Arrependimento – Salmos 51

“Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim”. Salmos 51:3

“Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe”.

Salmos 51:5

Nesse Salmo David abri o coração e implora ao Senhor por perdão por seu relacionamento ilícito com Bate-Seba.

Ao Davi afirmar que foi “formado em iniquidade”, ele não quer dizer que seus pais tiveram uma relação ilícita ao concebe-lo mas sim que nasceu com traços em seu caráter de intensa paixão. Nesse salmo de confissão ele assume suas tendências humanas, assume total responsabilidade por seu comportamento, mesmo tratando-se de característica hereditária. Ele não tenta se justificar mas busca tão somente o perdão. Pequei! Sou culpado, me perdoe!

Que pensamento refrescante! Essa atitute é sublime e admirável. Quão diferente dos ensinamentos da psicologia moderna onde os pais muitas vezes são usados como bode expiatório para justificar o mau comportamento dos filhos. O que dizer então do argumento de que a pessoa foi vítima de experiências passadas que distorceram seus valores e portanto não deve responsável  por suas ações?  Argumentos esses que tentam esquivar o autor de qualquer maldade social de sua responsabilidade. Numa era onde os “direitos humanos” são usados para justificar todas as barbaridades grosseiras do caráter humano e defeituoso, ao mesmo tempo desprezando o direito da vitima, esse atitude de Davi tem muito a nos ensinar. Esse salmo instrutivo nos ensina o arrependimento sincero (Em Hebraico: Teshuvá). Muito simples: você errou? Assuma o teu erro, volte ao princípio (seu caráter humano), não procure alguém para culpar e arrependa-se. Isso é que o Senhor espera de você.

Leia também: O que é que o Senhor espera de ti?

https://raizeshebraicas.com/2021/02/09/o-que-e-o-que-o-senhor-espera-de-ti/   

 

A De Assis

Olhando para o Futuro

Salmos 71:1-9
Em ti, SENHOR, confio; nunca seja eu confundido.
Livra-me na tua justiça, e faze-me escapar; inclina os teus ouvidos para mim, e salva-me.
Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente. Deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel.
Pois tu és a minha esperança, Senhor DEUS; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.
Por ti tenho sido sustentado desde o ventre; tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe; o meu louvor será para ti constantemente.
Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.
Encha-se a minha boca do teu louvor e da tua glória todo o dia.
Não me rejeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se for acabando a minha força.

Nesse versículo a palavra hebraica para “Não me rejeites” é (שָׁלַךְ) “Shalak” é usada 125 vezes com três significados básicos, que são:

1- lançar, jogar fora
2- ser lançado
3- ser derrubado

No início do salmo o salmista descrever o relacionamento outrora favorável de D-us, podemos supor que, no passado, ele se sentiu não apenas perdoado e apoiado, mas também favorecido.
A vida era boa, cheia de propósito, satisfatória e o mais importante, agradável ao Senhor. Agora, por razões desconhecidas a maré mudou. Agora ele se sente rejeitado, perdido ou pior, ignorado. Antes D-us sorriu para ele, agora seu D-us está visivelmente ausente.
Observe quem é o ator neste drama, não é o salmista. Ele é o receptor passivo; D-us é o ator. “Sua raiva”, “Você me levantou”, “Você me jogou fora.” Ainda vítima de inexplicáveis ​​represálias divinas, este resumo diz tudo. “Não sei o que fiz de errado. Tudo parecia estar bem com o Senhor e comigo. Agora, de repente, o Senhor se voltou contra mim.”
Tudo isso deve soar familiar, talvez seja pessoal para você, esteja certo que não está sozinho nesse sentimento. No livro de João 9:1-3 lemos sobre o mesmo trauma emocional, embora com outro personagem.
“E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.
E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.”

Os discípulos assim como o salmista perguntam; “O que esse homem ou seus pais fizeram para merecer tal punição?” Eles presumem que a cegueira desse homem é o resultado de punição, então deve haver algum pecado terrível por trás disso. O salmista faz a mesma suposição: “Minha vida é jogada fora como lixo. O que eu fiz errado?”
O salmista procura alguma resposta e não obtém nenhuma. O cego também não teve resposta, até que Yeshua redirecionou o olhar do passado para o futuro. O relevante não é o que aconteceu mas sim o que resultará disso.
Como os discípulos, queremos atribuir culpas. Como no caso de Jó e do salmista ambos alegam inocência. A resposta à pergunta não é culpa, mas propósito. Não podemos mudar o passado, virou história, mas podemos mudar o futuro, tudo depende de nossa atitude no “agora”.
Devemos dizer: ”Senhor, eu não sei por que está fazendo isso, mas Senhor conheçe a razão, eu confio no Senhor. “Não é tão fácil dizer, não é?

Autor: A Sfalsin

Fonte de pesquisa: Skip Moen, D. Phil. Kaiser, W. C. (1999) R. L. Harris, G. L. Archer Jr., & B. K. Waltke (Eds.), Theological Wordbook of the Old Testament (electronic ed., p. 600)

A esperança que se adia faz adoecer o coração.

A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida. Provérbios 13:12.
A minha porção é ADONAI, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Lamentações 3:24

Ao passar pelo vale da solidão, ansiedade e grande desapontamento, ADONAI ouviu nossa suplica e atendeu o desejo do nosso coração. Teremos mais um(s) filho(a), “o choro pode durar toda a noite mas a alegria vem pela manhã” Salmos 30:5.
Que mais podemos dizer? Senão:

Baruch ata Adonai
Baruch ata Adonai, Elohênu
Baruch ata elohê avotênu…

Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais

Deus de Abraão, de Isaque e Jacó
O grande, o Poderoso e Temido Deus
Altíssimo Deus que concede boas mercês
que possui tudo e recorda a piedade dos patriarcas
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais

que com grande amor fará vir um Redentor
aos descendentes deste patriarca, por amor do seu nome
O Rei auxiliador, salvador e escudo!
Bendito sejas tu , Eterno, escudo de Abraão
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais

tu sustenta a vida com misericórdia
ressuscitou os mortos com grande piedade
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais
ampara os caídos e sara os doentes
Tu Eterno, és Poderoso para sempre
és tu que ressuscitas os mortos e és potente em salvar

Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais
Afrouxa as ataduras dos que estão em grilhões
e confirmas a tua fidelidade aos que dormem no pó

Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus

Ao passarmos por provações e pelo vale da sombra da morte temos duas opções bem distintas, Primeira; na busca de respostas para nossa dor viramos nossas costas a D-us negando sua existência como uma forma de protesto para com o altíssimo. O resultado é que ficamos ainda mais desesperados e confusos por que não há uma alternativa lógica e racional para a dor e o sofrimento.
Segunda; mesmo sofrendo reconhecemos que ELE é soberano sobre nossas vidas, mesmo sem entender o porque da dor. Podemos estar certos de que ELE sofre connosco, ELE chora quando choramos e se alegra quando nos alegramos. As garantias são eternas como escreveu o grande Rei Davi: “o Senhor é o meu pastor e nada me faltará, ainda que andasse pelo vale da sombra da morte tu estás comigo” Sl 23:1. Lemos o salmos 23 e muitas vezes esquecemos de ler o 22, o 23 é a continuação lógica do 22. A Bíblia como conhecemos foi dividida em capítulos e versículos no século 16, a primeira divisão de capítulos se deu no século 13 e em seguida de versículos. Como mostra o salmo 22 sentir-se abandonado ou decepcionado com D-us não é algo novo, faz parte da experiência humana, o que faz a real diferença é reconhece-lo e nossa vida mesmo na dor.
O resultado se faz presente nas palavras do Rei Davi:

“Direi de ADONAI: Ele é o meu Senhor, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei. Sl 91:2

 

Autor: Adivalter Sfalsin

Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, Salmos 55:22

Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e ele te susterá; não permitirá jamais que o justo seja abalado Salmos 55:22

“Lança teu fardo sobre Adonai”

Imagine que você está dirigirindo um carro ao longo de uma estrada e de repente percebe que os freios foram removidas do pedal de freio e as rodas foram desconectadas do volante. Em pânico, você aperta o pedal até o fundo e tenta virar o volante freneticamente sem nenhum sucesso com o carro totalmente fora de controle, a sua melhor chance seria  abrir a porta e saltar. No entanto, sem perceber que na verdade você perdeu o controle você ainda tentar mantê-lo na estrada e a cada minuto que passa sua vida está em perigo se não sair do mesmo.

Embora tais acontecimentos dramáticos felizmente não ocorrem todos os dias, devemos perceber que realmente não temos controle sobre muitas coisas em nossa vida. Tentar exercer controle onde não é possível só piora a situação, pois assim como no exemplo acima, a solução é entregar nossos anseios e dores a Adonai e descansar Nele. Qualquer outra alternativa será inútil.

Muitas pessoas tomam uma decisão que pesam ser apropriada e acompanham a mesma com uma oração para o sucesso, outros consideram a oração apenas como último recurso. Adonai ouve a oração de todos, independentemente das circunstâncias em que é dita. Independentemente da tua atitude, decisão-oração ou oração como último recurso, precisamos aprender que há muitas situações totalmente fora do nosso controle e o importante é ter a atitude correta em relação a mesma.

Podemos não gostar de enfrentar a realidade, mas negá-la é perigoso.

Autor: Abraham Twerski

Tradução: A S Assis

Salmos 51:5

“Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim”. Salmos 51:3

Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

Salmos 51:5

Nesse Salmo David abri o coração e implora ao Senhor por perdão por seu relacionamento ilícito com Bate-Seba.

Ao Davi afirmar que foi “formado em iniquidade”, ele não quer dizer que seus pais tiveram uma relação ilícita ao concebe-lo mas sim que nasceu com traços em seu caráter de intensa paixão. Nesse salmo de confissão ele assume suas tendências humanas, assume total responsabilidade por seu comportamento, mesmo tratando-se de característica hereditária. Ele não tenta se justificar mas busca tão somente o perdão. Pequei! Sou culpado, me perdoe!

Que pensamento refrescante! Essa atitute é sublime e admirável. Quão diferente dos ensinamentos da psicologia moderna onde os pais muitas vezes são usados como bode expiatório para justificar o mau comportamento dos filhos. O que dizer então do argumento de que a pessoa foi vítima de experiências passadas que distorceram seus valores e portanto não deve responsável  por suas ações?  Argumentos esses que tentam esquivar o autor de qualquer maldade social de sua responsabilidade. Numa era onde os “direitos humanos” são usados para justificar todas as barbaridades grosseiras do caráter humano e defeituoso, ao mesmo tempo desprezando o direito da vitima, esse atitude de Davi tem muito a nos ensinar.

 
Esse salmo instrutivo nos ensina o arrependimento sincero (Em Hebraico: Teshuvá). Muito simples: você errou? Assuma o teu erro, volte ao princípio (seu caráter humano), não procure alguém para culpar e arrependa-se. Isso é que o Senhor espera de você. 
 
 
A De Assis