O Poder da Gratidão: Encontrando Contentamento no Presente

Em Provérbios 30:8-9, o escritor ora fervorosamente: “Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me apenas o pão de cada dia. Senão, tendo demais, te negaria e diria: ‘Quem é o Senhor?’ Ou, tendo menos, eu me tornaria ladrão e desonraria o nome do meu Senhor.”

Esta oração levanta uma questão crucial: Estamos satisfeitos com o nosso pão diário, ou estamos incessantemente perseguindo o vento?

A sociedade atual parece estar obcecada com direitos, ignorando as obrigações. Ela transita de ordens pré-estabelecidas para a desordem total, dos deveres para os direitos do indivíduo, e da obediência a autoridades pré-estabelecidas para a autodeterminação. Em meio a essa mudança cultural, o conceito de gratidão parece escasso. Muitas vezes, sentimo-nos com direito a restituição por injustiças passadas ou exigimos afirmação de nossas identidades auto-percebidas, negligenciando a virtude da gratidão e a própria realidade de quem somos.

O sábio pregador em Provérbios busca equilíbrio em sua oração. Ele não deseja nem riqueza excessiva nem pobreza extrema, reconhecendo os perigos de ambos, que podem afastá-lo do Senhor. Ele entende que um excesso de riquezas pode levar ao esquecimento do Senhor, enquanto a pobreza pode tentar alguém a desonrar o Senhor através da desonestidade.

A busca por equilíbrio é relevante hoje como foi na antiguidade. A gratidão é a pedra angular do contentamento e da alegria, independentemente da abundância material. A ingratidão, por outro lado, gera descontentamento, levando as pessoas a ignorar suas bênçãos e a buscar perpetuamente mais, numa perseguição ao vento.

Fatores psicológicos contribuem para essa predisposição. Os seres humanos se adaptam rapidamente a circunstâncias positivas, levando à desvalorização de bênçãos que antes eram apreciadas. O pensamento comparativo fomenta a ingratidão quando as pessoas percebem os outros como tendo mais do que eles. Uma sociedade que prega somente o direito do indivíduo alimenta ainda mais a ingratidão, enquanto a dissonância cognitiva e o medo da vulnerabilidade de ser grato a alguém inibem expressões de gratidão.

Ao contrário, um coração grato promove uma visão positiva da vida. Provérbios 15:13 afirma de forma apropriada: “Um coração alegre deixa o rosto feliz, mas a tristeza deixa o coração abatido.”

Em Provérbios 30:8-9, o pedido do escritor por “mas dá-me apenas o meu pão diário” implica que aprender a valorizar o que se tem no momento presente, independentemente do que os outros possam ter ou do que se poderia alcançar. Compreender plenamente que a vida se desenrola no “agora”, o único momento verdadeiramente seguro que possuímos. O passado é apenas memória, o futuro é incerto; portanto, só podemos viver e aproveitar o presente. Sou grato por acordar todas as manhãs com saúde e cercado por aqueles que me amam. Quando percebemos que o que temos é apenas o momento presente, que o passado e o futuro são construções da mente, e que nossa perspectiva é moldada pela porção diária de bênçãos que o Senhor nos concede, é quando a verdadeira transformação começa. Quanto aos meus planos e sonhos, eles continuam a existir e devem ser perseguidos? Sim, mas não são o propósito último da vida. Eles podem ser boas motivações para nos manter no caminho certo, mas é na gratidão pelo presente que encontramos a verdadeira plenitude.

É interessante notar que o Senhor requer que demos graças após termos comido. Deuteronômio 8:10 diz: “E comerás e te fartarás, e bendirás ao Senhor teu D-us pela boa terra que te deu.” Embora, através da tradição, tenhamos alterado este mandamento e muitas vezes agradecemos ao Senhor antes de comermos, perdendo o propósito principal da bênção. Nossa inclinação natural é esquecer do Senhor quando tudo está bem, quando estamos saciados, e buscá-lo quando precisamos de algo. Portanto, criar o hábito de agradecer ao Senhor quando estamos saciados nos ensina que mesmo na abundância precisamos agradecê-lo e buscá-lo, reconhecendo que tudo o que temos e somos vem Dele.

Em última análise, praticar gratidão e empatia pode transformar perspectivas, promovendo contentamento e alegria em meio às incertezas da vida. Ao abraçar o conceito de “pão diário”, as pessoas podem cultivar um espírito de gratidão, levando a uma existência mais plena e significativa.

Autor: Adivalter Sfalsin De Assis

Contando o Omer – Dia 50

Shavout ou pentecostes

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;” Atos 2:1

Para aqueles que perseveraram na contagem do Omer comigo durante esses 49 dias, quero parabenizá-los e desejar que tenham tido um profundo aprendizado nessa caminhada, formidável, única e maravilhosa que tivemos nessas sete semanas. Pessoalmente eu fui muito abençoado.

Dentro do contexto histórico desse dia, podemos ler esse versículo dessa forma:

E, cumprindo-se a contagem do Omer culminando no dia de shavout, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.Atos 2:2-3

Ao ler essa passagem paralela com o dia de Shavout, quando D’us entregou os 10 mandamentos ao povo Hebreu, vemos uma remontagem do que havia se passado no monte sinai, todos os elementos estão presentes. Compare Êxodo 19, 20 e 21. A Revelação Divina no Monte Sinai foi um evento sem paralelo. Pela primeira e única vez na história humana, o D’us Infinito revelou-Se a uma multidão de seres humanos.

Shavout, que significa semana em hebraico, ou seja a contagem de 7 semana + 1 dia, o dia 50, foi traduzindo para o grego como Pentecostes, PENTA em grego é cinco, portanto pentecostes é 50.

Jesus exortou os Seus discípulos a que permanecessem em Jerusalém até que do Alto Céu fossem revestidos do poder de D’us, o Espírito Santo. 

“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” Lucas 24:49. 

Esse “ficai” durou a contagem do Omer de 7 semanas, e no dia 50 Shavout ou pentecostes o ES foi derramado em forma de fogo assim como no monte sinai quando D’us falou ao povo Hebrew.

No Sinai, D’us se revela ao povo, mostra sua vontade, seus preceitos e como devem viver; em Atos Ele derrama Seu espírito sobre os judeus, e alguns gentios convertidos ao judaísmo da época, que criam em Jesus como o seu messias para que eles agora levassem esses preceitos aos outros fora de Israel. A palavra que foi revela a um povo particular e exclusivo agora será espalhada a todos os povo, do particular ao genérico, do exclusivo ao público, aberto a todos os que aceitarem. 

Não uma nova aliança, no sentido a velha está ultrapassada, mas uma nova aliança onde D’us mantém sua aliança com o Seu povo e inclui aqueles que aceitam o messias.

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de D’us! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Romanos 11:33

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