Onde está, ó morte, a tua vitória?

Onde Está, ó Morte, a Tua Vitória?

Você já se perguntou o que realmente mudou no mundo depois da cruz? Não só no plano espiritual, mas na forma como entendemos D-us, nós mesmos e o sentido da existência? A cruz não foi apenas o fim da vida de um homem justo. Foi o ponto de interseção entre o céu e a terra, entre o divino e o humano, entre o pecado e a graça. E a ressurreição? Ela não foi simplesmente um milagre. Foi uma revolução silenciosa que reescreveu o destino de toda a criação.

No centro da fé não está apenas um conjunto de doutrinas ou valores morais, mas uma Pessoa: Jesus. E no centro da missão de Jesus está a cruz e o túmulo vazio. É esse mistério, de morte e vida, de entrega e vitória, que carrega a esperança mais profunda que podemos ter: a certeza de que D-us não nos abandonou. Que Ele desceu até o fundo do nosso abismo… para nos levantar.

Quando olhamos para a cruz com os olhos naturais, o que vemos? Um homem derrotado, nu, ensanguentado, zombado por todos. Um fracasso público. Um final vergonhoso. Mas a fé nos convida a olhar além da aparência. Porque o que salvou o mundo não foi a força dos pregos, mas a profundidade do amor. A coroa de espinhos, por exemplo, não foi só um instrumento de dor física. Foi um símbolo cortante. Aquela coroa fere o orgulho, não a pele. Ela expõe a vaidade humana de querer controlar, aparecer, dominar. O Rei dos reis se deixou coroar com zombaria — para que entendêssemos que o verdadeiro poder não grita, mas ama em silêncio. Ali na cruz, Jesus se recusa a provar que é D-us com sinais visíveis. Ele não desce da cruz. Não se defende. Não revida. Porque a maior força que existe não é a resistência… é o amor que permanece mesmo quando não é correspondido. Esse amor que escolhe perdoar enquanto sangra. Esse amor que transforma a dor em ponte. E o abismo em caminho. A cruz é o altar onde o ego é colocado para morrer. E a ressurreição, o nascimento da nova identidade: filhos amados, libertos da culpa, restaurados pela graça.

Uma passagem do Tanakh (VT): Isaías 53 — o Servo Sofredor Muito antes do Gólgota, o profeta Isaías já via, com olhos do espírito, o que o mundo um dia testemunharia. Em Isaías 53, lemos:

“Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou sobre si as nossas dores… Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:4-5)

Esse capítulo é um dos textos mais impressionantes do Tanakh. Ele não descreve um rei glorioso à maneira dos homens, mas um servo rejeitado, desprezado, alguém diante de quem as pessoas escondem o rosto. Mas é exatamente esse que carrega nossas dores. É ele que paga o preço. Isso revela algo fundamental sobre o coração de D-us: Ele não está distante do nosso sofrimento. Ele entra nele. Ele se aproxima dos quebrados, dos cansados, dos pecadores. E faz isso não com palavras, mas com presença. A cruz é o ponto onde a profecia se cumpre — e onde a compaixão de D-us se revela em sua forma mais profunda.

Em João 19, Apocalipse 1 e 1 Coríntios 15 a crucificação é descrita como um clímax sagrado. Jesus, depois de tudo consumado, declara: “Está consumado” (João 19:30). Não é uma frase de derrota. É o grito da missão cumprida, o preço foi pago. A justiça foi satisfeita, o amor foi pleno, o caminho foi aberto. O véu se rasga, o céu já não suporta a separação. Mas o que confirma essa vitória não é apenas a morte — é a ressurreição. Em Apocalipse 1:17-18, o Cristo já glorificado diz:

“Não temas; Eu sou o Primeiro e o Último. Sou Aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do inferno.”

Jesus ressuscitou, e com isso, a morte foi desarmada, já não tem domínio sobre nós. O poder do inferno foi vencido não com espada, mas com amor vulnerável. Um amor que desce até o pó, até a tumba, e volta com as chaves nas mãos.

E é Paulo quem nos desafia a compreender a gravidade dessa verdade. Em sua carta aos coríntios, ele diz com clareza desconcertante:

“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” (1 Coríntios 15:17)

Veja bem: Paulo não diz que a fé fica “enfraquecida” ou “menos inspiradora” sem a ressurreição. Ele diz que ela é vã. Ou seja, inútil. Vazia. Um engano. Por quê? Porque sem a ressurreição, Jesus seria apenas mais um mártir — um exemplo bonito de amor, sim, mas sem poder para nos salvar. O túmulo vazio é a prova de que o sacrifício foi aceito. É o selo de que o perdão é real. É a evidência de que a morte perdeu a autoridade. É por isso que Paulo, no mesmo capítulo, exclama com alegria:

“Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó inferno, o teu aguilhão?” (1 Coríntios 15:54-55)

A ressurreição é a resposta de D-us a todas as perguntas humanas mais profundas: “Será que existe redenção?” “Será que há um novo começo?” “Será que a vida vence a morte?” A resposta está em Jesus vivo.

A ressurreição é uma resposta definitiva. A primeira ressurreição, mencionada em Apocalipse 20, é o despertar espiritual daqueles que morrem para si mesmos e vivem com Cristo. É o novo nascimento. A transformação de dentro para fora. Essa ressurreição já começa agora, no coração daquele que crê. Não é apenas a promessa de um futuro glorioso — é uma realidade presente. O mesmo Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em nós (Romanos 8:11). Isso significa que temos acesso à vida eterna aqui e agora. Uma vida que vence o medo, que transforma o sofrimento, que cura as feridas invisíveis. A cruz foi a oferta. A ressurreição foi a aceitação. E agora, nada pode nos separar do amor de D-us que está em Cristo Jesus.

Então… e você? O que ainda está tentando sustentar com suas próprias forças? O que ainda está tentando esconder de D-us? A cruz nos mostra que não há vergonha grande demais, nem queda profunda demais, que D-us não possa alcançar. E a ressurreição nos lembra que sempre há recomeço. A fé não é melhor para ser aceito — é crer que fomos aceitos, para então sermos transformados. Olhe para a cruz. Veja um amor que não recua diante da dor. Veja um D-us que escolhe você. E depois, olhe para o túmulo vazio. Veja a esperança. Veja a promessa. Veja a vitória. Você pode viver de novo. Pode amar de novo. Pode confiar de novo. Pode perdoar o teu aquele que te ofendeu porque Ele te perdoou. 

A ponte está pronta – No ponto mais escuro da história, brilhou a luz mais forte do amor. Cristo morreu com os braços abertos — e isso diz tudo. É um convite eterno: “Vem, assim mesmo como está. Vem, mesmo estando quebrado.” A ressurreição de Jesus é a garantia de que a dor não tem a última palavra. Nem o pecado. Nem a morte. Nem a ofensa. A última palavra é de D-us. E ela é: “Vida”.

Essa é a nossa esperança. Não baseada em esforço humano, mas no sangue ofertado, no amor derramado, e no túmulo vazio. A cruz é a ponte. A ressurreição é o caminho aberto. E a pergunta que fica para você hoje é: você vai atravessar?

Adivalter Sfalsin

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Amar como Escolha, não Emoção

🗓️ Dia 7 – Amar como Escolha, não Emoção

Semana 1: Bondade e Amor Incondicional

🧭 Tema: Bondade constante, mesmo sem vontade

Você já teve um dia em que simplesmente não sentia vontade de amar? Seja por cansaço, frustração, ou mesmo decepção… tem momentos em que o coração não acompanha a nossa fé. E tudo bem. Isso só mostra que somos humanos. Mas é exatamente nesses dias que somos mais chamados a viver um amor que vai além dos sentimentos — um amor que é escolha.

Amar, biblicamente, não é uma emoção passageira ou uma resposta natural à simpatia. É um mandamento. É uma prática diária, consciente, que reflete a própria natureza de D-us. Amar é acordar e decidir, mesmo sem “vontade”, fazer o bem, estender a mão, agir com gentileza, e sim — até perdoar.

✨ Foco prático do dia: Bondade constante, mesmo sem vontade

📖 Tanakh (VT): Deuteronômio 10:12

“Que é que o Senhor teu D-us requer de ti…? Que ames o Senhor… e andes em todos os seus caminhos.”

📖 Novo Testamento: João 15:12

“O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”

Jesus, nosso maior exemplo, não nos convida a amar apenas os que nos fazem bem. Ele nos chama a amar “assim como” Ele nos amou: com entrega, constância e sem depender da resposta do outro. Ele escolheu amar até o fim — mesmo sendo rejeitado, traído e incompreendido.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, escolha amar — mesmo que você não sinta vontade.

Escolha dar um bom dia gentil. Escolha escutar sem interromper. Escolha não responder com raiva. Escolha servir alguém cansado. Escolha orar por alguém que não entende você. Amor é escolha — repetida tantas vezes até se tornar um reflexo do próprio Cristo em nós.

💭 Em que momento do dia eu preciso me lembrar que amar é decisão, não emoção?

💭 Com quem estou sendo chamado hoje a praticar esse amor constante, mesmo que o coração hesite?

Não se trata de ser perfeito, mas de estar em movimento. O amor, quando praticado com fidelidade, transforma não apenas quem recebe, mas principalmente quem o oferece.

Vamos juntos?

Dia 7 da Contagem do Omer nos desafia a transformar o amor em decisão — até que ele se torne nosso modo natural de viver.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

🎉 Parabéns a todos que chegaram até aqui e acompanharam essa jornada de crescimento espiritual e melhoramento de caráter!

Foram 7 dias desafiadores da primeira semana — começando com o esforço de tirar um tempo para ler e refletir, mas principalmente tentando colocar em prática essas lições que nos elevam como pessoas e como filhos de D-us.

Você perseverou, e isso é uma vitória real.

Estamos um pouquinho mais próximos do nosso alvo, dia após dia.

Encorajo você a continuar. Ainda temos muito a crescer… e cada novo passo conta.

Com fé,

Adivalter Sfalsin

Junte-se ao nosso grupo da Contagem do Omer — uma caminhada de 49 dias, da Páscoa até Shavuot (Pentecostes), onde a cada dia damos um passo em direção a um caráter mais forte, uma fé mais viva e uma vida mais alinhada com os propósitos de Deus.

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📆 São todos os dias por 7 semanas, cada uma focada em um valor espiritual essencial para quem deseja crescer e amadurecer na fé.

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O Terceiro Dia

O Terceiro Dia

Entre a Cruz e o Pôr do Sol

Se você é como eu, provavelmente já se deparou com a seguinte pergunta: como Jesus pode ter ressuscitado ao “terceiro dia” se Ele morreu numa sexta-feira e ressuscitou no domingo? Seriam mesmo três dias e três noites, como Ele afirmou em Mateus 12:40? Esse tema tem gerado debates fervorosos entre cristãos ao longo dos séculos, e a verdade é que a Bíblia não entrega tudo mastigado. Antes de tudo, quero deixar claro: não pretendo oferecer uma resposta definitiva a essa controvérsia. Meu objetivo aqui é apresentar diferentes interpretações teológicas, analisar o contexto bíblico e histórico e, no fim, convidar você a refletir e decidir por si mesmo qual explicação faz mais sentido a luz da bíblia. Este artigo foi escrito para quem gosta de mergulhar fundo nas Escrituras, não apenas buscando respostas, mas também novas perguntas. Porque às vezes, a beleza da fé está justamente na busca.

A cronologia da Paixão: hora a hora

Jesus foi crucificado pela manhã, por volta das 9h (Marcos 15:25), durante o sacrifício matutino do Templo. Esse sacrifício, realizado diariamente às 9h, simbolizava o compromisso contínuo do povo com D-us. Jesus sendo pendurado na cruz nesse mesmo horário já é, por si só, profundamente simbólico. Ao meio-dia, houve uma escuridão sobre toda a terra (Mateus 27:45) — uma espécie de eclipse sobrenatural que durou até às 15h, momento em que Jesus entregou o espírito (Mateus 27:50). Esse horário da morte de Jesus também coincide com o sacrifício vespertino do Templo, tradicionalmente feito às 15h. Assim, Ele morre como Cordeiro Pascal, cumprindo tanto o simbolismo da Páscoa quanto o dos sacrifícios diários. Logo após Sua morte, o corpo de Jesus foi retirado da cruz e colocado no sepulcro antes do pôr do sol (por volta das 18h), pois o sábado estava prestes a começar e os judeus não podiam realizar esse tipo de atividade durante o sábado, quebrando um dos Dez Mandamentos (Lucas 23:54). Na contagem judaica, o dia começa ao anoitecer, e não à meia-noite como no nosso calendário moderno.

Entre muitas perspectiva do dia em ele foi crucificado, duas delas tem mais aderência.

Entendendo o “terceiro dia” na cultura judaica

Para compreender o que significa “terceiro dia” na Bíblia, precisamos adotar a lente da cultura judaica do primeiro século. Para eles, qualquer parte de um dia já era considerada um dia inteiro. Assim:

• Sexta-feira (mesmo que apenas algumas horas): 1º dia

• Sábado inteiro: 2º dia

• Domingo (iniciando ao pôr do sol de sábado): 3º dia

Portanto, a afirmação de que Jesus ressuscitou ao terceiro dia faz sentido dentro dessa contagem. Essa visão afirma: Jesus ressuscitou exatamente ao pôr do sol do sábado, no início do domingo judaico, o que é totalmente coerente com os relatos de que as mulheres encontraram o túmulo já vazio ao amanhecer, nosso sábado ao entardecer. E pense comigo: que simbolismo poderoso! Um novo dia começa quando a luz do sol se despede e dá lugar à noite. Assim como em Gênesis: “E foi a tarde e a manhã, o primeiro dia.” A mudança de dia à meia-noite, como adotamos hoje, é uma invenção humana e não reflete nenhuma alteração real na criação. É quase poético pensar que, no momento exato em que o sol desaparece no horizonte e o mundo entra na escuridão da noite, Jesus, a Luz do Mundo, volta à vida. A transição entre luz e trevas nunca foi tão significativa.

As duas principais interpretações sobre os “três dias e três noites”

1. Contagem inclusiva judaica

Alguns acreditam, conforme essa contagem, que Jesus morreu na sexta-feira e ressuscitou no domingo, e que isso já cumpre a promessa do “terceiro dia” com base na contagem inclusiva usada pelos judeus do primeiro século. Nessa contagem, qualquer parte de um dia já vale como um dia completo:

• Sexta-feira: 1º dia

• Sábado: 2º dia

• Domingo (desde o pôr do sol do sábado): 3º dia

Além disso, há registros bíblicos de que essa forma de contar era comum, como no caso de Ester 4:16–5:1, onde ela pede jejum de “três dias e três noites”, mas vai ao rei no terceiro dia. Essa visão também costuma incluir uma interpretação idiomática da expressão “três dias e três noites”. Alguns estudiosos explicam que, no hebraico da época, esse tipo de expressão era uma maneira de indicar um período significativo de tempo, e não necessariamente um ciclo completo de 72 horas. Ainda assim, essa leitura, embora legítima culturalmente, pode parecer relativizar as palavras exatas de Jesus em Mateus 12:40.

2. A teoria da quarta-feira da crucificação

Essa é a proposta e aderida por muitos assim como o Pastor Joaquim Teixeira, estudioso do hebraico e do grego bíblico. Segundo essa visão, Jesus foi crucificado na quarta-feira, não na sexta, o que permitiria uma contagem literal de “três dias e três noites”. De acordo com essa cronologia, Jesus teria jantado com os discípulos na noite de terça-feira (início do 14 do mês de Nissan), e sido preso, julgado, crucificado e sepultado ainda na quarta-feira, antes do pôr do sol. A quinta-feira (15 de Nissan) teria sido um sábado cerimonial — o primeiro dia dos Pães Asmos. A sexta-feira teria sido o único dia útil entre os dois sábados (o cerimonial e o semanal), quando as mulheres compraram e prepararam os aromas. O sábado seguinte foi o sábado semanal, e ao cair da noite, no início do domingo (18 de Nissan),  Jesus ressuscitou.

Assim se cumpre literalmente:

• Noite 1: Quarta à noite

• Dia 1: Quinta – sábado cerimonial

• Noite 2: Quinta à noite

• Dia 2: Sexta

• Noite 3: Sexta à noite

• Dia 3: Sábado

Jesus então ressuscita ao fim do sábado, antes do amanhecer do domingo, como em Mateus 28:1 — “no fim dos sábados”. Essa teoria permite encaixar todos os textos literalmente, sem necessidade de adaptações simbólicas.

A importância do simbolismo na ressurreição – Independentemente da teoria que mais te convença, é impossível ignorar a beleza simbólica da narrativa. Jesus morreu no momento do sacrifício da tarde, foi sepultado ao entardecer e ressuscitou — segundo creio — ao pôr do sol do sábado, na transição entre o descanso do shabat e o início do domingo judaico. Essa transição marca algo cósmico: a velha criação termina, e uma nova criação começa. O domingo se torna o “Dia do Senhor”, não por decreto humano, mas porque foi o dia em que a Vida venceu a morte.

Conclusão: fé, mistério e liberdade – A ressurreição de Jesus não é apenas um evento cronológico. É o centro da fé cristã. E embora seja fascinante explorar os detalhes — o horário exato, a contagem precisa — o que realmente importa é que Ele ressuscitou. Tenho a tendência de crer na visão da ressurreição ao pôr do sol do sábado, por sua coerência simbólica e alinhamento com o ritmo da criação. Mas, como disse no início, não estou aqui para impor uma conclusão. Talvez você se identifique com outra leitura. Talvez ache tudo isso muito técnico. Ou talvez, como eu, sinta que quanto mais mergulhamos nesse mistério, mais percebemos a profundidade do plano divino.

E você? Qual dessas visões mais ressoa com sua fé, sua leitura bíblica, sua forma de enxergar o tempo e os símbolos que D-us usa para falar conosco? Independentemente da resposta, que possamos todos viver com a certeza de que, ao terceiro dia — seja ele contado como for — a pedra foi removida, a Vida triunfou e vivemos na esperança que com Ele ressuscitaremos para entrar no mundo por vir.  

Amém por isso.

Adivalter Sfalsin

Linha do Tempo da Paixão de Cristo, para sua referência bíblica.

1- Teoria Tradicional da Sexta-feira (Contagem Inclusiva Judaica)

🗓 Quinta-feira (14 de Nisã – Tarde e Noite)

• 18:00 – Preparação para a Páscoa

📖 Lucas 22:7-13 – Jesus orienta os discípulos para prepararem a ceia pascal.

• 19:00 – Lava-pés

📖 João 13:2-5, 12-15 – Jesus lava os pés dos discípulos, ensinando humildade e serviço.

• 20:00 – Última Ceia (Celebração da Páscoa)

📖 Mateus 26:26-29 – Jesus institui a Ceia como memorial da Nova Aliança.

• 21:00 – Oração no Getsêmani

📖 Mateus 26:36-38 – Jesus sente profunda angústia e ora com os discípulos.

• 22:00 – Agonia e suor de sangue

📖 Lucas 22:43-44; Mateus 26:39 – Jesus é fortalecido por anjos.

• 23:00 – Traição de Judas

📖 Mateus 26:47-50 – Jesus é traído com um beijo.

🌙 Sexta-feira (15 de Nisã – Madrugada e Manhã)

• 00:00 – Prisão no Getsêmani

📖 Lucas 22:52-53

• 01:00 – Diante de Anás

📖 João 18:13-23

• 02:00 – Julgamento diante de Caifás e líderes religiosos

📖 João 18:24; Mateus 26:59-66; Marcos 14:55-64

• 03:00 – Pedro nega Jesus três vezes

📖 Mateus 26:69-75; Marcos 14:66-72

• 04:00 – Condenação pelo Sinédrio

📖 Lucas 22:66-71; Mateus 27:1-2

• 05:00 – Diante de Pilatos

📖 João 18:28-38; Lucas 23:1-4

• 06:00 – Audiência com Herodes Antipas

📖 Lucas 23:6-12; Isaías 53:7

• 07:00 – Zombarias e coroa de espinhos

📖 Lucas 23:13-16; João 19:1-3

• 08:00 – Pilatos tenta libertá-lo, mas o povo exige a cruz

📖 João 19:4-16; Mateus 27:24-26

🔨 Crucificação e Morte

• 09:00 – Crucificação no Calvário

📖 João 19:17; Lucas 23:26-31; Mateus 27:31-33 – Simão Cireneu ajuda a carregar a cruz.

📖 Marcos 15:25 – “Era a hora terceira quando o crucificaram.”

• 11:00 – A cruz é erguida; soldados dividem as vestes

📖 João 19:23-24; Marcos 15:24-32; Lucas 23:34-38

• 12:00 – Trevas sobre toda a terra

📖 Mateus 27:45; Marcos 15:33; Lucas 23:44

• 13:00 – Jesus fala com Maria e João; mulheres observam

📖 João 19:26-27; Marcos 15:40-41

• 14:00–15:00 – Morte de Jesus (Hora Nona)

📖 João 19:30; Lucas 23:46; Marcos 15:37

• 15:00–16:00 – Jesus é traspassado pela lança

📖 João 19:31-34

⚰ Sepultamento

• 16:00–17:00 – Corpo retirado da cruz por José de Arimateia

📖 Lucas 23:50-52; Marcos 15:42-46; Isaías 53:9-12

• 17:00–18:00 – Sepultamento antes do pôr do sol

📖 João 19:38-42; Mateus 27:60; Lucas 23:55-56

🗓 Sábado (16 de Nisã – Shabat)

• Jesus permanece no túmulo. Guardas são colocados.

📖 Mateus 27:62-66

🌅 Domingo ao Amanhecer ou sábado anoitecer (17 de Nisã)

• Mulheres encontram o túmulo vazio; Jesus já ressuscitou.

📖 Mateus 28:1-6; Marcos 16:1-6; Lucas 24:1-3; João 20:1

2 –  Teoria da Quarta-feira (Cumprimento Literal de 3 dias e 3 noites)

🗓 Terça-feira à Noite (início do 14 de Nisã)

• Última Ceia com os discípulos

• Getsêmani, prisão e julgamentos iniciais

📖 Mateus 26:17-50; João 13–18

🗓 Quarta-feira (14 de Nisã)

• Crucificação às 9h da manhã

📖 Marcos 15:25; João 19:17-18

• Trevas ao meio-dia; morte às 15h

📖 Mateus 27:45-50; Lucas 23:44-46

• Sepultamento antes do pôr do sol

📖 Mateus 27:57-61; João 19:38-42

➡️ Noite 1: Quarta à noite

➡️ Dia 1: Quinta-feira – Sábado Cerimonial (Pães Asmos)

📖 Levítico 23:6-7; João 19:31

🗓 Quinta-feira à Noite → Sexta-feira

➡️ Noite 2: Quinta à noite

➡️ Dia 2: Sexta-feira – Dia útil

📖 Marcos 16:1; Lucas 23:56 – Mulheres compram especiarias.

🗓 Sexta-feira à Noite → Sábado

➡️ Noite 3: Sexta à noite

➡️ Dia 3: Sábado – Sábado semanal

📖 Lucas 23:56b – As mulheres descansam segundo o mandamento.

🌅 Sábado ao Pôr do Sol (início do domingo judaico)

• Ressurreição de Jesus ao fim do sábado, antes do amanhecer

📖 Mateus 28:1 – “No fim dos sábados, ao começar a raiar o primeiro dia da semana…”

Generosidade Invisível

🗓️ Dia 5 – Generosidade Invisível

Semana 1: Bondade e Amor Incondicional

Você já se perguntou por que é tão difícil fazer o bem em segredo? Por que sentimos vontade de contar aos outros quando ajudamos alguém, ou quando fazemos algo bom? Talvez porque lá no fundo todos desejamos ser reconhecidos, valorizados — e isso é natural. Mas hoje, o convite é outro. É mais silencioso. É mais profundo.

✨ Foco prático do dia: Dar em segredo.

A bondade que transforma o mundo não é aquela que busca aplausos. É aquela que nasce do amor e permanece invisível aos olhos humanos — mas não aos olhos de D-us.

📖 “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício.”

Provérbios 19:17

A sabedoria do Tanakh (Velho Testamento) nos ensina algo poderoso: quando ajudamos alguém necessitado, estamos, na verdade, emprestando ao próprio D-us. E Ele não deixa nenhum gesto desses sem recompensa. Só isso já deveria nos fazer repensar cada moeda, cada minuto, cada palavra de encorajamento que damos.

📖 “Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita… e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”

Mateus 6:3-4

Yeshua (Jesus) vai além. Ele nos desafia a praticar a generosidade de maneira radicalmente discreta. O foco não está em parecer bom, mas em ser bom diante de um Pai que vê o que ninguém mais vê.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, o desafio é simples e poderoso:

Faça algo bom sem contar a ninguém.

Não poste, não comente, não use como exemplo em conversa. Apenas faça. Pode ser doar algo, encorajar alguém, pagar um lanche, orar por um desconhecido, deixar um bilhete anônimo — o que importa é que seja entre você e D-us.

Esse tipo de bondade cria raízes profundas na alma. Ela não se alimenta de elogios, mas da certeza de que estamos cooperando com o Reino. Ao escolher o anonimato, você declara que sua identidade está em Cristo, e não nas curtidas ou aprovações humanas.

💭 Será que consigo fazer o bem sem buscar reconhecimento?

💭 Será que acredito que D-us vê e recompensa no oculto?

Essa é uma prática que molda o coração. Quando damos em segredo, D-us nos enche de uma alegria que não depende de aplausos. E isso — ah, isso — é liberdade.

Vamos juntos?

Dia 5 da Contagem do Omer nos desafia a cultivar uma bondade silenciosa, uma generosidade que ninguém vê, mas que muda tudo.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo nessa jornada de transformação.

Adivalter Sfalsin

Amar o de fora

🗓️ Dia 4 – Amar o de fora

Semana 1: Bondade e Amor Incondicional

Você já se sentiu fora do lugar? Em um ambiente novo, cercado por pessoas que não te conhecem, talvez até falando uma língua diferente da sua? A sensação de ser “o estranho” pode ser desconfortável — e muitas vezes solitária.

Agora imagine que você tem o poder de transformar esse sentimento em acolhimento. Imagine ser o abraço de D-us para alguém que ainda não sabe onde pertence.

✨ Foco prático do dia: Praticar hospitalidade e inclusão.

Hoje, o desafio é simples e poderoso: acolha alguém diferente de você. Um vizinho, um colega de trabalho, alguém novo na sua comunidade ou que pensa diferente. Estenda a mão, o sorriso, o ouvido — o coração.

📖 “O estrangeiro que peregrinar convosco será como o natural entre vós… pois fostes estrangeiros na terra do Egito.”

Levítico 19:34

Esse mandamento não é só uma lembrança da história do povo de Israel. É um chamado eterno à empatia. D-us nos convida a lembrar de onde viemos — das nossas dores, das nossas incertezas — para que sejamos misericordiosos com quem passa por caminhos parecidos.

O Novo Testamento ecoa esse espírito com uma observação surpreendente:

📖 “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.”

Hebreus 13:2

Quantas oportunidades perdemos por não abrir a porta, a agenda, ou simplesmente o olhar? Quem sabe quantos “anjos” passaram por nós e foram ignorados?

Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, pare e pergunte: Quem ao meu redor precisa se sentir incluído?

Pode ser alguém solitário, alguém novo, alguém invisível no seu dia a dia. O Reino de D-us cresce quando abrimos espaço para quem está de fora. E, muitas vezes, é no acolher o outro que descobrimos mais sobre nós mesmos.

Você está disposto a amar o estranho hoje?

Isso não significa concordar com tudo ou pensar igual. Significa reconhecer a dignidade de cada ser humano como imagem do Criador. Significa abrir a tenda, como fazia Abraão, para que outros também encontrem descanso e direção.

🙏 Plano de ação para o dia:

• Cumprimente alguém que você normalmente não notaria.

• Convide alguém “de fora” para um café, uma conversar ou participar de algo.

• Faça uma oração por grupos marginalizados ou estrangeiros em sua cidade.

• Reflita: em que áreas da sua vida você pode ser mais inclusivo?

D-us ama o estrangeiro. Ama o que chegou por último. Ama o que ainda não entendeu tudo, mas quer pertencer. E Ele te convida a fazer o mesmo.

Vamos juntos? Dia 4 da contagem do Omer nos desafia a abrir o coração.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo nessa jornada de transformação.

Adivalter Sfalsin

S1 D3 Amor que Liberta

🗓️ Dia 3 – Ouvir com o Coração

Semana 1: Bondade e Amor Incondicional

Você já foi realmente ouvido por alguém? Não só ouvido com os ouvidos, mas com o coração — com empatia, sem pressa, sem julgamento. Esse tipo de escuta é raro. E por isso mesmo, é tão poderoso.

Hoje, no terceiro dia da nossa jornada espiritual, somos convidados a praticar a empatia ativa — a bondade de simplesmente ouvir com o coração.

📖 “Abre a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados.”

Provérbios 31:8

Esse versículo nos convida a sermos voz para quem não tem voz. Mas como fazer isso se antes não ouvirmos o clamor dos corações ao nosso redor? Ouvir é o primeiro passo para agir com justiça e compaixão.

O apóstolo Tiago reforça esse princípio com sabedoria prática:

📖 “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar.”

Tiago 1:19

✨ Foco prático do dia: Ouça alguém hoje. Apenas ouça, com atenção e coração aberto.

Deixe de lado o celular, os julgamentos e até os conselhos. Dê à outra pessoa o presente da sua escuta plena. Muitas vezes, o maior ato de bondade é simplesmente estar presente.

🌿 Harmonia dentro do Chesed (Bondade, graça)

Bondade não é ausência de limites, e também não é apatia. É encontrar harmonia entre “graça sobre graça” e o discernimento dos limites. D-us nos chama a agir com amor, mas também com sabedoria.

Será que podemos mesmo fazer a diferença no mundo ao nosso redor? Sim — mas precisamos lembrar: os resultados não dependem de nós, e sim de D-us.

Como diz um antigo ensinamento judaico (originado do Pirkei Avot 2:21):

🗣️ “Não é para você completar a tarefa, mas não está livre para desistir da mesma.”

Jesus nos ensinou a orar:

📖 “Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.”

Mateus 6:10

Cada ato de bondade — por menor que pareça — é uma maneira de trazer o Reino de D-us à terra. Não é sobre mudar o mundo todo, mas sobre reluzir nas trevas onde quer que estejamos.

📖 “Porque nós somos cooperadores de D-us; vós sois lavoura de D-us e edifício de D-us.”

1 Coríntios 3:9

✨ Plano de Ação para hoje:

• Faça algo que revele D-us ao mundo.

• Mencione o nome de D-us em 3 conversas.

• Ore pela saúde de alguém.

• Cumprimente todos com um sorriso.

• Escute alguém com atenção e empatia.

🙏 Não desista! Não importa o que a vida te ofereça hoje — peça misericórdia. Mesmo em meio ao caos, há graça. Mesmo no silêncio, D-us está ouvindo. E Ele te chama para ouvir também.

Vamos juntos? O terceiro passo da jornada é ouvir com o coração.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos para o próximo degrau.

Adivalter Sfalsin

S1 D2 Amor que Liberta

🗓️ Dia 2 – Amor que Liberta

Semana 1: Bondade, Amor Incondicional

Você já se sentiu amado mesmo quando sabia que não tinha feito por merecer? Ou já ofereceu bondade a alguém que, aos olhos humanos, não “merecia”? Essa é a essência do amor que liberta — o amor que brota do coração de D-us e nos desafia a ir além do que é justo ou conveniente.

✨ Foco prático do dia: Praticar bondade mesmo sem mérito aparente.

No Tanakh (Pentateuco), vemos uma imagem poderosa do amor de D-us pelo povo hebreu. Não foi pelo número, pela força ou mérito. Foi puro amor:

📖 “Não vos amou o Senhor nem vos escolheu por serdes mais numerosos do que os outros povos… mas porque o Senhor vos amava.”

Deuteronômio 7:7-8

Esse amor que escolhe, apesar de, é o mesmo que encontramos em Yeshua (Jesus). O apóstolo Paulo expressa essa verdade com clareza:

📖 “Mas D-us prova o seu amor para conosco, em que o messias morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”

Romanos 5:8

Não merecíamos. Não éramos gratos. E mesmo assim, fomos amados com um amor radical. Isso é Chesed — bondade além da lógica, além da retribuição.

Mas atenção: bondade sem limites também pode ferir.

Dar tudo o tempo todo, sem discernimento, pode sufocar tanto quem dá quanto quem recebe. Um filho que recebe tudo o que quer, sem restrição, corre risco de se perder. Da mesma forma, a bondade divina também tem limites e convites.

Abraão, nosso pai na fé, tinha uma tenda aberta em todas as direções — um símbolo de hospitalidade irrestrita. Mas ainda assim, havia um limite físico: era preciso entrar na tenda para usufruir da bondade. Ver de longe não era suficiente.

🪞 Reflexão para aplicar hoje:

Talvez hoje você tenha a chance de abençoar alguém que te magoou. Ou alguém que você sente que “não merece”. Vai deixar passar? Lembre-se: você também foi amado assim. Mas também lembre-se: dar com sabedoria é parte do amor.

D-us quer derramar bênçãos sobre nós — mas também quer que estejamos dispostos a nos aproximar. Ele não força a entrada. Ele convida.

📖 “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a D-us, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.”

Tiago 1:5

Hoje, à medida que seguimos nessa jornada de 49 dias, pergunte a si mesmo:

1. Como posso imitar a D-us no meu dia a dia?

2. Que responsabilidade eu tenho para com o meu próximo?

3. O que D-us requer de mim?

💬 Que seu amor seja verdadeiro, firme e cheio de graça.

Que você saiba quando dar… e quando guiar.

Vamos juntos? O segundo passo dessa jornada está em suas mãos.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com a próxima reflexão.

Adivalter Sfalsin

Bondade, Amor Incondicional

🗓️ Dia 1 – Bondade Criadora

Semana 1 D1: Amor Incondicional

Você já se deu conta de quanta bondade invisível te cerca todos os dias? O ar que você respira, a luz do sol, a chance de recomeçar. Tudo isso são sinais da graça de D-us — sinais que muitas vezes passam despercebidos na correria da vida. Mas hoje, no primeiro dia da Contagem do Omer, somos convidados a parar e perceber.

O tema de hoje é Bondade Criadora. Estamos falando daquela bondade que não exige retorno, que simplesmente transborda porque sim. É assim que D-us age — Ele dá sem esperar nada em troca. Ele criou o mundo por pura generosidade, movido pelo desejo de compartilhar Sua bondade.

📖 “O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias estão sobre todas as suas obras.”

Salmos 145:9

Esse versículo nos lembra que a bondade de D-us é universal. Ela alcança todos — inclusive aqueles que nem sequer a reconhecem. E o mais lindo? Ela continua fluindo, dia após dia, como uma nascente que nunca seca.

No Novo Testamento, o apóstolo João escreve:

📖 “E da sua plenitude todos nós recebemos, e graça sobre graça.”

João 1:16

Essa “graça sobre graça” é a abundância do amor de D-us derramada sobre nós — não porque merecemos, mas porque Ele é assim: generoso por natureza.

✨ Foco prático do dia: Dar sem esperar nada em troca.

Simples assim. Que tal começar esse desafio de 49 dias fazendo um gesto de bondade por alguém, sem esperar aplauso, reconhecimento ou retribuição? Um elogio sincero, uma mensagem de encorajamento, um ato de ajuda silenciosa — são sementes de amor que tocam mais do que você imagina.

🪞 Reflexão para aplicar hoje:

Pense por um momento: qual foi a última vez que você deu algo — tempo, atenção, escuta, carinho — sem calcular retorno? Você consegue lembrar de alguém que foi canal da bondade de D-us pra você? Agora, imagine poder ser essa pessoa para outro hoje.

D-us nos chama a sermos espelhos da Sua natureza. Ele nos criou com essa capacidade: de fazer o bem só pelo bem. Às vezes, a gente acha que precisa de grandes gestos pra impactar o mundo, mas a verdade é que a transformação começa no pequeno. No simples. No invisível.

E se hoje for o primeiro degrau de uma escada rumo a um coração mais generoso?

E se, ao longo desses 49 dias, D-us quiser formar em você uma versão mais parecida com Ele?

💬 Pergunta para o dia:

Qual é um pequeno ato de bondade que você pode praticar hoje, sem esperar nada em troca?

Que sua jornada comece com graça. Que sua vida transborde amor criador.

Vamos juntos? O primeiro dia da contagem já começou. 

Amanhã após o por do sol vou publicar a reflexão do dia 2.

Adivalter Sfalsin

Contando o Omer

Vamos Contar o Omer juntos? 

Uma Jornada de 49 Dias que Pode Mudar Tudo

Você já parou para pensar no que poderia acontecer se você se comprometesse, por apenas 49 dias, a crescer um pouco mais a cada dia — como pessoa, como ser espiritual, como filho(a) de D-us?

Pois é exatamente esse o convite da Contagem do Omer: uma jornada de autotransformação e reconexão com o Divino, que começa na segunda noite da Páscoa (Pessach) e vai até a festa de Shavuot — o dia em que celebramos a entrega dos Dez Mandamentos e a revelação da Palavra.

📅 No calendário bíblico, hoje é 14 de Nissan. Ao pôr do sol, começará o 15 de Nissan — a Páscoa bíblica — e, tradicionalmente, ao final desse dia, inicia-se a Contagem do Omer: um período de 49 dias entre a saída do povo hebreu do Egito e a entrega da Torá no Monte Sinai.

Nesse período, a tradição judaica convida o povo a se preparar espiritualmente para receber a Palavra do Senhor. E Jesus, em seu contexto judaico, muito provavelmente manteve essa tradição. Nos Evangelhos e no Novo Testamento, vemos ecos disso quando Ele instrui seus discípulos a permanecerem em Jerusalém até o envio do Espírito Santo — um paralelo direto com o recebimento dos Dez Mandamentos no Sinai:

“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, pois, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.”

(Lucas 24:49)

“Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas…”

(Atos 1:8)

Isso nos mostra que o Pentecostes (Shavuot) relatado no novo testamento é o dia 50 dessa mesma contagem — não por acaso, mas por propósito divino.

✨ E você já se perguntou quem foram os primeiros “pentecostais” da história? Não foram os discípulos no cenáculo nem as igrejas formadas com esse nome — mas foram os hebreus no deserto, reunidos diante do Monte Sinai, ouvindo trovões, vendo relâmpagos e recebendo a Palavra diretamente do céu. Eles foram os primeiros a celebrar esse evento tão significativo: a entrega da Lei, que moldaria a identidade de um povo e revelaria a vontade de D-us.

Talvez você nunca tenha feito isso antes. Talvez você nem saiba por onde começar. Mas aqui vai uma verdade: D-us se revela a quem está disposto a caminhar. E essa caminhada acontece dia após dia, escolha após escolha, pensamento após pensamento.

Durante esses 49 dias, a contagem do Omer nos convida a trabalhar nosso interior por meio de sete virtudes espirituais, uma para cada semana — cada uma revelando uma faceta do caráter de D-us e um aspecto do nosso ser que precisa ser refinado:

✨ As Sete Semanas Espirituais:

1. Bondade – Aprender a amar com generosidade, sem esperar retorno.

2. Disciplina/Autocontrole – Estabelecer limites saudáveis e fortalecer nossa vontade.

3. Beleza/Compaixão – Encontrar equilíbrio entre justiça e misericórdia.

4. Persistência/Vitória – Desenvolver firmeza, fé constante e resistência espiritual.

5. Humildade/Gratidão – Reconhecer que a força vem de D-us e aprender a ceder.

6. Conexão/Vínculo – Fortalecer nossos relacionamentos e nossa aliança com D-us.

7. Realeza/Nobreza Interior – Assumir responsabilidade e liderar com dignidade e serviço.

Mas isso não é só teoria — é prática. É olhar para dentro com coragem. É perguntar:

• Quem estou me tornando?

• Que hábitos me aproximam ou me afastam de D-us?

• Como posso amar melhor? Falar com mais sabedoria? Ter mais paciência?

• O que está me impedindo de ser plenamente aquilo que D-us sonhou para mim?

A Contagem do Omer é como uma escada. Ela não exige perfeição, mas movimento. Um degrau por dia. Uma vitória por vez.

E se, ao final desses 49 dias, você estivesse mais leve, mais sábio(a), mais cheio(a) da presença de D-us?

E se essa contagem, feita com fé e intenção, fosse o que faltava para destravar coisas na sua vida que há tempos você vem orando?

🎯 O desafio está lançado:

Durante os próximos dias, vamos contar juntos.

Mas mais do que contar dias, vamos fazer com que cada dia conte.

É sobre a jornada interior que só você pode trilhar.

Aceita esse convite? Nos próximos 49 dias vou publicar um pequeno artigo abordando cada aspecto das 7 semanas, fique atento as notificações.

Então se prepare, porque essa jornada não é apenas sobre números.

É sobre seu coração, sua alma — e o que D-us quer revelar em você antes que o fogo desça novamente no dia 50.

Vamos? Vem comigo.

Adivalter Sfalsin

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Shavuot ou Pentecostes

Shavuot ou Pentecostes?

🔥 Shavuot e Pentecostes: A Mesma Festa, Duas Perspectivas, Uma Revelação

Você sabia que Pentecostes é a mesma festa chamada Shavuot na Bíblia?

Pentecostes, do grego Πεντηκοστή (Pentekostē), significa “cinquenta”, e marca o quinquagésimo dia após a Páscoa. No judaísmo bíblico, é o Shavuot — também conhecida como a Festa das Semanas — quando se celebra tanto a colheita dos primeiros frutos quanto a revelação dos Dez Mandamentos no Monte Sinai.

📆 Quando se celebra?

Nessa ano (2025), Shavuot começa ao pôr do sol de domingo, 1º de junho, e termina ao anoitecer de terça-feira, 3 de junho.

É uma das três festas bíblicas de peregrinação (juntamente com Pessach, (páscoa) e Sucot (tabernáculos) e, surpreendentemente, muitas pessoas nem sabem que ela comemora a revelação dos Dez Mandamentos à humanidade. Já parou para pensar que não temos nenhuma festa no calendário cristão tradicional que celebre esse momento? Essa festa já existe na Bíblia — talvez só não tenhamos percebido sua importância.

🧭 O que é a Contagem do Omer?

A Contagem do Omer é o período de 49 dias entre Pessach (Páscoa) e Shavuot (Pentecostes), conforme descrito em Levítico 23:15-16:

“Contareis para vós, desde o dia seguinte ao sábado… sete semanas completas. Contareis cinquenta dias…”

Originalmente uma prática agrícola ligada à colheita de cevada e trigo, a contagem do Omer foi compreendida espiritualmente como uma jornada de transformação interior, conectando a libertação do Egito à revelação da Torá no Sinai. Cada dia é contado com uma bênção, e muitos usam esse tempo para refletir sobre virtudes como bondade, justiça, humildade, e disciplina. O Monte Sinai: Nosso Ponto de Encontro – No 50º dia após a saída do Egito, D’us se revelou ao povo hebreu no Monte Sinai com fogo, trovões, som de trombetas e uma voz audível. Foi o nascimento espiritual de Israel como nação, conforme Isaías 49:6, chamada para ser “luz para as nações”. A tradição rabínica afirma que a voz de D’us se dividiu em 70 línguas, representando todos os povos — mostrando que Sua mensagem era universal desde o início.

Pentecostes: O Espírito Sobre Todos, sua revelação a todos os povos. Agora compare com Atos 2:1–3: “E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar. E de repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso… e foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo.”

Jesus havia dito: “Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” – Lucas 24:49, cumprido fim da contagem do Omer.

Assim como no Sinai o fogo desceu sobre o monte, agora ele desce sobre os discípulos, na sua maioria esmagadora judeus. A festa é a mesma: Shavuot, só que traduzida como Pentecostes. No Sinai, D’us deu os mandamentos ao povo hebreu. Em Atos 2, Ele derramou o Espírito Santo para capacitá-los a levar esses mandamentos às nações. “porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor de Jerusalém.” Miquéias 4:1-2 e Isaías 2:2-3.

Três mil pessoas creram naquele dia — assim como no Sinai, quando três mil morreram por causa do bezerro de ouro (Êxodo 32:28). Aqui vemos a graça restaurando o que a desobediência havia quebrado.

🌾 Primícias do Espírito e da Ressurreição – Shavuot também é a festa das primícias — a entrega dos primeiros frutos a D’us. No evangelho, vemos isso refletido quando, após a ressurreição de Jesus, “muitos santos ressuscitaram” (Mateus 27:52) — as primícias dos que dormem. Assim, o Pentecostes não é o rompimento com o antigo, mas a continuidade e ampliação da revelação divina. A Torá dada no Sinai não é substituída, mas complementada pela ação do Espírito, que escreve a Lei nos corações.

🧩 Uma Conexão Profunda – Essa ligação entre judaísmo e cristianismo nem sempre é reconhecida, mas é essencial. Shavuot e Pentecostes são duas janelas para o mesmo céu:

• No Sinai, D’us forma um povo.

• Em Jerusalém, Ele envia esse povo ao mundo.

• No Sinai, os mandamentos.

• Em Pentecostes, o Espírito que capacita a vivê-los.

• No Êxodo, uma libertação física.

• Em Atos, uma libertação espiritual.

As divergências nas datas das festas nos convidam à introspecção. Será que não estamos perdendo algo ao nos desconectarmos das raízes bíblicas?

Enquanto muitos comemoram festas como o Natal, com raízes questionáveis, pouco se fala sobre Shavuot — o dia da entrega dos Mandamentos ou o derramamento do Espírito Santo. Celebrar essas datas nos reconecta à história da fé e nos ajuda a ver que o cristianismo não surgiu isolado, mas é fruto da revelação progressiva de D’us ao longo do tempo onde os gentios são agora enxertados nas promessas dadas aos patriarcas.

🤔 Por que não celebramos isso? – Celebramos o Natal, cuja origem é discutível, mas negligenciamos a entrega dos Dez Mandamentos e a descida do Espírito Santo — dois dos maiores marcos da fé. Talvez este seja um chamado para voltar às raízes e celebrar o que realmente carrega peso eterno.

🌍 Um Convite à Unidade – A conexão entre Shavuot e Pentecostes mostra que a revelação divina não é fragmentada, mas progressiva e inclusiva. Ela não rejeita o que veio antes — ela constrói sobre isso, abrindo caminho para que todos os povos possam conhecer o D’us de Israel.

“Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um, e derrubou a parede de separação que estava no meio… para criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz.” – Efésios 2:14-15

Adivalter Sfalsin

A Profunda Conexão entre Shavuot e Pentecostes: Um Olhar Desafiador sobre a Continuidade Espiritual

A Profunda Conexão entre Shavuot e Pentecostes: Um Olhar Desafiador sobre a Continuidade Espiritual

A Profunda Conexão entre Shavuot e Pentecostes: Um Olhar Desafiador sobre a Continuidade Espiritual

Sabia que pentecostes é a mesma festa chamada Shavout na bíblia? Pentecostes, ou Πεντηκοστή (Pentekostē), significa “cinquenta”. Esta festa judaica ocorre 50 dias após a Páscoa, celebrando a colheita dos primeiros frutos e a entrega dos 10 mandamentos no Monte Sinai. No cristianismo, Pentecostes marca a descida do Espírito Santo sobre os discípulos de Jesus, 50 dias após sua ressurreição, esses mesmo os discípulos faziam a contagem do Omer.

Shavuot esse ano começa ao pôr do sol na terça-feira, 11 de junho de 2024, e termina ao anoitecer na quinta-feira, 13 de junho de 2024. No calendário gregoriano, temos muitas festividades recorrentes, todas com sua importância e papel. Mas já parou para pensar que não temos nenhuma festa que comemora a revelação dos 10 mandamentos à humanidade ou do dia de pentecostes? Esse dia tão importante não deveria ser comemorado? Será que essa comemoração já existe na Bíblia e não percebemos?

Para aqueles que não estão familiarizados com o Velho Testamento, a ligação entre o judaísmo e o cristianismo pode parecer distante e desconexa. No entanto, um exame atento das festividades de Shavuot e Pentecostes revela uma profundidade espiritual e histórica que une essas duas tradições de forma indelével. Essa conexão não só enriquece a compreensão de ambas as festas bíblicas, mas também desafia nossa percepção de continuidade e revelação divina.

Investigando a Conexão

Em Levítico 23:15-21, detalha-se a celebração da Festa das Semanas e a oferta das primícias, onde o Senhor ordena que se conte 7 semanas por 7 vezes e, no dia 50, Ele entregaria os 10 mandamentos. Essa festa é conhecida como Festa das Semanas ou Shavuot em hebraico. Nesse dia, D-us se revela através de línguas de fogo, marcando a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai, sete semanas após a saída do Egito e a primeira Páscoa. Esses mandamentos representam a aliança entre D-us e o povo de Israel, fornecendo diretrizes espirituais e éticas que moldaram a identidade judaica e, por consequência, influenciando todos os outros povos.

Este evento é considerado o nascimento de Israel como nação, chamada a ser “luz para as nações” (Isaías 49:6). A tradição rabínica descreve a voz de D-us como martelos que faziam o Monte Sinai tremer, lançando faíscas (línguas de fogo) em 70 idiomas, simbolizando a universalidade dos 10 mandamentos.

No primeiro século, a língua predominante já não era o hebraico, mas sim o aramaico e o grego. Portanto, Shavuot foi traduzida para Pentecostes, que em grego é Πεντηκοστή (Pentekostē), significando 50, portanto em Atos 2 lemos o termo Shavout foi traduzido para pentecostes mas a festa é exatamente a mesma.

Existem vários paralelos espirituais nesse acontecimento. Assim como a revelação dos mandamentos divinos no Monte Sinai, a descida do Espírito Santo em Atos 2 ocorreu com línguas de fogo, tremor e um vento forte. Línguas de fogo desceram sobre os discípulos, simbolizando a capacitação para levar a mensagem de Jesus a todas as nações. Na revelação do Monte Sinai, D-us forja um novo povo entre os pagãos para servi-Lo e ser luz para as nações. No Pentecostes, D-us novamente separa uma porção do Seu povo para levar as boas novas a todas as nações, servindo de luz. Este evento pode ser visto como uma inversão da confusão de línguas na Torre de Babel (Gênesis 11:1-9), onde os povos foram separados; agora, em Pentecostes, existe uma promessa de D-us de reunir os povos.

Ele também celebra-se a entrega dos primeiros grãos e frutos da terra, algo muito simbólico para o Pentecostes porque na ressurreição de Jesus muitos outros santos foram ressuscitados junto com ele (Mateus 27:52), marcando as primícias dos mortos que ressuscitariam no futuro vindouro e na descida do Espírito Santo 3 mil pessoas foram salvas. 

Além disso, a conexão entre Shavuot e Pentecostes possui profundas implicações teológicas e simbólicas. Primeiramente, a continuidade da Revelação sugere que, para os judeus que creram em Jesus como o Messias, a descida do Espírito Santo não substitui os 10 Mandamentos, mas os complementa. Isso implica uma continuidade na revelação divina, que agora abrange outros povos. Tal inclusão revela o amor de D-us por toda a humanidade, acolhendo todos aqueles que o buscam, independentemente de sua origem.

Ademais, a unidade espiritual destacada pela celebração de Pentecostes durante Shavuot reforça a ideia de que o cristianismo não surgiu isoladamente, mas está enraizado na tradição judaica. Essa ligação promove um diálogo inter-religioso baseado em compreensão e respeito mútuos, reconhecendo a herança comum e a continuidade espiritual que une ambas as tradições. Assim, a conexão entre Shavuot e Pentecostes não apenas enriquece a compreensão teológica, mas também fortalece os laços espirituais entre judaísmo e cristianismo, promovendo uma visão mais inclusiva e unificada da revelação divina.

A profunda conexão entre Shavuot e Pentecostes desafia os leitores a reconsiderar a relação entre judaísmo e cristianismo. Ao reconhecer a continuidade espiritual e histórica entre essas duas tradições, somos convidados a apreciar a riqueza e a complexidade da revelação divina. Essa compreensão não apenas enriquece nossa fé, mas também promove um senso de unidade e propósito compartilhado na busca pela verdade espiritual.

Somos incitados a refletir sobre a beleza e a profundidade dessa ligação, reconhecendo que, em última análise, ambas as tradições compartilham uma missão comum: revelar o amor e a sabedoria de D-us para toda a humanidade. Diante disso, é pertinente questionar por que celebramos festividades de origens pagãs, como o Natal, enquanto negligenciamos a comemoração da entrega dos Dez Mandamentos – um evento central que simboliza a continuidade e a profundidade espiritual do Pentecostes. Este chamado à reflexão busca ressaltar a importância de valorizar e celebrar momentos que verdadeiramente representam a essência da nossa fé e a revelação divina.

Author: Adivalter Sfalsin

Páscoa Bíblica ou Páscoa Cristã

À medida que este fim de semana se aproxima, os fiéis entre os católicos e protestantes aguardam ansiosamente a celebração da páscoa, um momento impregnado de entusiasmo e fé profunda. Para os cristãos, esta ocasião sagrada comemora os eventos cruciais da crucificação e ressurreição de Jesus Cristo, infundindo nos corações um profundo senso de pertencimento e plenitude. No entanto, no meio das festividades jubilosas, surge uma discrepância notável, que mergulha no cerne da tradição religiosa e interpretação: as diferentes datas da páscoa Bíblica e da páscoa Cristã.

De acordo com o mandamento divino, a observância da páscoa deve ser realizada no 15º dia de Nissan, um mês no calendário bíblico hebraico. Em 2024, isso corresponde ao período entre 22 e 30 de abril no nosso calendário gregoriano. No entanto, os cristãos de diversas denominações celebram a páscoa em 31 de março de 2024, levantando questões sobre a racionalidade por trás dessa disparidade.

Por que os cristãos optam por seguir o calendário gregoriano em vez de aderir estritamente às injunções bíblicas? A resposta, embora multifacetada, pode ser resumida em uma explicação simples enraizada na tradição e interpretação histórica. A tradição cristã dita que a páscoa ocorra no primeiro domingo após a lua cheia que ocorre no ou após o equinócio da primavera. Se a lua cheia coincidir com um domingo, a páscoa é celebrada no domingo subsequente, alinhando-se com os ciclos lunares e fenômenos astronômicos.

Por outro lado, o calendário bíblico, designa o início do páscoa no 15º dia de Nissan – o primeiro mês do ano hebraico, conforme instruído no livro do Êxodo, capítulo 12. Curiosamente, o calendário hebraico se ajusta meticulosamente para sincronizar com o calendário solar, garantindo que o 15º de Nissan se alinhe consistentemente com dias específicos da semana: domingo, terça-feira, quinta-feira ou sábado. Essa calibração intrincada leva em consideração tanto os ciclos solares quanto lunares, destacando a conexão profunda entre movimentos celestes e observância religiosa.

O cerne da questão reside nas abordagens divergentes para cálculos do calendário e significado religioso. Enquanto os cristãos priorizam a comemoração da Páscoa com base em padrões lunares e astronômicos, a tradição judaica mantém a santidade da Páscoa de acordo com os ditames do calendário bíblico. Essa discrepância destaca a rica tapeçaria de diversidade religiosa e interpretação, convidando à introspecção.

Além das complexidades da definição de datas, a páscoa ressoa com temas atemporais de redenção, renovação e triunfo da esperança sobre o desespero. Seja comemorando a libertação dos hebreus da escravidão ou a ressurreição de Jesus Cristo durante a comemoração da páscoa judaica, os cristãos encontram consolo e inspiração nessas narrativas sagradas, transcendendo preocupações temporais e fronteiras culturais.

Em essência, a divergência entre a páscoa bíblica e a páscoa cristã serve como testemunho da natureza multifacetada da observância e interpretação religiosa. Embora as datas possam ser diferentes, a mensagem subjacente de fé, amor e renovação espiritual permanece firme, um farol de esperança para os cristãos em todo o mundo.

À medida que embarcamos nesta temporada sagrada de reflexão e celebração, que possamos abraçar a diversidade das tradições religiosas, promovendo maior compreensão e unidade entre todas as pessoas de fé e voltar as raizes bíblicas. Finalmente, não é apenas a data que importa, mas o significado profundo dessas observâncias sagradas ao nutrir o espírito humano e enriquecer nossa jornada coletiva em direção ao divino.

Autor: Adivalter Sfalsin

Contando o Omer – Dia 50

Shavout ou pentecostes

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;” Atos 2:1

Para aqueles que perseveraram na contagem do Omer comigo durante esses 49 dias, quero parabenizá-los e desejar que tenham tido um profundo aprendizado nessa caminhada, formidável, única e maravilhosa que tivemos nessas sete semanas. Pessoalmente eu fui muito abençoado.

Dentro do contexto histórico desse dia, podemos ler esse versículo dessa forma:

E, cumprindo-se a contagem do Omer culminando no dia de shavout, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.Atos 2:2-3

Ao ler essa passagem paralela com o dia de Shavout, quando D’us entregou os 10 mandamentos ao povo Hebreu, vemos uma remontagem do que havia se passado no monte sinai, todos os elementos estão presentes. Compare Êxodo 19, 20 e 21. A Revelação Divina no Monte Sinai foi um evento sem paralelo. Pela primeira e única vez na história humana, o D’us Infinito revelou-Se a uma multidão de seres humanos.

Shavout, que significa semana em hebraico, ou seja a contagem de 7 semana + 1 dia, o dia 50, foi traduzindo para o grego como Pentecostes, PENTA em grego é cinco, portanto pentecostes é 50.

Jesus exortou os Seus discípulos a que permanecessem em Jerusalém até que do Alto Céu fossem revestidos do poder de D’us, o Espírito Santo. 

“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” Lucas 24:49. 

Esse “ficai” durou a contagem do Omer de 7 semanas, e no dia 50 Shavout ou pentecostes o ES foi derramado em forma de fogo assim como no monte sinai quando D’us falou ao povo Hebrew.

No Sinai, D’us se revela ao povo, mostra sua vontade, seus preceitos e como devem viver; em Atos Ele derrama Seu espírito sobre os judeus, e alguns gentios convertidos ao judaísmo da época, que criam em Jesus como o seu messias para que eles agora levassem esses preceitos aos outros fora de Israel. A palavra que foi revela a um povo particular e exclusivo agora será espalhada a todos os povo, do particular ao genérico, do exclusivo ao público, aberto a todos os que aceitarem. 

Não uma nova aliança, no sentido a velha está ultrapassada, mas uma nova aliança onde D’us mantém sua aliança com o Seu povo e inclui aqueles que aceitam o messias.

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de D’us! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Romanos 11:33

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