O plano de salvação para a humanidade. Gênesis 5

Diferentemente da maioria dos livros, a Bíblia foi escrita ao longo de 1600 anos; em três continentes:
Ásia, África e Europa;
e em três línguas:
aramaico, hebraico e grego

Foi escrita por 40 autores diferentes, todos de origens radicalmente diferentes: pescadores, filósofos, camponeses, reis, acadêmicos, cobradores de impostos, poetas e estadistas.
Está dividida em 66 livros. No entanto, há uma continuidade e consistência única e um tema comum em suas páginas.

Muitos duvidam e questionam a origem da bíblia, podemos realmente afirmar que ela é palavra de D-us ao home? Que ela é relevante a nossa vidas hoje?

Antes de tudo devemos compreender que a Bíblia, como temos hoje em nossas mãos, é simplesmente uma tradução e, quando se faz a tradução de um idioma para outro, perde-se muito de sua essência, por isso, para entendermos bem o que está escrito, devemos voltar ao texto original.

Vamos analisar um texto no seu original hebraico em Gênesis, capítulo 5, onde temos a genealogia de Adão até Noé. Este é um daqueles capítulos que frequentemente tendemos a folhear rapidamente quando lemos Gênesis; é simplesmente uma genealogia de Adão a Noé.

Para muitos leitores da Bíblia, quando chegam nas genealogias tem a tendência de pular o texto por achar que é tedioso, sem significado ou mensagem relevantes.

O significado de nomes próprios pode ser uma tarefa difícil, pois uma tradução direta muitas vezes não está disponível.

Um estudo das raízes originais, no entanto, pode revelar alguns discernimentos fascinantes:

Quero desafia-lo a pensar diferente sobres esses textos, te convido a uma aventura voltando a raiz to texto onde descobriremos juntos algo fantástico:
1- a natureza de D’us,
2- seu amor pela humanidade
3- respeito ao texto original Hebraico.

Veja esse video, para entender melhor como funciona a genealogia:

Nesse video acima está descrito as boas novas escondidas dentro de uma genealogia! A Bíblia é um sistema integrado de mensagens, produto da engenharia sobrenatural. Cada número, cada lugar, nome, cada detalhe, cada jota e til está lá para nosso aprendizado, descoberta e espanto. Um exemplo notável dessa inspiração divina pode ser vislumbrado aqui. Na verdade, nosso D-us é um D-us incrível.

Autor: Adivalter Sfalsin

Onde a Igreja primitiva errou.

“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.“ Tito 1:9

Nessa carta ao jovem pastor Timóteo, Paulo escreve: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido,” (porque conheces bem aqueles que te ensinaram, no grego) 2 Tim 3:14. Apesar de Timóteo ter dito um pai grego, sua mãe, Eunice, era judia devota (confira Atos 16:1 e 2 Tim 1:5) como a mãe se encarregava de ensinar as escrituras sagradas no ambiente doméstico, Timóteo foi exposto as escrituras e cultura hebraica desde sua infância, parte importante de sua herança. Mais tarde em sua vida adulta Timóteo é exortado por Paulo a não deixar sua herança e ensina-la as gerações futuras sem dilui-la ou corrompe-la. “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros,” 2 Tim 2:2.
Um estudo cuidadoso dos últimos 19 séculos vai revelar como a igreja abandonou sua herança hebraica e se distanciou consideravelmente do povo e cultura semítica apesar de ter nascida dentro da mesma. A igreja deu pouco importância a exortação de Paulo a Timóteo em preservar e continuar ensinar suas origens hebraicas. Ao invés disso a medida que o tempo passou a igreja adaptou-se e absorveu a filosofia grega com seu crescimento e conquista dos povos no mediterrâneo. Ralph Stob, um filósofo cristão escreve: “O elemento espiritual grego teve grande influência na igreja nos primeiros 3 séculos de sua história, heresias começaram a penetrar, a igreja se tornou vulnerável a tais heresias porque tinha cortado suas raízes com a fonte que lhe deu vida no seu início. Quando o cristianismo cortou suas raízes com o povo hebreu, tornou-se distorcido. Até o dia de hoje colhemos frutos dessa distorção, com freqüência ficamos confusos quando tentamos entender um livro hebraico com uma perspectiva e cultura grego-romana, esse processo criou uma “esquizofrenia espiritual” “
Esse estudo, com a finalidade de discussão, trata de 3 áreas em que a igreja de hoje necessita de correção, redireção e retorno as raízes hebraicas, são elas:
1 – Unidade dinâmica x dualismo
2 – Espiritual x mundano
3 – Coletividade x Individualismo
Essas áreas serão abordadas com o intuito de entender as implicações bíblicas afim de viver uma vida cristã saudável dentro e fora das comunidades cristãs.

1 – Unidade dinâmica x dualismo.
Devemos enxergar o mundo como uma unidade dinâmica. Ao crescer num mundo ocidental é praticamente impossível não ser influenciado pelo formato grego-romano de analise e raciocínio, temos grande admiração por Platão e outros filósofos gregos. O grande impacto de tais não só influenciou o passado antigo mas continua influenciando nosso presente, devemos a Platão e seus discípulos um grande legado no que se refere a razão, as faculdades da mente, verdade, sabedoria e beleza mas infelizmente essa forma de pensamento tem uma perspectiva dualística do mundo, o que afetou a igreja primitiva de forma negativa.
O platonismo basicamente diz que há dois mundos, um visível ou material e outro invisível, espiritual. O visível é uma extensão do invisível, por causa das imperfeições no mundo material, fonte do mal, ele é inferior ao espiritual que é perfeito. Essa visão afirma que o a “alma” tem origem no domínio celestial de onde ela caiu no mundo material. Embora os seres humanos tem relação com os dois mundos, eles almejam serem liberados do mundo material de seus corpos físicos, para voltarem a ser novamente “almas” retornando para o mundo celestial e divino. Platão comparou o corpo humano a uma prisão da alma, a alma imortal, pura foi encarnada num corpo imperfeito, a salvação acontece quando a “alma” escapa na morte do corpo e volta para o mundo invisível das “almas” no mundo espiritual.
A influência de Platão teve grande difusão durante os primeiros anos da história da igreja primitiva, fato esse inegável. De acordo com Werger Jaeger, (The Greek Ideas of Immortality, Harvard Theological reviwe pg 146) “um ponto mais importante na história da doutrina do cristianismo é que o pai da teologia cristã foi Orígenes (Alexandria, Egito c 185, teólogo) foi um teólogo e filósofo platônico na escola de Alexandria. Ele inseriu na doutrina cristã o drama cósmico da alma.
Ao contrário da visão grega o povo hebreu via o mundo como sendo bom, embora caído e necessitado de remissão, foi criado por D-us que tinha as melhores intenções ao criar os seres humanos, então ao invés de estar fugindo do mundo, deveríamos experimentar comunhão e amor com nosso criador. Conforme o pensamento hebreu o ser humano é uma unidade dinâmica de alma-corpo chamado para servir a seu criador apaixonadamente dentro do mundo material.

I – Gozar a vida ou não gozar?
O dualismo de Platão trouxe de forma sutil o ascetismo ou asceticismo – é uma filosofia de vida na qual são refreados os prazeres mundanos. Esse estilo de vida presente em muitas igrejas ainda hoje está em forte contraste com o estilo de vida do povo hebreu das escrituras. O gozar da vida é rejeitado em favor da mortificação das “coisas da carne”, o desejo físico e prazer são considerados satisfações indignas que só resultam no aprisionamento da alma com as coisas materiais.

Então para evitar tal aprisionamento uma pessoa tem que se restringir e negar tudo que lhe dá prazer porque pode atrapalhar a vida “espiritual”. Razão pela qual foram criados os mosteiros anos mais tarde, onde o indivíduo, nega-se a si mesmo, passa horas em silêncio e isolado do mundo, ali ele poderia dominar a “carne” e crescer espiritualmente.

O apóstolo Paulo em Colossenses 2:21 (Não toques, não proves, não manuseies?) combatia tal atitude dentro da igreja que tinha sido influênciada por tal filosofia. Infelizmente ela continuou enraizada na igreja, na época da reforma protestante o erudito Erasmus escreveu: “o cristianismo dos seus dias tinha que ser definido não por – Ame seu próximo como a si mesmo. Mas – abstenha-se de queijo e manteiga e coma lentilhas” Até mesmo o grande Jhon Wesley carregava em sua teologia um pouco de ascetismo, ele escreve: “tenha cuidado em desejar qualquer coisa que não seja D-us. Não admita nenhum desejo pela comida ou outro tipo de prazer…”
As escrituras de forma geral reflete uma realidade totalmente diferente do ascetismo, embora o prazer físico não ser a razão porque vivemos, devemos receber e afirmar o mesmo com gratidão ao criador. A bíblia nos adverte a não nos tornamos escravos dos prazeres e das possessões materiais (I Tim 6:9-10) “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” Mas a solução bíblica para o desejo das coisas materiais não é a negação de tais, mas sim um coração humilde que reconhece que tudo que temos e somos vem do Senhor. São dadivas!
As escrituras hebraicas são bastante “mundanas”, Gênesis 1:28 dá a diretriz ao ser humano; estabeleça a raça humana na terra e não fuja dela. Confira: “Assim diz o Senhor, teu redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o Senhor que faço tudo, que sozinho estendo os céus, e espraio a terra por mim mesmo;” Isa 44:24. O Senhor está interessado em todos os aspectos da vida humana, tendo nos dado tantos prazeres para desfrutarmos, assim revelando seu amor por nós. Eclesiastes 2:24 diz: “ Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus.” Até mesmo um amigo de Davi de 88 anos de idade bem próximo de sua morte mostra sua preocupação em estar hábil para gozar a vida comendo, bebendo e cantando (2 Sam 19:32-37).
Dentro dessa riqueza cultural e tradição, Jesus confirma a criação e a ordem material no seu tempo aqui na terra. Nos evangelhos lemos de camponeses, pescadores, flores, pássaros, casamentos, comida, bebida, celebração etc… o Senhor do universo não é só o invisível mas também tangível e terreno. Ele não chamou homens e mulheres para escapar desse mundo mas sim para agir dentro dele de forma responsável e grata pelas benções materiais que o Senhor criador derramou sobre eles. Como Paulo disse; “Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso;” 1 Cor 3:21. Com freqüência muitos cristão estão tão preocupados com as coisas “espirituais” que se esquecem de aproveitar as dadivas do Senhor e serem gratos a Ele pelas mesmas.
Uma demonstração clássica desse dualismo é quando alguém em sua comunidade precisa de algo tangível na sua vida material; exemplo, uma visita, uma ajuda financeira, uma oportunidade de emprego etc… muitos na comunidade se oferecem a ajudar com uma oração ou com uma promessa de compromisso de oração diária por esse/aquele problema. Então o que se originou no “mundo material” será resolvido no “mundo espiritual”, aqui vemos a confusão que o dualismo causa. Tiago diz “Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” Tiago 2:18. Se está no teu poder de fazer algo concreto por aquela pessoa e você não o faz sua oração não vale de nada. Afinal o Senhor não tem mãos, pernas e boca, Ele usa seus servos, você! Para ir, agir e falar por Ele. Claro que se você estiver disposto.
“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e nào lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.” Tiago 2:14-17.
II – Casar ou não casar?
Outro aspecto em que o dualismo afetou a igreja foi na vida familiar. Como dito antes a filosofia grega via o corpo como inferior ao espirito, estavam constantemente em atrito, o corpo era repugnante, corruptível e fonte de pecado. Com o crescimento da igreja e absorção dos gentios chegou ao ponto onde a igreja tinha mais adeptos de origem gentílica do que hebraica, com pouco tempo dessa transformação demográfica a liderança foi assumida por gentios, então todo o conceito de vida familiar e casamento começou a ser moldado dentro da filosofia grega. O casamento começou a ser visto com uma certa desconfiança e um mal necessário, era uma forma inferior de vida porque era a manifestação do consentimento dos desejos carnais. Por falta de entendimento o casamento passou a ser uma relação questionável ao invés de um presente do Senhor para ser desfrutado. Gen 1:31.
A bíblia afirma claramente a instituição do casamento como sendo, santa, honrosa e imaculada. 1 Tim 4:3-4, Heb 13:4. Ela nunca tratou o corpo humano e suas funções de forma vergonhosa e obscena, o livro Cânticos dos cânticos celebra a sexualidade e o amor humano de forma arrojada. O povo hebreu vivia um vida física repleta de prazeres mas não de forma hedonista, o povo hebreu diferente dos povos do mediterrâneo não ensinavam o celibato como forma superior de vida.
As páginas da história da igreja revelam como a comunidade cristã gentílica torceu o conceito judaico do casamento, vejamos alguns exemplos através dos séculos:
1- Padre e freiras que faziam de castidade eram vistos como pessoas mais próximas de D-us porque eles negavam os prazeres desse mundo de tentações. Alguns desses evitam até mesmo tomar banho com medo de se verem nus e assim pecarem. Alguns mais radicais pregaram que o casamento era uma forma de vida poluída e que um pessoa não poderia ser salva se vivesse esse tipo de relacionamento.
2 – Jerónimo de Estridão (c. 347 – 30 de setembro de 420) escreveu “Aquele que ama sua esposa de forma fogosamente é um adultero” (My beloved is Mine: Judaism and Marriage) pg 176.
3 – Agostinho de Hipona (13 de novembro de 354 – 28 de agosto, 430) escreveu “Os patriarcas do povo hebreu teriam preferido fazer a vontade de D-us do que multiplicar e crescer…. eles devem ter tido relações sexuais com relutância só para fazer o mandamento de D-us de multiplicar.
4 -Tomás de Aquino 1274, escreveu “cada ato carnal feito é um vicio da natureza que gravita em direção ao homicídio”.
5 – Martinho Lutero 1546, escreveu “…o celibato é o remédio para o desejo carnal… a cura para os desejos sexuais reprimidos que atormenta a vida de cada ser humano”, “não importa o louvor que é dado ao casamento, eu não vou conceber que não seja um pecado”.
6 – Em tempos modernos o Papa Pius XII escreveu “censuro severamente aqueles que apesar dos ensinamentos da igreja, dão preferência ao casamento acima do principio da virgindade” Afirmações como essas mostram que o princípio do celibato ainda é bastante reverenciado entre alguns cristãos.
A igreja católica até os dias de hoje prega a perpétua virgindade de Maria, nessa visão dualista do mundo onde o corpo humano é associado com o pecado, Maria nunca poderia ter tido relações sexuais or conceber filhos. Portanto os filhos que ela teve que bíblia menciona em Mat 13:55-56 eram filhos de um casamento anterior de José. Resumindo a igreja ao abandonar as raízes hebraicas que a sustentavam se expôs a ensinamentos estranhos que ao passar dos séculos se infiltraram em sua doutrina e distorceram sua identidade. Portanto há uma urgente chamada ao regresso as suas raízes.

Baseado do Livro “Our Father Abraham” de Marvim R Wilson. Chapter 10.
(Encorajo aos que entendem inglês a ler esse livro)
Tradução livre: Adivalter Sfalsin

A esperança que se adia faz adoecer o coração.

A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida. Provérbios 13:12.
A minha porção é ADONAI, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Lamentações 3:24

Ao passar pelo vale da solidão, ansiedade e grande desapontamento, ADONAI ouviu nossa suplica e atendeu o desejo do nosso coração. Teremos mais um(s) filho(a), “o choro pode durar toda a noite mas a alegria vem pela manhã” Salmos 30:5.
Que mais podemos dizer? Senão:

Baruch ata Adonai
Baruch ata Adonai, Elohênu
Baruch ata elohê avotênu…

Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais

Deus de Abraão, de Isaque e Jacó
O grande, o Poderoso e Temido Deus
Altíssimo Deus que concede boas mercês
que possui tudo e recorda a piedade dos patriarcas
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais

que com grande amor fará vir um Redentor
aos descendentes deste patriarca, por amor do seu nome
O Rei auxiliador, salvador e escudo!
Bendito sejas tu , Eterno, escudo de Abraão
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais

tu sustenta a vida com misericórdia
ressuscitou os mortos com grande piedade
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais
ampara os caídos e sara os doentes
Tu Eterno, és Poderoso para sempre
és tu que ressuscitas os mortos e és potente em salvar

Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais
Afrouxa as ataduras dos que estão em grilhões
e confirmas a tua fidelidade aos que dormem no pó

Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus
Bendito sejas tu, Deus de nossos pais
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus

Ao passarmos por provações e pelo vale da sombra da morte temos duas opções bem distintas, Primeira; na busca de respostas para nossa dor viramos nossas costas a D-us negando sua existência como uma forma de protesto para com o altíssimo. O resultado é que ficamos ainda mais desesperados e confusos por que não há uma alternativa lógica e racional para a dor e o sofrimento.
Segunda; mesmo sofrendo reconhecemos que ELE é soberano sobre nossas vidas, mesmo sem entender o porque da dor. Podemos estar certos de que ELE sofre connosco, ELE chora quando choramos e se alegra quando nos alegramos. As garantias são eternas como escreveu o grande Rei Davi: “o Senhor é o meu pastor e nada me faltará, ainda que andasse pelo vale da sombra da morte tu estás comigo” Sl 23:1. Lemos o salmos 23 e muitas vezes esquecemos de ler o 22, o 23 é a continuação lógica do 22. A Bíblia como conhecemos foi dividida em capítulos e versículos no século 16, a primeira divisão de capítulos se deu no século 13 e em seguida de versículos. Como mostra o salmo 22 sentir-se abandonado ou decepcionado com D-us não é algo novo, faz parte da experiência humana, o que faz a real diferença é reconhece-lo e nossa vida mesmo na dor.
O resultado se faz presente nas palavras do Rei Davi:

“Direi de ADONAI: Ele é o meu Senhor, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei. Sl 91:2

 

Autor: Adivalter Sfalsin