bons e aos que são retos de coração.
Salmos 125:4

Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre.
Salmos 125:2

Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.
Salmos 125:1

O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez o céu e a terra.
Salmos 124:8

Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós,
Eles então nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós.
Então as águas teriam transbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma;
Então as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma;
Bendito seja o Senhor, que não nos deu por presa aos seus dentes.
Salmos 124:2-6

A ti levanto os meus olhos, ó tu que habitas nos céus.
Salmos 123:1

Os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém… Pois ali estão os tronos do juízo, os tronos da casa de Davi. Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam.
Salmos 122 : 2-6

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.
Salmos 122:1

O sol não te molestará de dia nem a lua de noite.
O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma.
O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.
Salmos 121:6-8

O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita.
Salmos 121:5

Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormirá.
Salmos 121 : 3

O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra.
Salmos 121:2

Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.
Salmos 121:1

Na minha angústia clamei ao SENHOR,
e me ouviu.
Salmos 120:01

Desgarrei-me como a ovelha perdida; busca o teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos.
Salmos 119:176

Viva a minha alma, e louvar-te-á; ajudem-me os teus juízos.
Salmos 119:175

Tenho desejado a tua salvação, ó Senhor; a tua Torá é todo o meu prazer…
Salmos 119:174

Os meus lábios proferiram o louvor, quando me ensinaste os teus estatutos…
Salmos 119:171
 Tenho observado os teus preceitos, e os teus testemunhos, porque todos os meus caminhos estão diante de ti..
Salmos 119:168

Tenho observado os teus preceitos, e os teus testemunhos, porque todos os meus caminhos estão diante de ti..
Salmos 119:168

A minha alma tem observado os teus testemunhos; amo-os excessivamente.
Salmos 119:167

Senhor, tenho esperado na tua salvação, e tenho cumprido os teus mandamentos.
Salmos 119:166

Grande plenitude terão os
que amam a tua Torá, e nada os faz tropeçar…
Salmos 119:165

Abomino e odeio a mentira;
mas amo a tua Torá.
Salmos 119:163

Folgo com a tua palavra, como aquele que acha um grande tesouro.
Salmos 119:162

Toda a tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.
Salmos 119:160
Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos. 
Salmos 67:03

Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos.
Salmos 67:03


Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o Senhor te fez bem.
Salmos 116:7

Vê como amo os teus preceitos!
Dá-me vida, Senhor, conforme o teu amor leal.
Salmos 119:159

Vê como amo os teus preceitos!
Dá-me vida, Senhor, conforme o teu amor leal.
Salmos 119:159

Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
Provérbios 4:18

Muitas são, ó Senhor, as tuas misericórdias; vivifica-me segundo os teus juízos.
Salmos 119:156

Salmos 114:7….
Tu estás perto, ó Senhor, e todos os teus mandamentos são a verdade.
Salmos 119:151….
Ouve a minha voz, segundo a tua benignidade; vivifica-me, ó Senhor, segundo o teu juízo…..
Salmos 119:149
Os meus olhos anteciparam as vigílias da noite, para meditar na tua palavra…..
Salmos 119:148
Antecipei o cair da noite, e clamei; esperei na tua palavra….
Salmos 119:147
Clamo a ti; salva-me, e guardarei os teus testemunhos…
Salmos 119:146
Clamei de todo o meu coração; escuta-me, Senhor, e guardarei os teus estatutos.…
Salmos 119:145
A justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me compreensão, e viverei…
Salmos 119:144
Aflição e angústia se apoderam de mim;
contudo os teus mandamentos são o meu prazer…
Salmos 119:143
A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua Torá é a verdade.…
Salmos 119:142
Pequeno sou e desprezado, porém não me esqueço dos teus mandamentos…
Salmos 119:141
A tua palavra é muito pura; portanto, o teu servo a ama…
Salmos 119:140
A tua palavra é muito pura; portanto, o teu servo a ama…
Salmos 119:140
Os teus testemunhos tu os designou com retidão e com extrema fidelidade…
Salmos 119:138
Justo és, ó Senhor, e retos são os teus juízos…
Salmos 119:137
Rios de águas correm dos meus olhos, porque não guardam a tua Torá…
Salmos 119:136
Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo, e ensina-me os teus estatutos…
Salmos 119:135
Dirige meus passos pela tua palavra,
E que nenhuma iniquidade tenha domínio sobre mim…
Salmos 119:133
Maravilhosos são os teus testemunhos; portanto, a minha alma os guarda…
Salmos 119:130
Maravilhosos são os teus testemunhos; portanto, a minha alma os guarda…
Salmos 119:129
Por isso amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino…
Salmos 119:127
Sou teu servo; dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos.
Salmos 119:25
Lida com o teu servo segundo a tua benignidade, e ensina-me os teus estatutos.
Salmos 119:24
O meu corpo se arrepiou com temor de ti,
e temi os teus juízos…
Salmos 119:120
Sustenta-me, me dê a vitória, e continuamente observarei os teus estatutos…
Salmos 119:117
Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e não me deixes envergonhado da minha esperança…
Salmos 119:116
Apartai-vos de mim, malfeitores, pois guardarei os mandamentos do meu Deus…
Salmos 119:115
Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra…
Salmos 119:114
Odeio os pensamentos vãos, mas amo a tua Torá…
Salmos 119:113
Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim…
Salmos 119:112
Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois são o gozo do meu coração.…
Salmos 119:111
Jurei, e o cumprirei, que guardarei os teus justos juízos…
Salmos 119:106
Jurei, e o cumprirei, que guardarei os teus justos juízos…
Salmos 119:106
Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra.…
Salmos 119:107
Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho…
Salmos 119:105
Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; por isso odeio todo falso caminho.…
Salmos 119:104
Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca…
Salmos 119:103
Desviei os meus pés de todo caminho mau, para guardar a tua palavra…
Salmos 119:101
Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre ao meu redor…
Salmos 119:98
Oh! quanto amo a tua Torá! É a minha meditação em todo o dia.…
Salmos 119:97
Jamais me esquecerei dos teus mandamentos, pois é por meio deles que preservas a minha vida…
Salmos 119:93
Se a tua Torá não fosse o meu prazer, o sofrimento já me teria destruído…
Salmos 119:92
A tua fidelidade dura de geração em geração;
tu firmaste a terra, e ela permanece firme.…
Salmos 119:90
Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu…
Salmos 119:89
Estou quase desfalecido, aguardando a tua salvação, mas na tua palavra coloquei a minha esperança…
Salmos 119:81
Seja meu coração irrepreensível quanto aos teus estatutos,
Para que eu não me envergonhe…
Salmos 119:80
Seja meu coração irrepreensível quanto aos teus estatutos,
Para que eu não me envergonhe…
Salmos 119:80
Venham sobre mim as tuas misericórdias, para que viva, pois a tua Torá é a minha delícia.
Salmos 119:77
As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me entendimento para entender os teus mandamentos…
Salmos 119:73
Melhor é para mim a tua Torá que saiu da tua boca do que milhares de ouro ou prata.…
Salmos 119:72
Tu és bom e fazes bem; ensina-me os teus estatutos…
Salmos 119:68
22 As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
23 Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. Lamentações 3:22-23
Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?…
Salmos 116:12
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu…
Eclesiastes 3:1
Ensina-me bom juízo e conhecimento, pois creio nos teus mandamentos…
Salmos 119:66
A terra, ó Senhor, está cheia da tua benignidade; ensina-me os teus estatutos…
Salmos 119:64
À meia-noite me levanto para dar-te graças pelas tuas justas ordenanças…
Salmos 119:62
Refleti em meus caminhos e voltei os meus passos para os teus testemunhos…
Salmos 119:59
De todo o coração suplico a tua graça; tem misericórdia de mim, conforme a tua promessa…
Salmos 119:58
O Senhor é a minha porção; eu disse que observaria as tuas palavras…
Salmos 119:57
Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça…
Salmos 119:40
Confirma a tua palavra ao teu servo, que é dedicado ao teu temor..
Salmos 119:38
Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.
Salmos 119:37
Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer.
Salmos 119:35
8 Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos.
Salmos 19:8
Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor.
Lamentações 3:26
Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal;
Deuteronômio 30:15
A justiça é posta de lado,
e o direito é afastado.
A verdade anda tropeçando no tribunal,
e a honestidade não consegue chegar até lá.
A verdade desapareceu,
e os que procuram ser honestos são perseguidos.
Isaías 59:14-15
Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele.
Provérbios 29:20
Quando os ímpios se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os justos verão a sua queda
Provérbios 29:16
…te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência
Deuteronômio 30:19
Quando os justos se alegram,
grande é a honra;
mas quando os homens perversos sobem ao poder,
os homens (de bem) são perseguidos
Provérbios 28:12
Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme
Provérbios 29:2
Como fonte contaminada ou nascente poluída,
assim é o justo que fraqueja diante do ímpio.
Provérbios 25:26
Não entres pela vereda dos ímpios, nem andes no caminho dos maus. Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho da violência.
Provérbios 4:14 17
O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína.
Provérbios 29:4 (NIV)
Não convém ao tolo a fala excelente; quanto menos ao príncipe, o lábio mentiroso.
Provérbios 17:7
Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite.
Provérbios 12:22
Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme
Provérbios 29:2
Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
Salmos 19:1
Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal;
que fazem das trevas luz, e da luz trevas;
e fazem do amargo doce, e do doce amargo!
Isaías 5:20
Quando os perversos sobem ao poder, o povo se esconde;
mas quando eles perecem, os justos florescem!
Provérbios 28:28
Não é bom favorecer os ímpios
para privar da justiça o justo.
Provérbios 18:5
Vindo o ímpio, vem também o desprezo, e com a ignomínia a vergonha.
Provérbios 18:3
O governante sem discernimento aumenta as opressões, mas os que odeiam o ganho desonesto prolongarão o seu governo.
Provérbios 28:16
Ensina-me, ó Senhor, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim.
Salmos 119:33
Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.
Salmos 121:1
Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os teus juízos.
Salmos 119:30
Também os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros..
Salmos 119:24
A minha alma está quebrantada de desejar os teus juízos em todo o tempo..
Salmos 119:20
Porque toda a carne é como a erva,e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor. Mas a palavra do Senhor permanece para sempre.
1 Pedro 1:24-25
Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.
Salmos 119:19
Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.
Salmos 119:18
Faze bem ao teu servo, para que viva e observe a tua palavra.
Salmos 119:17
Recrear-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra.
Salmos 119:16
Meditarei nos teus preceitos, e terei respeito aos teus caminhos.
Salmos 119:15
Com os meus lábios declarei todos os juízos da tua boca.
Salmos 119:13
Bendito és tu, ó Senhor; ensina-me os teus estatutos.
Salmos 119:12
Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.
Salmos 119:11
Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.
Salmos 119:10
Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra…
Salmos 119:9
Louvar-te-ei com retidão de coração quando tiver aprendido os teus justos juízos…
Salmos 119:7
Quem dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus mandamentos. Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos.…
Salmos 119:5-6
Vivifica-me, ó Senhor, por amor do teu nome; por amor da tua justiça…
Salmos 143:11a
Quem dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus mandamentos…
Salmos 119:5
Feliz o que guardam os seus testemunhos, e que o buscam com todo o coração…
Salmos 119:2
Bem-aventurados os retos em seus caminhos, que andam na lei do Senhor…
Salmos 119:1
Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.
Salmos 118:29
A destra do Senhor se exalta; a destra do Senhor faz proezas…
Salmos 118:16
Nas tendas dos justos há voz de júbilo e de salvação; a destra do Senhor faz proezas…
Salmos 118:15
O Senhor é a minha força e o meu cântico; e se fez a minha salvação.…
Salmos 118:14
É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem…
Salmos 118:8
O Senhor está comigo entre aqueles que me ajudam;…
Salmos 118:7
O Senhor está comigo; não temerei o que me pode fazer o homem…
Salmos 118:6
Invoquei o Senhor na angústia; o Senhor me ouviu, e me tirou para um lugar largo…
Salmos 118:5
Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o Senhor te fez bem…
Salmos 116:7
O Senhor guarda aos símplices; fui abatido, mas ele me livrou…
Salmos 116:6
Piedoso é o Senhor e justo; o nosso Deus tem misericórdia…
Salmos 116:5
Amo ao SENHOR, porque inclinou a mim os seus ouvidos; portanto, o invocarei enquanto viver…
Salmos 116:2
Amo ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica…
Salmos 116:1
Os céus são os céus do Senhor; mas a terra a deu aos filhos dos homens…
Salmos 115:16
O Senhor abençoará os que temem ao Senhor, tanto pequenos como grandes…
Salmos 115:13
Vós, os que temeis ao Senhor, confiai no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo…
Salmos 115:11
Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou…
Salmos 115:3
Porque dirão os gentios:
Onde está o seu Deus?…
Salmos 115:2
Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória…
Salmos 115:1
Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó.…
Salmos 114:7
Levanta o pobre do pó e da cinzas levanta o necessitado…
Salmos 113:7
Quem é como o Senhor nosso Deus, que habita nas alturas?
Salmos 113:5
Exaltado está o Senhor acima de todas as nações, e a sua glória sobre os céus.
Salmos 113:4
Desde o nascimento do sol até ao ocaso, seja louvado o nome do Senhor.
Salmos 113:3
Seja bendito o nome do Senhor, desde agora para sempre…
Salmos 113:2
O justo…não temerá maus rumores; o seu coração está firme, confiando no Senhor.
Salmos 112:7
Aos justos nasce luz nas trevas; ele é piedoso, misericordioso e justo.
Salmos 112:4
…Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR, que em seus mandamentos tem grande prazer…
Salmos 112:1
O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.
Provérbios 1:7
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos…
Salmos 111:10
A sua obra tem glória e majestade, e a sua justiça permanece para sempre…
Salmos 111:3
Grandes são as obras do Senhor, procuradas por todos os que nelas tomam prazer…
Salmos 111:2
Louvarei grandemente ao Senhor com a minha boca; louvá-lo-ei entre a multidão.
Salmos 109:30
Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa.…
Provérbios 17:13
Louvar-te-ei entre os povos, Senhor, e a ti cantarei louvores entre as nações.
Porque a tua benignidade se estende até aos céus, e a tua verdade chega até às mais altas nuvens.
Salmos 108:3-4
Ele converte os rios em um deserto, e as fontes em terra sedenta;
A terra frutífera em estéril, pela maldade dos que nela habitam.
Salmos 107:33,34
E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.…
Apocalipse 21:4
Eis que Deus é a minha salvação; nele confiarei
Isaías 12:2a
Ouvi, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida. Provérbios 4:10
E buscar-me-eis,
e me achareis, quando me buscardes
com todo o
vosso coração.
Jeremias 29:13
Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento…
Provérbios 3:5
Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.
Isaias 41:10
…Porque te restaurarei
a saúde,
e te curarei
as tuas feridas,
diz o Senhor
Jeremias 30:17
Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre…
Salmos 107:1
Bendito seja o Senhor Deus de Israel, de eternidade em eternidade, e todo o povo diga: Amém.
Louvai ao Senhor…
Salmos 106:48
Bem-aventurados os que guardam o juízo, o que pratica justiça em todos os tempos…
Salmos 106:3
Eu te amarei, ó SENHOR, fortaleza minha.
O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio…
Salmos 18:1-2
Mas agora,
ó Senhor, tu és nosso Pai;
nós o barro
e tu o nosso oleiro;
e todos nós
a obra das tuas mãos…
Isaías 64:8
Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.…
Salmos 106:1
Buscai ao Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente…
Salmos 105:4
Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu tiver existência.…
Salmos 104:33
Ele se cobre de luz como de um vestido, estende os céus como uma cortina.…
Salmos 104:2
Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR Deus meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade…
Salmos 104:1
…A misericórdia do Senhor é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que guardam a sua aliança, e sobre os que se lembram dos seus mandamentos para os cumprir.…
Salmos 103:17-18
…A misericórdia do Senhor é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos;…
Salmos 103:17
Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce.
Passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido.…
Salmos 103:15-16
Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce…
Salmos 103:15
Assim como um pai tem carinho terno pelos seus filhos, assim também o Senhor tem se por queles que o temem…
Salmos 103:13
Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.… 
Salmos 103:12
Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem…
Salmos 103:11
Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade…
Salmos 103:8
Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas enfermidades…
Salmos 103:3
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios…
Salmos 103:2
Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome…
Salmos 103:1
…Tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim…
Salmos 102:27
Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra das tuas mãos…
Salmos 102:25
SENHOR, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor…
Salmos 102:1
O que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos…
Salmos 101:7b
O que usa de engano não ficará dentro da minha casa;…
Salmos 101:7a
…O que anda num caminho reto, esse me servirá.…
Salmos 101:6b
Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo;…
Salmos 101:6a
Aquele que murmura do seu próximo às escondidas,
eu o destruirei;…
Salmos 101:5
Não porei coisa má diante dos meus olhos…
Salmos 101:3
Portar-me-ei com inteligência no caminho reto.
Salmos 101:2
…Louvai-o, e bendizei o seu nome.
Porque o Senhor é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração.…
Salmos 100:4-3
Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos;…
Salmos 100:2
Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto…
Salmos 100:2
O Senhor reina, tremam os povos; ele está entronizado sobre os querubins, estremeça a terra. .
Salmos 99:1
O Senhor, porque vem a julgar a terra; com justiça julgará o mundo, e o povo com eqüidade.
Salmos 98:9
Os rios batam as palmas; regozijem-se também as montanhas…
Salmos 98:8
Brame o mar e a sua plenitude; o mundo, e os que nele habitam…
Salmos 98:7
Com trombetas e som de cornetas, exultai perante a face do Senhor, do Rei.…
Salmos 98:6
Cantai louvores ao Senhor com a harpa; com a harpa e a voz do canto.…
Salmos 98:5
Exultai no Senhor toda a terra; exclamai e alegrai-vos de prazer, e cantai louvores…
Salmos 98:4
Cantai ao SENHOR um cântico novo, porque fez maravilhas;…
Salmos 98:1
A luz semeia-se para o justo, e a alegria para os retos de coração.…
Salmos 97:11
Ele guarda as almas dos seus santos; ele os livra das mãos dos ímpios.…
Salmos 97:10b
Vós, que amais ao Senhor, odiai o mal.…
Salmos 97:10
Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos vêem a sua glória…
Salmos 97:6
Nuvens e escuridão estão ao redor dele; justiça e juízo são a base do seu trono…
Salmos 97:2
O SENHOR reina; regozije-se a terra; alegrem-se as muitas ilhas… Salmos 97:1
Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque…
Salmos 96:12
Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra…
Salmos 96:9
Dai ao Senhor, ó famílias dos povos, dai ao Senhor glória e força.…
Salmos 96:7
Glória e majestade estão ante a sua face…
Salmos 96:6
Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas…
Salmos 96:3
Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia…
Salmos 96:2
Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca… Salmos 95:5
Mas o Senhor é a minha defesa; e o meu Deus é a rocha do meu refúgio.…
Salmos 94:22
Quando eu disse: O meu pé vacila; a tua benignidade, Senhor, me susteve.…
Salmos 94:18
O SENHOR reina; está vestido de majestade.…
Salmos 93:1
Para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha e nele não há injustiça… Salmos 92:15
Quão grandes são, Senhor, as tuas obras! Mui profundos são os teus pensamentos…
Salmos 92:5
Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios…
Salmos 90:12
Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus… Salmos 90:2
Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste.
Salmos 89:
11
A tua benignidade será edificada para sempre;…
Salmos 89:2a
Com a minha boca manifestarei a tua fidelidade de geração em geração.…
Salmos 89:1b
As benignidades do SENHOR cantarei perpetuamente…
Salmos 89:1
Senhor, tenho clamado a ti, e de madrugada te esperará a minha oração.…
Salmos 88:13
Chegue a minha oração perante a tua face, inclina os teus ouvidos ao meu clamor;…
Salmos 88:2
SENHOR Deus da minha salvação,…
Salmos 88:1
Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste.…
Salmos 89:11
O seu fundamento está nos montes santos…
Salmos 87:1
Volta-te para mim, e tem misericórdia de mim; dá a tua fortaleza ao teu servo, e salva ao filho da tua serva.…
Salmos 86:16
Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, sofredor, e grande em benignidade e em verdade…
Salmos 86:15
Louvar-te-ei, Senhor Deus meu, com todo o meu coração, e glorificarei o teu nome para sempre…
Salmos 86:12
Une o meu coração ao temor do teu nome…
Salmos 86:11b
Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade;…
Salmos 86:11a
Porque tu és grande e fazes maravilhas; só tu és Deus…
Salmos 86:10
Entre os deuses não há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas…
Salmos 86:8
Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam.
Senhor dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.…
Salmos 84:12
o Senhor dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão…
Salmos 84:11b
Porque o Senhor Deus é um sol e escudo;…
Salmos 84:11a
Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios…
Salmos 84:10b
Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil.…
Salmos 84:10
Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanadose…
Salmos 84:5
Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente…
Salmos 84:4
Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares,… Salmos 84:3
O meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo…
Salmos 84:2b
A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do Senhor;…
Salmos 84:2a
Quão amável é o teu tabernáculo, SENHOR dos Exércitos!…
Salmos 84:1
O Senhor é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele…
Naum 1:7
Assim nós, teu povo e ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente; de geração em geração cantaremos os teus louvores…
Salmos 79:13
Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida…
Provérbios 4:10
Escutai a minha Torá, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca.…
Salmos 78:1
Pus a minha confiança no Senhor DEUS, para anunciar todas as tuas obras.…
Salmos 73:28b
Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus;…
Salmos 73:28
25 Quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti.…
Salmos 73:25
A minha língua falará da tua justiça todo o dia;…
Salmos 71:24
Ó Deus, quem é semelhante a ti?…
Salmos 71:19
Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.…
Salmos 71:17
A minha boca manifestará a tua justiça e a tua salvação todo o dia…
Salmos 71:15

 

 

 

 

 

 

 

Contando o Omer – Dia 50

Shavout ou pentecostes

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;” Atos 2:1

Para aqueles que perseveraram na contagem do Omer comigo durante esses 49 dias, quero parabenizá-los e desejar que tenham tido um profundo aprendizado nessa caminhada, formidável, única e maravilhosa que tivemos nessas sete semanas. Pessoalmente eu fui muito abençoado.

Dentro do contexto histórico desse dia, podemos ler esse versículo dessa forma:

E, cumprindo-se a contagem do Omer culminando no dia de shavout, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.Atos 2:2-3

Ao ler essa passagem paralela com o dia de Shavout, quando D’us entregou os 10 mandamentos ao povo Hebreu, vemos uma remontagem do que havia se passado no monte sinai, todos os elementos estão presentes. Compare Êxodo 19, 20 e 21. A Revelação Divina no Monte Sinai foi um evento sem paralelo. Pela primeira e única vez na história humana, o D’us Infinito revelou-Se a uma multidão de seres humanos.

Shavout, que significa semana em hebraico, ou seja a contagem de 7 semana + 1 dia, o dia 50, foi traduzindo para o grego como Pentecostes, PENTA em grego é cinco, portanto pentecostes é 50.

Jesus exortou os Seus discípulos a que permanecessem em Jerusalém até que do Alto Céu fossem revestidos do poder de D’us, o Espírito Santo. 

“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” Lucas 24:49. 

Esse “ficai” durou a contagem do Omer de 7 semanas, e no dia 50 Shavout ou pentecostes o ES foi derramado em forma de fogo assim como no monte sinai quando D’us falou ao povo Hebrew.

No Sinai, D’us se revela ao povo, mostra sua vontade, seus preceitos e como devem viver; em Atos Ele derrama Seu espírito sobre os judeus, e alguns gentios convertidos ao judaísmo da época, que criam em Jesus como o seu messias para que eles agora levassem esses preceitos aos outros fora de Israel. A palavra que foi revela a um povo particular e exclusivo agora será espalhada a todos os povo, do particular ao genérico, do exclusivo ao público, aberto a todos os que aceitarem. 

Não uma nova aliança, no sentido a velha está ultrapassada, mas uma nova aliança onde D’us mantém sua aliança com o Seu povo e inclui aqueles que aceitam o messias.

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de D’us! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Romanos 11:33

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Homem justo, rei justo.

Homem justo, rei justo.

Salmos 1 e 2

Desde a minha infância fui ensinado a recitar e memorizar o Salmos 1, certamente uma das preciosidades que me foi ensinada e tem servido como bússola desde então. Mesmo tendo-o lido numa tradução que apresenta seus desafios devido a diferença das construções gramaticais, fui muito beneficiado com seu ensinamento. Portanto tenho grande apreciação pelo mesmo. Mas me restou a pergunta: E se eu o tivesse lido no original, quais teriam sido os benefícios? Fiz esse exercício e quão grande foi o meu deleite! Neste artigo eu partilho a resposta à aquela pergunta.

Nas línguas ocidentais usamos parágrafos, pontuação e sintaxe para ordenar e expressar nossas ideias. No hebraico antigo a “gramatica” era ordenada com posição de ideias, organizada em pequenos blocos que se tornava muito mais fácil memorizar, devido a sua estrutura lógica. Outro ponto diferencial relevante é nós que codificamos ideas e compilamos em livros com índice e páginas, enquanto o hebraico antigo era escrito em pele de animais guardados em forma de rolos. Esse processo era custoso e lento. Poucos tinham acesso aos rolos.

Como não havia abundância desse material pronto para ser escrito, parágrafos e espaço entre as linhas seria uma perda de recursos. Portanto as palavras eram escritas em seguida, sem nenhuma pontuação. Foi daí que surgiu a necessidade de dividir o texto em ideias, em vez de seguir uma estrutura gramatical complexa. O texto dividido em blocos e contraste de ideias ajuda a absorvê-lo melhor. Surge, assim, o acróstico inteligente em forma quiástica. Quiástica vem de quiasmo, que consiste em uma estrutura onde o primeiro elemento corresponde ao último elemento da poesia; o segundo, corresponde ao penúltimo; o terceiro corresponde ao antepenúltimo, etc.. até chegar ao centro onde não há mais correspondência e a mensagem central da poesia é encontrada.

Abaixo o texto apresentado na sua forma original de forma Quiástica:

Quiasmo
O Texto apresentado na sua forma original no quiasmo:
Como os salmos eram dividido por ideias, não em sintaxe, ao lermos o salmos 1 e 2 concluímos que eles, na verdade são temáticos. O salmos 2 é a continuação do salmos 1, expandindo o tema da retidão pessoal até a esfera pública.

Vejamos como funciona:
Salmos 1 – âmbito pessoal.Salmos 1

Portanto, a ideia principal é: D. “as suas folhas não cairão” Salmos 1:3c .
Idea central: serão sustentados.
Por que? Os justos ou retos serão sustentados porque meditam e consideram a lei do Senhor de dia e de noite, em contraste com os ímpios que são como a moinha, formosa e pomposa, mas qualquer vento das tempestades da vida os espalham e destroem. Salmos 1 tenta ditar para o homem comum como viver sua vida e repelir o mal em seu meio.

Salmos 2 – âmbito público.

Salmos 2

Portanto a ideia principal é:
C. “O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.” Salmos 2:7 .
Idea central: O Senhor sustenta os Seus. Por que? Os justos serão sustentados porque: “… ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.” Salmos 2:6.
A escolha do Senhor ao seu “ungido” é baseada na escolha prévia do individuo de seguir seus mandamentos: “Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” Salmos 1:2

Salmos 2 aborda as nações como um todo. Então podemos concluir que minhas escolhas no âmbito pessoal são refletidas na esfera pública. O homem reto que escolheu meditar e andar nos caminhos do Senhor será um bom líder e governante do seu povo. Salmos 2 começa com as pessoas confiando em si mesmas, “coisas vãs”, em suas próprias capacidades, inteligência e altivez, expandido para os governantes. Ele termina com um convite à retidão, uma admoestação a andar nos caminhos do Senhor, ponderar a sua Lei e só assim eles serão abençoados, assim como as nações. Caso contrário, serão destruídos pelas sua próprias escolhas, vãs filosofias e ideologias. O alerta fica para aqueles que querem provar o sustento do Senhor (Salmos 1) durante as vicissitudes da vida e querem provar da benção de uma vida plena, ao cumprir os mandamentos do Senhor, que não são pesados, estão ao nosso alcance, e o Seu cumprimento traz vida. (Deuteronômio 30:11-15). Salmos 2 é na verdade a continuação do Salmos 1 e deveriam ser lidos em paralelo.
O Salmo 2 termina alertando que os governantes que não atentarem às palavras do Senhor, vão acabar sendo destruídos.

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HALLOWEEN – Dia das bruxas e dia finados, qual a relação?

HALLOWEEN – Dia das bruxas e dia finados, qual a relação?


HALLOWEEN – Dia das bruxas e dia de finados.

INTRODUÇÃO: Qual seria a necessidade de um estudo sobre o Halloween se esta é uma festa americana e de alguns países europeus?
Apesar desta festividade não ser muito conhecida pela maioria das pessoas no Brasil, ela vem ganhando um grande espaço em nossa cultura através de escolas primárias, escolas de inglês, TV, clubes, etc.

O QUE SÃO AS FESTAS DE HALLOWEEN? O Halloween acontece nas noites próximas do dia 31 de Outubro que são geralmente celebradas com festas a fantasia, fogueiras e com crianças fantasiadas de monstros, fantasmas, bruxas, etc., saindo de casa em casa pedindo doces (brincadeira de “trick or treat”, “travessuras ou doces”). Hoje, Halloween é um dia importante para os lojistas americanos. É uma noite em que “as pessoas decentes se tornam exibicionistas ultrajantes”. Sessenta por cento de todas as fantasias são vendidas a adultos. No dia 31 de outubro, uma em cada quatro pessoas com idades que variam de dezoito a quarenta anos vestem algum tipo de fantasia representando certo personagem. Para os se declaram psíquicos, bruxos, clarividentes e visionários, este é o dia mais agitado do ano. As editoras que publicam livros que vão desde astrologia até bruxaria registram um aumento colossal nas vendas. Salém, no Estado de Massachusetts, sede da bruxaria norte-americana, celebra na época do Halloween, o “festival da assombração”, assim expandindo a temporada de verão.

SIMBOLISMO E SUAS ORIGENS: Definição: “Halloween” é uma palavra do Inglês antigo que significa “santo”, e “e’en” também de origem inglesa significa “noite”, então o significado é “Noite Santa” ou “All Hallows Eve”, “Noite de Todos os Santos”. O dia 31 de outubro não é uma escolha por acaso. No calendário celta, este é um dos quatro principais dias de descanso das bruxas, os quatro dias de “meio trimestre”. O primeiro, 2 de fevereiro, conhecido como Dia da Marmota, honrava a Brigite, a deusa pagã da cura. O segundo, um feriado de maio chamado Beltane, era entre os bruxos, o tempo de plantar. Neste dia os druidas executavam ritos mágicos para incentivar o crescimento das plantações. O terceiro, uma festa de colheita em agosto, era comemorado em honra ao deus sol, a divindade brilhante, Lugh. Esses três primeiros dias marcavam a passagem das estações, o tempo de plantar e o tempo de ceifar, bem como o tempo da morte e ressurreição da terra. O último, Samhain, marcava a entrada do inverno. Nesse tempo, os druidas executavam rituais em que um caldeirão simbolizava a abundância da deusa. Dizia-se que era tempo de “estado intermediário”, uma temporada sagrada de superstição e de conjurações de espirito. SAMHAIN (palavra de origem celta para designar “O Senhor da Morte”). Para os druidas, 31 de outubro era a noite em que Samhain voltaria com os espíritos que morreram naquele ano para possuir o corpo dos vivos. Assim, nesse dia, faziam a comemoração apagando todas as luzes da casa, acendiam enorme tochas e usavam roupas feitas de peles de bichos para espantar os espíritos. Eles precisavam ser apaziguados ou agradados; caso contrário, os vivos seriam ludibriados. Acendiam-se enormes fogueiras nos topos das colinas para afugentar os espíritos maus e aplacar os poderes sobrenaturais que controlavam os processos da natureza. Com a imigração de aproximadamente 4.5 milhões de Irlandeses para os Estado Unidos entre os anos 1820 e 1930, esses introduziram o costume das festa de Halloween. No final do século passado, esse costume se tornou popular. Era oportunidade de infligir danos às propriedades e consentir que se praticassem atos diabólicos não tolerados noutras épocas do ano. A Igreja Católica celebrava originalmente o “Dia de Todos os Santos” no mês de maio e não no dia 1 de novembro como é feito atualmente. O Papa Gregorio III, em 835, tentando apaziguar a situação nos territórios pagãos recém conquistados no noroeste da Europa, permitiu-lhes combinar o antigo ritual do “Dia de Samhain” ou “Vigília de Samhain” (No Brasil, A Igreja Católica usou o mesmo método com os deuses africanos e os santos da igreja no tempo da escravidão). No Panteão de Roma (Pantheum em grego, Pan = muitos, Theum = templo, templo de muitos deuses), templo edificado para adoração de uma multiplicidade de deuses, foi transformado em igreja em 14 de Maio de 609 pelo então papa Boniface IV. Os cristãos celebravam ali o dia dos santos falecidos no dia posterior ao que os pagãos celebravam o dia de seu Senhor dos Mortos. Mas a palavra final nessa mudança de dadas foi pelo papa Gregório IV que introduziu a festa de “todos os santos” no calendário romano, tornando assim universal a dada de 1 de novembro, transferido de 31 de outubro para 1 de novembro. Pouco mais de um século após introduzir o dia de “todos os santos”, a Igreja católica determinou que seria melhor comemorar o “dia dos mortos” logo após o dia de “todos os santos”, sendo assim 2 de novembro o tão conhecido “dia de finados” quer dizer mortos. Uma sequência natural à celebração dos mortos ou “honra a alma do morto”. Numa clara evidência do sincretismo religioso que tem se expandido em todo o mundo nos últimos dois mil anos.

Elementos da Festa da Bruxas:

1- DRUIDAS Estes eram membros de um culto sacerdotal entre os celtas na antiga França, Bélgica, Espanha, norte da Itália, Inglaterra e Irlanda que adoravam deuses semelhantes aos dos gregos e romanos, mas com nomes diferentes. Pouco se sabe sobre eles, pois os sacerdotes passavam seus ensinamentos apenas oralmente jurando e fazendo jurar segredo. Algumas práticas porém são conhecidas, eles moravam nas florestas e cavernas, e diziam dar instruções, fazer justiça e prever o futuro através de vôo de pássaros, do fogo, do fígado e outras entranhas de animais sacrificados. Os druidas também ofereciam sacrifícios humanos e tinham como sagrados a lua, a “meia-noite”, o gato, o carvalho, etc. Os druidas foram dizimados pelos romanos na França e Inglaterra antes do final do primeiro século, mas continuaram ativos na Irlanda até o quarto século.

2- BRUXAS E FANTASMAS Os antigos druidas acreditavam que, na noite de 31 de outubro, bruxas, fantasmas, espíritos, fadas, e duendes saiam para prejudicar as pessoas.

3- LUA CHEIA, GATOS E MORCEGOS Acreditava-se que a lua cheia marcava a época de praticar certos rituais ocultos, que as bruxas podiam transferir seus espíritos para gatos e que toda bruxa tinha um gato. O gato era tido como “um espírito familiar”, por superstição e muitos eram mortos quando se suspeitava ser uma bruxa. Os druidas também tinham os gatos como animais sagrados, acreditando terem eles sido seres humanos transformados em gatos como punição por algum tipo de perversidade. Representavam portanto seres humanos encarnados, espíritos malvados, ou “espíritos familiares” das bruxas. A cor do gato originalmente não era um fator importante. O morcego, por sua habilidade de perseguir sua presa no escuro e ter hábitos noturnos, adquiriu a reputação de possuir forças ocultas e de ser demoníaco e também por possuir características de pássaro, que para o ocultismo é símbolo da alma. Assim, surge a crença, no período medieval, de que demônios transformavam-se em morcegos.

4 – CABEÇAS DE ABÓBORA (“JACK-O-LANTERNS”) A lanterna feita com uma abóbora recortada em forma de “careta”, veio da lenda de um homem notório chamado Jack, a quem foi negada a entrada no céu por sua maldade, e no inferno por pregar peças no diabo. Condenado a perambular pela terra como espirito até o dia do juízo final, Jack colocou uma brasa brilhante num grande nabo oco, para iluminar-lhe o caminho através da noite. Este talismã, representada hoje por uma abóbora, simbolizava uma alma condenada.


5- “TRAVESSURAS OU DOCES – “TRICK OR TREAT”
Na cultura celta havia uma crença de que para se apaziguar espíritos malignos, era necessário deixar comida para eles. Esta prática foi transformada com o tempo e os mendigos passaram a pedir comida em troca de orações por qualquer membros mortos da família de quem lhe dava esmola. Também neste contexto, havia na Irlanda a tradição, que um homem conduzia uma procissão para angariar oferendas de agricultores, a fim de que sua colheitas não fossem amaldiçoadas por demônios. Uma espécie de chantagem, que daí deu origem ao “travessuras ou doces” “Trick or Treat”.

6- AS MÁSCARAS E FANTASIAS As máscaras têm sido um meio de supersticiosamente afastar espíritos maus ou mudar a personalidade do usuário e também de comunicação com o mundo dos espíritos. Acreditava-se enganar e assustar os espíritos malignos, quando vestidos com máscaras. Também em outras culturas pessoas tem usado máscaras para assustar demônios que acreditavam trazer desastres como epidemias, secas, etc. Grupos envolvidos com magia negra e bruxaria também usam máscaras para “criar uma ligação” com o mundo dos espíritos.

7 – AS FOGUEIRAS A palavra inglesa para fogueira é “Bonfire”. Alguém pode até pensar que quer dizer “fogo bom”, mas na verdade vem de “Bone” (osso) + “Fire” (fogo). Nas celebrações da “Vigília de Samhain” nos dias 31 de outubro, os druidas acreditavam poder ver boas coisas e mal agouros do futuro através do fogo. Nestas ocasiões, os druidas construíam grandes fogueiras com cestas de diversos formatos e queimavam vivos prisioneiros de guerra, criminosos e animais. Observando a posição dos corpos em chama, eles diziam ver o futuro. Mais tarde, mulheres, crianças, filósofos e cientistas foram “assados” vivos por católicos, calvinistas e luteranos.

8 – AS CORES LARANJA E PRETA As cores usadas no Halloween, o laranja e o preto, também tem sua origem no oculto. Elas estiveram ligadas a missas comemorativas em favor dos mortos, celebradas em novembro. As velas de cera de abelha tinham cor alaranjada, e os esquifes eram cobertos com tecidos pretos.

9 – FEITIÇARIA NO PASSADO Não só os católicos cometeram as atrocidades da Santa Inquisição, mas também os seguidores de Lutero, durante a selvagem perseguição aos anabatistas, e os calvinistas em sua feroz intolerância, promoveram barbaridades e injustiças com a desculpa de estarem em “Guerra Santa”. Acreditava-se que mulheres com poderes de feitiçaria podiam lançar aos seus vizinhos toda espécie de sorte maléficas, como morte de gado, perda de colheita, morte de filhos, etc. Segundo a tradição, o poder mais pernicioso de tais bruxas era de tornar seus maridos cegos a respeito da má conduta de suas esposas e de fazer com que as chamadas feiticeiras gerassem filhos idiotas ou aleijados. Como a caracterização de bruxas era a de velhas megeras desdentadas com hábitos excêntricos e fofoqueiras, que se dizia possuir língua venenosa. Em 1692, nos EUA, na cidade de Salem, muitas mulheres foram mortas simplesmente por possuírem algumas destas características. Tamanha era a barbárie que ter um filho com alguma deficiência já caracterizava a mãe como bruxa ou feiticeira. Na Europa, a figura de feiticeira era a de “uma moça linda e perversa”, e grande número de adolescentes e jovens mulheres casadas foram mortas na Alemanha e França. As primeiras perseguições ocorreram no séc. XIII e depois em 1484 com a Santa Inquisição. O papa Inocêncio II recomendava que seus os inquisidores torturassem até obter provas que elas eram bruxas. Durante a Revolução Protestante essa caça assumiu proporções absurdas. Lutero aconselhava que se matasse feiticeiras com menos consideração e misericórdia do que se tinha com criminosos comuns. Sob o comando de Calvino em 1545, 34 mulheres foram queimadas ou esquartejadas (vivas) sob acusação de serem ou praticarem feitiçaria. Mulheres, moças e até crianças eram torturadas com agulhas enfiadas sob suas unhas, assando-se os pés em fogueiras ou esmagando-se as pernas sob grandes pesos “até que a medula espirrasse dos ossos”, tudo isso para obriga-las a confessar “orgias repelentes com os demônios”. O ápice desta histeria ocorreu no final do séc. XVI onde o número de vítimas pode ter chegado a 30 mil. Durante essa época em cidades alemãs mais de 900 mulheres foram mortas num só ano, não restando uma só mulher em algumas cidades. Até pessoas celebrizadas por nós defendiam que pessoas fossem mortas sob simples suspeita de feitiçaria.

O HALLOWEEN HOJE  O Halloween tem outros aspectos negativos além de sua herança pagã arraigada na bruxaria e sua ênfase sobre o diabo e as trevas. Alguns vândalos estão mais interessados em brincadeiras de mau gosto do que em festas. Todavia, tais associações com o mal não indicam que os pais que permitem que seus filhos participem dessas celebrações do Halloween estejam a par de suas ramificações históricas. Mas seria difícil achar alguma virtude nos festejos do Halloween pois seu simbolismo envolve demônios, fantasmas, morte, trevas, esqueletos, medo e terror.

O QUE A BÍBLIA DIZ:

O que Deus pensa dessa práticas e seus praticantes:
Deut.18:9-14
“9 Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações.
10 Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;
11 Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;
12 Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.
13 Perfeito serás, como o Senhor teu Deus.
14 Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa”

Isaías 8:19
19 Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?

Levítico 19:26, 31
26 Não comereis coisa alguma com o sangue; não agourareis nem adivinhareis
31 Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.

Levítico 20:6-8
6 Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo.
7 Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus.
8 E guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o Senhor que vos santifica
.

Levítico 20:27
27 Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles.

Romanos 12:2
2 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus

Gálatas 5:19-21
19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia,
20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus

Efésios 6:12
12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Apocalipse 21:8; 22:15
8 Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.

Apocalipse 22:15
15 Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.

REFLETINDO Existe algo de ruim nisto? Quer dizer que esta simples festividade com pessoas e crianças se fantasiando, pedindo doces é um remanescente de antigas práticas de magia negra, culto aos mortos e outras coisas sinistras?

TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES Nos Estados Unidos foram proibidas as orações públicas. O princípio do secularismo tirou das escolas a celebração do Natal. Mas o Halloween permanece. O abrigo de gatos de Chicago tem uma procura muito grande de gatos pretos durante os festejos de Halloween. Temendo que os gatos estivessem sendo usados em rituais macabros pelos que se auto-proclamam bruxos, a Sociedade Protetora de Animais excluiu a adoção durante essa temporada. No Brasil e no mundo estão aparecendo pessoas se auto-intitulando bruxos.Simbolismo apenas? Pense em alguns símbolos e analise-os. Há algum significado? Há alguma importância? Há alguma influência? Devemos acolher tais festividades? Deve um crente participar de tais festividades?

Autor: Adivalter De Assis

BIBLIOGRAFIA: 

BURNS, E. M., Western Civilizations, Their History and Their Culture, W. W. Norton & Co. Inc., New York, 1968.ANKERBERG, J., Weldon, J., The Facts on Halloween: What Christians Need to Know. Harvest House, Oregon, 1996.
PHILLIPS, P., Robie, J., H., Halloween and Satanism. Starburst, 1987.
HURT, R., The History of Halloween and the Word of God, not published (?).
MARGADONNA, S., Halloween Oct. 31: What’s It All About?, not published (?).
PHILLIPS G., Halloween: What It Is From a Christian Perspective, not published, Bay View Church, Alabama:

Que o Senhor Reine!

Que o Senhor Reine!

A todo o momento somos desafiados a fazer escolhas, afinal a vida é feita de escolhas seja na esfera pessoal ou coletiva. Enquanto na nossa nação somos guiados por um sistema democrático, na nossa esfera pessoal somos chamados a servir, num sistema teocrático.
A palavra “democracia” tem origem do grego, e vem de “Demokratia”, sua versão em latim era “Democratia”. O termo tem em sua base duas palavras gregas: DEMOS, que significa “povo” e KRATOS “Domínio, poder”, o que nos traz o significado de “poder do povo” ou “governo do povo”. A democracia, de entre muitos outros sistemas de governo, parece ser o menos nocivo ao indivíduo na esfera pessoal, apesar de ter suas limitações.

Em contraste, a palavra Teocracia, com origem também no grego, é a junção do grego “theos” que significa D-us e “kratein” que significa governar, então um governo regido por D-us.

A vontade da maioria do povo tem suas complicações. O próprio Messias divino foi entregue à morte pela vontade da maioria, do mesmo modo que a tentativa de implementar um governo teocrático se mostrou falho através da história. A chamada democracia optou por matar um inocente e soltar um ladrão (Mateus 27:20); o povo, manipulado pelos líderes, gritou: “Solte Barrabás! Condene Jesus!”

Voltando a origem do homem, antes do pecado entrar no mundo, vemos que havia uma harmonia onde o homem decidia o que fazer debaixo do domínio do Senhor. Nessa liberdade de decisão havia também a possibilidade até de desobedecer. Da mesma forma, hoje, no “pós queda”, somos confrontados por escolhas. O Senhor, ao criar o universo e a terra como habitação para o homem, deu-lhe a escolha de servi-lo livremente ou escolher o seu próprio caminho. Devemos notar que toda a terra estava sujeita ao domínio do homem, mas o Senhor tinha separado um jardim e uma árvore que era do domínio Dele somente. Ao fazer isso, Ele estava dizendo: 99.9% é para você desfrutar, viver e ser feliz, mas esse 0.01% é do meu domínio e você precisa respeitá-lo. Essa árvore chamava-se “a árvore do bem e do mal”.

Se voltarmos um pouco mais no relato da criação, vemos que D-us criava algo e declarava: “Isso é bom”. De facto, existem 7 (perfeições) declarações em Gênesis 1, usando a palavra “bom”, (Tov, em hebraico), que também significava “bem”. Declarar o “bem” e o “mal” era uma prerrogativa da autoridade divina. A realidade de como as coisas deviam ser definidas se originava Nele. Ao pôr a árvore do “bem e mal” no meio do jardim Ele dá a escolha ao homem para viver dentro da realidade proposta e criada por Ele, ou criar a sua própria realidade.

A tentação da serpente é: “e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal (Gênesis 3:5), sugerindo que homem teria a capacidade de decidir o que é “bem e mal”; não precisaria de D-us para isso. Ele poderia, de fato pode torcer a realidade e criar a sua própria sem D-us, a prerrogativa passa ser dele. Ao escolher comer dessa árvore há a possibilidade do homem nomear e determinar o que passa a ser o bem e o mal; se comer poderá declarar (como D-us) o certo e o errado. O homem pensou: Por que não ter 100% do domínio, ditar as regras e ser senhor do meu próprio destino? Se posso ter 99.9%, por que não ter o outro 0,01% também? Essa foi a tentação: querer dominar tudo, ter o que não lhe é permitido, passar dos limites, redefinir a realidade seus meus próprios olhos: “Agora eu defino o que é “TOV”, não preciso de D-us para fazer isso por mim”.

Assim como Adão e Eva, somos na esfera pessoal, diariamente confrontados com essa mesma escolha, pós queda. Agora que somos conhecedores do “bem e do mal” podemos render nossas escolhas para fazer o bem “TOV – טֽוֹב” ou o mal “RA – רָע “ .

Enquanto o voto democrático tem suas limitações, manipulações e inúmeras falhas; na esfera pessoal, podemos render nosso poder de decisão aos padrões que D-us estabeleceu para que vivamos uma vida plena e realizada. Na verdade não é difícil escolher o bem e não é impossível aplicá-lo, o Senhor declara:
11 Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti.
12 Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?
13 Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?
14 Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires.
15 Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; (Deuteronômio 30:11-15).

Portanto internamente devemos tentar viver uma “teocracia”, onde D-us governa; consequentemente, haverá um impacto no exterior que será transformado pelas nossas boas escolhas.

Devemos escolher:
1- A vida sobre a morte: A vida é um presente de D-us, só Ele pode criar só Ele pode tirar. Gen 9:6, Salmos 36:9 Toda vida humana é muito importante, até mesmo a de um bebê na barriga da mãe. Por isso, tirar de propósito a vida de um bebê que ainda não nasceu é o mesmo que assassinato. “Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes. Mas se houver morte, então darás vida por vida”. (Êxodo 21:22,23)
O Senhor nos propõe:
19 Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, Deuteronômio 30:19
Quem nos deu a autoridade de determinar se um inocente viva ou morra? Essa prerrogativa pertence só ao autor da vida.

2- A honestidade sobre o roubo: Honestidade é falar a verdade, vivendo de maneira íntegra.
O que é verdade? Quando ações e palavras são harmonizadas, andam juntas.
Deus se agrada da honestidade porque ele é o D-us da verdade e odeia a mentira. Deus abençoa quem é honesto. O honesto ganha a confiança de outras pessoas e faz a comunidade prosperar. O salmista escreveu:
Senhor, quem habitará no teu santuário?
Quem poderá morar no teu santo monte?
Aquele que é íntegro em sua conduta e pratica o que é justo; que de coração fala a verdade e não usa a língua para difamar; que nenhum mal faz ao seu semelhante e não lança calúnia contra o seu próximo; (Salmos 15:1-3)

3- A fé sobre a dúvida: Fé, ou “emuná” (em Hebraico) tem mais haver com a fidelidade do que crença. Enquanto crença é aderir a um tipo de ensinamento ou filosofia previamente postulada, a fidelidade é ser fiel a uma aliança/contrato estabelecido. Portanto, tenho fé quando aceito essa aliança feita, sou fiel aos seus termos (essa aliança foi feita entre D-us e os homens através de Sua interação com o povo de Israel), e tento viver nesses princípios. A dúvida é corrosiva à nossa fé, e traz caos à vida humana, nunca estando seguro do que é certo ou errado, relativizando os princípios e se reduzindo aos seus desejos e impulsos. Com a relatividade dos princípios tudo que desejo passa a ser o “certo”, o grande ego está no controle, eu domino os 100%! Quem precisa de D-us?

4- D-us e não o estado: O escritor inglês G. K. Chesterton, (1874-1936) disse: “não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo, que é a coisa mais tola de todas. Só alguém muito alienado pode acreditar em si mesmo.” Aqueles que rejeitam a ideia de D-us e a criação acabam acreditando em qualquer coisa; no vácuo muitos tentam substituir D-us pela imagem do estado, porque o mesmo, às vezes, se propõe como provedor de alimento, organizador do caos humano e promovedor da “felicidade” humana, mas isso é uma farsa. A própria história recente já mostrou que quando o estado tenta calçar as botas de D-us as consequências são terríveis; normalmente, se termina com milhares esmagados pelas botas da intolerância humana. O estado tem sua função estabelecida por D-us para boa governança mas o mesmo nunca poderá substituí-lo e precisa estar sujeito às Leis divinas. Toda vez que se tenta substituir leis divinas por filosofias humanas (humanismo), acaba-se em desastre. O humanismo começou no jardim do Éden, onde o homem tentou ser o centro do universo, e até hoje sofremos suas consequências.

Enfim, ao fazer a suas escolhas, seja no âmbito pessoal ou comunitário, considere O Senhor, em todas as coisas; seus princípios e seus mandamentos. Certamente, as suas escolhas internas vão afetar a sua comunidade e o seu país. Que Ele lhe dê sabedoria para viver uma vida plena sem nunca se esquecer que ele é o autor e consumador da vida e só a Ele devemos nossa lealdade (fé).

Adivalter De Assis