Mente Hebraica x Grego/Romana Parte 4

Continuação
 Queremos uma religião de utilidade. Queremos técnicas que podem ser aplicadas conforme cada situação que experimentamos. Nós vemos muito “técnica orientadas” na igreja hoje em dia, como: 3 passos para crescer espiritualmente, 10 mais de ter um bom relacionamento, etc…
 Queremos técnicas para a compreensão, sistematização e estruturação do “calendário profético” para que possamos saber “o que vai acontecer a seguir”. Algumas pessoas querem saber para que elas possam ter algo para comercializar a outros cristãos que também querem saber. Estes são os que procuram ganhar com a “piedade” ou religião (cf. I Timóteo 6:5). Buscamos  “técnicas cristãs” de cura interior, cura exterior,  prosperidade financeira, ou para receber poder espiritual. Esta maneira de pensar é alheia a mente hebraica.
Em nossa cultura, temos comercializado tudo, incluindo o cristianismo. Infelizmente não pregamos o Evangelho, curamos os enfermos, expulsamos os demônios e fazemos discípulos – muitos aplicam boa partes dos seus esforços vendendo parafernália “cristã” folhetos e bugigangas. Fazemos música, não para adorar a Deus, mas para vender CDs. Evangelistas são escolhidos para pregar porque “sabem atrair multidões”, o poder ministerial foi comercializado e politizado, tanto quanto a de políticos regulares. Editoras cristãs publicar livros de celebridades cristãos – não porque eles são bem escritos, ou porque dizem algo importante, mas porque eles vão vender e fazer dinheiro.
Nos dias em que o movimento de Jesus  era conhecido como a “seita dos nazarenos” (Atos 24:5,14), ser um “cristão” estava relacionado diretamente com sua proximidade com Deus e com o próximo (Mateus 22:36-38; João 13:34-35). Nos séculos posteriores entretanto demos menos importância aos relacionamentos e ao mesmo tempo intelectualizamos e politizamos a fé. Essas influências deletérias mudaram radicalmente a natureza da Igreja. O espírito anti-judaísmo e mais tarde o anti-semitismo destruiu a personalidade original da igreja em muitos aspectos. Isso explica por que é tão difícil para muitos entender a Bíblia como um todo, velho e novo Testamento em harmonia.
Surpreendentemente no meio cristão sabe-se muito pouco sobre os 4 primeiros séculos da historia da igreja, que era predominantemente composta de Judeus que continuavam a guardar o sábado e ir as sinagogas assim como Jesus o fez toda a sua vida. Nos seminários dá-se muita ênfase a historia da igreja depois do quarto século, período em que boa parte da sua essência fora corrompida por vários fatores históricos e culturais, um deles em destaque foi a “cristianização” do império romano por Constantino em 321 por intermédio do Édito de Constantino que determinou oficialmente o domingo como dia de “santo”, dia do deus sol (padroeiro de Constantino) venerado por povos pagãos desde o Egito antigo.
Para realmente entender o que significa ser um seguidor de Yeshua, (Jesus) deve-se voltar às raízes hebraicas de seu movimento, e dos documentos que agora se referem como “O Novo Testamento”.
FIM
Autor: Brian Knowles
Tradução: A S A

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