Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, Salmos 55:22

Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e ele te susterá; não permitirá jamais que o justo seja abalado Salmos 55:22

“Lança teu fardo sobre Adonai”

Imagine que você está dirigirindo um carro ao longo de uma estrada e de repente percebe que os freios foram removidas do pedal de freio e as rodas foram desconectadas do volante. Em pânico, você aperta o pedal até o fundo e tenta virar o volante freneticamente sem nenhum sucesso com o carro totalmente fora de controle, a sua melhor chance seria  abrir a porta e saltar. No entanto, sem perceber que na verdade você perdeu o controle você ainda tentar mantê-lo na estrada e a cada minuto que passa sua vida está em perigo se não sair do mesmo.

Embora tais acontecimentos dramáticos felizmente não ocorrem todos os dias, devemos perceber que realmente não temos controle sobre muitas coisas em nossa vida. Tentar exercer controle onde não é possível só piora a situação, pois assim como no exemplo acima, a solução é entregar nossos anseios e dores a Adonai e descansar Nele. Qualquer outra alternativa será inútil.

Muitas pessoas tomam uma decisão que pesam ser apropriada e acompanham a mesma com uma oração para o sucesso, outros consideram a oração apenas como último recurso. Adonai ouve a oração de todos, independentemente das circunstâncias em que é dita. Independentemente da tua atitude, decisão-oração ou oração como último recurso, precisamos aprender que há muitas situações totalmente fora do nosso controle e o importante é ter a atitude correta em relação a mesma.

Podemos não gostar de enfrentar a realidade, mas negá-la é perigoso.

Autor: Abraham Twerski

Tradução: A S Assis

Mente Hebraica x Grego/Romana Parte 3

Continuação
Ao abordarmos as escrituras Hebraicas com nossa mente Grego-Romana que é altamente científica sem a devida  consideração podemos produzir distorções exegéticas grotescas. Ao tentar entender a cultura hebraica dos dias bíblicos assim como aqueles que viviam nesse tempo vamos experimentar um choque cultural devido a diferença cultural e visão do mundo, seus padrões de pensamento eram bastante distinta do nosso, seus valores e percepções eram radicalmente diferente. A Bíblia foi escrita em uma era pré-científica. A língua hebraica em si é bastante diferente do nosso em muitos aspectos infelizmente muito foi perdido na tradução.
       Quando estudamos as Escrituras, ou quando consideramos a natureza do início do Novo Testamento na comunidade messiânica, temos de levar em conta as diferenças entre o pensamento hebraico e helenístico. Intelectualmente, nós somos gregos, não hebreus. Nós aplicamos raciocínio baseado nas teorias de Aristóteles e Sócrates em quase tudo que analisamos, mesmo não tenho consciência, devido ao método de ensino que fomos submetidos toda a nossa vida através da cultura em que vivemos. É extremamente difícil se desvincular  desses padrões e entrar na mente hebraica. Temos uma certa insistência  em analisar tudo em padrões logicamente consistentes, em sistematizá-los, em organizá-los, teologias cuidadosamente fundamentadas. Não conseguimos conviver com inconsistência ou contradição confortavelmente. A Divindade tem que ser bem definida e estruturada rejeitamos a idéia hebraica de que D-us é simplesmente inefável, e que o Seu livro não se encaixa em nossa sistematização. Como Abraham Heschel escreveu: “Ao tentar sistematizar a Bíblia, que é cheia de vida, drama e tensão, a uma série de princípios seria como tentar reduzir uma pessoa viva a um diagrama” – Livro – D-us em Busca do Homem por Abraham Heschel, p. 20.
      A mente ocidental, quando procura compreender as Escrituras ou o que significa ser um “cristão”, cria seus próprios dilemas exegéticos e teológicos. (“Se D-us é todo-poderoso, poderia ele criar uma pedra tão pesada que não conseguiria levantar?” Ou “Se D-us é amor, então por que ele permite que o mal aconteça …?”) Incansavelmente tentamos organizar tudo em blocos gerenciáveis e estruturas intelectuais, queremos que todas as perguntas sejam respondidas, todos os problemas sejam resolvidos, e todas as contradições resolvidas.
Em nossa busca incessante de transformar as Escrituras em um livro sistematizado de respostas teológicas sobre D-us, acabamos distorcendo seu conteúdo. Procuramos entender o incompreensível, D-us; tentamos transformar o abstrato em concreto. Mas, “Para a mente judaica, o entendimento de D-us não é alcançado referindo-se dentro do modo grego de qualidades intemporais de um ser supremo, ou idéias de bondade e perfeição mas sim experimentando Seu cuidado no nosso dia-a-dia, Sua atenção aos pormenores de nossa vida de forma dinâmica. Não ha muita importância em falar de sua bondade mas a ênfase é posta em Sua compaixão para com o homem individualmente.”(Heschel, p. 21). Em outras palavras, D-us não é “conhecido” no abstrato, mas em situações específicas em que Ele afirma-se como D-us sobre a vida de cada um. D-us é o que Ele se revelou, não o que teorizamos a Seu respeito. Vemos Sua interação com o povo de Israel por milhares de anos baseado em experiências tangíveis na vida de indivíduos.
      Se quisermos entender a Bíblia, e o que significa ser um seguidor de Yeshua ha Mashiach (Jesus, o Messias), então teremos que entende-la Hebraicamente, não Helenisticamente. Isso vai exigir uma mudança de paradigma filosófico e intelectual de nossa parte, isso vai significar abordar as escrituras a partir de um ângulo totalmente diferente.
Heschel também escreve: “Os gregos aprendiam a fim de compreender. Os hebreus aprendiam a fim de reverenciar. O homem moderno aprende a fim de usar” (ibid., p. 34).
 Autor: Brian Knowles
Tradução: A S A

Mente Hebraica x Grego/Romana Parte 2

Continuação

Principais diferenças entre mente Grego-Romana e Hebraica.

GR – A vida é analisada em categorias precisas.

H – Toda a vida se mistura em todos aspectos.

GR – Uma divisão clara entre o natural e o supernatural

H – O supernatural afeta toda a vida.

GR – Lógica linear.

H – Lógica em bloco e ciclica.

GR – Individualismo

H – Importância em ser parte do grupo

GR – Igualdade das pessoas

H -Valor vem de um lugar em hierarquias

GR – A concorrência é boa

H – A competição é mal (melhor cooperação)

GR – Universo é centrado no homem

H – Universo é centrado em D-us-tribo-família

GR –  Valor da pessoa com base em dinheiro-bens materiais-poder

H – Valor derivado das relações familiares

GR – Vida biológica é sagrada

H – A vida social extremamente importante

GR – Aleatoriedade + causa & efeito determinam o que acontece na vida

H – D-us causa tudo em seu universo

GR – Homem domina natureza através da compreensão e aplicação das leis da ciência

H – D-us domina tudo, portanto, relacionamento com Ele determina o resultado dos acontecimentos.

GR – Poder é obtido por meio dos negócios, da política e influências.

H – Poder social é resultado de padrões pré-ordenados por D-us.

GR – Tudo o que existe é o material

H – O universo está repleto de seres espirituais poderosos

GR – O Tempo é linear e dividido em segmentos precisos. Cada evento é um novo acontecimento.

H – O Tempo é cíclico. Eventos similares constantemente reaparecer, (O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Ecl 1:9)

GR – A História grava fatos objetivos e cronológicos.

H – A história é uma tentativa de preservar verdades significativas de forma significativa e memorável, não necessariamente fatos são  objetivos.

GR – Orientação para o futuro próximo.

H – Orientação para as lições da história.

GR – A mudança é progresso = bom.

H – A mudança é ruim = destruição das tradições.

GR – Universo evoluiu pelo acaso.

H – Universo criado por D-us.

GR – Universo é dominado e controlado pela ciência e tecnologia

H – D-us deu ao homem domínio sobre sua criação mas haverá  Prestação de contas a D-us.

GR – Bens materiais = medida de realização pessoal.

H – Bens materiais = bênção de D-us para ser compartilhado com outros.

GR – A fé cega

H – A fé é baseada no conhecimento – experiência pessoal e em grupo

GR – Tempo como pontos em uma linha reta, inicio-meio-fim (“neste momento no tempo …”

H – Tempo determinado pelo conteúdo (“No dia em que o Senhor fez …”)

Autor: Brian Knowles

Tradução: Adivalter Sfalsin