Não Desistir das Pessoas

Dia 24 Não Desistir das Pessoas

🗓️ Semana 4 – Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Tema: Amor que suporta

Talvez um dos maiores desafios no caminho espiritual não seja vencer inimigos externos, mas continuar ao lado de pessoas em processo, em crise ou que até nos feriram. O amor que D‑us nos convida a viver não é circunstancial, nem apenas emocional. É um amor que suporta, acredita, espera e insiste. É esse tipo de amor que sustenta relacionamentos duradouros e cura feridas profundas. É fácil amar quando tudo vai bem. Mas e quando há silêncio? E quando há decepção? Quando o outro não corresponde às nossas expectativas? A Contagem do Omer hoje nos desafia a não desistir das pessoas. Porque, muitas vezes, tudo o que alguém precisa para recomeçar é justamente alguém que não tenha desistido dele.

✨ Foco prático do dia: Amar alguém hoje com paciência e constância

📖 Tanakh, Provérbios 17,17

“O amigo ama em todo o tempo, e na angústia nasce o irmão.”

Esse versículo mostra que o verdadeiro amor não depende das circunstâncias. Ele permanece firme, mesmo quando a caminhada se torna difícil. E mais do que isso, é nas crises que o amor se aprofunda e se transforma em laços ainda mais fortes. Amor assim é raro, mas é exatamente o que D‑us deseja cultivar em nós.

📖 Novo Testamento, 1 Coríntios 13,7

“Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Paulo descreve aqui o amor que reflete o caráter de D‑us. Um amor resiliente, corajoso, que continua acreditando mesmo sem garantias. Um amor que não foge quando tudo desaba, mas permanece de pé. Esse amor não é fraco, é forte. Não é ingênuo, é fiel.

🌿 Reflexão para aplicar hoje

Hoje, pare um momento e reflita:

💭 Há alguém de quem me afastei por mágoas ou frustração?

💭 Será que essa pessoa só precisa de uma nova chance, de uma palavra de apoio ou de alguém que ainda acredite nela?

💭 Estou amando com constância ou apenas quando me convém?

Talvez você seja a única pessoa que ainda acredita em alguém. Talvez sua fidelidade seja o canal que D‑us quer usar para restaurar outra vida. Não subestime o impacto de uma presença paciente. Não despreze o poder de um amor que permanece.

Vamos juntos?

Dia 24 da Contagem do Omer nos convida a amar com perseverança. Porque o amor verdadeiro não se mede na intensidade do sentimento, mas na decisão de continuar. Hoje, escolha permanecer. Escolha amar. Escolha acreditar de novo.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Adivalter Sfalsin

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Lutar com Propósito

🗓️ Dia 23 – Lutar com Propósito

Semana 4, Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Tema: Perseverança com direção

Perseverar é nobre, mas perseverar sem propósito é exaustivo. Muita gente está lutando, correndo, servindo, produzindo… mas sem saber por quê. E o problema não é só o cansaço, mas o vazio que vem depois. Porque, quando falta sentido, até a vitória perde o sabor. O convite do Omer hoje é claro: lute com propósito. Pare por um momento para avaliar se sua energia tem sido bem direcionada. Será que você está investindo sua vida onde D‑us realmente quer te usar? Será que sua luta é válida, ou você está travando batalhas que nem são suas?

✨ Foco prático do dia: Alinhar esforço com direção espiritual

📖 Tanakh, Salmos 18,39

“Pois me cingiste de força para a batalha e submeteste debaixo de mim os que contra mim se levantaram.”

O salmista reconhece que a força vem de D‑us, mas ela não é entregue por acaso. Ela é dada para um propósito, para batalhas que valem a pena, para causas que fazem parte do plano divino. Força sem direção é desperdício. Mas quando nossa luta está alinhada com a vontade de D‑us, até os inimigos se tornam degraus.

📖 Novo Testamento, 1 Coríntios 9,26

“Assim corro também eu, não sem meta. Assim luto, não como desferindo golpes no ar.”

O apóstolo Paulo é um exemplo de foco espiritual. Ele sabia para onde estava indo. Sabia por que lutava. Cada movimento tinha intenção. Ele não queria apenas fazer muito, mas fazer com propósito. E isso é o que transforma persistência em vitória real.

🌿 Reflexão para aplicar hoje

Hoje, reflita com sinceridade:

💭 Onde tenho investido minha energia ultimamente?

💭 Minhas lutas têm me levado mais perto de D‑us, ou apenas me consumido?

💭 O que posso fazer hoje com mais propósito e menos pressa?

Talvez você esteja cansado não porque está fazendo demais, mas porque está lutando sem clareza. D‑us não te chamou para se esgotar em batalhas vazias, mas para resistir com direção. A perseverança que edifica é aquela que sabe para onde está indo e por que continua.

Vamos juntos?

Dia 23 da Contagem do Omer nos desafia a colocar propósito no que fazemos. Não basta continuar, é preciso continuar na direção certa. Lute com intenção, sirva com clareza, caminhe com foco. E sua força será renovada a cada passo. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Adivalter Sfalsin

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Do Impensável à Norma

Do Impensável à Norma

A Janela de Overton e a Mente Coletiva: Como o Impensável Se Torna Norma

Você já refletiu sobre como certas ideias que, até pouco tempo atrás, seriam consideradas absurdas, hoje são celebradas e até exigidas como normas de comportamento? Como valores que por séculos sustentaram o tecido moral da sociedade passaram a ser ridicularizados e excluídos do espaço público? Esse processo não é fruto do acaso. Ele tem nome, método e estratégia. Chama-se Janela de Overton. O conceito foi desenvolvido por Joseph P. Overton e descreve o intervalo de ideias consideradas aceitáveis em uma sociedade em dado momento. Tudo que está dentro da janela pode ser debatido e promovido publicamente. O que está fora é impensável, tabu, proibido. No entanto, esta janela não é fixa. Ela pode ser deslocada gradualmente, até que aquilo que antes era inaceitável se torne obrigatório, e o que antes era norma seja banido como retrógrado ou ofensivo. A Janela de Overton é uma ferramenta da chamada engenharia social, que utiliza meios culturais e simbólicos para moldar o pensamento coletivo. Ao contrário da opressão direta, como a censura explícita ou a repressão estatal, essa estratégia atua de forma quase invisível. Ela transforma a cultura de dentro para fora, utilizando a linguagem da liberdade, do progresso e da tolerância como instrumento de reprogramação moral.

Curiosamente, a Bíblia já alertava sobre mecanismos semelhantes muito antes do surgimento do conceito moderno. No livro do profeta Isaías, há uma denúncia clara da inversão dos valores promovida por uma sociedade em decadência espiritual: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridão luz, e da luz escuridão” (Isaías 5:20). O funcionamento da Janela de Overton segue uma progressão em cinco etapas. A primeira consiste em tornar o impensável em algo meramente pensável. A ideia absurda é introduzida por meio de piadas, memes, filmes ou sátiras. O objetivo não é convencer, mas plantar a semente. O cérebro humano registra a proposta como possibilidade, mesmo que envolta em humor. A segunda etapa transforma o pensável em discutível. O que era tabu começa a ser debatido em meios acadêmicos, programas de televisão, redes sociais. A argumentação usada costuma ser neutra, com frases como “vamos ouvir todos os lados”. Assim, a resistência inicial vai sendo desgastada. Na terceira etapa, o discutível torna-se aceitável. A pressão social começa a operar. Quem se opõe à nova ideia passa a ser estigmatizado como preconceituoso, intolerante ou retrógrado. Em nome da inclusão, instala-se o silenciamento. O profeta Amós viveu um tempo assim, em que a sinceridade era motivo de ódio: “Eles aborrecem na porta o que repreende, e abominam o que fala com sinceridade” (Amós 5:10). A quarta etapa transforma o aceitável em norma. A ideia antes marginal passa a ocupar o centro. É ensinada nas escolas, promovida pelas leis e exaltada pela mídia. A discordância é sufocada, não necessariamente por um governo autoritário, mas pelo próprio ambiente social. A cultura do cancelamento é um exemplo moderno dessa dinâmica. A última etapa é a mais perigosa. Ela torna o antigo impensável. Os valores que sustentaram a civilização passam a ser ridicularizados, os livros que os defendem são descartados, e as pessoas que os vivem são marginalizadas. O profeta Jeremias lamenta esse estado de endurecimento moral: “Acaso se envergonham de cometer abominação? Não. Nem sequer sabem o que é envergonhar-se” (Jeremias 6:15).

Esse padrão de dominação cultural já era conhecido no mundo bíblico. O livro de Daniel relata o caso dos jovens hebreus levados à Babilônia. Lá, receberam novos nomes, nova educação, nova dieta. A intenção era apagar sua identidade e substituir sua cosmovisão. “O rei designou-lhes uma porção diária das iguarias do rei e do vinho que ele bebia, e que fossem educados por três anos, para que ao fim deles pudessem estar diante do rei” (Daniel 1:5). Era uma reeducação sutil, mas total. No livro de Gênesis, observa-se o mesmo padrão de distorção por meio do diálogo: “É assim que D‑us disse…? Certamente não morrereis” (Gênesis 3:1–4). O inimigo não nega diretamente a verdade. Ele a relativiza. Ele propõe uma nova leitura. Ele planta dúvida, até que o erro pareça aceitável.

A Bíblia nos convida a resistir a esse tipo de manipulação. A resistência não virá por força política ou por nostalgia moralista. Ela precisa começar com a transformação pessoal e a renovação da mente. O apóstolo Paulo exorta os cristãos de Roma: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Romanos 12:2). Também somos instruídos a guardar o coração e os sentidos contra a influência cultural contaminada: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23). A proteção espiritual não é passiva. Ela exige vigilância, decisão e coragem.

Acima de tudo, é preciso falar. Denunciar em amor. Educar. Corrigir. Mesmo que isso custe o conforto, a popularidade ou a aceitação. Isaías clama: “Clama em alta voz, não te detenhas; levanta a tua voz como a trombeta, e anuncia ao meu povo a sua transgressão” (Isaías 58:1). O silêncio cúmplice de hoje pode se tornar a prisão ideológica de amanhã. Por fim, a orientação das Escrituras é clara: quando a cultura se desvia dos caminhos do Altíssimo, o povo de D‑us deve se separar do sistema dominante. No livro do Apocalipse, há um chamado urgente: “Sai dela, povo meu, para que não sejais participantes dos seus pecados” (Apocalipse 18:4).

A Janela de Overton é uma descrição moderna de um problema antigo. Um povo pode ser transformado por completo sem que um único tiro seja disparado. Basta que aceite calado o deslocamento lento e contínuo da verdade. Basta que se cale diante da mentira disfarçada de liberdade. O apóstolo Pedro alertou os crentes a respeito disso: “Sede sóbrios, vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8). Estar desperto e vigilante é mais que uma virtude. É uma necessidade vital.

Se existe uma chance de preservar a verdade, ela começa no que você decide ouvir, repetir ou silenciar. Começa na sua mente. E no que você permite que entre nela. Se uma sociedade inteira pode ser transformada pelo que aceita ouvir sem questionar, será que também não poderia ser restaurada pelo que ousa proclamar em alta voz?

Adivalter Sfalsin

From the Unthinkable to the Norm

From the Unthinkable to the Norm

The Overton Window and the Collective Mind: How the Unthinkable Becomes Normalised

Have you ever considered how ideas that, until recently, would have been regarded as absurd are now celebrated and even demanded as standards of behaviour? How values that upheld the moral fabric of society for centuries are now mocked and excluded from public discourse? This process is no accident. It has a name, a method, and a strategy. It is known as the Overton Window. The concept was developed by Joseph P. Overton and describes the range of ideas considered acceptable within a society at any given moment. Anything within this window can be discussed and promoted publicly. What lies outside it is deemed unthinkable, taboo, or forbidden. However, this window is not fixed. It can be gradually shifted, until that which was once unacceptable becomes mandatory, and what was once the norm is branded as outdated or offensive. The Overton Window is a tool of what is often called social engineering – the use of cultural and symbolic means to shape collective thought. Unlike overt oppression, such as state censorship or direct repression, this strategy operates almost invisibly. It transforms culture from the inside out, using the language of freedom, progress, and tolerance as an instrument of moral reprogramming.

Interestingly, the Bible warned of similar mechanisms long before the modern concept emerged. In the book of the prophet Isaiah, we find a clear denunciation of value inversion in a spiritually decaying society:

“Woe unto them that call evil good, and good evil; that put darkness for light, and light for darkness.” (Isaiah 5:20)

The functioning of the Overton Window typically follows five stages. The first is to make the unthinkable merely thinkable. The absurd idea is introduced through jokes, memes, films, or satire. The goal is not to persuade, but to plant a seed. The human brain registers the idea as a possibility, even if wrapped in humour. The second stage turns the thinkable into something debatable. What was once taboo is now discussed in academia, television programmes, and on social media. The arguments are usually presented in neutral terms, with phrases like “let’s hear all sides.” Thus, initial resistance begins to wear down. In the third stage, the debatable becomes acceptable. Social pressure sets in. Those who resist the new idea are stigmatised as prejudiced, intolerant, or outdated. In the name of inclusion, silencing begins. The prophet Amos lived in a time when truthfulness was met with hostility: “They hate him that rebuketh in the gate, and they abhor him that speaketh uprightly.” (Amos 5:10) The fourth stage turns what is acceptable into the new norm. The once-marginal idea moves to the centre. It is taught in schools, promoted by legislation, and praised in the media. Dissent is suppressed, not necessarily by authoritarian government, but by societal climate itself. The so-called ‘cancel culture’ is a modern example of this dynamic. The final stage is the most dangerous: it renders the old unthinkable. Values that once upheld civilisation are ridiculed, the books that defended them are discarded, and the people who live by them are marginalised. The prophet Jeremiah lamented this hardened moral state: “Were they ashamed when they had committed abomination? Nay, they were not at all ashamed, neither could they blush.” (Jeremiah 6:15)

This pattern of cultural domination was already known in the biblical world. The book of Daniel recounts the case of young Hebrews taken to Babylon. There, they were given new names, a new education, and a new diet. The aim was to erase their identity and replace their worldview. “And the king appointed them a daily provision of the king’s meat, and of the wine which he drank: so nourishing them three years, that at the end thereof they might stand before the king.” (Daniel 1:5) This was subtle, yet total re-education.

In the book of Genesis, the same pattern of distortion is seen through dialogue: “Yea, hath God said…? Ye shall not surely die.” (Genesis 3:1–4) The enemy does not deny truth directly. He relativises it. He proposes a new interpretation. He sows doubt, until error appears acceptable.

The Bible invites us to resist such manipulation. Resistance will not come through political force or moralistic nostalgia. It must begin with personal transformation and the renewal of the mind. The apostle Paul exhorts the believers in Rome: “And be not conformed to this world: but be ye transformed by the renewing of your mind.” (Romans 12:2) We are also instructed to guard our hearts and senses against cultural contamination: “Keep thy heart with all diligence; for out of it are the issues of life.” (Proverbs 4:23) Spiritual protection is not passive. It requires vigilance, resolve, and courage. Above all, we must speak. We must denounce in love. We must teach. We must correct. Even when it costs us comfort, popularity, or acceptance. Isaiah proclaims: “Cry aloud, spare not, lift up thy voice like a trumpet, and shew my people their transgression.” (Isaiah 58:1) The complacent silence of today may become tomorrow’s ideological captivity.

Finally, the Scriptures are clear. When culture deviates from the ways of the Almighty, the people of God must separate themselves from the dominant system. In the book of Revelation, we hear a call that is both urgent and timeless:

“Come out of her, my people, that ye be not partakers of her sins.” (Revelation 18:4)

The Overton Window is a modern description of an ancient problem. A people can be completely transformed without a single shot being fired. All it takes is silent acceptance of the slow and steady shifting of truth. All it takes is surrendering to lies dressed in the language of liberty.

The apostle Peter issued a sobering warning:

“Be sober, be vigilant; because your adversary the devil, as a roaring lion, walketh about, seeking whom he may devour.” (1 Peter 5:8)

To be awake and watchful is not merely a virtue. It is a spiritual necessity.

If there is even the slightest chance to preserve truth, surely it begins with what we choose to hear, to repeat, or to remain silent about. It begins in the mind – and in what we allow to enter it. If an entire society can be transformed by what it tolerates without question, could it not also be restored by those who dare to proclaim the truth aloud?

Adivalter Sfalsin

Continuar Mesmo Cansado

🗓️ Dia 22 – Continuar Mesmo Cansado 

Semana 4, D22 Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Entramos na quarta semana da Contagem do Omer. Até aqui, percorremos um caminho profundo de autoconhecimento e transformação. Na primeira semana, mergulhamos no amor e na bondade, a base de toda conexão verdadeira com o outro e com D‑us. Depois, aprendemos sobre a importância da disciplina, dos limites e da responsabilidade, que moldam e protegem esse amor. E, na terceira semana, fomos chamados a desenvolver a compaixão equilibrada, que não é apenas um sentimento, mas uma escolha ativa de integrar bondade com justiça em nossas relações.

Agora, chegamos a um ponto de virada: a necessidade de encontrar equilíbrio. Uma vida interior saudável não vive em extremos. Ela aprende a caminhar com firmeza entre opostos, entre dar e reter, entre dizer sim e saber dizer não, entre acolher e corrigir. Equilibrar é reconhecer que a verdade sem amor pode ferir, mas o amor sem verdade pode se perder. É seguir os passos de D‑us, que é misericordioso e justo, que perdoa mas também ensina com firmeza.

Nesta semana, somos convidados a:

1. Observar onde estamos em desequilíbrio — seja nos afetos, nas atitudes ou nos julgamentos.

2. Ajustar a maneira como tratamos a nós mesmos e aos outros, buscando coerência entre o que sentimos e o que fazemos.

3. Cultivar a harmonia interior que nos permite refletir, com mais clareza, a luz de D‑us no mundo.

Equilibrar não é fraqueza, é sabedoria. E quem aprende a viver com esse equilíbrio se torna fonte de paz, de justiça e de amor verdadeiro ao seu redor.

Tema: Resistência espiritual

Existem dias em que tudo parece mais pesado. O corpo sente, a mente hesita e até a alma parece querer parar. Nestes momentos, o mais difícil não é começar, mas continuar. E é justamente aí que a resistência espiritual se prova valiosa. Porque a verdadeira vitória não pertence aos mais rápidos, mas aos que não desistem.

A Contagem do Omer hoje nos convida a continuar. Não porque temos força de sobra, mas porque Aquele que nos chamou é fiel para renovar nossas forças no caminho. A persistência espiritual não nasce da emoção, mas da decisão de permanecer firme, mesmo quando o entusiasmo diminui.

✨ Foco prático do dia: Escolher continuar, mesmo cansado

📖 Tanakh, Isaías 40,31

“Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão.”

O profeta Isaías nos lembra que a verdadeira força não vem de nós, mas da esperança colocada em D‑us. Ele renova. Ele sustenta. Ele capacita. Quando confiamos n’Ele, mesmo o cansaço se transforma em combustível. Não se trata de evitar o desgaste, mas de encontrar no Senhor a fonte que nos levanta quando as pernas tremem.

📖 Novo Testamento, Gálatas 6,9

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.”

Paulo entende que o cansaço é real, mas lembra que a colheita está garantida para quem não para. A perseverança é a ponte entre a semeadura e o resultado. Mesmo quando tudo em nós pede pausa, somos chamados a continuar, especialmente nas pequenas atitudes de bondade, fé e serviço.

🌿 Reflexão para aplicar hoje

Hoje, reflita:

💭 Em que área estou prestes a desistir?

💭 Será que preciso menos de descanso e mais de renovação espiritual?

💭 Posso continuar, mesmo em ritmo lento, se me apoiar em D‑us?

Lembre-se: continuar não é teimosia, é fé. E fé não é ausência de cansaço, mas coragem para dar mais um passo, mesmo quando tudo diz que não dá. Talvez o maior milagre do seu dia seja esse pequeno avanço que você decidiu não adiar.

Vamos juntos?

Dia 22 da Contagem do Omer nos encoraja a não parar. A resistência espiritual não é heroísmo, é humildade que reconhece que só em D‑us temos forças para seguir. Mesmo cansado, continue. Porque quem espera n’Ele, sempre renasce. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Adivalter Sfalsin

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A Beleza da Paciência

🗓️ Dia 21 – A Beleza da Paciência

Semana 3 D21: Beleza, Harmonia e Compaixão

Tema: Esperar com fé

Vivemos em um tempo onde tudo parece acontecer no ritmo da velocidade. A fila tem que andar, a resposta precisa vir na hora, a conquista tem que ser imediata. Mas o Reino de D‑us segue outro compasso. Ele ensina que há beleza na espera, que há maturidade na paciência e que a fé se fortalece quando aprendemos a confiar mesmo sem ver.

A paciência não é passividade. É uma forma ativa de confiar. É o exercício da alma que escolhe esperar com esperança, sabendo que D‑us está agindo — ainda que em silêncio. Hoje, a Contagem do Omer nos convida a fazer uma pausa interna, a silenciar a ansiedade e a confiar que há um tempo certo para todas as coisas.

✨ Foco prático do dia: Aceitar com serenidade o tempo de D‑us

📖 Tanakh (VT): Lamentações 3:26

“Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do Senhor.”

Escrito em meio ao lamento de Jerusalém destruída, esse versículo nos ensina que, mesmo nas maiores dores, existe espaço para esperar. O profeta não ignora o sofrimento, mas encontra consolo na certeza de que D‑us ainda é bom. Aguardar em silêncio é reconhecer que o agir divino não depende da nossa pressa. É entregar o controle sem perder a esperança.

📖 Novo Testamento: Tiago 5:8

“Sede vós também pacientes e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.” 

Tiago nos lembra que a paciência é também um exercício de preparação. É manter o coração firme, mesmo quando as circunstâncias parecem paradas. A promessa não falha. A demora não é ausência de D‑us, mas parte do processo. Assim como o agricultor espera o fruto amadurecer, devemos esperar com confiança, sabendo que o tempo de D‑us sempre chega.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, respire fundo e pergunte-se:

💭 Em que área da minha vida estou sendo impaciente?

💭 O que D‑us pode estar me ensinando nesse tempo de espera?

💭 Posso transformar minha ansiedade em oração e minha pressa em confiança?

Lembre-se: esperar com fé é uma forma de adoração. É declarar com o coração que D‑us é digno da nossa confiança mesmo quando não vemos o fim do caminho. É nessa espera que nossa alma se fortalece e se embeleza aos olhos do Criador.

Vamos juntos?

Dia 21 da Contagem do Omer nos mostra que a paciência é um testemunho silencioso, mas poderoso. O mundo é apressado, mas o Reino floresce no tempo certo. Esperar com fé é semear confiança, e D‑us honra quem aprende a esperar n’Ele. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

🎉 Parabéns a todos que chegaram até aqui e têm caminhado fielmente nesta jornada de crescimento espiritual e aperfeiçoamento do caráter! Foram 21 dias intensos — três semanas de reflexão, desafios e transformação interior na Contagem do Omer. Sua perseverança é uma conquista verdadeira e digna de celebração. Estamos a cada passo mais próximos do nosso objetivo: nos tornarmos pessoas mais conscientes, sensíveis à voz de D‑us e moldadas segundo Seu coração. Que você se sinta encorajado a continuar firme. Ainda há muito terreno sagrado a ser percorrido, e cada pequeno avanço conta. Um dia de cada vez, um passo mais perto da plenitude.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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A Compaixão que Serve

🗓️ Dia 20 – A Compaixão que Serve

Semana 3 D20: Beleza, Harmonia e Compaixão

Tema: Ajudar sem esperar nada em troca

A verdadeira compaixão vai além do sentimento. Ela não se limita a uma lágrima que escorre ou a uma emoção passageira. A compaixão genuína se move. Ela se transforma em atitude, em presença, em mãos estendidas. Muitas vezes, somos tocados por histórias difíceis, vemos alguém sofrendo ou escutamos pedidos de ajuda… mas, por medo, pressa ou desconforto, deixamos para depois. Hoje, o convite da Contagem do Omer é direto: sirva com compaixão, mesmo que ninguém veja, mesmo que ninguém retribua. Servir é um dos gestos mais belos que existem. Quando feito por amor, sem buscar recompensa, ele reflete o próprio coração de D‑us.

✨ Foco prático do dia: Ajudar alguém com um ato prático e intencional

📖 Tanakh (VT): Isaías 58:10

“Se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita, então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.”

Isaías nos mostra que ajudar o necessitado não é apenas uma boa ação, é um caminho para a nossa própria transformação. Quando abrimos a alma, não apenas a carteira ou o tempo, mas o coração, tocamos uma dimensão espiritual profunda. A luz que nasce das trevas aqui representa o resultado da compaixão ativa: cura, direção e alegria para quem serve, e não apenas para quem é servido.

📖 Novo Testamento: Mateus 25:40

“Em verdade vos digo que sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”

Jesus ensina que todo ato de serviço ao próximo é um ato de amor direto a Ele. Alimentar, visitar, acolher, escutar, tudo isso é espiritual. Não existe compaixão teórica no Reino. Existe compaixão que toca o outro com ações concretas. Servir com humildade é servir ao próprio Messias.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, escolha alguém e sirva.

Pode ser um gesto simples: preparar algo, escutar com atenção, oferecer ajuda, escrever uma mensagem de encorajamento.

💭 Quem está ao meu redor precisando de ajuda prática ou emocional?

💭 Será que tenho deixado para depois aquilo que posso fazer agora

💭 Posso amar mais com as mãos e os pés, e não só com palavras?

Não espere uma ocasião perfeita. A necessidade do outro é o altar onde sua compaixão pode se tornar sacrifício agradável a D‑us.

Vamos juntos?

Dia 20 da Contagem do Omer nos convida a tornar a compaixão visível. Quando servimos com amor, revelamos a beleza do caráter de D‑us ao mundo. A ação é a linguagem mais clara da misericórdia. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Beleza no Simples

🗓️ Dia 19 – Beleza no Simples

Semana 3 D19: Beleza, Harmonia e Compaixão

Tema: Valorizar o que não brilha

Em um mundo que valoriza o extraordinário, é fácil ignorar a beleza que habita no simples. Estamos sempre buscando algo mais: um momento marcante, uma resposta poderosa, um gesto espetacular. Mas e quanto ao silêncio de uma manhã calma? O olhar sincero de alguém que se importa? Um abraço silencioso, um sorriso espontâneo, o pôr do sol atrás das nuvens? A jornada da Contagem do Omer nos convida hoje a desacelerar e perceber. Perceber que D‑us também se manifesta nos pequenos detalhes, na sutileza das coisas que não gritam, mas sussurram verdades eternas. A simplicidade, quando olhada com o coração certo, revela profundezas que os olhos distraídos não alcançam.

✨ Foco prático do dia: Contemplar o belo nas pequenas coisas

📖 Tanakh (VT): Eclesiastes 3:11

“Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que D‑us fez desde o princípio até ao fim.”

Este versículo é um convite à confiança. D‑us faz tudo belo no tempo certo — e isso inclui os detalhes que muitas vezes passam despercebidos. A obra divina é ampla demais para que compreendamos tudo, mas é acessível o suficiente para que percebamos fragmentos dela nas coisas mais simples. Há beleza no processo, no agora, no detalhe.

📖 Novo Testamento: 1 Pedro 3:4

“O espírito manso e tranquilo é de grande valor diante de D‑us.”

Aqui, Pedro destaca que o que é valioso aos olhos de D‑us não é o que brilha aos olhos humanos. Um espírito calmo, manso, sereno — essas virtudes que o mundo moderno considera “sem graça” — são, na verdade, preciosidades espirituais. A verdadeira beleza, segundo o coração de D‑us, está no interior. No caráter. Na leveza de quem encontrou paz por confiar Nele.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, proponha-se a contemplar. Pare por alguns minutos e observe algo simples com atenção: o céu, uma flor, o rosto de alguém que você ama, um trecho da Escritura. Pergunte-se:

💭 Tenho deixado de ver a beleza por estar sempre apressado?

💭 O que D‑us quer me ensinar através do simples hoje?

Um coração treinado para ver a beleza na simplicidade é um coração grato, sensível e presente. É um coração pronto para ouvir a voz de D‑us até mesmo no silêncio.

Vamos juntos?

Dia 19 da Contagem do Omer nos convida a cultivar olhos que enxergam além das aparências. A beleza não está apenas no grandioso, mas no cotidiano vivido com atenção, reverência e gratidão. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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A Harmonia nos Relacionamentos

🗓️ Dia 18 – A Harmonia nos Relacionamentos

Semana 3 D18: Beleza, Harmonia e Compaixão

Tema: Buscar reconciliação

Relacionamentos fazem parte da essência da vida. Mas nem sempre são simples. Palavras mal ditas, gestos mal interpretados, silêncios que se tornam muros — tudo isso pode ferir e afastar. Às vezes, pequenas rachaduras se transformam em abismos quando não buscamos reconciliação. Hoje, o convite da Contagem do Omer é claro: faça o possível para restaurar a paz. A harmonia verdadeira não é ausência de conflitos, mas disposição para superá-los com humildade e coragem. A beleza espiritual se revela especialmente quando, ao invés de alimentar mágoas, buscamos curar feridas. A reconciliação exige mais do que emoção. Ela exige atitude. E, muitas vezes, essa atitude precisa partir de quem mais deseja a paz — mesmo que não tenha sido o maior causador do conflito.

✨ Foco prático do dia: Dar o primeiro passo para restaurar a paz

📖 Tanakh (VT): Salmos 34:14

“Aparta-te do mal e faze o bem; busca a paz e segue-a.”

Este versículo traz um chamado ativo: não apenas desejar a paz, mas buscá-la e persegui-la. A paz não costuma cair do céu pronta. Ela é construída, escolhida, cultivada. Isso exige sair do orgulho, abandonar o desejo de ter razão e optar por restaurar o vínculo. Em tempos de tensão, fazer o bem e buscar a paz é um dos maiores testemunhos de fé.

📖 Novo Testamento: Romanos 12:18

“Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.”

O apóstolo Paulo reconhece que nem sempre teremos controle sobre a resposta do outro. Mas destaca que, da nossa parte, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para viver em paz. Isso inclui pedir perdão, perdoar, ceder, recomeçar. A paz é responsabilidade compartilhada, mas a iniciativa é um ato de maturidade espiritual.

🌱 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, pare por um momento e pergunte-se:

💭 Há alguém com quem preciso restaurar a paz?

💭 Posso enviar uma mensagem, fazer uma ligação, ou simplesmente orar por essa pessoa?

💭 Que orgulho ou medo preciso vencer para dar esse primeiro passo?

Mesmo que a resposta não venha como você espera, dar o primeiro passo é libertador. O gesto de buscar reconciliação não transforma apenas o outro — transforma você. Cura mágoas antigas, alivia pesos desnecessários e abre espaço para que D‑us aja.

Vamos juntos?

Dia 18 da Contagem do Omer nos convida a sermos construtores de pontes. Buscar a reconciliação é um ato de coragem, compaixão e obediência. Um coração em paz irradia a beleza do caráter de D‑us. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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A Beleza da Verdade

🗓️ Dia 17 – A Beleza da Verdade

Semana 3 D17: Beleza, Harmonia e Compaixão

Tema: Ser verdadeiro com amor

Você já se viu em uma situação em que precisava falar a verdade, mas teve medo de ferir? Ou então falou o que era certo, mas da forma errada? A verdade é essencial — mas a forma como ela é dita faz toda a diferença. Na jornada da Contagem do Omer, o equilíbrio entre verdade e compaixão é um passo importante. A verdade sem amor pode se tornar uma arma. Mas o amor sem verdade pode se tornar omissão. A verdadeira beleza está em unir os dois: falar com sinceridade, mas com ternura; ser transparente, mas com respeito. Hoje, o convite é este: fale a verdade com amor. Seja luz na vida de alguém, não com palavras duras, mas com palavras verdadeiras que edificam, orientam e restauram.

✨ Foco prático do dia: Falar a verdade com gentileza e intenção de construir

📖 Tanakh (VT): Provérbios 3:3

“Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço, escreve-as na tábua do teu coração.”

Neste versículo, a verdade (fidelidade) e a bondade (benignidade) são apresentadas como companheiras inseparáveis. Ambas devem estar gravadas em nosso interior e visíveis em nosso comportamento. A sabedoria bíblica não separa caráter de atitude: a verdade que habita o coração deve ser expressa com graça. Assim, refletimos o caráter de D‑us em tudo o que dizemos e fazemos.

📖 Novo Testamento: Efésios 4:15

“Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.”

O apóstolo Paulo ensina que crescer espiritualmente está diretamente ligado à prática de falar a verdade com amor. Não basta ser sincero. É preciso ser sincero com intenção de edificar, de abençoar, de conduzir o outro à maturidade. Falar a verdade sem amor pode causar divisão. Mas falar a verdade com amor promove cura e crescimento.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, pense em alguém que talvez precise ouvir uma verdade da sua parte. Pode ser uma correção, um alerta, ou até um encorajamento sincero. Reflita:

💭 Estou pronto para falar com amor, sem fugir da verdade?

💭 Minhas palavras têm construído pontes ou criado muros?

💭 Eu estou disposto a ouvir verdades também, com humildade?

A beleza da verdade está em seu poder de transformar — mas só quando é transmitida com um coração cheio de compaixão. A verdade sem amor afasta. A verdade com amor aproxima e cura.

Vamos juntos?

Dia 17 da Contagem do Omer nos convida a unir sinceridade e ternura. Agir com ternura não é fraqueza, é força que transforma o mundo ao nosso redor. Falar a verdade com amor é uma das expressões mais puras da maturidade espiritual.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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A Força da Compaixão

🗓️ Dia 16 – A Força da Compaixão

Semana 3 D16: Beleza, Harmonia e Compaixão

Tema: Agir com ternura em meio à dor alheia

Vivemos em um mundo onde a dor, muitas vezes, é invisível. As pessoas ao nosso redor carregam feridas que não vemos, lutas que não conhecemos e batalhas que silenciam no coração. A compaixão é a virtude que nos permite olhar além das aparências e tocar a alma do outro com ternura. Hoje, o chamado da Contagem do Omer é claro: agir com compaixão verdadeira. Não é apenas sentir pena, mas se mover com misericórdia prática. Um sorriso, uma palavra amiga, uma oração silenciosa… pequenas sementes que podem gerar grandes curas.

A força da compaixão está em sua simplicidade. Não exige grandes gestos, mas requer um coração atento e disposto a perceber quem precisa de um pouco mais de amor.

✨ Foco prático do dia: Enxergar e agir diante da dor dos outros

📖 Tanakh (VT): Salmos 103:13

“Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem.”

D‑us é apresentado como um Pai que sente compaixão profunda por Seus filhos. Não é um compadecimento distante ou protocolar, mas uma identificação real com as dores e necessidades dos que O temem. Ele nos vê em nossa fragilidade e responde com ternura. Imitar D‑us, portanto, é desenvolver essa mesma capacidade de olhar para o outro com olhos misericordiosos.

📖 Novo Testamento: Colossenses 3:12

“Revesti-vos, pois, como eleitos de D‑us, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.”

Paulo nos lembra que a compaixão não é um acessório da fé — é parte essencial da identidade de quem foi alcançado pela graça de D‑us. Revestir-se de ternos afetos de misericórdia é vestir a mesma roupagem que caracteriza o coração do nosso Pai Celestial. Agir com compaixão é viver como filho de D‑us no mundo.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, preste atenção ao seu redor.

Quem está precisando de um gesto de bondade?

Quem está sofrendo em silêncio, esperando apenas ser notado?

💭 Em minha correria diária, tenho enxergado a dor do outro?

💭 Que atitude de compaixão posso ter hoje que, mesmo pequena, traga alívio e esperança?

Lembre-se: a compaixão que não se traduz em ação é apenas um sentimento. Mas a compaixão que age é uma poderosa ferramenta de D‑us para transformar vidas — inclusive a nossa.

Vamos juntos?

Dia 16 da Contagem do Omer nos chama a sermos instrumentos de cura através da compaixão. Agir com ternura não é fraqueza, é força que transforma o mundo ao nosso redor. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Beleza do Equilíbrio

🗓️ Dia 15 – Beleza do Equilíbrio

Semana 3 D15: Beleza, Harmonia e Compaixão

Entramos na terceira semana da nossa jornada da Contagem do Omer. Até aqui, trabalhamos profundamente dois aspectos do nosso caráter: primeiro, o amor incondicional e a bondade ativa, e depois, a disciplina, os limites e a justiça necessária para viver com sabedoria. Agora, é hora de ir além. A vida espiritual madura exige que a gente equilibre essas duas forças. Nem só bondade sem direção, nem só disciplina sem amor. Mas a harmonia entre ambas. Equilíbrio é saber dosar amor e verdade, misericórdia e justiça, entrega e firmeza. É aprender a ser um reflexo mais fiel de D‑us — Aquele que é ao mesmo tempo Pai amoroso e Juiz justo. 

Ao longo desta semana, seremos desafiados a:

1- Reconhecer onde pendemos demais para um lado e negligenciamos o outro. 

2- Harmonizar nossas palavras, nossas ações e nossas intenções. 

3- Viver com um coração cheio de amor, mas com pés firmemente plantados na verdade. 

Equilibrar é uma arte. Mas é uma arte que transforma quem nós somos por dentro e a forma como impactamos o mundo ao nosso redor.

Tema de hoje: Ser justo e bondoso ao mesmo tempo

Você já sentiu dificuldade em encontrar o ponto certo entre ser justo e ser bondoso? Às vezes, ao tentar ser justos, podemos ser duros demais. Outras vezes, na tentativa de ser bondosos, acabamos sendo permissivos e negligenciamos a verdade. A vida espiritual saudável exige que aprendamos a equilibrar essas duas virtudes, e esse é o desafio que nos guia hoje.

D-us nos chama a praticar uma justiça que não é fria e impessoal, mas cheia de misericórdia. E uma misericórdia que não ignora a verdade. O equilíbrio entre esses dois aspectos é o que gera beleza na nossa conduta. Hoje, o convite é esse: aprender a agir com firmeza sem perder a ternura, e com ternura sem perder a firmeza.

✨ Foco prático do dia: Agir com justiça e misericórdia ao mesmo tempo

📖 Tanakh (VT): Miquéias 6:8

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu D-us?”

Este versículo resume de forma magistral a essência da vida piedosa: praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar em humildade. Não se trata apenas de fazer o certo ou de ser compassivo de vez em quando, mas de unir ambas as atitudes em todas as áreas da vida, sempre sob a consciência da presença de D-us. O equilíbrio aqui é visto como expressão de sabedoria e maturidade espiritual.

📖 Novo Testamento: Mateus 23:23

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e desprezais o mais importante da lei: a justiça, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas.”

Jesus critica aqueles que se apegam a detalhes exteriores da lei, mas se esquecem do seu espírito: justiça, misericórdia e fé. A mensagem é clara: a aparência de religiosidade não substitui a prática sincera da bondade equilibrada com a verdade. O mais importante é viver de dentro para fora, em harmonia com o caráter de D-us.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, antes de tomar qualquer atitude ou dar qualquer resposta, pergunte-se:

“Estou sendo justo sem perder a misericórdia?”

“Estou sendo bondoso sem fechar os olhos para a verdade?”

💭 Em que área da minha vida eu preciso equilibrar mais a justiça com a compaixão?

💭 Estou focando mais em regras externas ou em viver de forma íntegra diante de D-us?

A beleza do equilíbrio espiritual não é algo automático. É o resultado de escolhas conscientes feitas dia após dia. E cada pequena escolha nos aproxima mais do coração de D-us.

Vamos juntos?

Dia 15 da Contagem do Omer nos chama a buscar equilíbrio entre a firmeza da justiça e a doçura da misericórdia. Agir com ambos é refletir a verdadeira beleza espiritual que D-us deseja em nós.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Domínio injusto

Domínio injusto

Entre o Cetro e o Martelo: Quando o Juiz Se Torna Hamã

Num tribunal ideal, a balança da justiça deve ser equilibrada, o juiz, imparcial, e a lei, um alicerce que não se curva ao gosto do momento nem ao humor do poderoso. Mas o que acontece quando o juiz abandona a lei e se torna o próprio padrão do que é certo ou errado? Quando a toga se transforma em capa de tirania e o tribunal vira trono pessoal? A história de Hamã, Ester e Mardoqueu nos fornece uma janela poderosa para explorar esse tema, revelando não apenas uma conspiração genocida, mas um retrato sombrio do que acontece quando o poder corrompe o julgamento e desfigura o humano.

A narrativa se desenrola no coração do império persa, onde o luxo e o autoritarismo convivem em harmonia aparente. Após a queda da rainha Vasti, por sua recusa em obedecer cegamente, Ester, uma jovem judia, é escolhida para ocupar seu lugar, escondendo sua identidade étnica. Seu primo, Mardoqueu, um homem íntegro, recusa-se a se curvar diante de Hamã, o novo alto oficial do rei. Esse gesto de integridade desperta a ira de Hamã, que, inflamado por orgulho, vê na resistência de um único homem a necessidade de destruir um povo inteiro. É o retrato de como o ego ferido pode se tornar motor de tragédias coletivas.

Hamã encarna aquilo que acontece quando um juiz abandona o ideal de justiça e se vê como origem e fim da moral. Seu comportamento reflete a antiga tentação do poder absoluto: não apenas exercer autoridade, mas ser adorado. O poder absoluto, dizia Lord Acton, tende a corromper absolutamente. E quando um juiz, ou qualquer autoridade, se deslumbra com o próprio reflexo, a justiça perde sua função pública e se torna instrumento privado de vingança, vaidade ou ideologia. O Estado de Direito dá lugar ao Estado de Exceção, e todo o dissenso é tratado como ameaça existencial.

O caso de Hamã não é apenas um exemplo de tirania, mas também um alerta sobre um fenômeno mais sutil e profundo: a banalidade do mal. Como definiu Hannah Arendt ao analisar o julgamento de Adolf Eichmann, o mal pode se manifestar de forma rotineira, sem paixão ou fúria, mas com uma assustadora normalidade burocrática. Hamã não age como um monstro mitológico, mas como um alto funcionário eficiente. Ele escreve cartas, carimba decretos, convoca escribas. Seus atos são executados por outros, em nome da ordem, da tradição e da estabilidade. O horror se esconde por trás da formalidade, da etiqueta, da linguagem jurídica. Não é o grito que assusta, é o silêncio protocolar.

Nesse processo, o primeiro passo do mal institucionalizado é a desumanização. Os judeus deixam de ser pessoas e se tornam “um povo disperso e rebelde”. A linguagem é cuidadosamente escolhida para apagar rostos, histórias e afetos. Eles passam a ser tratados como problema administrativo, obstáculo ao progresso, ameaça à ordem. Quando o ser humano é reduzido a um rótulo, a uma estatística ou categoria impessoal, o passo seguinte, sua eliminação, se torna apenas mais uma assinatura entre outras.

No centro dessa tempestade, Ester aparece como figura-chave. Diferente de Hamã, ela não se sente dona do destino de ninguém, mas sim responsável pelo seu próprio povo. Ela é o modelo da consciência desperta: alguém que compreende o poder que tem, mas escolhe usá-lo com temor, inteligência e compaixão. Ester jejua, ora, pensa, espera o momento certo, age com sabedoria. Ela não é apenas uma rainha, é uma intercessora, um canal entre o palácio e o povo, entre a injustiça iminente e a esperança silenciosa. Ester entende que omissão diante do mal é cumplicidade. Sua coragem reside não na força, mas no risco: arriscar o próprio privilégio para defender os vulneráveis.

Quando ela finalmente expõe Hamã, a narrativa revela uma virada profunda. Hamã, que havia construído uma forca para seu inimigo, é enforcado nela. É o símbolo da justiça divina, que não opera segundo as estratégias humanas, mas por princípios imutáveis. O juiz que havia se colocado acima da lei termina esmagado por ela. A justiça, nesse momento, se revela como um fio invisível que, embora pareça ausente, sempre aguarda o tempo certo para se manifestar.

Mas a história não é apenas sobre Hamã. Ela é um espelho. Em todas as gerações surgem novos “juízes”, não apenas nos tribunais, mas em qualquer espaço onde alguém se arrogue o direito de ditar a verdade sem prestar contas. São autoridades que perdem o senso de serviço público e passam a agir como se o poder fosse fim em si mesmo. A Constituição vira biombo. A toga, armadura. A caneta, arma. E o tribunal, extensão do ego. Esses juízes não escutam mais o povo, apenas ecoam suas próprias certezas. Já não protegem a verdade, a dobram até que ela se encaixe em seus desígnios.

Eles criam suas “forcas jurídicas” com sentenças seletivas, abusos interpretativos e perseguições disfarçadas de legalidade. Perigam não pelo grito, mas pela sutileza. Sabem citar artigos, adornam suas falas com erudição, usam o verniz da legalidade para encobrir decisões profundamente injustas. Mas por trás da retórica está a velha sede de domínio. Um império pode ser destruído com mais facilidade por um juiz corrupto do que por um exército inimigo.

Purim, a festa que celebra a salvação do povo judeu, é mais do que um alívio histórico, é um grito contra o esquecimento. Ela lembra que o mal não vencerá, mesmo que os decretos sejam selados, mesmo que os tribunais estejam capturados. Purim celebra o fato de que existe um Juiz acima de todos, que vê além dos processos manipulados, das sentenças injustas, dos pactos silenciosos. Um Rei que não se vende, que não se engana, que julga com verdade.

Hamã acreditava que era intocável, que podia dobrar a história à sua vontade. Mas a justiça não se dobra para sempre. Ela apenas se inclina para ganhar impulso. E quando volta, atinge com precisão aqueles que ousaram brincar com seu nome. A pergunta final, portanto, não é apenas sobre Hamã, mas sobre nós. Em um mundo cheio de tronos vazios e juízes cegos, como nos posicionamos? Vamos nos calar como Vasti, nos esconder como Ester, ou nos levantar como Mardoqueu?

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Limites que Libertam

🗓️ Dia 14 – Limites que Libertam

Semana 2 D14: Disciplina, Limites e Justiça

Tema: A bênção da ordem

Quando pensamos em liberdade, geralmente imaginamos ausência de regras, portas abertas sem restrições e a possibilidade de fazer tudo o que quisermos. Mas será que essa visão é real? A sabedoria bíblica nos ensina que a verdadeira liberdade não é fazer tudo, mas sim fazer aquilo que é bom, saudável e alinhado com o propósito de D‑us. Limites bem estabelecidos não aprisionam, libertam. Cercas saudáveis protegem, organizam e direcionam. No campo espiritual, emocional e até físico, a ordem é uma bênção. E aprender a colocar limites em nossa própria vida é um dos grandes segredos para viver em paz. Hoje, o desafio da Contagem do Omer é reconhecer que a liberdade verdadeira nasce da disciplina. E que, muitas vezes, ser livre é justamente saber a hora de dizer “não” para algumas coisas e “sim” para aquilo que gera vida.

✨ Foco prático do dia: Estabelecer uma regra saudável para si mesmo

📖 Tanakh (VT): Salmos 119:45

“Andarei em liberdade, pois busco os teus preceitos.”

Este versículo revela um paradoxo poderoso: ao buscar os mandamentos de D‑us, o salmista encontra liberdade, e não escravidão. Para o mundo, as ordens divinas podem parecer uma prisão. Para quem ama a D‑us, elas são um caminho seguro para a verdadeira vida. Obedecer não é se curvar a uma imposição cega, mas confiar que os mandamentos de D‑us são expressões de Seu amor protetor.

📖 Novo Testamento: Hebreus 12:11

“Toda disciplina, no momento, não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; depois, entretanto, produz um fruto pacífico de justiça para os que por ela têm sido exercitados.”

A carta aos Hebreus nos lembra que a disciplina é desconfortável a princípio, mas gera frutos duradouros. Toda poda é dolorosa enquanto acontece, mas é ela que prepara a árvore para produzir mais e melhores frutos. Assim também acontece conosco: a disciplina que hoje parece restrição, amanhã se tornará força, sabedoria e liberdade interior.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, reflita sobre um pequeno limite que você poderia estabelecer em sua vida para protegê-la e fortalecê-la. Talvez um horário para começar ou terminar o dia. Talvez um tempo reservado especificamente para orar ou meditar. Talvez uma decisão de limitar o uso das redes sociais ou vigiar melhor as palavras que usa. Talvez implementar um mandamento novo na sua rotina.

💭 Estou vivendo uma liberdade verdadeira ou estou sendo escravizado por impulsos e distrações?

💭 Que limites eu preciso abraçar hoje para caminhar mais livremente no caminho de D‑us?

A cerca que parece restrição agora pode ser o muro que protegerá a sua paz no futuro.

Vamos juntos?

Dia 14 da Contagem do Omer nos ensina que os limites não são muros de prisão, mas muros de proteção e direção. Estabelecer ordem em nossa vida é escolher a liberdade que D‑us sonhou para nós.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

🎉 Parabéns a todos que chegaram até aqui e acompanharam essa jornada de crescimento espiritual e aperfeiçoamento de caráter!

Foram 14 dias desafiadores da segunda semana da contagem do Omer. Sua perseverança é uma verdadeira conquista. Estamos cada dia mais próximos do nosso objetivo, passo a passo.

Que você se sinta motivado a seguir firme. Ainda há muito a crescer e cada novo avanço faz toda a diferença.

Com fé Nele,

Adivalter Sfalsin

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Justiça no Olhar

🗓️ Dia 13 – Justiça no Olhar

Semana 2 D13: Disciplina, Limites e Justiça

Tema: Não julgar pelas aparências

Quantas vezes formamos opiniões rápidas baseadas no que vemos? Roupas, expressões, atitudes pontuais… e, sem perceber, já traçamos julgamentos que, na maioria das vezes, não correspondem à verdade. Nosso olhar, influenciado pela pressa e pela superficialidade, costuma errar feio. Hoje, a Contagem do Omer nos convida a um exercício profundo e desafiador: desenvolver um olhar de justiça verdadeira, aquela que vai além do que é visível. A disciplina que estamos construindo nesta semana inclui a disciplina da mente e dos olhos: não julgar sem conhecer, não decidir sem compreender, não condenar sem misericórdia. A justiça de D-us é diferente da nossa percepção limitada. Ele vê o coração. E nos chama a buscar essa mesma profundidade ao olhar para o próximo.

✨ Foco prático do dia: Ver além das aparências e praticar a justiça do coração

📖 Tanakh (VT): 1 Samuel 16:7

“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor vê o coração.”

Este versículo é parte do momento em que Samuel, enviado para ungir um novo rei em Israel, quase escolhe Eliabe, impressionado com sua aparência forte. D-us, porém, corrige Samuel: o que importa não é o que os olhos humanos captam, mas o que está no interior. Essa lição ecoa através dos séculos: nossa visão é falha, precisamos aprender a discernir com sensibilidade espiritual.

📖 Novo Testamento: João 7:24

“Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça.”

Jesus, ao corrigir os líderes religiosos, vai direto ao ponto: eles julgavam baseados em impressões superficiais, esquecendo a essência. A “reta justiça” que Ele ensina envolve discernir com amor, ouvir antes de condenar, buscar a verdade antes de emitir sentenças. É um chamado a abandonar o julgamento apressado e abraçar o olhar paciente que constrói e restaura.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, desafie-se: antes de formar uma opinião sobre alguém, respire fundo e pergunte-se: “Será que eu realmente conheço essa história?”

“Será que estou vendo o que D-us vê ou apenas o que meus olhos querem enxergar?”

💭 Tenho julgado situações e pessoas rapidamente, sem entender o contexto?

💭 Como posso treinar meu olhar para ser mais justo, compassivo e profundo?

O olhar de justiça é aquele que se recusa a aceitar a primeira impressão como verdade final. É um olhar que procura entender antes de reagir, que prefere construir a destruir.

Ver com justiça é amar com sabedoria.

Vamos juntos? Dia 13 da Contagem do Omer nos desafia a olhar além das aparências e a julgar com o coração alinhado ao coração de D-us. A verdadeira justiça nasce da misericórdia e da paciência.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Vencendo-se a Si Mesmo

🗓️ Dia 12 – Vencendo-se a Si Mesmo

Semana 2 D12: Disciplina, Limites e Justiça

Tema: Autodisciplina em áreas pequenas

Você já percebeu como, muitas vezes, as maiores batalhas não são contra os outros — mas contra nós mesmos? Não contra inimigos externos, mas contra os impulsos, hábitos, vontades e emoções que moram dentro da gente? Hoje, a jornada da Contagem do Omer nos leva a uma lição essencial e prática: vencer-se a si mesmo é o verdadeiro sinal de força espiritual. Parece simples, mas não é. Negar a si mesmo em algo pequeno, como não responder com irritação, deixar de fazer um comentário desnecessário, ou até mesmo resistir a uma vontade egoísta, exige mais coragem do que escalar uma montanha. A autodisciplina não é algo que se impõe de fora para dentro. Ela nasce de uma consciência de que fomos chamados a governar nossas vontades, não sermos governados por elas. Esse é o desafio de hoje: antes de conquistar o mundo, conquiste a si mesmo.

✨ Foco prático do dia: Negue-se em algo pequeno, e observe a força que é necessário para tal.

📖 Tanakh (VT): Provérbios 16:32

“Melhor é o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade.”

A sabedoria de Salomão nos ensina que o verdadeiro herói não é o guerreiro que vence exércitos, mas aquele que vence a si mesmo. Dominar o ego é mais nobre do que dominar territórios. Por quê? Porque controlar impulsos, controlar a raiva, resistir à autosabotagem, exige uma força interior que nenhum poder externo fazê-lo. E o resultado é paz, com os outros e consigo mesmo.

📖 Novo Testamento: 1 Coríntios 9:27

“Esmurro o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, tendo pregado a outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.”

O apóstolo Paulo não está falando aqui de punição física literal, mas de disciplina espiritual. Ele compara a vida cristã a uma corrida onde o corpo (ou seja, os desejos carnais e impulsos) precisa ser mantido em sujeição. Autocontrole é essencial para viver com propósito e consistência. E isso começa nas pequenas decisões do dia a dia.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, pratique um pequeno “não” para si mesmo. Pode ser no que você come, no que você fala, no tempo que passa em distrações, ou até na forma como reage a alguém. Não é para se castigar, é para fortalecer a sua alma.

💭 Em que área da minha vida eu preciso de mais disciplina pessoal?

💭 Quais hábitos pequenos estão me afastando de quem D-us me chamou para ser?

Lembre-se: o autocontrole não é um fim em si mesmo. É uma ferramenta de liberdade. Quando você governa suas vontades, está construindo um caminho de integridade e abrindo espaço para que o Espírito de D-us atue com mais liberdade dentro de você.

Vamos juntos?

Dia 12 da Contagem do Omer nos desafia a praticar a disciplina mais difícil de todas: a de vencer a si mesmo. Uma alma fortalecida começa com pequenas vitórias diárias.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Adivalter Sfalsin

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O Domínio das Palavras

🗓️ Dia 11 – O Domínio das Palavras

Semana 2: Disciplina, Limites e Justiça

Tema: Falar com sabedoria

Quem nunca disse algo e logo se arrependeu? Palavras mal colocadas, mesmo que verdadeiras, podem ferir como espadas. E o contrário também é verdadeiro: palavras certas, no momento certo, podem curar, fortalecer e até salvar uma vida. O domínio das palavras é uma das formas mais visíveis de maturidade espiritual — e uma das mais difíceis de conquistar. Vivemos numa era em que tudo é imediato: falamos sem pensar, postamos sem refletir, respondemos por impulso. Mas a disciplina da fala é um exercício diário de autocontrole e sabedoria. Não se trata de calar-se o tempo todo, mas de discernir o momento certo de falar e como falar. Hoje, o desafio é esse: pensar antes de responder, abençoar com as palavras, usar a boca não como arma, mas como ponte.

✨ Foco prático do dia: Falar menos, ouvir mais e construir com o que se diz

📖 Tanakh (VT): Provérbios 13:3

“O que guarda a sua boca preserva a sua vida, mas o que muito abre os lábios traz sobre si a ruína.”

Salomão sabia da força das palavras. Guardar a boca aqui não significa silêncio absoluto, mas moderação e prudência. Quem fala de forma desenfreada, sem filtro, sem cuidado, arrisca não apenas seus relacionamentos, mas sua própria integridade. Falar com sabedoria é proteger a vida, a sua e a dos outros.

📖 Novo Testamento: Efésios 4:29

“Nenhuma palavra torpe saia da vossa boca, mas só a que for boa para promover a edificação, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que ouvem.”

Paulo nos convida a uma linguagem redentora. Ele não diz apenas “não fale mal”, mas fale para edificar. Que nossas palavras sejam ajustadas à necessidade do momento e tragam graça ou seja, alívio, esperança, ânimo. A boca que edifica é instrumento de D-us.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Talvez hoje você tenha a chance de aconselhar, corrigir ou consolar alguém. Ou talvez você precise silenciar diante de uma provocação. Em ambos os casos, o desafio é o mesmo: dominar a boca, dominar-se a si mesmo.

💭 Minhas palavras no dia a dia constroem ou corroem?

💭 Tenho falado por impulso ou com sabedoria?

💭 Será que estou usando meu poder de comunicação com responsabilidade diante de D-us e das pessoas?

Falar menos não é fraqueza, é força. O verdadeiro domínio não está em quem “diz o que pensa”, mas em quem pensa antes de dizer.

Hoje, pratique o silêncio que honra. E, quando falar, escolha palavras que tragam vida.

Vamos juntos?

Dia 11 da Contagem do Omer nos convida a dominar nossas palavras com disciplina e graça. Uma boca sábia é reflexo de um coração que aprendeu a amar com limites.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Justiça com Misericórdia

🗓️ Dia 10 – Justiça com Misericórdia

Semana 2: Disciplina, Limites e Justiça

⚖ Tema: Equilibrar firmeza e compaixão

Você já tentou corrigir alguém com as palavras certas, mas foi mal interpretado? Ou já se calou por medo de parecer duro demais, mesmo sabendo que precisava dizer algo? A busca pelo equilíbrio entre justiça e misericórdia é uma das mais delicadas na jornada espiritual. E justamente por isso, é uma das mais divinas.

Hoje, o desafio é esse: agir com firmeza sem ferir, corrigir sem condenar, ensinar sem humilhar. A justiça de D-us nunca está desconectada da sua compaixão. E nós, se queremos refletir o caráter dEle, precisamos aprender a sustentar esse equilíbrio — no lar, nas amizades, no trabalho, na comunidade de fé.

A disciplina sem amor se torna opressão. A compaixão sem limites pode se tornar permissividade. Mas justiça com misericórdia gera transformação verdadeira. E é esse o convite do décimo dia da Contagem do Omer.

✨ Foco prático do dia: Corrigir com empatia, não com dureza

📖 Tanakh (VT): Zacarias 7:9

“Assim falou o Senhor dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um a seu irmão.”

O contexto desse versículo é um chamado profético ao povo de Israel, que jejuava, mas não praticava a justiça. D-us deixa claro: Ele não se alegra com rituais vazios. O verdadeiro culto passa por agir com retidão, defender o fraco e tratar o próximo com misericórdia real. Não se trata apenas de aplicar a lei, mas de fazê-lo com um coração alinhado ao coração de D-us.

📖 Novo Testamento: Tiago 2:13

“Porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia; a misericórdia triunfa sobre o juízo.”

Tiago, o irmão de Jesus, reforça a mesma linha: o julgamento sem misericórdia é destrutivo. Mas a misericórdia — essa sim tem o poder de superar e até redimir o julgamento. Não significa ignorar a justiça, mas permitir que o amor guie a forma como ela é aplicada. Em outras palavras, a justiça que cura é sempre temperada com graça.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Pense em alguém que precisa ser corrigido, orientado ou confrontado com a verdade. Talvez um filho, um amigo, um colega de trabalho — ou até você mesmo. Como você tem feito isso?

💭 Tenho falado verdades com amor ou com frieza?

💭 Minha correção é construtiva ou simplesmente reativa?

💭 Será que estou esperando perfeição dos outros sem aplicar misericórdia como recebi de D-us?

Hoje, o desafio é prático e sensível: corrija com empatia. Pode ser com um tom mais leve. Pode ser com um gesto de apoio antes da palavra dura. Pode ser com um “eu também já errei nisso” antes do “você precisa mudar”.

Se o outro sentir que está sendo visto como pessoa, e não como problema, ele terá muito mais chance de mudar. E isso é justiça com misericórdia: dizer o que precisa ser dito, do jeito que pode ser ouvido.

Vamos juntos?

Dia 10 da Contagem do Omer nos ensina que a verdadeira justiça não pesa — ela cura. Quando temperada com misericórdia, ela transforma.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Dizer não com Amor

🗓️ Dia 9 – Dizer Não com Amor

Semana 2: Disciplina, Limites e Justiça

Tema: Estabelecer limites saudáveis

Quantas vezes você disse “sim” apenas para evitar conflito? Ou cedeu quando sabia que precisava se posicionar? Dizer “não” pode parecer duro mas, na verdade, é uma forma essencial de amar.

Nesta segunda semana da Contagem do Omer, dedicada à disciplina e aos limites, aprendemos que amor sem fronteiras se torna permissividade. E permissividade não edifica, não protege e, muitas vezes, não cura. Dizer “não” com amor é um dos atos mais difíceis e mais transformadores da vida espiritual.

Jesus não disse “sim” a tudo. Ele sabia o momento de calar, de corrigir, de afastar-se e de não ceder à pressão. Limites saudáveis protegem tanto quem os impõe quanto quem os recebe. São muros que guardam o coração e indicam onde o amor termina e o abuso começa.

✨ Foco prático do dia: Dizer “não” com firmeza e carinho

📖 Tanakh (VT): Provérbios 25:28

“Como cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.”

Uma cidade sem muros está exposta a todo tipo de invasão. Assim também é a alma sem limites. A ausência de domínio próprio nos deixa vulneráveis emocionalmente, espiritualmente e até fisicamente. Ter autocontrole é manter a dignidade e a direção.

📖 Novo Testamento: Mateus 5:37

“Seja o vosso sim, sim; e o vosso não, não; o que passar disso vem do maligno.”

Jesus ensina que a integridade começa na clareza. Um “não” dito com amor é mais poderoso e libertador do que mil “sims” ditos por obrigação ou medo.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, reflita: há algo a que você precisa dizer “não”?

Talvez um convite, uma atitude que se repete, uma expectativa injusta, ou até um pensamento recorrente que te afasta da paz. Dizer “não” com firmeza e gentileza é parte do cuidado com sua alma e também com os outros.

💭 Tenho colocado limites claros nos meus relacionamentos e responsabilidades?

💭 Meu “não” expressa respeito por mim e pelo outro, ou vem carregado de culpa e ressentimento?

Estabelecer limites não é sinal de frieza, mas de maturidade. É saber que o amor verdadeiro também diz: “aqui não”, “assim não”, “isso não me edifica” e, quando necessário, “eu não posso carregar isso por você.”

Vamos juntos?

Dia 9 da Contagem do Omer nos convida a cultivar a disciplina de dizer “não” com coragem e compaixão com limite que cura e protege.

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Forca Interior

🗓️ Dia 8 – Força Interior

Semana 2 D8: Disciplina, Limites e Justiça

Tema: Coragem para escolher o certo

A jornada da segunda semana do Omer começa com um novo convite: olhar para dentro e descobrir a força que nos foi dada. A primeira semana nos ensinou a amar; agora somos chamados a agir com disciplina, a escolher o correto — mesmo quando parece mais fácil ceder.

 Vivemos num mundo onde tudo convida ao imediatismo, à reação impulsiva, à satisfação rápida. Mas a verdadeira força não está em fazer o que sentimos na hora. Está em dominar a nós mesmos e agir com sabedoria, mesmo quando o coração treme ou a mente hesita. Talvez hoje você enfrente uma escolha difícil. Talvez precise se posicionar com coragem. Ou talvez precise apenas resistir ao impulso de dizer algo que pode ferir. Seja qual for sua batalha, o desafio de hoje é claro: praticar o autocontrole como ato de força interior.

✨ Foco prático do dia: Resistir ao impulso e escolher o certo

📖 Tanakh (VT): Josué 1:9

“Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu D-us é contigo, por onde quer que andares.”

Quando Josué estava prestes a assumir a liderança de Israel, ele não foi instruído a confiar em si mesmo, mas a ser forte e corajoso por causa da presença constante de D-us. Essa força não é natural — ela vem da confiança em Quem caminha conosco.

📖 Novo Testamento: 2 Timóteo 1:7

“Porque D-us não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.”

Disciplina espiritual começa com a consciência de que não somos guiados pelo medo ou pela fraqueza. Temos dentro de nós o Espírito de poder, que também é o Espírito de autocontrole. Isso significa que temos recursos para resistir e escolher com sabedoria.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, observe suas reações. Existe algum hábito, pensamento ou comportamento que precisa ser contido? Há alguma conversa em que você precisa falar menos — ou com mais paciência? Talvez haja algo que precise ser enfrentado com coragem, sem fugir.

💭 Em que área da minha vida preciso aplicar disciplina com coragem?

💭 O que seria escolher o certo hoje, mesmo que custe um pouco mais?

A disciplina não é frieza. É um gesto de amor — a nós mesmos, ao próximo e a D-us. Quando escolhemos o certo, mesmo com esforço, estamos construindo o caráter que reflete o Reino.

Vamos juntos?

Dia 8 da Contagem do Omer nos chama a buscar força interior para viver com autocontrole, propósito e coragem.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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