DIA 1 DE JANEIRO PARA O JUDAÍSMO.

O QUE SIGNIFICA O DIA 1 DE JANEIRO PARA O JUDAÍSMO?

 

No ano 46 antes de Cristo o imperador romano Júlio César estabeleceu pela primeira vez o primeiro de janeiro como o dia do Ano Novo. Janus era o deus romano dos portões, e tinha duas faces, uma olhando para a frente e uma para trás. César sentiu que o mês sendo nomeado com o nome deste deus (“Janeiro”) seria a “porta” apropriada ao novo ano. César celebrou o primeiro 01 de janeiro como Ano Novo, ordenando um conflito violento com as forças revolucionários judaicas na Galiléia. Testemunhas escreveram que o sangue fluía nas ruas.

 

Quando o Cristianismo se espalhou, feriados pagãos ou foram incorporados ao calendário cristão ou abandonados. No início do período medieval a maioria da Europa cristã considerava o Dia da Anunciação (25 de março) como o início do ano. (Segundo a tradição católica, o dia da Anunciação comemora o anúncio do anjo Gabriel a Maria que ela estaria gravida e que conceberia um filho que seria chamado de Jesus.)

 

Depois que Guilherme, o Conquistador (conhecido também como “William bastardo” ou “Guilherme da Normandia”) tornou-se rei da Inglaterra em 25 de dezembro de 1066, ele decretou o retorno inglês para a data estabelecida pelos pagãos romanos, 01 de janeiro. Este movimento garantiu que a comemoração do nascimento de Jesus (25 de Dezembro) se alinhasse com a coroação de William, e a comemoração da circuncisão de Jesus (01 de janeiro) iniciando-se assim o novo ano – ligando assim os calendários inglês e cristão em sua coroação. Esta inovação de William foi finalmente rejeitada, e a Inglaterra voltou a fazer como o resto do mundo cristão e voltou a celebrar o Dia do Ano Novo em 25 de março.

 

Em 1582, o Papa Gregório XIII (conhecido também como “Ugo Boncompagni”, 1502-1585) abandonou o calendário juliano tradicional. Pelas contas do Juliano, o ano solar composto por 365,25 dias, e a intercalação de um “dia bissexto” a cada quatro anos tinha a intenção de manter a correspondência entre o calendário e as estações do ano. No entanto, houve uma pequena imprecisão na medição do Juliano (o ano solar é na verdade 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos = 365,2422 dias). Essa pequena imprecisão fez com que o calendário juliano atrasasse as estações do ano, um dia por século. Embora esta regressão ainda fosse de 14 dias no seu tempo, o Papa Gregório, baseou sua reforma sobre a restauração do equinócio vernal, que caia dia 11 de março, para a mesma data que ocorreu 1257 anos antes, quando Concílio de Nicéia foi convocado (21 de março de 325 d.e.c). O Papa Gregório fez a correção avançando o calendário em 10 dias.

 

No dia do Ano Novo de 1577 o Papa Gregório XIII decretou que todos os judeus romanos, sob pena de morte, deveriam ouvir atentamente um sermão de conversão da Igreja Católica proferido de forma obrigatória nas sinagogas romanas depois das reuniões religiosas nas sexta-feiras. No dia do Ano Novo de 1578 Gregório assinou uma lei que forçava os judeus a pagar uma “taxa de apoio” a uma “Casa de conversão”, para converter judeus ao cristianismo. E no Ano Novo de 1581 Gregório ordenou às suas tropas que confiscassem toda a literatura sagrada da comunidade judaica de Roma. Milhares de judeus foram assassinados nesta campanha.

 

Ao longo dos períodos medieval e pós-medieval, 01 de janeiro – supostamente o dia da circuncisão de Jesus – foi reservado para atividades anti-judaicas: queimando sinagogas e livros, atos de torturas públicas e homicídios .

 

O termo em Israel para as comemorações da noite de Ano Novo é “Sylvester (Silvestre)”. Silvestre era o nome do “santo” do Papa romano, que reinou durante o Concílio de Nicéia (325 d.e.c). No ano antes do Concílio de Nicéia ser convocado, Silvestre convenceu Constantino a proibir os judeus de viver em Jerusalém. No Concílio de Nicéia, Silvestre organizou a aprovação de uma série de legislações violentamente anti-semitas. A todos os “santos” católicos foi concedido um dia em que os cristãos celebram e prestam homenagens à sua memória. 31 de dezembro é o de dia de São Silvestre – assim as comemorações do Ano Novo da noite de 31 de dezembro terminaram por coincidir com as da memória de Silvestre.

 

Assim sendo, enquanto bilhões de pessoas no mundo comemoram esta data bebendo e festejando, judeus de Israel em sua maioria apenas a recordam como mais uma data trágica na historia deste povo. Mais uma marcada por fortes declarações anti-semitas e pessoas tentando nos impedir de viver em Jerusalém! Mas este ano podemos comemorar, pois o povo judeu vive e em Jerusalém!!

 

Feliz Ano Novo a todos que seguem o calendário gregoriano!! Muita luz e paz!
 
Autor: Adivalter Sfalsin

5 pensamentos sobre “DIA 1 DE JANEIRO PARA O JUDAÍSMO.

  1. É realmente uma pena que para fins práticos acabamos tendo que seguir esse calendário. Em nada contribui para o entendimento bíblico. Melhor seria se seguíssemos o calendário proposto nas Escrituras.

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  2. Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nacoes…
    O meu pais e sua costa de assassinos, covardes, estrupadores e ladroes…
    Vamos celebrar a estupidez do povo…
    Muito bom o artigo e vamos celebrar, celebrar. Enquanto isso o lema dessa igreja infernal e controlar, manipular e etc….
    ; – )

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