Honrando suas promesas.

Honrando suas Promessas

Há um momento no relato bíblico do livro de Êxodo que nunca deixa de me emocionar. Na última e mais devastadora das Dez Pragas, a morte do primogênito em cada família egípcia, o que finalmente quebrou a resistência do faraó. À meia-noite, o faraó decide deixar os hebreus partirem para a liberdade. Eles correm para sair o mais rápido possível, talvez temendo uma mudança súbita de decisão do faraó, nem sequer tendo tempo para assar o pão para a viagem. Por isso, até hoje, os judeus comemoram o êxodo comendo matzá (pão sem fermento ou pão ázimo) durante a semana da Páscoa. Os egípcios deram a eles presentes de ouro, prata e tecidos, talvez por desejo de vê-los fora do Egito ou por culpa pela maneira como haviam tratado o povo hebreu. Esses mesmos presentes seriam utilizados para fazer a Arca do Tabernáculo no deserto. Sobre a promessa de Moisés, lemos:

“E Moisés levou consigo os ossos de José, porquanto este havia solenemente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco.”
Êxodo 13:19

Eu amo essa cena. Todos ao redor de Moisés estão preocupados em encher suas bagagens com os presentes do Egito, enquanto Moisés está ocupado cumprindo sua promessa a José. Ele demonstra sua grandeza nesse momento, optando por manter uma promessa em vez de se enriquecer.

Precisamos entender a excepcionalidade de Moisés naquele momento, porque um dia você estará em uma encruzilhada na vida quando terá que escolher entre o ganho pessoal ou manter uma promessa. Pode haver momentos em que a única maneira de alcançar o desejo do seu coração e realizar seus sonhos exigirá quebrar uma promessa feita a alguém, possivelmente uma promessa feita a si mesmo. O que você fará nesse momento? Vai manter a promessa ou quebrá-la em busca de sua promoção pessoal? Manter a promessa será um sinal de sua força interior e de sua maturidade humana.

Há sinais muito preocupantes em nossa sociedade quando assumimos que um candidato político que faz promessas generosas durante a campanha rapidamente se esquece delas ou lhes dá pouca prioridade ao ganhar uma eleição. Da mesma forma, quando um cônjuge é infiel, esquecendo do compromisso assumido no dia do casamento. Quantos casamentos seriam salvos se ambos mantivessem suas promessas? O que acontece com o nível de confiança mútua de toda a sociedade quando uma corporação gigante declara que seus lucros caíram e, como resultado, deixa de honrar suas promessas de segurança no trabalho, seguro de saúde ou benefícios de pensão? E aquele pedaço de papel que você carrega na carteira, que chamamos de dinheiro, o que faz ele realmente valer algo? A única coisa que o torna mais valioso do que um pedaço de papel é o fato de confiarmos que o governo honrará o valor que a nota traz. Um caos terrível aconteceria se deixássemos de acreditar na capacidade do governo de manter sua promessa de pagar o valor estampado na nota.

Manter uma promessa é mais do que apenas manter sua própria integridade. É mais do que fazer o que você disse que faria. É um sinal de que você reconhece a imagem de Deus em outra pessoa. Quando você leva sua obrigação a sério, está zelando não só pelo bem-estar da pessoa, mas também pela integridade do seu caráter e honrando seu Criador. Quando o salmista tenta definir uma pessoa boa, uma pessoa com integridade, ele faz a pergunta retórica:

“Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo; a cujos olhos o réprobo é desprezado, mas honra os que temem ao Senhor; aquele que jura com dano seu, e contudo não muda.”
Salmos 15:1-4

Do livro: “Superando Decepções da Vida”
Autor: Harold Kushner
Páginas: 99-103
Tradução: A. Sfalsin

Honrando suas Promessas

Há um momento no relato bíblico do livro de Êxodo que nunca deixa de me emocionar. Na última e mais devastadora das Dez Pragas, a morte do primogênito em cada família egípcia, o que finalmente quebrou a resistência do faraó. À meia-noite, o faraó decide deixar os hebreus partirem para a liberdade. Eles correm para sair o mais rápido possível, talvez temendo uma mudança súbita de decisão do faraó, nem sequer tendo tempo para assar o pão para a viagem. Por isso, até hoje, os judeus comemoram o êxodo comendo matzá (pão sem fermento ou pão ázimo) durante a semana da Páscoa. Os egípcios deram a eles presentes de ouro, prata e tecidos, talvez por desejo de vê-los fora do Egito ou por culpa pela maneira como haviam tratado o povo hebreu. Esses mesmos presentes seriam utilizados para fazer a Arca do Tabernáculo no deserto. Sobre a promessa de Moisés, lemos:

“E Moisés levou consigo os ossos de José, porquanto este havia solenemente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco.”
Êxodo 13:19

Eu amo essa cena. Todos ao redor de Moisés estão preocupados em encher suas bagagens com os presentes do Egito, enquanto Moisés está ocupado cumprindo sua promessa a José. Ele demonstra sua grandeza nesse momento, optando por manter uma promessa em vez de se enriquecer.

Precisamos entender a excepcionalidade de Moisés naquele momento, porque um dia você estará em uma encruzilhada na vida quando terá que escolher entre o ganho pessoal ou manter uma promessa. Pode haver momentos em que a única maneira de alcançar o desejo do seu coração e realizar seus sonhos exigirá quebrar uma promessa feita a alguém, possivelmente uma promessa feita a si mesmo. O que você fará nesse momento? Vai manter a promessa ou quebrá-la em busca de sua promoção pessoal? Manter a promessa será um sinal de sua força interior e de sua maturidade humana.

Há sinais muito preocupantes em nossa sociedade quando assumimos que um candidato político que faz promessas generosas durante a campanha rapidamente se esquece delas ou lhes dá pouca prioridade ao ganhar uma eleição. Da mesma forma, quando um cônjuge é infiel, esquecendo do compromisso assumido no dia do casamento. Quantos casamentos seriam salvos se ambos mantivessem suas promessas? O que acontece com o nível de confiança mútua de toda a sociedade quando uma corporação gigante declara que seus lucros caíram e, como resultado, deixa de honrar suas promessas de segurança no trabalho, seguro de saúde ou benefícios de pensão? E aquele pedaço de papel que você carrega na carteira, que chamamos de dinheiro, o que faz ele realmente valer algo? A única coisa que o torna mais valioso do que um pedaço de papel é o fato de confiarmos que o governo honrará o valor que a nota traz. Um caos terrível aconteceria se deixássemos de acreditar na capacidade do governo de manter sua promessa de pagar o valor estampado na nota.

Manter uma promessa é mais do que apenas manter sua própria integridade. É mais do que fazer o que você disse que faria. É um sinal de que você reconhece a imagem de Deus em outra pessoa. Quando você leva sua obrigação a sério, está zelando não só pelo bem-estar da pessoa, mas também pela integridade do seu caráter e honrando seu Criador. Quando o salmista tenta definir uma pessoa boa, uma pessoa com integridade, ele faz a pergunta retórica:

“Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo; a cujos olhos o réprobo é desprezado, mas honra os que temem ao Senhor; aquele que jura com dano seu, e contudo não muda.”
Salmos 15:1-4

Do livro: “Superando Decepções da Vida”
Autor: Harold Kushner
Páginas: 99-103
Tradução: A. Sfalsin