Dia 39 – Aliança que Cura

Dia 39 – Aliança que Cura

📅 Semana 6 – Conexão, Relacionamentos e Aliança

Tema: Lealdade que restaura

Nem toda ferida é curada com o tempo. Algumas só cicatrizam com a presença fiel de alguém que escolhe ficar mesmo quando seria mais fácil ir embora. A cura profunda, aquela que alcança a alma, quase sempre vem por meio da aliança. É no compromisso silencioso, no “estou aqui com você”, mesmo sem palavras, que as rachaduras internas começam a se fechar.

Vivemos em uma época de vínculos frágeis, de relações líquidas e descartáveis, onde a promessa de “para sempre” é trocada por “até quando for bom para mim”. Mas o Eterno nos chama a uma contracultura: alianças que curam, vínculos que restauram, lealdade que não desiste. O verdadeiro amor não se manifesta apenas nas emoções, mas na decisão firme de estar presente. De não fugir quando o outro falha, de não recuar quando a relação exige sacrifício.

A aliança tem poder de cura porque comunica segurança. E segurança gera espaço para arrependimento, reconstrução e transformação. D‑us sempre nos tratou assim. Mesmo quando erramos, Ele não desiste de nós. Mesmo quando corremos, Ele permanece fiel. Essa fidelidade do céu é o modelo que Ele espera de nós aqui na terra.

E hoje, a Contagem do Omer nos convida a nos tornar esse reflexo da aliança divina na vida de alguém. Não se trata de ser forte o tempo todo, nem de acertar sempre, mas de decidir amar com constância, mesmo quando seria mais fácil desistir. Se há uma ferida no outro que só sua presença pode alcançar, talvez D‑us esteja te chamando hoje a ser o bálsamo vivo que cura através da lealdade.

✨ Foco prático do dia:

Hoje, reforce uma aliança em sua vida. Reafirme sua presença a alguém que esteja passando por uma fase difícil. Um gesto, uma palavra ou simplesmente estar ali, isso pode ser o remédio que aquela pessoa mais precisa.

📖 Tanakh – Isaías 54:10

“Ainda que os montes se retirem, e os outeiros sejam removidos, todavia a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o Senhor, que se compadece de ti.”

Essa promessa poderosa revela a natureza do amor de D‑us: imutável, inabalável, fiel. Ainda que tudo mude, Ele permanece. Essa é a base da nossa segurança espiritual e o modelo para nossos relacionamentos. Ser como D‑us é cultivar alianças que não são levadas pelos ventos das circunstâncias, mas que permanecem como abrigo nos dias de tempestade.

📖 Novo Testamento – Hebreus 13:5

“Nunca te deixarei, jamais te abandonarei.”

Aqui, a fidelidade de D‑us se torna pessoal. Ele não é apenas fiel em termos teológicos — Ele é fiel a você. Essa é uma declaração de presença constante. Se fomos criados à imagem de D‑us, então também somos chamados a carregar essa mesma fidelidade nas relações com os outros. Permanecer. Sustentar. Curar com nossa constância.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

💭 Há alguém em minha vida precisando apenas saber que não está sozinho?

💭 Tenho valorizado minhas alianças ou as tratado como conveniência?

💭 O que posso fazer hoje para que alguém se sinta amado e seguro, como D‑us faz comigo?

💭 Será que estou fugindo de algum compromisso por medo, quando na verdade fui chamado a permanecer?

Relacionamentos que curam não são feitos de promessas vazias, mas de atitudes consistentes. O amor leal tem poder de regenerar vidas, restaurar esperanças e apontar o caminho de volta quando tudo parece perdido. Hoje, seja esse sinal. Escolha a fidelidade. Escolha a cura.

Vamos juntos?

O Dia 39 da Contagem do Omer nos lembra que as alianças mais sagradas não são as feitas com palavras solenes, mas aquelas firmadas na prática diária do amor que permanece. Quando decidimos ficar, mesmo quando tudo convida à fuga, estamos encarnando o caráter de D‑us no mundo.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação. Estamos cada vez mais perto do Dia 50, e cada passo nos torna mais inteiros.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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Intimidade com D‑us

Dia 38 – Intimidade com D‑us

📅 Semana 6 – Conexão, Relacionamentos e Aliança

Tema: Cultivar relacionamento com o Eterno

Há relacionamentos formais, distantes, superficiais e há conexões profundas que transformam a alma. Nem todo relacionamento é íntimo. E com D‑us, não é diferente. Há quem o conheça de ouvir falar, de ler sobre Ele, de escutar sermões ou participar de cultos com frequência. Mas ainda não teve com Ele um encontro pessoal, secreto e transformador.

Intimidade não nasce da distância. Ela não floresce na correria nem na repetição mecânica. Intimidade com D‑us se constrói com tempo, silêncio, vulnerabilidade, escuta e entrega. Ela brota na quietude de um coração que se coloca disponível, mesmo sem palavras. Cresce quando deixamos de tentar impressionar e passamos a simplesmente estar.

Hoje, a Contagem do Omer nos chama a dar um passo além da religiosidade. A proposta é ousada e íntima: cultivar um relacionamento real com o Criador do universo. D‑us não é uma ideia filosófica ou uma força impessoal. Ele é uma Pessoa que deseja ser conhecida. Ele fala, escuta, responde, espera. Ele tem segredos, desejos, sentimentos. Ele se entristece, se alegra, se move por amor.

Ele nos criou para comunhão, não para ritualismo. Para relacionamento, não para formalismo. Não basta fazer coisas para Ele, se não paramos para estar com Ele. Não basta falar dEle, se não sentamos a sós para escutá-lo. A intimidade exige que abramos espaço. Espaço no tempo. Espaço na alma. Espaço no coração.

💭 Intimidade começa onde termina a pressa.

💭 Ela não exige perfeição, apenas verdade.

💭 E quanto mais nos aproximamos dEle, mais conhecemos a nós mesmos.

✨ Foco prático do dia:

Separe hoje um momento exclusivamente seu com D‑us. Desligue o celular, feche a porta, abra o coração. Ore, escreva, leia os Salmos ou apenas fique em silêncio, e permita que Ele fale.

📖 Tanakh – Salmos 25:14

“O segredo do Senhor é para os que o temem, e ele lhes fará saber a sua aliança.”

Esse versículo é uma chave espiritual. O Eterno tem segredos reservados aos que o reverenciam com amor e humildade. Não se trata de medo, mas de uma admiração que gera aproximação. Quem teme a D‑us com sinceridade é convidado à intimidade. Ele revela Sua aliança aos que escolhem estar perto.

📖 Novo Testamento – Tiago 4:8

“Chegai-vos a D‑us, e ele se chegará a vós.”

Tiago nos ensina que a intimidade é uma escolha de ambos os lados. D‑us está pronto para se aproximar, mas espera que demos o primeiro passo. Quando nos voltamos a Ele com sinceridade, Ele responde com presença. Intimidade com D‑us não é para os apressados, mas para os que param tudo para estar com Ele.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

💭 Estou mais preocupado em fazer coisas para D‑us ou em estar com Ele?

💭 Quando foi a última vez que desliguei tudo só para estar a sós com o Criador?

💭 Tenho tratado minha relação com D‑us como prioridade ou como mais um item da agenda?

Hoje, pare tudo. Vá ao lugar secreto, o espaço onde só vocês dois se encontram. D‑us está te esperando, não para cobrar, mas para se revelar. Intimidade não se força, se permite. E quando você decide buscar, Ele decide se mostrar.

Vamos juntos?

O Dia 38 da Contagem do Omer nos desafia a não apenas crer em D‑us, mas conhecê-lo. E mais: desfrutar da amizade dEle. Intimidade não é luxo espiritual, é necessidade da alma. E nesse lugar secreto, tudo muda. Porque onde há presença, há transformação.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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Teologia da Substituição

Teologia da Substituição

Uma Narrativa Incompleta e Perigosa

A chamada “Teologia da Substituição” ensina que a Igreja substituiu Israel nas promessas e propósitos de D‑us. Em sua forma mais simples, essa doutrina declara que o povo judeu, ao rejeitar Jesus como Messias, foi rejeitado por D‑us, sendo a Igreja agora o “novo Israel”, herdeira das alianças, das bênçãos e da missão salvífica. Essa visão não é apenas teologicamente frágil, ela é historicamente danosa e espiritualmente empobrecedora. Ela se sustenta em cinco pilares principais: 

  1. D‑us rejeitou o povo judeu como instrumento dos Seus propósitos por terem rejeitado o Messias; 
  2. As alianças feitas com os patriarcas foram anuladas; 
  3. A Igreja assumiu o lugar de Israel como povo da aliança; 
  4. Todas as promessas feitas a Israel agora pertencem à Igreja; e 
  5. O moderno Estado de Israel não tem qualquer relevância especial nos planos divinos.

Essa teologia moldou séculos de doutrina cristã, influenciou decisões políticas e alimentou um antissemitismo teológico sutil, mas devastador. Basta abrir a Bíblia para perceber algo revelador: a divisão entre “Velho” e “Novo” Testamento. Essa separação, embora aparentemente neutra, carrega uma carga cultural que posiciona o Antigo como ultrapassado e o Novo como superior. Muitos absorvem inconscientemente a ideia de que o Antigo Testamento é uma sombra descartável, e que Israel perdeu sua relevância. Mas essa separação entre os testamentos não foi feita desde o início. Nos primeiros tempos da igreja, a única “Bíblia” usada era o que hoje chamamos de Antigo Testamento. A distinção entre “Antigo” e “Novo” começou a surgir por volta do século II, especialmente como reação a um homem chamado Marcião, que tentou rejeitar completamente o Antigo Testamento e excluir o D‑us de Israel da fé cristã. A Igreja, em resposta, começou a organizar melhor os escritos apostólicos e adotou os termos “Antigo” e “Novo Testamento”. Contudo, a forma como essa separação foi estabelecida acabou reforçando um viés antissemita. O “Antigo” passou a ser visto como judaico, imperfeito, enquanto o “Novo” foi exaltado como espiritual, cristão, superior. Essa dicotomia falsa criou uma teologia em que o Novo cancela o Antigo, quando, na verdade, eles estão profundamente conectados. O Novo cumpre o que o Antigo prometeu. Essa leitura promove um orgulho espiritual que distancia o cristão de suas raízes bíblicas e deturpa o caráter do próprio D‑us.

Essa herança de descontinuidade entre os testamentos teve efeitos práticos desastrosos. Durante séculos, o cristianismo institucional contribuiu para perseguições contra os judeus, acusando-os de “deicidas” e negando sua continuidade como povo da aliança. Esse tipo de teologia influenciou desde sermões medievais até políticas públicas, e até hoje afeta a forma como o povo judeu é visto no contexto cristão. Em vez de enxergar Israel como raiz viva da fé, muitos ainda o tratam como escombro do passado.

Boa parte dessa distorção vem da influência da filosofia grega sobre a teologia cristã. A tradição helenística, presente nos escritos dos chamados “pais da igreja”, Clemente de Alexandria, Justino Mártir, Basílio e Agostinho, reinterpretou a Bíblia com categorias filosóficas. D‑us passou a ser visto como uma “Primeira Causa”, um “Ser Perfeito”, inatingível, com atributos abstratos e impessoais. Em contraste, a Bíblia apresenta um D‑us pessoal, envolvido na história, que escolhe uma família, a de Abraão, e com ela estabelece um relacionamento íntimo, com promessas específicas, mandamentos concretos e presença real. Essa escolha foi o início de uma missão redentora universal, mas que passa pelo particular. Como Ele disse a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:3).

A Teologia da Substituição ignora que a aliança com Abraão foi unilateral. Em Gênesis 15, D‑us ordena a Abraão que prepare animais para um pacto, um ritual comum na antiguidade em que duas partes passavam entre os corpos partidos, assumindo obrigações mútuas. Mas, nesse caso, Abraão é colocado para dormir: 

“E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão…” (Gênesis 15:12).

Ele não passa entre os animais. Apenas D‑us o faz, representado por um fogo. Isso significa que Ele mesmo arcaria com as consequências do pacto, mesmo sabendo que o homem falharia. Mais tarde, Ele reafirma: 

“Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência… por aliança perpétua” (Gênesis 17:7). 

A palavra hebraica para “perpétua” é olam (עוֹלָם), que significa eternidade, continuidade, tempo indefinido. O Novo Testamento usa o termo grego aiōn (αἰών), como em Hebreus 13:8: 

“Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente”. 

Se D‑us pode romper uma aliança que chamou de eterna, como confiar que manterá Sua promessa de vida eterna para conosco?

Outro erro grave da teologia substitucionista é tratar Israel como uma sombra que perdeu sua função após Cristo. O teólogo Robert Reymond, por exemplo, escreveu que todas as promessas feitas à terra de Israel devem ser vistas como sombras, e que os cristãos são os verdadeiros herdeiros dessas promessas. Isso apaga a raiz da fé cristã. Paulo advertiu: “Não te glories contra os ramos, e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti” (Romanos 11:18). E reforça: “Porventura rejeitou D‑us o seu povo? De modo nenhum” (v.1). “O endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado” (v.25). A eleição de Israel está em suspensão parcial, com propósito. A rejeição não é total, nem definitiva. É fundamental reconhecer que, se o evangelho chegou até os gentios, isso se deu por meio de uma minoria fiel do povo judeu. Foram judeus que escreveram o Novo Testamento, que pregaram em Jerusalém e além, que sofreram perseguições e espalharam a mensagem do Messias. Negar a centralidade de Israel é ignorar a própria origem da fé cristã.

A teologia da substituição promove uma narrativa truncada: D‑us criou o mundo, o homem pecou, então enviou Jesus para salvar. Mas essa versão ignora a centralidade de Israel. A perspectiva hebraica vê a Bíblia como uma história contínua, com início, meio e fim. D‑us escolheu um povo para abençoar todas as nações, fez alianças com Noé, Abraão, e Israel, renovando-as ao longo da história. O Messias, descendente de Abraão e Davi, veio para cumprir essas promessas. Yeshua disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas, não vim para revogar, mas para cumprir” (Mateus 5:17). Ele não veio substituir, mas revelar a plenitude daquilo que já estava em andamento.

Ao contrário do D‑us abstrato dos filósofos, o D‑us de Israel: 

1- Liberta (Êxodo 20:2) 

2- Habita entre o povo (Êxodo 29:46)

3- Santifica (Levítico 11:45)

4- Sustenta órfãos e viúvas (Salmo 146:9)

5- E continua chamando Israel de “meu povo” (Romanos 11:1). 

Ele caminha com Seu povo, não os abandona.

Paulo, após seu encontro com Yeshua, jamais abandonou sua identidade judaica. Ele guardava o sábado (Atos 13:14), circuncidou Timóteo (Atos 16:3), e sua Bíblia era o Tanakh. Sua teologia não substitui Israel, mas inclui os gentios no plano divino. “Vocês estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa…” (Efésios 2:12). Agora, por meio de Yeshua, fomos enxertados, não como substitutos, mas como participantes. Reconhecer o papel contínuo de Israel na história da redenção não é apenas uma questão teológica, mas uma postura de humildade espiritual. É aceitar que fomos enxertados numa história que começou muito antes de nós, e que ainda está em andamento. É também um antídoto contra o orgulho religioso que, ao longo da história, gerou divisão, perseguição e cegueira espiritual.

A Teologia da Substituição apresenta um D‑us incoerente, que quebra alianças eternas. A aliança com Israel é unilateral, perpétua e irrevogável. Nós, gentios, fomos enxertados na oliveira cultivada, mas a raiz continua sendo Israel. Ignorar isso é não apenas ingratidão espiritual, mas um erro exegético. Como Paulo advertiu: “Não quero, irmãos, que ignoreis este segredo… para que não presumais de vós mesmos” (Romanos 11:25). Que sejamos humildes e gratos à fidelidade de D‑us, que jamais rejeitou Seu povo, e jamais quebrará Sua palavra.

Adivalter Sfalsin

Unidade na Diversidade

Dia 37 – Unidade na Diversidade

📅  Semana 6 – Conexão, Relacionamentos e Aliança

Tema: Conexão sem uniformidade

Vivemos em um mundo onde a diferença muitas vezes é vista como ameaça, e não como riqueza. Mas a aliança, na visão bíblica, não exige que todos sejam iguais, pensem igual ou ajam da mesma forma. Ela convida à comunhão sem imposição, à convivência sem necessidade de controle. A verdadeira conexão se dá quando escolhemos estar juntos apesar, e por causa, das nossas diferenças.

A Contagem do Omer hoje nos conduz a uma lição poderosa: a unidade não é uniformidade. D‑us não criou todos iguais, e isso não foi erro, foi arte. Cada pessoa carrega um tom, uma forma, um jeito único de refletir a luz do Criador. E quando essas cores se unem, o que se forma é uma imagem mais completa da beleza de D‑us.

💭 Ser diferente não é problema, é propósito.

💭 O desafio está em amar o outro sem precisar moldá-lo à sua imagem.

💭 O convite está em honrar a diversidade como parte essencial da aliança.

✨ Foco prático do dia:

Abrace hoje a diferença de alguém próximo a você. Faça um elogio sincero a uma qualidade que é diferente da sua.

📖 Tanakh – Salmos 133:1

“Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!”

Este salmo curto, porém profundo, nos mostra que há doçura e prazer onde há comunhão. Não se fala aqui de concordância total, mas de convivência harmoniosa. A união dos “irmãos” é agradável aos olhos de D‑us justamente porque acontece entre pessoas distintas que escolhem viver como família espiritual.

📖 Novo Testamento – 1 Coríntios 12:12

“O corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, formam um só corpo.”

Rav Shaul (Paulo) usa a metáfora do corpo para expressar a importância da diversidade na comunidade de fé. Um corpo onde tudo fosse igual não funcionaria. A mão não é o olho, e ainda assim ambas são essenciais. Cada parte tem seu lugar, sua função, sua dignidade. Quando entendemos isso, paramos de competir e começamos a cooperar.

Reflexão para aplicar hoje:

💭 Tenho valorizado quem é diferente de mim ou me fecho em círculos de afinidade?

💭 Em que momento recente fui tentado a rejeitar alguém por pensar ou agir diferente?

💭 Como posso contribuir para um ambiente mais unido, mesmo em meio à diversidade?

A beleza da aliança está em se unir mesmo sem ser igual. A maturidade espiritual aparece quando conseguimos amar não apenas os que nos entendem, mas também os que nos desafiam a crescer. Hoje, pratique o olhar que acolhe. O gesto que conecta. A palavra que une.

Vamos juntos?

O Dia 37 da Contagem do Omer nos desafia a ver D‑us na diversidade e a refletir a unidade dEle por meio da comunhão. Não é sendo iguais que nos tornamos um, mas sendo um mesmo sendo diferentes. E isso é um testemunho poderoso.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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Dia 36 – A Base dos Relacionamentos

Dia 36 – A Base dos Relacionamentos

📅 Semana 6 – Conexão, Relacionamentos e Aliança

Tema: Compromisso e lealdade

Relacionamentos verdadeiros não são feitos apenas de afinidade, mas de alicerces profundos como lealdade, compromisso e presença constante. Numa cultura em que vínculos são muitas vezes descartáveis e relações viram conveniência, D‑us nos chama a algo mais alto, mais duradouro, mais sagrado. A aliança não é baseada em sentimentos passageiros, mas em decisões contínuas. Amar, estar junto, manter-se fiel nos altos e baixos, tudo isso reflete o caráter do próprio D‑us, que permanece fiel mesmo quando falhamos.

A Contagem do Omer hoje nos convida a olhar para os nossos relacionamentos mais próximos e perguntar: estou presente ou apenas disponível quando me convém? Tenho sido constante, ou apenas emocionalmente reativo? Ser base na vida de alguém é um ato de maturidade espiritual. Não se trata de ser perfeito, mas de estar ali. Firme. Leal. A presença fiel cura mais do que mil palavras ditas à distância.

✨ Foco prático do dia:

Demonstre lealdade e constância a alguém hoje. Pode ser uma ligação, uma ajuda, um gesto prático que diga: “Eu estou aqui, com você.”

📖 Tanakh – Provérbios 17:17

“Em todo tempo ama o amigo e para a angústia nasce o irmão.”

Esse provérbio nos lembra que o verdadeiro amor se prova na constância. É fácil estar presente nos dias bons. Difícil é permanecer quando o outro está fraco, cansado ou até difícil de amar. Mas é nessa hora que nasce o “irmão”, ou seja, aquele laço profundo que ultrapassa o nível superficial da amizade. Ser leal na angústia é um dom que edifica, salva e transforma.

📖 Novo Testamento – João 15:13

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.”

Yeshua leva o conceito de amizade à sua expressão mais sublime: entrega total. O amor que Ele nos chama a viver não é teórico, é sacrificial. Dar a vida não significa necessariamente morrer por alguém, mas se entregar um pouco a cada dia. Tempo, atenção, escuta, apoio. Esse tipo de amor molda o mundo à imagem de D‑us.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

💭 Tenho sido leal às pessoas que amo, mesmo quando elas falham ou se afastam?

💭 Existe alguém em minha vida que precisa sentir que pode contar comigo, de verdade?

💭 Meus relacionamentos são baseados em aliança ou apenas em troca de benefícios?

Ser base é mais do que estar presente. É estar disponível de coração. É não desistir fácil. É permanecer firme quando tudo está abalado. A lealdade é o cimento invisível que sustenta amizades, casamentos, famílias, ministérios. Hoje, seja essa base. Escolha construir. Escolha ficar.

Vamos juntos?

O Dia 36 da Contagem do Omer nos lembra que a conexão verdadeira começa quando decidimos ser um porto seguro para o outro. D‑us é leal a nós mesmo quando falhamos. Que possamos refletir essa fidelidade nos nossos vínculos.

✨ Parabéns por chegar até aqui!

Se você está lendo isso, significa que já percorreu cinco semanas completas, e agora inicia a sexta semana dessa jornada espiritual. Isso é extraordinário. Foram dias de reflexão, entrega, prática e perseverança. Não é fácil tirar tempo todos os dias para olhar para dentro, mas você fez isso. E está colhendo os frutos.

Você está mais próximo de se tornar a pessoa que D‑us te chamou para ser. Continue. Cada passo conta. Cada pequeno avanço transforma. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo nessa jornada de transformação. Prepare seu coração. Os próximos dias trarão reflexões profundas sobre como amar com aliança.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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G‑d’s Clocks

G‑d’s Clocks

Understanding Time from a Biblical Perspective

Let’s start with an uncomfortable truth: you and G‑d do not share the same clock. In fact, if you think G‑d is late, it might be because you set your alarm to the wrong time zone. Biblically speaking, time is not just chronology. Time is a language. If you’ve ever wondered why divine promises seem delayed, or why some things happen at the “wrong time”, it may be because you’re trying to interpret kairos with chronos thinking or measuring olam with your digital planner. In this article, we’ll explore the biblical concepts of time in both Hebrew and Greek — not as linguistic curiosities, but as spiritual keys. Because to live wisely, hopefully, and purposefully, we must begin to understand time the way G‑d sees it.

In Hebrew: Time as Covenant, Rhythm, and Sacred Flow

  1. עֵת (‘êt) — Appointed Time – The most common Hebrew word for time, ‘êt, doesn’t refer to seconds or minutes. It speaks of meaningful moments. Of windows. Of divine cycles. It’s the kind of time that leads Solomon to say: “To everything there is a season, and a time for every purpose under heaven” (Ecclesiastes 3:1). This is not stopwatch time it’s discernment time. Knowing when to speak and when to stay silent. When to plant, when to harvest. When to wait, and when to act. Those who live by ‘êt become spiritual dancers learning to hear Heaven’s melody and move with its rhythm.
  2. 2. מוֹעֵד (mo’ed) — Sacred Time – This word is used for G‑d’s appointed feasts: Passover, Shavuot, Sukkot… times etched into the divine calendar for encounters with the Eternal. In Leviticus 23, G‑d calls these mo’adim times set by Him, not by culture or convenience. Mo’ed teaches us that time is not neutral. It can be consecrated. It can be prophetic. It can become a stage where the Creator meets His creation. To miss a mo’ed is like skipping a meeting you didn’t even know was booked in your name.
  3. 3. יוֹם (yom) — Day, Season – Literally “day”, but with a broader range. Yom can refer to a journey, a phase, or a time of divine manifestation. For instance, “the Day of the Lord” (Yom YHWH) is not 24 hours it’s a period of decisive intervention from G‑d.Understanding yom reminds us: not all days are equal. And “today” might be the acceptable day of salvation (Isaiah 49:8).
  4. 4. עוֹלָם (olam) — Eternity –  Olam is a fascinating word it implies something hidden, unreachable, like a horizon. It can mean ancient past, endless future, or G‑d’s eternal present. When Scripture says G‑d is “from everlasting to everlasting” (Psalm 90:2), the word is olam. In short, G‑d is not bound by our counting. He works outside of time, yet chooses to reveal Himself within it.

In Greek: Time as Crisis, Opportunity, and Transition

1. χρόνος (chronos) — Sequential Time – The classic clock time: days, hours, calendars. Chronos is the time in which you age, sit in traffic, pay bills. It’s the time that makes you wonder, “Why hasn’t it happened yet?” But it’s also the time where discipline is forged, faithfulness tested, and consistency cultivated. Because while you think nothing is happening, G‑d is deepening your roots. Sometimes His silence is not absence it’s hidden work. While you wait for visible answers, He’s strengthening your faith, character, and maturity. So that when the right time arrives, you not only bloom you endure. What’s invisible today supports what becomes visible tomorrow. Think of Joseph in Egypt. He spent roughly 13 years between being sold as a slave and imprisoned unjustly, with no promise fulfilled, no way out in sight. Yet, in that time, G‑d was shaping a governor — instilling humility, discernment, and preparation. When kairos arrived, Joseph was ready. Without depth, he would’ve collapsed under the pressure. But instead, he sustained an entire nation and his own family through crisis.

2. καιρός (kairos) — Opportune Time – The preacher’s favourite. Kairos is that moment when Heaven breaks in. It’s the time to act, to believe, to take your place. In Mark 1:15, Yeshua says: “The time (kairos) is fulfilled, and the Kingdom of G‑d is at hand.” Kairos is not predictable but it is discernible. It requires spiritual awareness. Those who miss their kairos may end up like the five foolish virgins with no oil (Matthew 25).

3. αἰών (aiōn) — Age, World, Eternity – Used to contrast this current age with the one to come. The present aiōn is marked by brokenness and decay. But a new aiōn is approaching where righteousness dwells. When Paul writes, “Do not be conformed to this world” (Romans 12:2), the word is aiōn. Don’t conform to the patterns of this age live as a citizen of the next.

4. ἡμέρα (hēmera) — Day – Like the Hebrew yom, hēmera can be literal or symbolic. “The Day of the Lord” in the New Testament isn’t just a date on the timeline it’s an eschatological moment. A reckoning. A revelation.

What does this change in your life? Everything. Literally everything. If you don’t see time the way G‑d does, you’ll pray in anxiety, wait in frustration, and act in haste. But once you learn to distinguish chronos from kairos, to honour the mo’adim, to perceive the days, and to live with your eyes on eternity your spiritual life steps into another dimension. You stop asking, “Why hasn’t it happened yet?” And start asking, “What is G‑d trying to teach me in this time?” You stop comparing your timeline with others, and start trusting that your kairos will come. You realise that G‑d’s “delay” is actually a perfect synchronisation between human chronos and divine kairos. And when that alignment happens, everything changes.

And if you feel out of time… Maybe you are. But only out of your time. Because in G‑d’s time, nothing is wasted. And if you’re still breathing, then kairos still lies ahead. The question is: will you keep forcing your chronos, or will you learn to dance in rhythm with kairos? Maybe it’s time to throw away the clock. Or at least, sync it with Heaven.

Adivalter Sfalsin

Os Relógios de D‑us

Os Relógios de D‑us

Entendendo o Tempo na Perspectiva Bíblica

Vamos começar com uma verdade desconfortável: você e D‑us não têm o mesmo relógio. De fato, se você acha que D‑us está atrasado, a culpa é sua por ter ajustado o despertador no fuso errado. Porque, na perspectiva bíblica, o tempo não é apenas cronologia. O tempo é uma linguagem. Se você já se perguntou por que as promessas divinas parecem atrasar, ou por que certas coisas acontecem no “tempo errado”, talvez seja porque você está usando “chronos” para entender o “kairos”, ou tentando medir o “olam” com se fosse um aplicativo de agenda. Neste artigo, vamos explorar os conceitos bíblicos de tempo no hebraico e no grego, não como curiosidades linguísticas, mas como chaves espirituais. Porque entender o tempo como D‑us entende é essencial para viver com sabedoria, esperança e propósito.

No Hebraico: Tempo como Aliança, Ritmo e Sagrado

1. עֵת (“‘êt”) — Tempo designado – A palavra mais comum para tempo no hebraico é “‘êt”. E ela não fala de segundos ou minutos. Ela fala de momentos significativos. De janelas. De ciclos. É o tipo de tempo que faz Salomão dizer: “Para tudo há uma estação, e um tempo para cada propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1). Esse não é o tempo do cronômetro, é o tempo do discernimento. Saber quando falar e quando calar, quando plantar e quando colher, quando esperar e quando agir. Quem vive segundo o “‘êt” é um dançarino espiritual: aprende a ouvir a música do Alto e seguir o ritmo.

2. מוֹעֵד (“mo’êd”) — Tempo sagrado – Esta palavra é usada para as festas de D‑us: Pêsach, Shavuot, Sukkot… tempos marcados no calendário divino para encontros com o Eterno. Em Levítico 23, D‑us chama essas festas de “mo’­edim” — tempos determinados por Ele, não por conveniência cultural. O “mo’êd” nos ensina que o tempo não é neutro. Ele pode ser consagrado. Ele pode ser profético. Ele pode ser um palco onde o Criador marca encontro com a criação. Perder um “mo’êd” é como faltar a uma reunião que você nem sabia que estava na agenda.

3. יוֹם (“yom”) — Dia, época – Literalmente “dia”, mas com significados muito mais elásticos. Pode significar uma jornada, uma fase, ou um tempo de manifestação. Por exemplo, “o Dia do Senhor” (יוֹם יָהוֹה) não é 24 horas. É um período de intervenção decisiva de D‑us na história. Entender o “yom” é lembrar que nem todo dia é igual. E que o “hoje” pode ser o dia aceitável da salvação (Isaías 49:8).

4. עוֹלָם (“olam”) — Eternidade – A palavra “olam” é fascinante porque significa algo oculto, inalcançável, como um horizonte. Pode ser o passado remoto, o futuro sem fim, ou o eterno presente de D‑us. Quando se diz que D‑us é “de eternidade a eternidade” (Salmo 90:2), a palavra é “olam”. Ou seja: D‑us não é limitado por nossas contagens. Ele age de fora do tempo, mas se revela dentro dele.

No Grego: Tempo como Crise, Oportunidade e Transição

1. χρόνος (“chronos”) — Tempo sequencial – O bom e velho tempo do relógio. Dias, horas, calendário. O “chronos” é o tempo em que você envelhece, espera no trânsito, paga boletos. É o tempo em que você se pergunta: por que ainda não aconteceu? Mas é também o tempo onde você constrói disciplina, fidelidade, constância. Porque enquanto você acha que nada está acontecendo, D‑us está cultivando profundidade. Às vezes, o silêncio de D‑us não é ausência, é obra oculta. Enquanto você espera por respostas visíveis, Ele está fortalecendo suas raízes, fé, caráter, maturidade para que, quando o tempo certo chegar, você não apenas floresça, mas permaneça firme. O invisível de hoje sustenta o visível de amanhã. Lembre-se de José do Egito. Ele passou cerca de 13 anos entre ser vendido como escravo e depois preso injustamente sem promessa cumprida, sem saída visível. Mas ali, D‑us estava moldando um governador, forjando humildade, discernimento e preparo. Quando o kairos chegou, José estava pronto. Sem profundidade, ele teria afundado no primeiro teste. Mas ele sustentou o Egito inteiro, incluindo sua família durante tempos difíceis.

2. καιρός (“kairos”) — Tempo oportuno – Aqui está o queridinho dos pregadores. “Kairos” é aquele momento em que o céu invade a terra. É o tempo de agir, de se posicionar, de crer. Em Marcos 1:15, Yeshua diz: “O tempo \[“kairos”] está cumprido, e o Reino de D‑us está próximo.” O “kairos” não é previsível, mas é perceptível. Requer sensibilidade espiritual. Quem perde o “kairos” pode acabar como os cinco néscias que ficaram sem azeite (Mateus 25).

3. αιών (“aiōn”) — Era, mundo, eternidade – Usado para contrastar esta era com a vindoura. O presente “aiōn” está marcado pelo pecado e pela corrupção. Mas há um novo “aiōn” vindo, onde a justiça habita. Quando Paulo diz que não devemos nos conformar com este mundo (Romanos 12:2), a palavra é “aiōn”. Não se conforme com o sistema desta era. Viva como cidadão da próxima.

4. ἥμερα (“hēmera”) — Dia – Assim como o “yom” hebraico, “hēmera” pode ser literal ou simbólico. “O Dia do Senhor” no Novo Testamento não é apenas um marco cronológico, mas um evento escatológico. Um ajuste de contas. Uma revelação.

O que isso muda na minha vida? Tudo. Literalmente tudo. Se você não entende o tempo como D‑us entende, você vai orar com ansiedade, esperar com frustração, e agir com pressa. Mas quando você aprende a diferenciar “chronos” de “kairos”, a honrar os “mo’adim”, a perceber os dias, e a viver com os olhos na eternidade, sua espiritualidade muda de dimensão. Você para de perguntar “por quê ainda não aconteceu?” e começa a perguntar “o que D‑us quer me ensinar neste tempo?” Você para de se comparar com o relógio dos outros e começa a confiar que seu “kairos” virá. Você entende que o “atraso” de D‑us é, na verdade, um ajuste perfeito entre o “chronos” humano e o “kairos” divino. E quando esse ajuste acontece, tudo muda.

E se você se sente fora do tempo… Talvez você esteja. Mas fora do “seu” tempo. Porque no tempo de D‑us, nada é perdido. E se você ainda respira, ainda há “kairos” pela frente. A pergunta é: você vai continuar forçando o “chronos” ou vai aprender a dançar no ritmo do “kairos”? Talvez seja hora de jogar o relógio fora. Ou pelo menos, ajustá-lo com o céu.

Adivalter Sfalsin

Obediência com Alegria

Dia 35 – Obediência com Alegria

📅 Semana 5 – Humildade, Gratidão e Reconhecimento

Tema: Submeter-se com disposição

A verdadeira obediência não brota do medo nem da obrigação fria, mas sim do solo fértil de um coração rendido, que ama, confia e reconhece a sabedoria de D‑us. Quando obedecemos por amor, algo se desloca dentro de nós, nossa vontade se alinha à vontade dEle, como duas melodias que se tornam uma só canção. De repente, o que parecia pesado se torna leve. O que antes era um dever vira privilégio. E o “sim” que relutávamos em dar se transforma em uma expressão de liberdade interior. A alma encontra descanso quando se rende Àquele que sabe o caminho melhor que nós. Obedecer com alegria é um dom que nasce da intimidade. É a marca dos que conheceram o caráter de D‑us o suficiente para confiar nEle até quando não compreendem o “porquê”. É dizer: “Pai, eu não entendo tudo, mas sei quem Tu és e isso basta para eu seguir com paz.” Hoje, a Contagem do Omer nos chama a fazer uma pausa corajosa. A perguntar com sinceridade: em que áreas da minha vida estou obedecendo apenas com o corpo, mas não com o coração? Será que o meu “sim” tem sido cheio de peso, ou leve como um sopro de gratidão? O amor maduro não espera emoções para obedecer. Ele age movido por convicção, não por conveniência. Ele não negocia com a procrastinação espiritual. Ele escuta a voz do Pai e responde prontamente, porque sabe que obedecer é mais do que cumprir uma ordem, é acolher um convite divino à transformação.

✨ Foco prático do dia:

Dizer “sim” a algo que D‑us tem te pedido e você tem evitado. Talvez seja perdoar. Talvez seja mudar de atitude. Talvez seja silenciar onde você sempre quis ter razão. O que quer que seja, diga “sim” e observe o céu se abrir sobre você.

📖 Tanakh – Salmos 40:8

“Deleito-me em fazer a tua vontade, ó meu D‑us, sim, a tua lei está dentro do meu coração.”

Aqui, Davi revela o segredo da leveza espiritual: não é a ausência de mandamentos que traz alegria, mas a presença deles no coração. Quando a Lei de D‑us deixa de ser um fardo externo e se torna uma bússola interna, obedecer não é mais um peso, é um prazer. É como andar por um caminho de luz: mesmo que haja pedras no caminho, há certeza de vitória. Mesmo que doa, há propósito.

📖 Novo Testamento – João 14:15

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” 

Yeshua não apresenta a obediência como uma prova de submissão cega, mas como a consequência natural de quem ama. Ele nos mostra que o verdadeiro amor gera confiança, e a confiança gera entrega. Obedecer a Ele não é um contrato, é um relacionamento. Quando obedeço Seus mandamentos, trago o céu a terra.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

💭 Tenho obedecido apenas por medo, ou por amor sincero?

💭 Estou evitando algo que D‑us me chamou a fazer por orgulho, medo ou preguiça espiritual?

💭 Minha obediência tem refletido gratidão ou resistência?

Obedecer com alegria não é fingir que tudo é fácil, mas é confiar mesmo quando ainda há dúvidas. É permitir que o Espírito vença a carne. É calar as vozes internas da resistência e ouvir apenas a voz do Pai dizendo: “Este é o caminho, ande por ele.” Hoje, tome uma decisão prática. Não só pense. Aja. Dê um passo. Nem que seja pequeno mas que seja cheio de fé. Porque a obediência alegre abre portas que a força humana jamais conseguiria arrombar.

Vamos juntos?

O Dia 35 da Contagem do Omer nos lembra que a obediência silenciosa é uma forma de adoração que grita nos céus. Que o “sim” dito com sinceridade tem mais peso diante de D‑us do que mil palavras bonitas. E que, no fim das contas, não há alegria maior do que saber que estamos no centro da vontade dEle mesmo quando ninguém vê, mesmo quando parece difícil. Porque é nesse lugar que a alma floresce.

Amanhã, ao pôr do sol, daremos um passo importante: iniciaremos a Semana 6 dessa jornada espiritual. Falaremos sobre vínculos profundos, alianças que marcam a alma e transformam nossa forma de amar.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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Dia 34 – Silêncio que Escuta

Dia 34 – Silêncio que Escuta

📅 Semana 5 – Humildade, Gratidão e Reconhecimento

Tema: Aprender a ouvir mais do que falar

Vivemos em tempos barulhentos. O ruído não é apenas externo — feito de sons, notificações, debates e opiniões mas também interno, uma agitação constante de pensamentos, ansiedades e impulsos. A todo momento, somos incentivados a dizer algo, reagir rapidamente, ter uma opinião formada, nos posicionar. O silêncio, nesse contexto, parece desconfortável. Até mesmo suspeito. Mas é justamente aí que a sabedoria bíblica nos desafia. O verdadeiro crescimento espiritual não começa com discursos inspirados, mas com ouvidos atentos. Não começa na fala, mas na escuta. E mais do que simplesmente calar a boca, o convite é acalmar a alma. O silêncio, quando bem praticado, não é ausência de som é presença consciente. É o lugar onde o coração amadurece, onde o ego se aquieta e onde D‑us encontra espaço para sussurrar o que, no barulho, seria impossível ouvir.

Hoje, a Contagem do Omer nos convida ao silêncio que escuta — um silêncio vivo, ativo, sagrado. Escutar a D‑us. Escutar o outro. Escutar a nós mesmos. Porque muitas vezes não é a falta de resposta que nos angustia, mas o excesso de ruído que nos impede de reconhecer as respostas que já chegaram. Perdemos orientações preciosas simplesmente porque não estávamos dispostos a parar e escutar.

✨ Foco prático do dia:

Reserve um tempo de silêncio e escuta intencional. Desligue os ruídos externos. Acalme os internos. Não se trata de “meditação vazia”, mas de escuta sagrada. Deixe que o silêncio seja oração sem palavras.

📖 Tanakh – Eclesiastes 5:2

“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de D‑us, porque D‑us está nos céus, e tu na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras.”

Esse versículo nos realinha com a realidade: D‑us está nos céus — acima, além, soberano e nós estamos na terra, limitados e muitas vezes confusos. Falar menos diante d’Ele não é sinal de fraqueza, mas de reverência. É humildade na prática. É reconhecer que o mais sábio, às vezes, é calar-se e apenas estar diante do Eterno. O silêncio torna-se, assim, uma forma profunda de adoração.

📖 Novo Testamento – Tiago 1:19

“Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar.”

Tiago nos entrega aqui um princípio poderoso, que vale tanto para a vida espiritual quanto para os relacionamentos. Ouvir com atenção evita julgamentos precipitados, constrói pontes de empatia e desfaz conflitos antes mesmo que eles comecem. Quando ouvimos verdadeiramente, demonstramos amor. Quando ouvimos com humildade, mostramos maturidade. Falar menos não significa ser passivo, significa ser sábio.

🌿 Reflexão para aplicar hoje. Tire um momento de quietude e pergunte-se com sinceridade:

💭 Tenho escutado com atenção ou apenas esperado minha vez de falar?

💭 Tenho dado espaço real para que D‑us fale comigo, ou tenho preenchido meus dias com ruído e pressa?

💭 Tenho silenciado o bastante para reconhecer as respostas que já recebi?

💭 Com quem preciso praticar mais escuta do que argumento?

Talvez você perceba que o que falta não são novas mensagens, mas a disposição para ouvir o que já foi dito. O céu continua falando. D‑us continua revelando. Mas Ele não compete com o barulho. Ele se revela no sussurro, como fez com Elias e só os corações silenciosos conseguem escutar.

Vamos juntos?

O Dia 34 da Contagem do Omer nos chama a honrar o silêncio. Em um mundo saturado de palavras, escolher ouvir é um ato revolucionário. Escutar profundamente é uma forma de resistência à superficialidade e um caminho para uma espiritualidade mais autêntica.

Hoje, seja alguém que escuta mais:

📍 Escute as pessoas, antes de responder.

📍 Escute a criação, que fala sem palavras.

📍 Escute sua própria alma, que às vezes só precisa de um pouco de espaço.

📍 E, acima de tudo, escute Aquele que fala com mansidão.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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Celebrar a Graça

Dia 33 – Celebrar a Graça

📅 Semana 5, Humildade, Gratidão e Reconhecimento

Tema: Reconhecer que tudo é dom

Hoje, a Contagem do Omer nos conduz a um momento precioso de consciência e celebração: tudo que temos é graça. Não mérito, não conquista solitária, não pura competência. Mas dom, presente, favor, resposta do céu a corações que, muitas vezes, nem sabiam ao certo o que pedir. Vivemos em uma sociedade que exalta a ideia de meritocracia, o discurso do “eu fiz por merecer”, “eu conquistei com esforço”, “eu sou fruto das minhas escolhas”. E embora o esforço e a responsabilidade pessoal tenham seu valor, a Bíblia nos convida a enxergar por trás de tudo uma realidade mais profunda, a bondade de D‑us como origem de tudo que temos. A verdadeira humildade nasce dessa percepção. Quando reconhecemos que a inteligência que usamos, as oportunidades que surgem, a saúde que temos, os recursos com que lidamos, os talentos que exercemos, tudo isso nos foi confiado por D‑us, então deixamos de agir como donos e passamos a viver como mordomos fiéis. Esse reconhecimento transforma a forma como nos relacionamos com a vida. Tudo muda quando o que temos é visto como dom, o orgulho dá lugar à reverência, a comparação se transforma em gratidão, e o sentimento de escassez cede espaço à generosidade.

✨ Foco prático do dia: Celebrar com gratidão algo que você reconhece como pura graça. Pode ser um dom, uma pessoa, uma oportunidade, uma cura, uma porta aberta, algo que, olhando com honestidade, você sabe que não poderia ter criado por conta própria

📖 Tanakh, Salmos 116:12

“Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?” Essa pergunta ecoa de um coração consciente. O salmista entende que a graça de D‑us é incontável e que, por isso, a única resposta adequada é adoração e entrega. Não se trata de pagar uma dívida, mas de viver uma vida em resposta ao amor recebido.

📖 Novo Testamento, 1 Coríntios 4:7

“…e que tens tu que não tenhas recebido?” Paulo confronta aqui o orgulho espiritual e a ilusão de autossuficiência. Essa pergunta é um convite ao realinhamento do coração: se tudo que temos recebemos, por que agir como se fosse por direito? A resposta natural à dádiva é a gratidão ativa, a adoração sincera e o serviço humilde.

🌿 Reflexão para aplicar hoje

Tire um momento de silêncio e se pergunte:

💭 Que bênçãos na minha vida eu tenho tratado como “conquistas pessoais”?

💭 Quando foi a última vez que celebrei algo simples, como a saúde, a amizade, o alimento, como pura graça de D‑us?

💭 Tenho me tornado mais grato pelo que tenho ou mais exigente com aquilo que ainda não recebi?

Permita que a consciência do dom transforme sua atitude hoje. A gratidão que reconhece o presente como dom é a chave que abre espaço para mais graça. E ela não apenas muda a forma como vemos a vida, mas também como vivemos e compartilhamos o que recebemos. Tudo é dom, e quem reconhece isso vive mais leve, mais pleno e mais perto do céu. Você não precisa de mais coisas para agradecer. Precisa apenas ver com olhos de humildade o quanto já recebeu. Celebrar a graça é abrir os olhos para o que D‑us já fez, já deu, já curou, já sustentou. E isso muda tudo. Porque a gratidão é o solo fértil onde novas bênçãos florescem.

Vamos juntos?

Dia 33 da Contagem do Omer nos ensina a olhar para o céu e dizer: obrigado. Com palavras, com ações, com memória viva. A glória não é nossa. A força não é nossa. Tudo é dom. Hoje, celebre — e faça da sua vida um altar de gratidão.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Rendimento em vez de Controle

Dia 32 – Rendimento em vez de Controle

📅 Semana 5, Humildade, Gratidão e Reconhecimento

Tema: Confiar mesmo sem entender

A necessidade de controle é um dos instintos mais profundos da alma humana. Desde pequenos, somos ensinados a buscar segurança por meio do planejamento, da lógica e da previsibilidade. Queremos respostas antes de nos movermos. Queremos provas antes de confiar. No entanto, a vida com D‑us frequentemente caminha em outra direção. Ele não nos chama para controlar, mas para confiar. Não nos entrega um mapa completo, mas convida a cada passo de fé. Render-se à vontade de D‑us não é resignação passiva, mas um ato ativo de humildade. É escolher deixar de lado a própria agenda e dizer com sinceridade: “D‑us, eu não entendo tudo, mas confio em Ti.” Esse tipo de confiança não surge da ignorância, mas da reverência. É reconhecer que Ele é o Criador e Sustentador de todas as coisas, enquanto nós somos apenas parte da história que Ele escreve com sabedoria infinita. Muitas vezes, tentamos manter o controle como uma forma de evitar a dor, o fracasso ou a incerteza. Mas isso acaba se tornando um fardo: carregamos ansiedades que não fomos chamados a suportar. Quando nos rendemos ao controle de D‑us, encontramos descanso, não porque todas as respostas chegaram, mas porque confiamos em Quem nos guia.

A Contagem do Omer de hoje nos convida a soltar. A liberar o que estamos tentando manipular ou prever com as próprias forças. A entregar relacionamentos, decisões, medos e desejos àquele que vê além do tempo e conhece os segredos do coração. Isso é humildade prática: reconhecer que não sabemos tudo, mas que seguimos Aquele que sabe.

✨ Foco prático do dia:

Escolha conscientemente soltar o controle sobre algo que você vem tentando dominar com suas próprias forças, pode ser uma situação, uma expectativa, ou até mesmo uma pessoa. Diga em oração: “D‑us, eu Te entrego isso.”

📖 Tanakh – Provérbios 3:5-6

“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.”

Esse texto é um convite claro à confiança radical. Não apenas acreditar em D‑us, mas confiar de todo o coração, inclusive nas áreas que mais desejamos controlar. Quando deixamos de nos apoiar em nossa própria razão e O reconhecemos nos nossos caminhos — mesmo nos mais obscuros — Ele age com direção e propósito. O que era confuso se torna claro, e o que era torto começa a se alinhar com Sua vontade.

📖 Novo Testamento – Mateus 6:10

“Venha o Teu Reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.”

Estas palavras fazem parte de uma oração que define a verdadeira espiritualidade: não buscar que D‑us se alinhe à nossa vontade, mas desejar que nossa vida se alinhe à dEle. Quando dizemos “seja feita a Tua vontade”, estamos abrindo mão do trono do próprio coração. É uma declaração de confiança, um ato de fé viva. Jesus nos ensinou que verdadeira liberdade vem quando deixamos de lutar contra D‑us e nos rendemos ao Seu plano, que é sempre maior, mais sábio e mais amoroso do que o nosso.

🌿 Reflexão para aplicar hoje, pergunte-se:

💭 O que estou tentando controlar que deveria entregar nas mãos de D‑us?

💭 Minha ansiedade é fruto de falta de confiança?

💭 Estou disposto a seguir mesmo sem entender todos os porquês?

Rendimento espiritual é como soltar os remos e confiar que o rio sabe onde deságua. É permitir que D‑us seja D‑us. E quando isso acontece, o coração se aquieta, a fé amadurece e a jornada se torna mais leve.

Vamos juntos?

Dia 32 da Contagem do Omer nos ensina que a verdadeira liberdade está em entregar, e não em segurar. Hoje, solte. Confie. Renda-se. O controle que você acha que tem, muitas vezes é o peso que te impede de avançar. D‑us não perdeu o controle, mesmo quando tudo parece fora de ordem.

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Honrar Quem Nos Abençoou

Dia 31 – Honrar Quem Nos Abençoou

📅 Semana 5, Humildade, Gratidão e Reconhecimento

Tema: Ser grato por quem nos guiou

Vivemos numa era marcada pelo esquecimento rápido. Em meio à pressa, ao individualismo e à constante busca por novidade, é comum deixarmos no passado aqueles que, em momentos-chave da nossa vida, foram instrumentos da graça de D‑us. Pessoas que nos instruíram, amaram, advertiram com carinho, ou simplesmente estiveram presentes quando mais precisávamos. Mas a verdadeira maturidade espiritual nos chama a parar, lembrar e reconhecer com humildade: não fomos feitos sozinhos.

A Contagem do Omer hoje nos convida a um exercício de memória e gratidão. Olhar para trás e identificar quem semeou em nós aquilo que hoje floresce. Quem nos ensinou a orar? Quem nos deu um livro, uma palavra, um conselho decisivo? Quem nos escutou sem julgamento? Quem nos encorajou quando duvidávamos de nós mesmos? Quem nos corrigiu com amor, ajudando a evitar quedas? Alguns desses nomes talvez estejam distantes. Outros, talvez já tenham partido. Mas a gratidão continua válida. Ainda podemos honrá-los em pensamento, em oração, ou em ações que perpetuam o que recebemos deles.

✨ Foco prático do dia:

Agradeça hoje, de forma concreta, a alguém que foi instrumento de bênção em sua vida. Pode ser uma mensagem, uma ligação, uma carta, uma oração. Não importa o meio, importa a intenção do coração.

📖 Tanakh – Provérbios 3:27

“Não deixes de fazer o bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê-lo.”

Este versículo nos lembra que a gratidão não pode ser apenas intenção, ela precisa ser ação. Se está em nossas mãos expressar honra, carinho, reconhecimento, então não devemos adiar. Há pessoas que, ao serem lembradas, encontrarão ânimo renovado. Às vezes, um simples “obrigado” pode curar anos de esquecimento.

📖 Novo Testamento – Hebreus 13:7

“Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de D‑us, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai a fé que tiveram.”

A fé também se aprende pelo exemplo. A lembrança dos nossos guias espirituais não é apenas um gesto de saudade, mas um ato de honra que nos inspira a continuar bem. Quando reconhecemos aqueles que nos influenciaram, reafirmamos que não somos autossuficientes. Somos parte de um corpo, de uma história, de uma linhagem de fé.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

💭 Quem foram as pessoas que D‑us usou para me moldar até aqui?

💭 Tenho demonstrado gratidão por elas, ainda que com gestos simples?

💭 Como posso perpetuar a herança de fé e amor que recebi?

Gratidão é humildade em prática. É dizer: “Eu não cheguei aqui sozinho”. É reconhecer que fomos alcançados por gestos, palavras e orações que nos sustentaram. Que neste dia da Contagem do Omer, possamos celebrar aqueles que foram canal da bondade de D‑us em nossas vidas e, quem sabe, também nos tornarmos esse canal para alguém.

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Gratidão como Escolha

Dia 30 – Gratidão como Escolha

📅 Semana 5, Humildade, Gratidão e Reconhecimento

Tema: Reconhecer a bondade mesmo em tempos difíceis

Gratidão é fácil quando tudo está bem. Quando a saúde está firme, os relacionamentos fluem e as orações recebem respostas visíveis. Mas e quando não está? Quando as promessas parecem distantes, as orações parecem ecoar no silêncio, e a alma se vê cansada da espera? A verdade é que a gratidão mais poderosa não nasce da fartura, mas da fé. Ela não depende daquilo que se vê, mas do que se crê. A gratidão que mais transforma é a que resiste aos ventos contrários, que floresce em terreno seco, que se ergue mesmo quando o coração está em pedaços.

Hoje, o chamado é para esse tipo de gratidão: uma gratidão madura, corajosa, firme. Uma gratidão que não precisa de garantias para reconhecer a bondade de D‑us. Uma gratidão que decide confiar antes de entender. Que escolhe lembrar que o cuidado do Eterno não começou hoje. Ele já nos carregou tantas vezes, já abriu tantos caminhos, já deu tanto quando não merecíamos. Gratidão não é um sentimento passageiro, mas uma postura de quem já entendeu quem D‑us é. É uma lente espiritual que muda a forma como enxergamos tudo ao nosso redor. Ela não nega a dor, mas escolhe não ser dominada por ela. É o segredo dos que permanecem firmes.

✨ Foco prático do dia:

Agradeça por algo que você normalmente reclamaria. Um atraso, uma limitação, uma mudança inesperada… Agradeça, e observe o que muda em você.

📖 Tanakh – Salmos 103,2

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios.”

Davi nos lembra que a alma precisa ser conduzida à memória. Porque o coração humano esquece fácil: esquece os livramentos, as portas abertas, os milagres disfarçados de rotina. A ingratidão nasce do esquecimento. Por isso, agradecer é também um exercício de lembrança — de manter vivas, no centro do coração, todas as marcas da fidelidade de D‑us.

📖 Novo Testamento – 1 Tessalonicenses 5,18

“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de D‑us em Cristo Jesus para convosco.”

Paulo não diz para agradecer por tudo, mas em tudo. O que é bem diferente. Não somos gratos pela dor, mas podemos ser gratos no meio dela. Porque mesmo em tempos difíceis, ainda há vestígios da bondade divina. A gratidão não anula o sofrimento, mas nos reposiciona acima dele — onde podemos respirar fé, cultivar esperança e aguardar em paz.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

💭 Tenho reclamado mais do que agradecido?

💭 A ansiedade tem me impedido de ver as bênçãos escondidas no ordinário?

💭 Que áreas da minha vida precisam de um olhar mais intencional de gratidão?

Gratidão é ponte. Entre o hoje e o amanhã, entre o que temos e o que ainda esperamos. Ela não é conformismo — é confiança. Quando agradecemos, algo se abre no invisível: o peso se torna leve, o pouco se torna suficiente, e a esperança renasce.

Ser grato é dizer: “D‑us, eu reconheço que mesmo quando não entendo, o Senhor continua bom. E isso me basta para hoje.”

Vamos juntos?

Dia 30 da Contagem do Omer nos convida a cultivar uma gratidão ativa. Agradeça hoje — não pelo extraordinário, mas pelo simples. Pelo pão de cada dia, pela força que te levantou, pelo fôlego que te sustenta. A gratidão abre espaço para a glória de D‑us se manifestar onde só havia peso. Hoje, faça dela a sua escolha. E veja como até os dias nublados ganham outra luz.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Com fé n’Ele,

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Dia 29 – A Beleza da Humildade

Dia 29 – A Beleza da Humildade

Dia 29 – A Beleza da Humildade

📅 Semana 5: Humildade, Gratidão e Reconhecimento

Tema: Olhar para dentro de si.

Chegamos à Semana 5 da Contagem do Omer, parabéns se você chegou até aqui. Após dias de luta interior, persistência e coragem espiritual, somos convidados agora a algo surpreendente: a render-se. Não no sentido de desistir, mas de reconhecer que não somos o centro. Que a força que nos move vem de D‑us. E que há beleza quando reconhecemos nossas limitações com gratidão e abrimos espaço para que Ele nos conduza. Nesta semana, o foco é Hod — um termo hebraico que remete a humildade, gratidão e glória rendida. Não é passividade. É uma força profunda, que nasce da confiança em um bem maior. Humildade não é se diminuir, é ter a clareza de quem você é diante dAquele que te formou. E por onde começar? Pela humildade.

✨ Foco prático do dia: Fazer hoje algo sem esperar reconhecimento

📖 Tanakh, Miquéias 6,8

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com o teu D‑us?” 

Essa passagem nos ensina que a verdadeira espiritualidade é simples: justiça nas ações, compaixão no coração e humildade no caminhar. Humildade aqui não é vergonha nem auto-anulação. É saber andar com D‑us como quem sabe que depende dEle. É deixar de viver tentando provar algo para o mundo e passar a viver em reverência e gratidão.

📖 Novo Testamento, Filipenses 2,3

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” Paulo nos mostra que a humildade é uma atitude prática. Não se trata apenas de pensar menos de si, mas de pensar menos em si. É olhar para o outro com honra, e agir sem buscar aplausos. Quando vivemos assim, deixamos de competir, de comparar, de nos exibir — e começamos a construir pontes de valor eterno.

🌿 Reflexão para aplicar hoje, pergunte-se:

💭 Em quais áreas da minha vida estou buscando reconhecimento mais do que servir?

💭 Será que tenho dificuldade de reconhecer meus erros e pedir ajuda?

💭 Como posso agir com humildade prática hoje?

A beleza da humildade é que ela abre espaço para a glória de D‑us brilhar. Quando deixamos de querer controlar tudo, Ele assume o lugar de direção. E isso não nos diminui, nos liberta. Porque é na entrega que encontramos descanso. E é no reconhecimento da nossa fragilidade que descobrimos a verdadeira força.

Vamos juntos?

Dia 29 da Contagem do Omer abre uma nova semana com um convite simples, mas transformador: ande humildemente com o teu D‑us. Viva hoje com reverência, com leveza, com gratidão. O que começa com rendição termina em beleza. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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The Law and The Spirit

The Law and The Spirit

The Letter Kills, But the Spirit Gives Life

Unpacking the Profound Calling of the Torah in Yeshua

You’ve likely heard – or even said – the phrase, “I live by the spirit of the law, not the letter.” It sounds spiritual, modern, even liberating. But do we really understand what it means? When Paul wrote in 2 Corinthians 3:6 that “the letter kills, but the Spirit gives life”, was he rejecting the Torah? Was he calling us to abandon objective commandments in favour of a fluid and subjective spirituality? Or was he pointing us to something deeper, more demanding, and more transformative? Let us return, calmly, to the Scriptures, with open minds and sincere hearts.

First, we need to understand the terms. When Paul speaks of the “letter”, he refers to an external, mechanical obedience, carried out without the heart’s involvement, like someone fulfilling a religious protocol just to tick a box. The “spirit” of the law, on the other hand, refers to the divine intention behind the commandment – its moral, relational, educational and sanctifying purpose. This is not a case of Torah versus Spirit, but of lifeless legalism versus life-giving obedience. Paul does not abolish the Torah, he denounces the cold and soulless use of it.

This contrast is powerfully expressed in Leviticus 19, when G‑d declares, “Be holy, because I am holy” (Lev 19:2). This call was not directed only at the priests, but to all the people, who had to be present to hear it. That already tells us something. Holiness, according to the Torah, is not an exclusive spiritual category for the elite, nor a mystical label reserved for a select few. Holiness is practical and everyday. It shows itself in honesty in business, respect for parents, care for the poor, impartiality in judgement, sexual purity, and dignified treatment of foreigners. Holiness is not confined to the synagogue on Saturday or church on Sunday. It is seen in how we treat others in the queue at the shop, in traffic, or online.

And this is where the spirit of the law comes in, because G‑d does not merely desire a people who follow orders, but a people who reflect His character. The Torah was not given to train people in regulations, but to form hearts sensitive to justice, compassion and truth. That’s why Leviticus 19:18 brings one of the most powerful statements in all of Scripture, “Love your neighbour as yourself.” Yeshua, when asked about the greatest commandment, said that this one, along with loving G‑d, summarises the entire Torah and the Prophets (Matt 22:36–40). Love does not cancel the commandments, it explains them. It justifies them. It sustains them. Not stealing, not lying, not committing adultery, not oppressing – all of these are love made visible.

But the message doesn’t stop there. The medieval rabbi Nachmanides, commenting on this same chapter of Leviticus, wrote a phrase that still resounds powerfully, “It is possible to be repulsive with the permission of the Torah.” What does he mean by that? He is saying that someone may follow the most literal instructions of the Torah and still be a despicable human being. How is that possible? Because the Torah can only set boundaries for things like integrity, justice, kindness, respect, and healthy speech. It does not have the power to legislate character. That’s why commentators across centuries have worked to define what it means to be respectful, honest, and just. Even so, some people always find legal loopholes to continue being morally unacceptable.

This is not confined to the past. We still see such distortion today, even among those who call themselves followers of Yeshua. Although the apostolic writings strongly emphasise ethical teachings and the importance of a transformed character, there are still those who claim to be disciples while actively looking for ways around those expectations. The letter, when used as a shield for the ego, kills. The Spirit, when leading us to truth in love, gives life.

Jeremiah prophesied a new covenant, saying, “I will put my law in their minds and write it on their hearts” (Jer 31:33). Yeshua inaugurated that covenant, and Paul understood that it did not abolish the Torah, but internalised it. What was once engraved on stone is now written on the heart. The true disciple is not one who merely memorises verses, but one whose character has been rewritten by the hand of G‑d. This is what Paul means when he says we are “ministers of a new covenant, not of the letter, but of the Spirit.”

In the Sermon on the Mount, Yeshua shows how the spirit of the law takes practical form. He reveals that the commandment not to kill includes not harbouring hatred. That not committing adultery includes not lusting with the eyes. That the right to seek justice must give way to forgiveness and trust in G‑d. Yeshua did not lower the standard – He raised it. He did not annul the Torah – He fulfilled it, showing its deepest meaning. Living by the Spirit is harder than following the letter, because it requires your whole heart.

The letter kills because it can be used as a tool for condemnation, control, and self-promotion. It can be twisted by cold and proud hearts. But the Spirit gives life, because it is the Holy Spirit who breathes it. He transforms commandments into acts of love. He turns rules into a pathway to intimacy with the Creator. The Torah, in the hands of the Spirit, ceases to be a set of duties and becomes a map to abundant life.

Peter, in his letter, echoes Leviticus when he says, “Be holy in all you do” (1 Pet 1:15). This is not about religious isolation or spiritual perfectionism. It means being honest even when no one is watching. It means treating the delivery driver with the same honour as your spiritual leader. It means living consistently with what you profess to believe. Holiness is not limited to the temple or ritual. It blossoms in the little acts of daily life.

In an age where the world craves authenticity, the disciples of Yeshua are called to go deeper. Enough of empty debates about what is “allowed” or “forbidden”. The right question is, “Does this reflect the character of G‑d? Does this promote justice, mercy, and truth?” Living by the letter is the starting point, not the destination. We are called to more – to live by the Spirit, with hearts inclined, eyes alert, and hands ready to serve.

If this article touched something within you, wonderful. If it made you uncomfortable, perhaps even better. Sometimes, the Holy Spirit uses discomfort to remind us that the letter alone is not enough. We need Him. We need the Spirit who transforms us from the inside out, who teaches us to love as G‑d loves. So, are you ready to live beyond the letter?

 Adivalter Sfalsin

Letra vs Espírito

A Letra vs O Espírito

A Letra Mata, Mas o Espírito Vivifica

Descomplicando o Profundo Chamado da Torá em Yeshua

Você já deve ter ouvido, ou até mesmo dito, a frase, “Eu vivo pelo espírito da lei, não pela letra da lei.” Ela soa espiritual, moderna, até libertadora. Mas será que entendemos mesmo o que isso significa? Quando Paulo escreveu em 2 Coríntios 3,6 que “a letra mata, mas o espírito vivifica”, será que estava rejeitando a Torá? Estaria nos chamando a abandonar os mandamentos objetivos em favor de uma espiritualidade fluida e subjetiva? Ou será que ele apontava para algo mais profundo, mais exigente, mais transformador? Vamos olhar de novo, com calma, às Escrituras, com uma mente aberta e um coração sincero.

Antes de mais nada, precisamos entender os termos. Quando Paulo fala de “letra”, ele se refere à obediência externa, mecânica, sem envolvimento do coração, feita como quem cumpre protocolo religioso para marcar presença. Já o “espírito” da lei diz respeito à intenção de D‑us por trás do mandamento, ao propósito moral, relacional, educativo e santificador da instrução. Não se trata de Torá contra Espírito, mas de legalismo sem vida versus obediência cheia de vida. Paulo não anula a Torá, ele denuncia o uso frio e desalmado da lei.

Esse contraste aparece com força em Levítico 19, quando D‑us declara, “Sede santos, porque Eu sou santo” (Lv 19,2). Esse chamado não foi dirigido apenas aos sacerdotes, mas a todo o povo, que teve de estar presente para escutá-lo. Isso nos mostra que a santidade não é uma categoria espiritual exclusiva para “os de cima”, nem tampouco um rótulo místico reservado a uns poucos escolhidos. A santidade, segundo a Torá, é prática e cotidiana. Ela se manifesta na honestidade nos negócios, no respeito aos pais, no cuidado com os pobres, na imparcialidade nos julgamentos, na pureza sexual, no tratamento digno aos estrangeiros. Santidade não é só o que acontece no sábado na sinagoga ou no domingo na igreja. É como se trata o outro na fila do mercado, no trânsito, na internet.

E é aí que entra o espírito da lei, porque D‑us não deseja apenas um povo que siga ordens, mas um povo que reflita Seu caráter. A Torá não existe para criar um povo treinado em regras, mas para formar corações sensíveis à justiça, à compaixão, à verdade. Por isso, Levítico 19,18 traz uma das declarações mais poderosas de toda a Escritura, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Yeshua, ao ser questionado sobre o maior mandamento, disse que este, junto com o amor a D‑us, resume toda a Torá e os Profetas (Mt 22,36–40). O amor, portanto, não anula os mandamentos. Ele os explica. Ele os justifica. Ele os sustenta. Não roubar, não mentir, não adulterar, não oprimir, tudo isso é amor colocado em prática.

Mas a história não para aí. O rabino medieval Nachmânides, comentando esse mesmo capítulo de Levítico, escreveu uma frase que continua ressoando com força, “É possível ser repulsivo com a permissão da Torá.” O que ele quer dizer com isso? Ele está dizendo que uma pessoa pode seguir as instruções mais literais da Torá e ainda assim ser um ser humano desprezível. Como isso é possível? Porque a Torá só pode estabelecer limites para coisas como integridade, justiça, bondade, respeito e fala saudável. Ela não tem a capacidade de legislar o caráter. É por isso que os comentaristas, ao longo dos séculos, se dedicaram a definir o que significa ser respeitoso, honesto, justo. Mesmo assim, algumas pessoas sempre encontram brechas legais para continuar sendo moralmente reprováveis.

Isso não se limita ao passado. Podemos ver essa distorção até hoje, inclusive entre os que se dizem seguidores de Yeshua. Embora as Escrituras apostólicas enfatizem fortemente os ensinamentos éticos e a importância de um caráter transformado, ainda há quem se autodeclare discípulo e, ao mesmo tempo, procure formas de contornar essas exigências. A letra, quando usada como escudo para proteger o ego, mata. O espírito, quando nos leva à verdade em amor, vivifica.

Jeremias profetizou uma nova aliança, dizendo, “Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração” (Jr 31,33). Yeshua inaugurou essa aliança, e Paulo entendeu que ela não aboliu a Torá, mas a internalizou. O que era gravado em pedra agora é escrito no coração. O verdadeiro discípulo não é aquele que decora versículos, mas aquele cujo caráter foi reescrito pelo dedo de D‑us. É isso que Paulo afirma ao dizer que somos “ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito”.

No Sermão do Monte, Yeshua revela como esse espírito da lei se manifesta de forma prática. Ele mostra que o mandamento de não matar não se limita ao ato, mas inclui não alimentar ódio. Que não adulterar inclui não desejar com o olhar. Que o direito de exigir justiça deve ceder lugar ao perdão e à confiança em D‑us. Yeshua não baixou o padrão, Ele elevou. Ele não anulou a Torá, Ele a completou, mostrando seu pleno significado. Viver pelo espírito é mais difícil que seguir a letra, porque exige o coração inteiro.

A letra mata porque pode ser usada como instrumento de condenação, controle e autopromoção. Pode ser manipulada por corações frios e vaidosos. Mas o espírito vivifica, porque é o Espírito Santo quem o inspira. Ele transforma mandamentos em gestos de amor. Ele converte regras em caminhos de proximidade com o Criador. A Torá, nas mãos do Espírito, deixa de ser um conjunto de deveres e se torna um mapa de vida abundante.

Pedro, em sua carta, ecoa Levítico quando diz, “Sede santos em toda a vossa maneira de viver” (1Pe 1,15). Isso não significa isolamento religioso ou perfeccionismo espiritual. Significa honestidade mesmo quando ninguém está vendo. Significa tratar o entregador com a mesma honra que o líder espiritual. Significa viver de forma coerente com aquilo que se crê. A santidade não se limita ao templo ou ao ritual. Ela floresce nos pequenos atos do dia a dia.

Num tempo em que o mundo clama por autenticidade, os discípulos de Yeshua são chamados a viver com profundidade. Chega de debates vazios sobre o que “pode ou não pode”. A pergunta correta é, “Isso reflete o caráter de D‑us? Isso promove justiça, misericórdia, verdade?” Viver pela letra é o ponto de partida, não a linha de chegada. Fomos chamados a mais, a viver pelo espírito, com corações inclinados, olhos atentos, mãos prontas para servir.

Se este artigo tocou algo em você, ótimo. Se te incomodou um pouco, talvez melhor ainda. Às vezes, o Espírito Santo usa o incômodo para nos lembrar que a letra, sozinha, não basta. Precisamos dEle. Precisamos do Espírito que nos transforma de dentro para fora, que nos ensina a amar como D‑us ama. E você, está pronto para viver além da letra?

Adivalter Sfalsin

Coragem Espiritual

Dia 28 – Coragem Espiritual

🗓️ Semana 4, Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

 Tema: Firmeza diante da oposição

A verdadeira coragem espiritual não é barulhenta, nem teatral. Ela se revela quando precisamos tomar decisões difíceis, quando a pressão externa tenta nos calar, quando seguir obedecendo a D‑us significa nadar contra a maré. É nesses momentos que nossa fidelidade é testada, e é aí que a coragem espiritual floresce. A Contagem do Omer hoje nos convida a permanecer firmes no que é certo, mesmo que isso custe aprovação, conforto ou segurança. Porque coragem, na linguagem do Reino, não é ausência de medo, mas presença de convicção. É fazer o que agrada a D‑us mesmo quando não agrada aos homens.

✨ Foco prático do dia: Escolher agradar a D‑us acima de agradar aos outros.

📖 Tanakh, Daniel 3,17-18

“Se o nosso D‑us, a quem servimos, quiser livrar-nos, ele nos livrará… mas, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos aos teus deuses.”

Essas palavras dos três jovens hebreus diante da fornalha ardente são um dos maiores exemplos de coragem espiritual. Eles não sabiam se seriam poupados. A firmeza deles não dependia do resultado, mas da fidelidade. Essa é a essência de quem caminha com D‑us.

📖 Novo Testamento, Atos 5,29

“Mais importa obedecer a D‑us do que aos homens.”

Pedro e os apóstolos, diante do Sinédrio, também escolheram a coragem. Eles sabiam que obedecer a D‑us poderia custar-lhes tudo, mas não hesitaram. A coragem deles nos desafia a colocar a obediência acima da conveniência, a verdade acima da aceitação.

🌿 Reflexão para aplicar hoje, reflita:

💭 Estou abrindo mão da minha fé ou dos meus valores para agradar alguém?

💭 Há algo que D‑us está me pedindo e que venho adiando por medo do que os outros vão pensar?

💭 Em que área da minha vida preciso de mais coragem para permanecer fiel?

Coragem espiritual não é arrogância, é fidelidade com humildade. É ter o coração alinhado com a vontade de D‑us, mesmo quando isso significa andar sozinho. E é justamente aí, quando a coragem parece mais solitária, que somos surpreendidos com a presença do próprio D‑us ao nosso lado. Não há vitória maior do que permanecer de pé no meio da pressão. Não há glória mais real do que obedecer mesmo sem aplausos.

Vamos juntos?

Dia 28 da Contagem do Omer nos lembra que coragem espiritual não é sobre vencer no mundo, mas sobre não ser vencido por ele. Hoje, escolha obedecer. Escolha confiar. Escolha ser fiel, mesmo quando ninguém estiver olhando. Porque é aí que D‑us se manifesta com poder. Amanhã, ao pôr do sol, iniciamos uma nova semana e seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Paciência Ativa

Dia 27 – Paciência Ativa

🗓️  Semana 4, Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Tema: Esperar sem parar de caminhar

Quando falamos em paciência, muitas vezes pensamos em ficar parados esperando algo acontecer. Mas a paciência que a Palavra nos ensina não é passividade, é uma espera cheia de fé, propósito e ação. É o tipo de espera que move, serve, ama, obedece e não desiste. Não se trata de cruzar os braços, mas de continuar mesmo sem ver os resultados. Hoje, a Contagem do Omer nos chama à paciência ativa, aquela que caminha enquanto confia, que semeia mesmo quando as nuvens parecem ameaçadoras. É essa postura de esperança prática que abre caminho para o cumprimento das promessas de D‑us.

✨ Foco prático do dia: Agir com fé enquanto você espera

📖 Tanakh, Habacuque 2,3

“Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará. Se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará.”

O profeta nos lembra que o tempo de D‑us é diferente do nosso. Às vezes parece que tudo está demorando demais, mas Ele não se atrasa. Suas promessas se cumprem no tempo certo. A nossa parte é manter a fé e não abandonar o caminho antes da hora.

📖 Novo Testamento, Hebreus 10,36

“Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de D‑us, alcanceis a promessa.”

Aqui vemos que a promessa não vem apenas para quem espera, mas para quem espera fazendo a vontade de D‑us. A perseverança é o elo entre a obediência e a realização. A espera se torna sagrada quando está alinhada com uma vida de propósito.

🌿 Reflexão para aplicar hoje

Hoje, reflita:

💭 Existe alguma área da sua vida em que você está esperando, mas já pensou em desistir?

💭 Você está esperando apenas com expectativa, ou também com ação e fidelidade?

💭 O que pode ser feito hoje, ainda que pequeno, como sinal de fé?

Lembre-se, esperar em D‑us não é perder tempo. É estar sendo moldado enquanto o plano se desenha. A paciência ativa nos treina para os milagres, nos fortalece nas decisões e nos impede de construir atalhos fora da vontade divina. Talvez hoje você precise apenas dar mais um passo. Pequeno, mas firme. O tempo de D‑us virá, e será perfeito. Mas até lá, Ele está te preparando, sustentando e caminhando com você.

Vamos juntos?

Dia 27 da Contagem do Omer nos encoraja a esperar com fé em movimento. Paciência ativa é continuar sem parar, servir sem ver e crer mesmo sem entender. Espere, mas não fique parado. Semeie com coragem, e a colheita virá. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Coragem para recomecar

Dia 26 – Coragem para Recomeçar

🗓️  Semana 4, Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Tema: Perseverar mesmo após falhar

Falar sobre coragem costuma nos levar a imaginar grandes atos heróicos, feitos públicos e ousados. Mas, na verdade, uma das formas mais profundas de coragem é aquela silenciosa, humilde e invisível: a coragem de recomeçar depois de cair. Todos nós falhamos. Todos nos decepcionamos com nós mesmos. Mas é exatamente nesse ponto que temos uma escolha poderosa: parar ou recomeçar. O Omer hoje nos convida a fazer esse movimento valente, de levantar a cabeça e tentar outra vez, mesmo com medo, mesmo com marcas.

✨ Foco prático do dia: Dar um novo passo mesmo após uma queda📖 Tanakh, Salmos 37,24

“Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão.”

O salmista não diz que o justo nunca cai. Pelo contrário, ele afirma que cair faz parte do caminho. A diferença é que o justo não permanece caído, porque D‑us o levanta. A presença divina não evita tropeços, mas garante que eles não serão o fim da história.

📖 Novo Testamento, Filipenses 3,13

“Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão diante de mim.”

Paulo nos ensina que é preciso aprender a deixar o passado no passado. Ele não nega os erros, mas também não permite que eles o paralisem. Avançar requer decisão. Recomeçar exige fé. E é assim que seguimos crescendo, mesmo após tropeços.

🌿 Reflexão para aplicar hoje. 

Hoje, reflita:

💭 Há algo que você deixou de lado por ter falhado?

💭 Existe uma área em que você se sente derrotado e sem forças para tentar de novo?

💭 Qual pequeno passo você pode dar hoje, como um novo começo?

Recomeçar não é começar do zero, é começar de um novo lugar, com mais experiência, mais humildade e mais dependência de D‑us. Ele não está esperando perfeição, mas disposição. Ele não exige sucesso imediato, mas um coração que não desiste. Talvez a sua maior vitória hoje seja simplesmente levantar. Talvez o recomeço que D‑us quer para você comece com um pedido de perdão, um telefonema, um tempo de oração, ou até mesmo uma decisão interna de não se definir mais pelo seu passado.

Vamos juntos?

Dia 26 da Contagem do Omer nos mostra que cair não nos desqualifica. Pelo contrário, é na queda que aprendemos a nos apoiar na graça. Coragem espiritual é seguir caminhando mesmo com cicatrizes. Recomece hoje, com fé, com esperança, e com a certeza de que D‑us está reescrevendo sua história. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Vencer o Mal com o Bem

Dia 25 Vencer o Mal com o Bem

🗓️ Semana 4, Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Tema: Vitória através do amor

Em um mundo que nos incentiva a revidar, a devolver na mesma moeda e a responder com dureza, a proposta de D‑us parece, à primeira vista, ingênua: vencer o mal com o bem. Mas será mesmo? Ou será que essa é justamente a chave mais poderosa que temos para romper os ciclos de destruição e nos tornarmos instrumentos de transformação? Hoje, a Contagem do Omer nos chama a uma forma diferente de vencer. Uma vitória que não se impõe pela força, mas pela resposta contra-cultural da graça. Vencer o mal com o bem é resistir ao impulso de revidar, é permanecer em pé sem se contaminar, é plantar luz mesmo quando tudo parece escuridão. Se quiser expandir esse assunto leia esse artigo no link – Entendendo as palavras difíceis de Jesus Parte 7 “Virar a outra face” https://raizeshebraicas.com/2024/05/28/__trashed/ 

✨ Foco prático do dia: Reagir com bondade diante de uma situação difícil

📖 Tanakh, Gênesis 50,20

“Vós intentastes o mal contra mim, porém D‑us o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida.”Essas palavras de José a seus irmãos revelam o coração de quem escolheu confiar em D‑us mais do que nas circunstâncias. José foi traído, vendido e esquecido, mas em vez de vingar-se, escolheu ver o propósito de D‑us mesmo na dor. O bem não anulou o mal, mas o superou. E essa superação trouxe vida, reconciliação e paz.

📖 Novo Testamento, Romanos 12,21

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Paulo ensina que não basta evitar fazer o mal, é preciso praticar o bem. O bem não é passivo, ele é ativo e proposital. Vencer o mal com o bem é uma escolha diária, uma batalha silenciosa que exige força interior. Mas quando escolhemos essa via, revelamos o Reino de D‑us aqui na terra.

🌿 Reflexão para aplicar hoje

Hoje, pense com honestidade:

💭 Existe alguma situação em que fui ferido e estou com vontade de revidar?

💭 Como posso agir hoje com bondade intencional, mesmo diante de quem me ofendeu?

💭 Qual seria a resposta de D‑us nessa situação?

Lembre-se, o mal se alimenta da reação que ele provoca. Mas quando respondemos com amor, quebramos o ciclo. Não é sobre ser fraco ou permitir abusos, mas sobre ser forte o suficiente para não ser moldado pela maldade. O bem é uma arma poderosa, e quem aprende a usá-la com sabedoria se torna verdadeiramente livre.

Vamos juntos?

Dia 25 da Contagem do Omer nos convida a vencer com o coração. Vencer o mal com o bem não é perder, é triunfar com dignidade. Que hoje você escolha ser um canal de cura e restauração, mesmo nas batalhas mais difíceis. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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