Rendimento em vez de Controle

Dia 32 – Rendimento em vez de Controle

📅 Semana 5, Humildade, Gratidão e Reconhecimento

Tema: Confiar mesmo sem entender

A necessidade de controle é um dos instintos mais profundos da alma humana. Desde pequenos, somos ensinados a buscar segurança por meio do planejamento, da lógica e da previsibilidade. Queremos respostas antes de nos movermos. Queremos provas antes de confiar. No entanto, a vida com D‑us frequentemente caminha em outra direção. Ele não nos chama para controlar, mas para confiar. Não nos entrega um mapa completo, mas convida a cada passo de fé. Render-se à vontade de D‑us não é resignação passiva, mas um ato ativo de humildade. É escolher deixar de lado a própria agenda e dizer com sinceridade: “D‑us, eu não entendo tudo, mas confio em Ti.” Esse tipo de confiança não surge da ignorância, mas da reverência. É reconhecer que Ele é o Criador e Sustentador de todas as coisas, enquanto nós somos apenas parte da história que Ele escreve com sabedoria infinita. Muitas vezes, tentamos manter o controle como uma forma de evitar a dor, o fracasso ou a incerteza. Mas isso acaba se tornando um fardo: carregamos ansiedades que não fomos chamados a suportar. Quando nos rendemos ao controle de D‑us, encontramos descanso, não porque todas as respostas chegaram, mas porque confiamos em Quem nos guia.

A Contagem do Omer de hoje nos convida a soltar. A liberar o que estamos tentando manipular ou prever com as próprias forças. A entregar relacionamentos, decisões, medos e desejos àquele que vê além do tempo e conhece os segredos do coração. Isso é humildade prática: reconhecer que não sabemos tudo, mas que seguimos Aquele que sabe.

✨ Foco prático do dia:

Escolha conscientemente soltar o controle sobre algo que você vem tentando dominar com suas próprias forças, pode ser uma situação, uma expectativa, ou até mesmo uma pessoa. Diga em oração: “D‑us, eu Te entrego isso.”

📖 Tanakh – Provérbios 3:5-6

“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.”

Esse texto é um convite claro à confiança radical. Não apenas acreditar em D‑us, mas confiar de todo o coração, inclusive nas áreas que mais desejamos controlar. Quando deixamos de nos apoiar em nossa própria razão e O reconhecemos nos nossos caminhos — mesmo nos mais obscuros — Ele age com direção e propósito. O que era confuso se torna claro, e o que era torto começa a se alinhar com Sua vontade.

📖 Novo Testamento – Mateus 6:10

“Venha o Teu Reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.”

Estas palavras fazem parte de uma oração que define a verdadeira espiritualidade: não buscar que D‑us se alinhe à nossa vontade, mas desejar que nossa vida se alinhe à dEle. Quando dizemos “seja feita a Tua vontade”, estamos abrindo mão do trono do próprio coração. É uma declaração de confiança, um ato de fé viva. Jesus nos ensinou que verdadeira liberdade vem quando deixamos de lutar contra D‑us e nos rendemos ao Seu plano, que é sempre maior, mais sábio e mais amoroso do que o nosso.

🌿 Reflexão para aplicar hoje, pergunte-se:

💭 O que estou tentando controlar que deveria entregar nas mãos de D‑us?

💭 Minha ansiedade é fruto de falta de confiança?

💭 Estou disposto a seguir mesmo sem entender todos os porquês?

Rendimento espiritual é como soltar os remos e confiar que o rio sabe onde deságua. É permitir que D‑us seja D‑us. E quando isso acontece, o coração se aquieta, a fé amadurece e a jornada se torna mais leve.

Vamos juntos?

Dia 32 da Contagem do Omer nos ensina que a verdadeira liberdade está em entregar, e não em segurar. Hoje, solte. Confie. Renda-se. O controle que você acha que tem, muitas vezes é o peso que te impede de avançar. D‑us não perdeu o controle, mesmo quando tudo parece fora de ordem.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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Honrar Quem Nos Abençoou

Dia 31 – Honrar Quem Nos Abençoou

📅 Semana 5, Humildade, Gratidão e Reconhecimento

Tema: Ser grato por quem nos guiou

Vivemos numa era marcada pelo esquecimento rápido. Em meio à pressa, ao individualismo e à constante busca por novidade, é comum deixarmos no passado aqueles que, em momentos-chave da nossa vida, foram instrumentos da graça de D‑us. Pessoas que nos instruíram, amaram, advertiram com carinho, ou simplesmente estiveram presentes quando mais precisávamos. Mas a verdadeira maturidade espiritual nos chama a parar, lembrar e reconhecer com humildade: não fomos feitos sozinhos.

A Contagem do Omer hoje nos convida a um exercício de memória e gratidão. Olhar para trás e identificar quem semeou em nós aquilo que hoje floresce. Quem nos ensinou a orar? Quem nos deu um livro, uma palavra, um conselho decisivo? Quem nos escutou sem julgamento? Quem nos encorajou quando duvidávamos de nós mesmos? Quem nos corrigiu com amor, ajudando a evitar quedas? Alguns desses nomes talvez estejam distantes. Outros, talvez já tenham partido. Mas a gratidão continua válida. Ainda podemos honrá-los em pensamento, em oração, ou em ações que perpetuam o que recebemos deles.

✨ Foco prático do dia:

Agradeça hoje, de forma concreta, a alguém que foi instrumento de bênção em sua vida. Pode ser uma mensagem, uma ligação, uma carta, uma oração. Não importa o meio, importa a intenção do coração.

📖 Tanakh – Provérbios 3:27

“Não deixes de fazer o bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê-lo.”

Este versículo nos lembra que a gratidão não pode ser apenas intenção, ela precisa ser ação. Se está em nossas mãos expressar honra, carinho, reconhecimento, então não devemos adiar. Há pessoas que, ao serem lembradas, encontrarão ânimo renovado. Às vezes, um simples “obrigado” pode curar anos de esquecimento.

📖 Novo Testamento – Hebreus 13:7

“Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de D‑us, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai a fé que tiveram.”

A fé também se aprende pelo exemplo. A lembrança dos nossos guias espirituais não é apenas um gesto de saudade, mas um ato de honra que nos inspira a continuar bem. Quando reconhecemos aqueles que nos influenciaram, reafirmamos que não somos autossuficientes. Somos parte de um corpo, de uma história, de uma linhagem de fé.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

💭 Quem foram as pessoas que D‑us usou para me moldar até aqui?

💭 Tenho demonstrado gratidão por elas, ainda que com gestos simples?

💭 Como posso perpetuar a herança de fé e amor que recebi?

Gratidão é humildade em prática. É dizer: “Eu não cheguei aqui sozinho”. É reconhecer que fomos alcançados por gestos, palavras e orações que nos sustentaram. Que neste dia da Contagem do Omer, possamos celebrar aqueles que foram canal da bondade de D‑us em nossas vidas e, quem sabe, também nos tornarmos esse canal para alguém.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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Gratidão como Escolha

Dia 30 – Gratidão como Escolha

📅 Semana 5, Humildade, Gratidão e Reconhecimento

Tema: Reconhecer a bondade mesmo em tempos difíceis

Gratidão é fácil quando tudo está bem. Quando a saúde está firme, os relacionamentos fluem e as orações recebem respostas visíveis. Mas e quando não está? Quando as promessas parecem distantes, as orações parecem ecoar no silêncio, e a alma se vê cansada da espera? A verdade é que a gratidão mais poderosa não nasce da fartura, mas da fé. Ela não depende daquilo que se vê, mas do que se crê. A gratidão que mais transforma é a que resiste aos ventos contrários, que floresce em terreno seco, que se ergue mesmo quando o coração está em pedaços.

Hoje, o chamado é para esse tipo de gratidão: uma gratidão madura, corajosa, firme. Uma gratidão que não precisa de garantias para reconhecer a bondade de D‑us. Uma gratidão que decide confiar antes de entender. Que escolhe lembrar que o cuidado do Eterno não começou hoje. Ele já nos carregou tantas vezes, já abriu tantos caminhos, já deu tanto quando não merecíamos. Gratidão não é um sentimento passageiro, mas uma postura de quem já entendeu quem D‑us é. É uma lente espiritual que muda a forma como enxergamos tudo ao nosso redor. Ela não nega a dor, mas escolhe não ser dominada por ela. É o segredo dos que permanecem firmes.

✨ Foco prático do dia:

Agradeça por algo que você normalmente reclamaria. Um atraso, uma limitação, uma mudança inesperada… Agradeça, e observe o que muda em você.

📖 Tanakh – Salmos 103,2

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios.”

Davi nos lembra que a alma precisa ser conduzida à memória. Porque o coração humano esquece fácil: esquece os livramentos, as portas abertas, os milagres disfarçados de rotina. A ingratidão nasce do esquecimento. Por isso, agradecer é também um exercício de lembrança — de manter vivas, no centro do coração, todas as marcas da fidelidade de D‑us.

📖 Novo Testamento – 1 Tessalonicenses 5,18

“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de D‑us em Cristo Jesus para convosco.”

Paulo não diz para agradecer por tudo, mas em tudo. O que é bem diferente. Não somos gratos pela dor, mas podemos ser gratos no meio dela. Porque mesmo em tempos difíceis, ainda há vestígios da bondade divina. A gratidão não anula o sofrimento, mas nos reposiciona acima dele — onde podemos respirar fé, cultivar esperança e aguardar em paz.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

💭 Tenho reclamado mais do que agradecido?

💭 A ansiedade tem me impedido de ver as bênçãos escondidas no ordinário?

💭 Que áreas da minha vida precisam de um olhar mais intencional de gratidão?

Gratidão é ponte. Entre o hoje e o amanhã, entre o que temos e o que ainda esperamos. Ela não é conformismo — é confiança. Quando agradecemos, algo se abre no invisível: o peso se torna leve, o pouco se torna suficiente, e a esperança renasce.

Ser grato é dizer: “D‑us, eu reconheço que mesmo quando não entendo, o Senhor continua bom. E isso me basta para hoje.”

Vamos juntos?

Dia 30 da Contagem do Omer nos convida a cultivar uma gratidão ativa. Agradeça hoje — não pelo extraordinário, mas pelo simples. Pelo pão de cada dia, pela força que te levantou, pelo fôlego que te sustenta. A gratidão abre espaço para a glória de D‑us se manifestar onde só havia peso. Hoje, faça dela a sua escolha. E veja como até os dias nublados ganham outra luz.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Dia 29 – A Beleza da Humildade

Dia 29 – A Beleza da Humildade

Dia 29 – A Beleza da Humildade

📅 Semana 5: Humildade, Gratidão e Reconhecimento

Tema: Olhar para dentro de si.

Chegamos à Semana 5 da Contagem do Omer, parabéns se você chegou até aqui. Após dias de luta interior, persistência e coragem espiritual, somos convidados agora a algo surpreendente: a render-se. Não no sentido de desistir, mas de reconhecer que não somos o centro. Que a força que nos move vem de D‑us. E que há beleza quando reconhecemos nossas limitações com gratidão e abrimos espaço para que Ele nos conduza. Nesta semana, o foco é Hod — um termo hebraico que remete a humildade, gratidão e glória rendida. Não é passividade. É uma força profunda, que nasce da confiança em um bem maior. Humildade não é se diminuir, é ter a clareza de quem você é diante dAquele que te formou. E por onde começar? Pela humildade.

✨ Foco prático do dia: Fazer hoje algo sem esperar reconhecimento

📖 Tanakh, Miquéias 6,8

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com o teu D‑us?” 

Essa passagem nos ensina que a verdadeira espiritualidade é simples: justiça nas ações, compaixão no coração e humildade no caminhar. Humildade aqui não é vergonha nem auto-anulação. É saber andar com D‑us como quem sabe que depende dEle. É deixar de viver tentando provar algo para o mundo e passar a viver em reverência e gratidão.

📖 Novo Testamento, Filipenses 2,3

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” Paulo nos mostra que a humildade é uma atitude prática. Não se trata apenas de pensar menos de si, mas de pensar menos em si. É olhar para o outro com honra, e agir sem buscar aplausos. Quando vivemos assim, deixamos de competir, de comparar, de nos exibir — e começamos a construir pontes de valor eterno.

🌿 Reflexão para aplicar hoje, pergunte-se:

💭 Em quais áreas da minha vida estou buscando reconhecimento mais do que servir?

💭 Será que tenho dificuldade de reconhecer meus erros e pedir ajuda?

💭 Como posso agir com humildade prática hoje?

A beleza da humildade é que ela abre espaço para a glória de D‑us brilhar. Quando deixamos de querer controlar tudo, Ele assume o lugar de direção. E isso não nos diminui, nos liberta. Porque é na entrega que encontramos descanso. E é no reconhecimento da nossa fragilidade que descobrimos a verdadeira força.

Vamos juntos?

Dia 29 da Contagem do Omer abre uma nova semana com um convite simples, mas transformador: ande humildemente com o teu D‑us. Viva hoje com reverência, com leveza, com gratidão. O que começa com rendição termina em beleza. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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The Law and The Spirit

The Law and The Spirit

The Letter Kills, But the Spirit Gives Life

Unpacking the Profound Calling of the Torah in Yeshua

You’ve likely heard – or even said – the phrase, “I live by the spirit of the law, not the letter.” It sounds spiritual, modern, even liberating. But do we really understand what it means? When Paul wrote in 2 Corinthians 3:6 that “the letter kills, but the Spirit gives life”, was he rejecting the Torah? Was he calling us to abandon objective commandments in favour of a fluid and subjective spirituality? Or was he pointing us to something deeper, more demanding, and more transformative? Let us return, calmly, to the Scriptures, with open minds and sincere hearts.

First, we need to understand the terms. When Paul speaks of the “letter”, he refers to an external, mechanical obedience, carried out without the heart’s involvement, like someone fulfilling a religious protocol just to tick a box. The “spirit” of the law, on the other hand, refers to the divine intention behind the commandment – its moral, relational, educational and sanctifying purpose. This is not a case of Torah versus Spirit, but of lifeless legalism versus life-giving obedience. Paul does not abolish the Torah, he denounces the cold and soulless use of it.

This contrast is powerfully expressed in Leviticus 19, when G‑d declares, “Be holy, because I am holy” (Lev 19:2). This call was not directed only at the priests, but to all the people, who had to be present to hear it. That already tells us something. Holiness, according to the Torah, is not an exclusive spiritual category for the elite, nor a mystical label reserved for a select few. Holiness is practical and everyday. It shows itself in honesty in business, respect for parents, care for the poor, impartiality in judgement, sexual purity, and dignified treatment of foreigners. Holiness is not confined to the synagogue on Saturday or church on Sunday. It is seen in how we treat others in the queue at the shop, in traffic, or online.

And this is where the spirit of the law comes in, because G‑d does not merely desire a people who follow orders, but a people who reflect His character. The Torah was not given to train people in regulations, but to form hearts sensitive to justice, compassion and truth. That’s why Leviticus 19:18 brings one of the most powerful statements in all of Scripture, “Love your neighbour as yourself.” Yeshua, when asked about the greatest commandment, said that this one, along with loving G‑d, summarises the entire Torah and the Prophets (Matt 22:36–40). Love does not cancel the commandments, it explains them. It justifies them. It sustains them. Not stealing, not lying, not committing adultery, not oppressing – all of these are love made visible.

But the message doesn’t stop there. The medieval rabbi Nachmanides, commenting on this same chapter of Leviticus, wrote a phrase that still resounds powerfully, “It is possible to be repulsive with the permission of the Torah.” What does he mean by that? He is saying that someone may follow the most literal instructions of the Torah and still be a despicable human being. How is that possible? Because the Torah can only set boundaries for things like integrity, justice, kindness, respect, and healthy speech. It does not have the power to legislate character. That’s why commentators across centuries have worked to define what it means to be respectful, honest, and just. Even so, some people always find legal loopholes to continue being morally unacceptable.

This is not confined to the past. We still see such distortion today, even among those who call themselves followers of Yeshua. Although the apostolic writings strongly emphasise ethical teachings and the importance of a transformed character, there are still those who claim to be disciples while actively looking for ways around those expectations. The letter, when used as a shield for the ego, kills. The Spirit, when leading us to truth in love, gives life.

Jeremiah prophesied a new covenant, saying, “I will put my law in their minds and write it on their hearts” (Jer 31:33). Yeshua inaugurated that covenant, and Paul understood that it did not abolish the Torah, but internalised it. What was once engraved on stone is now written on the heart. The true disciple is not one who merely memorises verses, but one whose character has been rewritten by the hand of G‑d. This is what Paul means when he says we are “ministers of a new covenant, not of the letter, but of the Spirit.”

In the Sermon on the Mount, Yeshua shows how the spirit of the law takes practical form. He reveals that the commandment not to kill includes not harbouring hatred. That not committing adultery includes not lusting with the eyes. That the right to seek justice must give way to forgiveness and trust in G‑d. Yeshua did not lower the standard – He raised it. He did not annul the Torah – He fulfilled it, showing its deepest meaning. Living by the Spirit is harder than following the letter, because it requires your whole heart.

The letter kills because it can be used as a tool for condemnation, control, and self-promotion. It can be twisted by cold and proud hearts. But the Spirit gives life, because it is the Holy Spirit who breathes it. He transforms commandments into acts of love. He turns rules into a pathway to intimacy with the Creator. The Torah, in the hands of the Spirit, ceases to be a set of duties and becomes a map to abundant life.

Peter, in his letter, echoes Leviticus when he says, “Be holy in all you do” (1 Pet 1:15). This is not about religious isolation or spiritual perfectionism. It means being honest even when no one is watching. It means treating the delivery driver with the same honour as your spiritual leader. It means living consistently with what you profess to believe. Holiness is not limited to the temple or ritual. It blossoms in the little acts of daily life.

In an age where the world craves authenticity, the disciples of Yeshua are called to go deeper. Enough of empty debates about what is “allowed” or “forbidden”. The right question is, “Does this reflect the character of G‑d? Does this promote justice, mercy, and truth?” Living by the letter is the starting point, not the destination. We are called to more – to live by the Spirit, with hearts inclined, eyes alert, and hands ready to serve.

If this article touched something within you, wonderful. If it made you uncomfortable, perhaps even better. Sometimes, the Holy Spirit uses discomfort to remind us that the letter alone is not enough. We need Him. We need the Spirit who transforms us from the inside out, who teaches us to love as G‑d loves. So, are you ready to live beyond the letter?

 Adivalter Sfalsin

Letra vs Espírito

A Letra vs O Espírito

A Letra Mata, Mas o Espírito Vivifica

Descomplicando o Profundo Chamado da Torá em Yeshua

Você já deve ter ouvido, ou até mesmo dito, a frase, “Eu vivo pelo espírito da lei, não pela letra da lei.” Ela soa espiritual, moderna, até libertadora. Mas será que entendemos mesmo o que isso significa? Quando Paulo escreveu em 2 Coríntios 3,6 que “a letra mata, mas o espírito vivifica”, será que estava rejeitando a Torá? Estaria nos chamando a abandonar os mandamentos objetivos em favor de uma espiritualidade fluida e subjetiva? Ou será que ele apontava para algo mais profundo, mais exigente, mais transformador? Vamos olhar de novo, com calma, às Escrituras, com uma mente aberta e um coração sincero.

Antes de mais nada, precisamos entender os termos. Quando Paulo fala de “letra”, ele se refere à obediência externa, mecânica, sem envolvimento do coração, feita como quem cumpre protocolo religioso para marcar presença. Já o “espírito” da lei diz respeito à intenção de D‑us por trás do mandamento, ao propósito moral, relacional, educativo e santificador da instrução. Não se trata de Torá contra Espírito, mas de legalismo sem vida versus obediência cheia de vida. Paulo não anula a Torá, ele denuncia o uso frio e desalmado da lei.

Esse contraste aparece com força em Levítico 19, quando D‑us declara, “Sede santos, porque Eu sou santo” (Lv 19,2). Esse chamado não foi dirigido apenas aos sacerdotes, mas a todo o povo, que teve de estar presente para escutá-lo. Isso nos mostra que a santidade não é uma categoria espiritual exclusiva para “os de cima”, nem tampouco um rótulo místico reservado a uns poucos escolhidos. A santidade, segundo a Torá, é prática e cotidiana. Ela se manifesta na honestidade nos negócios, no respeito aos pais, no cuidado com os pobres, na imparcialidade nos julgamentos, na pureza sexual, no tratamento digno aos estrangeiros. Santidade não é só o que acontece no sábado na sinagoga ou no domingo na igreja. É como se trata o outro na fila do mercado, no trânsito, na internet.

E é aí que entra o espírito da lei, porque D‑us não deseja apenas um povo que siga ordens, mas um povo que reflita Seu caráter. A Torá não existe para criar um povo treinado em regras, mas para formar corações sensíveis à justiça, à compaixão, à verdade. Por isso, Levítico 19,18 traz uma das declarações mais poderosas de toda a Escritura, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Yeshua, ao ser questionado sobre o maior mandamento, disse que este, junto com o amor a D‑us, resume toda a Torá e os Profetas (Mt 22,36–40). O amor, portanto, não anula os mandamentos. Ele os explica. Ele os justifica. Ele os sustenta. Não roubar, não mentir, não adulterar, não oprimir, tudo isso é amor colocado em prática.

Mas a história não para aí. O rabino medieval Nachmânides, comentando esse mesmo capítulo de Levítico, escreveu uma frase que continua ressoando com força, “É possível ser repulsivo com a permissão da Torá.” O que ele quer dizer com isso? Ele está dizendo que uma pessoa pode seguir as instruções mais literais da Torá e ainda assim ser um ser humano desprezível. Como isso é possível? Porque a Torá só pode estabelecer limites para coisas como integridade, justiça, bondade, respeito e fala saudável. Ela não tem a capacidade de legislar o caráter. É por isso que os comentaristas, ao longo dos séculos, se dedicaram a definir o que significa ser respeitoso, honesto, justo. Mesmo assim, algumas pessoas sempre encontram brechas legais para continuar sendo moralmente reprováveis.

Isso não se limita ao passado. Podemos ver essa distorção até hoje, inclusive entre os que se dizem seguidores de Yeshua. Embora as Escrituras apostólicas enfatizem fortemente os ensinamentos éticos e a importância de um caráter transformado, ainda há quem se autodeclare discípulo e, ao mesmo tempo, procure formas de contornar essas exigências. A letra, quando usada como escudo para proteger o ego, mata. O espírito, quando nos leva à verdade em amor, vivifica.

Jeremias profetizou uma nova aliança, dizendo, “Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração” (Jr 31,33). Yeshua inaugurou essa aliança, e Paulo entendeu que ela não aboliu a Torá, mas a internalizou. O que era gravado em pedra agora é escrito no coração. O verdadeiro discípulo não é aquele que decora versículos, mas aquele cujo caráter foi reescrito pelo dedo de D‑us. É isso que Paulo afirma ao dizer que somos “ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito”.

No Sermão do Monte, Yeshua revela como esse espírito da lei se manifesta de forma prática. Ele mostra que o mandamento de não matar não se limita ao ato, mas inclui não alimentar ódio. Que não adulterar inclui não desejar com o olhar. Que o direito de exigir justiça deve ceder lugar ao perdão e à confiança em D‑us. Yeshua não baixou o padrão, Ele elevou. Ele não anulou a Torá, Ele a completou, mostrando seu pleno significado. Viver pelo espírito é mais difícil que seguir a letra, porque exige o coração inteiro.

A letra mata porque pode ser usada como instrumento de condenação, controle e autopromoção. Pode ser manipulada por corações frios e vaidosos. Mas o espírito vivifica, porque é o Espírito Santo quem o inspira. Ele transforma mandamentos em gestos de amor. Ele converte regras em caminhos de proximidade com o Criador. A Torá, nas mãos do Espírito, deixa de ser um conjunto de deveres e se torna um mapa de vida abundante.

Pedro, em sua carta, ecoa Levítico quando diz, “Sede santos em toda a vossa maneira de viver” (1Pe 1,15). Isso não significa isolamento religioso ou perfeccionismo espiritual. Significa honestidade mesmo quando ninguém está vendo. Significa tratar o entregador com a mesma honra que o líder espiritual. Significa viver de forma coerente com aquilo que se crê. A santidade não se limita ao templo ou ao ritual. Ela floresce nos pequenos atos do dia a dia.

Num tempo em que o mundo clama por autenticidade, os discípulos de Yeshua são chamados a viver com profundidade. Chega de debates vazios sobre o que “pode ou não pode”. A pergunta correta é, “Isso reflete o caráter de D‑us? Isso promove justiça, misericórdia, verdade?” Viver pela letra é o ponto de partida, não a linha de chegada. Fomos chamados a mais, a viver pelo espírito, com corações inclinados, olhos atentos, mãos prontas para servir.

Se este artigo tocou algo em você, ótimo. Se te incomodou um pouco, talvez melhor ainda. Às vezes, o Espírito Santo usa o incômodo para nos lembrar que a letra, sozinha, não basta. Precisamos dEle. Precisamos do Espírito que nos transforma de dentro para fora, que nos ensina a amar como D‑us ama. E você, está pronto para viver além da letra?

Adivalter Sfalsin

Coragem Espiritual

Dia 28 – Coragem Espiritual

🗓️ Semana 4, Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

 Tema: Firmeza diante da oposição

A verdadeira coragem espiritual não é barulhenta, nem teatral. Ela se revela quando precisamos tomar decisões difíceis, quando a pressão externa tenta nos calar, quando seguir obedecendo a D‑us significa nadar contra a maré. É nesses momentos que nossa fidelidade é testada, e é aí que a coragem espiritual floresce. A Contagem do Omer hoje nos convida a permanecer firmes no que é certo, mesmo que isso custe aprovação, conforto ou segurança. Porque coragem, na linguagem do Reino, não é ausência de medo, mas presença de convicção. É fazer o que agrada a D‑us mesmo quando não agrada aos homens.

✨ Foco prático do dia: Escolher agradar a D‑us acima de agradar aos outros.

📖 Tanakh, Daniel 3,17-18

“Se o nosso D‑us, a quem servimos, quiser livrar-nos, ele nos livrará… mas, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos aos teus deuses.”

Essas palavras dos três jovens hebreus diante da fornalha ardente são um dos maiores exemplos de coragem espiritual. Eles não sabiam se seriam poupados. A firmeza deles não dependia do resultado, mas da fidelidade. Essa é a essência de quem caminha com D‑us.

📖 Novo Testamento, Atos 5,29

“Mais importa obedecer a D‑us do que aos homens.”

Pedro e os apóstolos, diante do Sinédrio, também escolheram a coragem. Eles sabiam que obedecer a D‑us poderia custar-lhes tudo, mas não hesitaram. A coragem deles nos desafia a colocar a obediência acima da conveniência, a verdade acima da aceitação.

🌿 Reflexão para aplicar hoje, reflita:

💭 Estou abrindo mão da minha fé ou dos meus valores para agradar alguém?

💭 Há algo que D‑us está me pedindo e que venho adiando por medo do que os outros vão pensar?

💭 Em que área da minha vida preciso de mais coragem para permanecer fiel?

Coragem espiritual não é arrogância, é fidelidade com humildade. É ter o coração alinhado com a vontade de D‑us, mesmo quando isso significa andar sozinho. E é justamente aí, quando a coragem parece mais solitária, que somos surpreendidos com a presença do próprio D‑us ao nosso lado. Não há vitória maior do que permanecer de pé no meio da pressão. Não há glória mais real do que obedecer mesmo sem aplausos.

Vamos juntos?

Dia 28 da Contagem do Omer nos lembra que coragem espiritual não é sobre vencer no mundo, mas sobre não ser vencido por ele. Hoje, escolha obedecer. Escolha confiar. Escolha ser fiel, mesmo quando ninguém estiver olhando. Porque é aí que D‑us se manifesta com poder. Amanhã, ao pôr do sol, iniciamos uma nova semana e seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Adivalter Sfalsin

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Paciência Ativa

Dia 27 – Paciência Ativa

🗓️  Semana 4, Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Tema: Esperar sem parar de caminhar

Quando falamos em paciência, muitas vezes pensamos em ficar parados esperando algo acontecer. Mas a paciência que a Palavra nos ensina não é passividade, é uma espera cheia de fé, propósito e ação. É o tipo de espera que move, serve, ama, obedece e não desiste. Não se trata de cruzar os braços, mas de continuar mesmo sem ver os resultados. Hoje, a Contagem do Omer nos chama à paciência ativa, aquela que caminha enquanto confia, que semeia mesmo quando as nuvens parecem ameaçadoras. É essa postura de esperança prática que abre caminho para o cumprimento das promessas de D‑us.

✨ Foco prático do dia: Agir com fé enquanto você espera

📖 Tanakh, Habacuque 2,3

“Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará. Se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará.”

O profeta nos lembra que o tempo de D‑us é diferente do nosso. Às vezes parece que tudo está demorando demais, mas Ele não se atrasa. Suas promessas se cumprem no tempo certo. A nossa parte é manter a fé e não abandonar o caminho antes da hora.

📖 Novo Testamento, Hebreus 10,36

“Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de D‑us, alcanceis a promessa.”

Aqui vemos que a promessa não vem apenas para quem espera, mas para quem espera fazendo a vontade de D‑us. A perseverança é o elo entre a obediência e a realização. A espera se torna sagrada quando está alinhada com uma vida de propósito.

🌿 Reflexão para aplicar hoje

Hoje, reflita:

💭 Existe alguma área da sua vida em que você está esperando, mas já pensou em desistir?

💭 Você está esperando apenas com expectativa, ou também com ação e fidelidade?

💭 O que pode ser feito hoje, ainda que pequeno, como sinal de fé?

Lembre-se, esperar em D‑us não é perder tempo. É estar sendo moldado enquanto o plano se desenha. A paciência ativa nos treina para os milagres, nos fortalece nas decisões e nos impede de construir atalhos fora da vontade divina. Talvez hoje você precise apenas dar mais um passo. Pequeno, mas firme. O tempo de D‑us virá, e será perfeito. Mas até lá, Ele está te preparando, sustentando e caminhando com você.

Vamos juntos?

Dia 27 da Contagem do Omer nos encoraja a esperar com fé em movimento. Paciência ativa é continuar sem parar, servir sem ver e crer mesmo sem entender. Espere, mas não fique parado. Semeie com coragem, e a colheita virá. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Coragem para recomecar

Dia 26 – Coragem para Recomeçar

🗓️  Semana 4, Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Tema: Perseverar mesmo após falhar

Falar sobre coragem costuma nos levar a imaginar grandes atos heróicos, feitos públicos e ousados. Mas, na verdade, uma das formas mais profundas de coragem é aquela silenciosa, humilde e invisível: a coragem de recomeçar depois de cair. Todos nós falhamos. Todos nos decepcionamos com nós mesmos. Mas é exatamente nesse ponto que temos uma escolha poderosa: parar ou recomeçar. O Omer hoje nos convida a fazer esse movimento valente, de levantar a cabeça e tentar outra vez, mesmo com medo, mesmo com marcas.

✨ Foco prático do dia: Dar um novo passo mesmo após uma queda📖 Tanakh, Salmos 37,24

“Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão.”

O salmista não diz que o justo nunca cai. Pelo contrário, ele afirma que cair faz parte do caminho. A diferença é que o justo não permanece caído, porque D‑us o levanta. A presença divina não evita tropeços, mas garante que eles não serão o fim da história.

📖 Novo Testamento, Filipenses 3,13

“Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão diante de mim.”

Paulo nos ensina que é preciso aprender a deixar o passado no passado. Ele não nega os erros, mas também não permite que eles o paralisem. Avançar requer decisão. Recomeçar exige fé. E é assim que seguimos crescendo, mesmo após tropeços.

🌿 Reflexão para aplicar hoje. 

Hoje, reflita:

💭 Há algo que você deixou de lado por ter falhado?

💭 Existe uma área em que você se sente derrotado e sem forças para tentar de novo?

💭 Qual pequeno passo você pode dar hoje, como um novo começo?

Recomeçar não é começar do zero, é começar de um novo lugar, com mais experiência, mais humildade e mais dependência de D‑us. Ele não está esperando perfeição, mas disposição. Ele não exige sucesso imediato, mas um coração que não desiste. Talvez a sua maior vitória hoje seja simplesmente levantar. Talvez o recomeço que D‑us quer para você comece com um pedido de perdão, um telefonema, um tempo de oração, ou até mesmo uma decisão interna de não se definir mais pelo seu passado.

Vamos juntos?

Dia 26 da Contagem do Omer nos mostra que cair não nos desqualifica. Pelo contrário, é na queda que aprendemos a nos apoiar na graça. Coragem espiritual é seguir caminhando mesmo com cicatrizes. Recomece hoje, com fé, com esperança, e com a certeza de que D‑us está reescrevendo sua história. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Vencer o Mal com o Bem

Dia 25 Vencer o Mal com o Bem

🗓️ Semana 4, Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Tema: Vitória através do amor

Em um mundo que nos incentiva a revidar, a devolver na mesma moeda e a responder com dureza, a proposta de D‑us parece, à primeira vista, ingênua: vencer o mal com o bem. Mas será mesmo? Ou será que essa é justamente a chave mais poderosa que temos para romper os ciclos de destruição e nos tornarmos instrumentos de transformação? Hoje, a Contagem do Omer nos chama a uma forma diferente de vencer. Uma vitória que não se impõe pela força, mas pela resposta contra-cultural da graça. Vencer o mal com o bem é resistir ao impulso de revidar, é permanecer em pé sem se contaminar, é plantar luz mesmo quando tudo parece escuridão. Se quiser expandir esse assunto leia esse artigo no link – Entendendo as palavras difíceis de Jesus Parte 7 “Virar a outra face” https://raizeshebraicas.com/2024/05/28/__trashed/ 

✨ Foco prático do dia: Reagir com bondade diante de uma situação difícil

📖 Tanakh, Gênesis 50,20

“Vós intentastes o mal contra mim, porém D‑us o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida.”Essas palavras de José a seus irmãos revelam o coração de quem escolheu confiar em D‑us mais do que nas circunstâncias. José foi traído, vendido e esquecido, mas em vez de vingar-se, escolheu ver o propósito de D‑us mesmo na dor. O bem não anulou o mal, mas o superou. E essa superação trouxe vida, reconciliação e paz.

📖 Novo Testamento, Romanos 12,21

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Paulo ensina que não basta evitar fazer o mal, é preciso praticar o bem. O bem não é passivo, ele é ativo e proposital. Vencer o mal com o bem é uma escolha diária, uma batalha silenciosa que exige força interior. Mas quando escolhemos essa via, revelamos o Reino de D‑us aqui na terra.

🌿 Reflexão para aplicar hoje

Hoje, pense com honestidade:

💭 Existe alguma situação em que fui ferido e estou com vontade de revidar?

💭 Como posso agir hoje com bondade intencional, mesmo diante de quem me ofendeu?

💭 Qual seria a resposta de D‑us nessa situação?

Lembre-se, o mal se alimenta da reação que ele provoca. Mas quando respondemos com amor, quebramos o ciclo. Não é sobre ser fraco ou permitir abusos, mas sobre ser forte o suficiente para não ser moldado pela maldade. O bem é uma arma poderosa, e quem aprende a usá-la com sabedoria se torna verdadeiramente livre.

Vamos juntos?

Dia 25 da Contagem do Omer nos convida a vencer com o coração. Vencer o mal com o bem não é perder, é triunfar com dignidade. Que hoje você escolha ser um canal de cura e restauração, mesmo nas batalhas mais difíceis. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Não Desistir das Pessoas

Dia 24 Não Desistir das Pessoas

🗓️ Semana 4 – Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Tema: Amor que suporta

Talvez um dos maiores desafios no caminho espiritual não seja vencer inimigos externos, mas continuar ao lado de pessoas em processo, em crise ou que até nos feriram. O amor que D‑us nos convida a viver não é circunstancial, nem apenas emocional. É um amor que suporta, acredita, espera e insiste. É esse tipo de amor que sustenta relacionamentos duradouros e cura feridas profundas. É fácil amar quando tudo vai bem. Mas e quando há silêncio? E quando há decepção? Quando o outro não corresponde às nossas expectativas? A Contagem do Omer hoje nos desafia a não desistir das pessoas. Porque, muitas vezes, tudo o que alguém precisa para recomeçar é justamente alguém que não tenha desistido dele.

✨ Foco prático do dia: Amar alguém hoje com paciência e constância

📖 Tanakh, Provérbios 17,17

“O amigo ama em todo o tempo, e na angústia nasce o irmão.”

Esse versículo mostra que o verdadeiro amor não depende das circunstâncias. Ele permanece firme, mesmo quando a caminhada se torna difícil. E mais do que isso, é nas crises que o amor se aprofunda e se transforma em laços ainda mais fortes. Amor assim é raro, mas é exatamente o que D‑us deseja cultivar em nós.

📖 Novo Testamento, 1 Coríntios 13,7

“Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Paulo descreve aqui o amor que reflete o caráter de D‑us. Um amor resiliente, corajoso, que continua acreditando mesmo sem garantias. Um amor que não foge quando tudo desaba, mas permanece de pé. Esse amor não é fraco, é forte. Não é ingênuo, é fiel.

🌿 Reflexão para aplicar hoje

Hoje, pare um momento e reflita:

💭 Há alguém de quem me afastei por mágoas ou frustração?

💭 Será que essa pessoa só precisa de uma nova chance, de uma palavra de apoio ou de alguém que ainda acredite nela?

💭 Estou amando com constância ou apenas quando me convém?

Talvez você seja a única pessoa que ainda acredita em alguém. Talvez sua fidelidade seja o canal que D‑us quer usar para restaurar outra vida. Não subestime o impacto de uma presença paciente. Não despreze o poder de um amor que permanece.

Vamos juntos?

Dia 24 da Contagem do Omer nos convida a amar com perseverança. Porque o amor verdadeiro não se mede na intensidade do sentimento, mas na decisão de continuar. Hoje, escolha permanecer. Escolha amar. Escolha acreditar de novo.

Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Lutar com Propósito

🗓️ Dia 23 – Lutar com Propósito

Semana 4, Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Tema: Perseverança com direção

Perseverar é nobre, mas perseverar sem propósito é exaustivo. Muita gente está lutando, correndo, servindo, produzindo… mas sem saber por quê. E o problema não é só o cansaço, mas o vazio que vem depois. Porque, quando falta sentido, até a vitória perde o sabor. O convite do Omer hoje é claro: lute com propósito. Pare por um momento para avaliar se sua energia tem sido bem direcionada. Será que você está investindo sua vida onde D‑us realmente quer te usar? Será que sua luta é válida, ou você está travando batalhas que nem são suas?

✨ Foco prático do dia: Alinhar esforço com direção espiritual

📖 Tanakh, Salmos 18,39

“Pois me cingiste de força para a batalha e submeteste debaixo de mim os que contra mim se levantaram.”

O salmista reconhece que a força vem de D‑us, mas ela não é entregue por acaso. Ela é dada para um propósito, para batalhas que valem a pena, para causas que fazem parte do plano divino. Força sem direção é desperdício. Mas quando nossa luta está alinhada com a vontade de D‑us, até os inimigos se tornam degraus.

📖 Novo Testamento, 1 Coríntios 9,26

“Assim corro também eu, não sem meta. Assim luto, não como desferindo golpes no ar.”

O apóstolo Paulo é um exemplo de foco espiritual. Ele sabia para onde estava indo. Sabia por que lutava. Cada movimento tinha intenção. Ele não queria apenas fazer muito, mas fazer com propósito. E isso é o que transforma persistência em vitória real.

🌿 Reflexão para aplicar hoje

Hoje, reflita com sinceridade:

💭 Onde tenho investido minha energia ultimamente?

💭 Minhas lutas têm me levado mais perto de D‑us, ou apenas me consumido?

💭 O que posso fazer hoje com mais propósito e menos pressa?

Talvez você esteja cansado não porque está fazendo demais, mas porque está lutando sem clareza. D‑us não te chamou para se esgotar em batalhas vazias, mas para resistir com direção. A perseverança que edifica é aquela que sabe para onde está indo e por que continua.

Vamos juntos?

Dia 23 da Contagem do Omer nos desafia a colocar propósito no que fazemos. Não basta continuar, é preciso continuar na direção certa. Lute com intenção, sirva com clareza, caminhe com foco. E sua força será renovada a cada passo. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

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Do Impensável à Norma

Do Impensável à Norma

A Janela de Overton e a Mente Coletiva: Como o Impensável Se Torna Norma

Você já refletiu sobre como certas ideias que, até pouco tempo atrás, seriam consideradas absurdas, hoje são celebradas e até exigidas como normas de comportamento? Como valores que por séculos sustentaram o tecido moral da sociedade passaram a ser ridicularizados e excluídos do espaço público? Esse processo não é fruto do acaso. Ele tem nome, método e estratégia. Chama-se Janela de Overton. O conceito foi desenvolvido por Joseph P. Overton e descreve o intervalo de ideias consideradas aceitáveis em uma sociedade em dado momento. Tudo que está dentro da janela pode ser debatido e promovido publicamente. O que está fora é impensável, tabu, proibido. No entanto, esta janela não é fixa. Ela pode ser deslocada gradualmente, até que aquilo que antes era inaceitável se torne obrigatório, e o que antes era norma seja banido como retrógrado ou ofensivo. A Janela de Overton é uma ferramenta da chamada engenharia social, que utiliza meios culturais e simbólicos para moldar o pensamento coletivo. Ao contrário da opressão direta, como a censura explícita ou a repressão estatal, essa estratégia atua de forma quase invisível. Ela transforma a cultura de dentro para fora, utilizando a linguagem da liberdade, do progresso e da tolerância como instrumento de reprogramação moral.

Curiosamente, a Bíblia já alertava sobre mecanismos semelhantes muito antes do surgimento do conceito moderno. No livro do profeta Isaías, há uma denúncia clara da inversão dos valores promovida por uma sociedade em decadência espiritual: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridão luz, e da luz escuridão” (Isaías 5:20). O funcionamento da Janela de Overton segue uma progressão em cinco etapas. A primeira consiste em tornar o impensável em algo meramente pensável. A ideia absurda é introduzida por meio de piadas, memes, filmes ou sátiras. O objetivo não é convencer, mas plantar a semente. O cérebro humano registra a proposta como possibilidade, mesmo que envolta em humor. A segunda etapa transforma o pensável em discutível. O que era tabu começa a ser debatido em meios acadêmicos, programas de televisão, redes sociais. A argumentação usada costuma ser neutra, com frases como “vamos ouvir todos os lados”. Assim, a resistência inicial vai sendo desgastada. Na terceira etapa, o discutível torna-se aceitável. A pressão social começa a operar. Quem se opõe à nova ideia passa a ser estigmatizado como preconceituoso, intolerante ou retrógrado. Em nome da inclusão, instala-se o silenciamento. O profeta Amós viveu um tempo assim, em que a sinceridade era motivo de ódio: “Eles aborrecem na porta o que repreende, e abominam o que fala com sinceridade” (Amós 5:10). A quarta etapa transforma o aceitável em norma. A ideia antes marginal passa a ocupar o centro. É ensinada nas escolas, promovida pelas leis e exaltada pela mídia. A discordância é sufocada, não necessariamente por um governo autoritário, mas pelo próprio ambiente social. A cultura do cancelamento é um exemplo moderno dessa dinâmica. A última etapa é a mais perigosa. Ela torna o antigo impensável. Os valores que sustentaram a civilização passam a ser ridicularizados, os livros que os defendem são descartados, e as pessoas que os vivem são marginalizadas. O profeta Jeremias lamenta esse estado de endurecimento moral: “Acaso se envergonham de cometer abominação? Não. Nem sequer sabem o que é envergonhar-se” (Jeremias 6:15).

Esse padrão de dominação cultural já era conhecido no mundo bíblico. O livro de Daniel relata o caso dos jovens hebreus levados à Babilônia. Lá, receberam novos nomes, nova educação, nova dieta. A intenção era apagar sua identidade e substituir sua cosmovisão. “O rei designou-lhes uma porção diária das iguarias do rei e do vinho que ele bebia, e que fossem educados por três anos, para que ao fim deles pudessem estar diante do rei” (Daniel 1:5). Era uma reeducação sutil, mas total. No livro de Gênesis, observa-se o mesmo padrão de distorção por meio do diálogo: “É assim que D‑us disse…? Certamente não morrereis” (Gênesis 3:1–4). O inimigo não nega diretamente a verdade. Ele a relativiza. Ele propõe uma nova leitura. Ele planta dúvida, até que o erro pareça aceitável.

A Bíblia nos convida a resistir a esse tipo de manipulação. A resistência não virá por força política ou por nostalgia moralista. Ela precisa começar com a transformação pessoal e a renovação da mente. O apóstolo Paulo exorta os cristãos de Roma: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Romanos 12:2). Também somos instruídos a guardar o coração e os sentidos contra a influência cultural contaminada: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23). A proteção espiritual não é passiva. Ela exige vigilância, decisão e coragem.

Acima de tudo, é preciso falar. Denunciar em amor. Educar. Corrigir. Mesmo que isso custe o conforto, a popularidade ou a aceitação. Isaías clama: “Clama em alta voz, não te detenhas; levanta a tua voz como a trombeta, e anuncia ao meu povo a sua transgressão” (Isaías 58:1). O silêncio cúmplice de hoje pode se tornar a prisão ideológica de amanhã. Por fim, a orientação das Escrituras é clara: quando a cultura se desvia dos caminhos do Altíssimo, o povo de D‑us deve se separar do sistema dominante. No livro do Apocalipse, há um chamado urgente: “Sai dela, povo meu, para que não sejais participantes dos seus pecados” (Apocalipse 18:4).

A Janela de Overton é uma descrição moderna de um problema antigo. Um povo pode ser transformado por completo sem que um único tiro seja disparado. Basta que aceite calado o deslocamento lento e contínuo da verdade. Basta que se cale diante da mentira disfarçada de liberdade. O apóstolo Pedro alertou os crentes a respeito disso: “Sede sóbrios, vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8). Estar desperto e vigilante é mais que uma virtude. É uma necessidade vital.

Se existe uma chance de preservar a verdade, ela começa no que você decide ouvir, repetir ou silenciar. Começa na sua mente. E no que você permite que entre nela. Se uma sociedade inteira pode ser transformada pelo que aceita ouvir sem questionar, será que também não poderia ser restaurada pelo que ousa proclamar em alta voz?

Adivalter Sfalsin

From the Unthinkable to the Norm

From the Unthinkable to the Norm

The Overton Window and the Collective Mind: How the Unthinkable Becomes Normalised

Have you ever considered how ideas that, until recently, would have been regarded as absurd are now celebrated and even demanded as standards of behaviour? How values that upheld the moral fabric of society for centuries are now mocked and excluded from public discourse? This process is no accident. It has a name, a method, and a strategy. It is known as the Overton Window. The concept was developed by Joseph P. Overton and describes the range of ideas considered acceptable within a society at any given moment. Anything within this window can be discussed and promoted publicly. What lies outside it is deemed unthinkable, taboo, or forbidden. However, this window is not fixed. It can be gradually shifted, until that which was once unacceptable becomes mandatory, and what was once the norm is branded as outdated or offensive. The Overton Window is a tool of what is often called social engineering – the use of cultural and symbolic means to shape collective thought. Unlike overt oppression, such as state censorship or direct repression, this strategy operates almost invisibly. It transforms culture from the inside out, using the language of freedom, progress, and tolerance as an instrument of moral reprogramming.

Interestingly, the Bible warned of similar mechanisms long before the modern concept emerged. In the book of the prophet Isaiah, we find a clear denunciation of value inversion in a spiritually decaying society:

“Woe unto them that call evil good, and good evil; that put darkness for light, and light for darkness.” (Isaiah 5:20)

The functioning of the Overton Window typically follows five stages. The first is to make the unthinkable merely thinkable. The absurd idea is introduced through jokes, memes, films, or satire. The goal is not to persuade, but to plant a seed. The human brain registers the idea as a possibility, even if wrapped in humour. The second stage turns the thinkable into something debatable. What was once taboo is now discussed in academia, television programmes, and on social media. The arguments are usually presented in neutral terms, with phrases like “let’s hear all sides.” Thus, initial resistance begins to wear down. In the third stage, the debatable becomes acceptable. Social pressure sets in. Those who resist the new idea are stigmatised as prejudiced, intolerant, or outdated. In the name of inclusion, silencing begins. The prophet Amos lived in a time when truthfulness was met with hostility: “They hate him that rebuketh in the gate, and they abhor him that speaketh uprightly.” (Amos 5:10) The fourth stage turns what is acceptable into the new norm. The once-marginal idea moves to the centre. It is taught in schools, promoted by legislation, and praised in the media. Dissent is suppressed, not necessarily by authoritarian government, but by societal climate itself. The so-called ‘cancel culture’ is a modern example of this dynamic. The final stage is the most dangerous: it renders the old unthinkable. Values that once upheld civilisation are ridiculed, the books that defended them are discarded, and the people who live by them are marginalised. The prophet Jeremiah lamented this hardened moral state: “Were they ashamed when they had committed abomination? Nay, they were not at all ashamed, neither could they blush.” (Jeremiah 6:15)

This pattern of cultural domination was already known in the biblical world. The book of Daniel recounts the case of young Hebrews taken to Babylon. There, they were given new names, a new education, and a new diet. The aim was to erase their identity and replace their worldview. “And the king appointed them a daily provision of the king’s meat, and of the wine which he drank: so nourishing them three years, that at the end thereof they might stand before the king.” (Daniel 1:5) This was subtle, yet total re-education.

In the book of Genesis, the same pattern of distortion is seen through dialogue: “Yea, hath God said…? Ye shall not surely die.” (Genesis 3:1–4) The enemy does not deny truth directly. He relativises it. He proposes a new interpretation. He sows doubt, until error appears acceptable.

The Bible invites us to resist such manipulation. Resistance will not come through political force or moralistic nostalgia. It must begin with personal transformation and the renewal of the mind. The apostle Paul exhorts the believers in Rome: “And be not conformed to this world: but be ye transformed by the renewing of your mind.” (Romans 12:2) We are also instructed to guard our hearts and senses against cultural contamination: “Keep thy heart with all diligence; for out of it are the issues of life.” (Proverbs 4:23) Spiritual protection is not passive. It requires vigilance, resolve, and courage. Above all, we must speak. We must denounce in love. We must teach. We must correct. Even when it costs us comfort, popularity, or acceptance. Isaiah proclaims: “Cry aloud, spare not, lift up thy voice like a trumpet, and shew my people their transgression.” (Isaiah 58:1) The complacent silence of today may become tomorrow’s ideological captivity.

Finally, the Scriptures are clear. When culture deviates from the ways of the Almighty, the people of God must separate themselves from the dominant system. In the book of Revelation, we hear a call that is both urgent and timeless:

“Come out of her, my people, that ye be not partakers of her sins.” (Revelation 18:4)

The Overton Window is a modern description of an ancient problem. A people can be completely transformed without a single shot being fired. All it takes is silent acceptance of the slow and steady shifting of truth. All it takes is surrendering to lies dressed in the language of liberty.

The apostle Peter issued a sobering warning:

“Be sober, be vigilant; because your adversary the devil, as a roaring lion, walketh about, seeking whom he may devour.” (1 Peter 5:8)

To be awake and watchful is not merely a virtue. It is a spiritual necessity.

If there is even the slightest chance to preserve truth, surely it begins with what we choose to hear, to repeat, or to remain silent about. It begins in the mind – and in what we allow to enter it. If an entire society can be transformed by what it tolerates without question, could it not also be restored by those who dare to proclaim the truth aloud?

Adivalter Sfalsin

Continuar Mesmo Cansado

🗓️ Dia 22 – Continuar Mesmo Cansado 

Semana 4, D22 Persistência, Vitória e Coragem Espiritual

Entramos na quarta semana da Contagem do Omer. Até aqui, percorremos um caminho profundo de autoconhecimento e transformação. Na primeira semana, mergulhamos no amor e na bondade, a base de toda conexão verdadeira com o outro e com D‑us. Depois, aprendemos sobre a importância da disciplina, dos limites e da responsabilidade, que moldam e protegem esse amor. E, na terceira semana, fomos chamados a desenvolver a compaixão equilibrada, que não é apenas um sentimento, mas uma escolha ativa de integrar bondade com justiça em nossas relações.

Agora, chegamos a um ponto de virada: a necessidade de encontrar equilíbrio. Uma vida interior saudável não vive em extremos. Ela aprende a caminhar com firmeza entre opostos, entre dar e reter, entre dizer sim e saber dizer não, entre acolher e corrigir. Equilibrar é reconhecer que a verdade sem amor pode ferir, mas o amor sem verdade pode se perder. É seguir os passos de D‑us, que é misericordioso e justo, que perdoa mas também ensina com firmeza.

Nesta semana, somos convidados a:

1. Observar onde estamos em desequilíbrio — seja nos afetos, nas atitudes ou nos julgamentos.

2. Ajustar a maneira como tratamos a nós mesmos e aos outros, buscando coerência entre o que sentimos e o que fazemos.

3. Cultivar a harmonia interior que nos permite refletir, com mais clareza, a luz de D‑us no mundo.

Equilibrar não é fraqueza, é sabedoria. E quem aprende a viver com esse equilíbrio se torna fonte de paz, de justiça e de amor verdadeiro ao seu redor.

Tema: Resistência espiritual

Existem dias em que tudo parece mais pesado. O corpo sente, a mente hesita e até a alma parece querer parar. Nestes momentos, o mais difícil não é começar, mas continuar. E é justamente aí que a resistência espiritual se prova valiosa. Porque a verdadeira vitória não pertence aos mais rápidos, mas aos que não desistem.

A Contagem do Omer hoje nos convida a continuar. Não porque temos força de sobra, mas porque Aquele que nos chamou é fiel para renovar nossas forças no caminho. A persistência espiritual não nasce da emoção, mas da decisão de permanecer firme, mesmo quando o entusiasmo diminui.

✨ Foco prático do dia: Escolher continuar, mesmo cansado

📖 Tanakh, Isaías 40,31

“Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão.”

O profeta Isaías nos lembra que a verdadeira força não vem de nós, mas da esperança colocada em D‑us. Ele renova. Ele sustenta. Ele capacita. Quando confiamos n’Ele, mesmo o cansaço se transforma em combustível. Não se trata de evitar o desgaste, mas de encontrar no Senhor a fonte que nos levanta quando as pernas tremem.

📖 Novo Testamento, Gálatas 6,9

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.”

Paulo entende que o cansaço é real, mas lembra que a colheita está garantida para quem não para. A perseverança é a ponte entre a semeadura e o resultado. Mesmo quando tudo em nós pede pausa, somos chamados a continuar, especialmente nas pequenas atitudes de bondade, fé e serviço.

🌿 Reflexão para aplicar hoje

Hoje, reflita:

💭 Em que área estou prestes a desistir?

💭 Será que preciso menos de descanso e mais de renovação espiritual?

💭 Posso continuar, mesmo em ritmo lento, se me apoiar em D‑us?

Lembre-se: continuar não é teimosia, é fé. E fé não é ausência de cansaço, mas coragem para dar mais um passo, mesmo quando tudo diz que não dá. Talvez o maior milagre do seu dia seja esse pequeno avanço que você decidiu não adiar.

Vamos juntos?

Dia 22 da Contagem do Omer nos encoraja a não parar. A resistência espiritual não é heroísmo, é humildade que reconhece que só em D‑us temos forças para seguir. Mesmo cansado, continue. Porque quem espera n’Ele, sempre renasce. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Adivalter Sfalsin

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A Beleza da Paciência

🗓️ Dia 21 – A Beleza da Paciência

Semana 3 D21: Beleza, Harmonia e Compaixão

Tema: Esperar com fé

Vivemos em um tempo onde tudo parece acontecer no ritmo da velocidade. A fila tem que andar, a resposta precisa vir na hora, a conquista tem que ser imediata. Mas o Reino de D‑us segue outro compasso. Ele ensina que há beleza na espera, que há maturidade na paciência e que a fé se fortalece quando aprendemos a confiar mesmo sem ver.

A paciência não é passividade. É uma forma ativa de confiar. É o exercício da alma que escolhe esperar com esperança, sabendo que D‑us está agindo — ainda que em silêncio. Hoje, a Contagem do Omer nos convida a fazer uma pausa interna, a silenciar a ansiedade e a confiar que há um tempo certo para todas as coisas.

✨ Foco prático do dia: Aceitar com serenidade o tempo de D‑us

📖 Tanakh (VT): Lamentações 3:26

“Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do Senhor.”

Escrito em meio ao lamento de Jerusalém destruída, esse versículo nos ensina que, mesmo nas maiores dores, existe espaço para esperar. O profeta não ignora o sofrimento, mas encontra consolo na certeza de que D‑us ainda é bom. Aguardar em silêncio é reconhecer que o agir divino não depende da nossa pressa. É entregar o controle sem perder a esperança.

📖 Novo Testamento: Tiago 5:8

“Sede vós também pacientes e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.” 

Tiago nos lembra que a paciência é também um exercício de preparação. É manter o coração firme, mesmo quando as circunstâncias parecem paradas. A promessa não falha. A demora não é ausência de D‑us, mas parte do processo. Assim como o agricultor espera o fruto amadurecer, devemos esperar com confiança, sabendo que o tempo de D‑us sempre chega.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, respire fundo e pergunte-se:

💭 Em que área da minha vida estou sendo impaciente?

💭 O que D‑us pode estar me ensinando nesse tempo de espera?

💭 Posso transformar minha ansiedade em oração e minha pressa em confiança?

Lembre-se: esperar com fé é uma forma de adoração. É declarar com o coração que D‑us é digno da nossa confiança mesmo quando não vemos o fim do caminho. É nessa espera que nossa alma se fortalece e se embeleza aos olhos do Criador.

Vamos juntos?

Dia 21 da Contagem do Omer nos mostra que a paciência é um testemunho silencioso, mas poderoso. O mundo é apressado, mas o Reino floresce no tempo certo. Esperar com fé é semear confiança, e D‑us honra quem aprende a esperar n’Ele. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

🎉 Parabéns a todos que chegaram até aqui e têm caminhado fielmente nesta jornada de crescimento espiritual e aperfeiçoamento do caráter! Foram 21 dias intensos — três semanas de reflexão, desafios e transformação interior na Contagem do Omer. Sua perseverança é uma conquista verdadeira e digna de celebração. Estamos a cada passo mais próximos do nosso objetivo: nos tornarmos pessoas mais conscientes, sensíveis à voz de D‑us e moldadas segundo Seu coração. Que você se sinta encorajado a continuar firme. Ainda há muito terreno sagrado a ser percorrido, e cada pequeno avanço conta. Um dia de cada vez, um passo mais perto da plenitude.

Com fé n’Ele,

Adivalter Sfalsin

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A Compaixão que Serve

🗓️ Dia 20 – A Compaixão que Serve

Semana 3 D20: Beleza, Harmonia e Compaixão

Tema: Ajudar sem esperar nada em troca

A verdadeira compaixão vai além do sentimento. Ela não se limita a uma lágrima que escorre ou a uma emoção passageira. A compaixão genuína se move. Ela se transforma em atitude, em presença, em mãos estendidas. Muitas vezes, somos tocados por histórias difíceis, vemos alguém sofrendo ou escutamos pedidos de ajuda… mas, por medo, pressa ou desconforto, deixamos para depois. Hoje, o convite da Contagem do Omer é direto: sirva com compaixão, mesmo que ninguém veja, mesmo que ninguém retribua. Servir é um dos gestos mais belos que existem. Quando feito por amor, sem buscar recompensa, ele reflete o próprio coração de D‑us.

✨ Foco prático do dia: Ajudar alguém com um ato prático e intencional

📖 Tanakh (VT): Isaías 58:10

“Se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita, então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.”

Isaías nos mostra que ajudar o necessitado não é apenas uma boa ação, é um caminho para a nossa própria transformação. Quando abrimos a alma, não apenas a carteira ou o tempo, mas o coração, tocamos uma dimensão espiritual profunda. A luz que nasce das trevas aqui representa o resultado da compaixão ativa: cura, direção e alegria para quem serve, e não apenas para quem é servido.

📖 Novo Testamento: Mateus 25:40

“Em verdade vos digo que sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”

Jesus ensina que todo ato de serviço ao próximo é um ato de amor direto a Ele. Alimentar, visitar, acolher, escutar, tudo isso é espiritual. Não existe compaixão teórica no Reino. Existe compaixão que toca o outro com ações concretas. Servir com humildade é servir ao próprio Messias.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, escolha alguém e sirva.

Pode ser um gesto simples: preparar algo, escutar com atenção, oferecer ajuda, escrever uma mensagem de encorajamento.

💭 Quem está ao meu redor precisando de ajuda prática ou emocional?

💭 Será que tenho deixado para depois aquilo que posso fazer agora

💭 Posso amar mais com as mãos e os pés, e não só com palavras?

Não espere uma ocasião perfeita. A necessidade do outro é o altar onde sua compaixão pode se tornar sacrifício agradável a D‑us.

Vamos juntos?

Dia 20 da Contagem do Omer nos convida a tornar a compaixão visível. Quando servimos com amor, revelamos a beleza do caráter de D‑us ao mundo. A ação é a linguagem mais clara da misericórdia. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Adivalter Sfalsin

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Beleza no Simples

🗓️ Dia 19 – Beleza no Simples

Semana 3 D19: Beleza, Harmonia e Compaixão

Tema: Valorizar o que não brilha

Em um mundo que valoriza o extraordinário, é fácil ignorar a beleza que habita no simples. Estamos sempre buscando algo mais: um momento marcante, uma resposta poderosa, um gesto espetacular. Mas e quanto ao silêncio de uma manhã calma? O olhar sincero de alguém que se importa? Um abraço silencioso, um sorriso espontâneo, o pôr do sol atrás das nuvens? A jornada da Contagem do Omer nos convida hoje a desacelerar e perceber. Perceber que D‑us também se manifesta nos pequenos detalhes, na sutileza das coisas que não gritam, mas sussurram verdades eternas. A simplicidade, quando olhada com o coração certo, revela profundezas que os olhos distraídos não alcançam.

✨ Foco prático do dia: Contemplar o belo nas pequenas coisas

📖 Tanakh (VT): Eclesiastes 3:11

“Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que D‑us fez desde o princípio até ao fim.”

Este versículo é um convite à confiança. D‑us faz tudo belo no tempo certo — e isso inclui os detalhes que muitas vezes passam despercebidos. A obra divina é ampla demais para que compreendamos tudo, mas é acessível o suficiente para que percebamos fragmentos dela nas coisas mais simples. Há beleza no processo, no agora, no detalhe.

📖 Novo Testamento: 1 Pedro 3:4

“O espírito manso e tranquilo é de grande valor diante de D‑us.”

Aqui, Pedro destaca que o que é valioso aos olhos de D‑us não é o que brilha aos olhos humanos. Um espírito calmo, manso, sereno — essas virtudes que o mundo moderno considera “sem graça” — são, na verdade, preciosidades espirituais. A verdadeira beleza, segundo o coração de D‑us, está no interior. No caráter. Na leveza de quem encontrou paz por confiar Nele.

🌿 Reflexão para aplicar hoje:

Hoje, proponha-se a contemplar. Pare por alguns minutos e observe algo simples com atenção: o céu, uma flor, o rosto de alguém que você ama, um trecho da Escritura. Pergunte-se:

💭 Tenho deixado de ver a beleza por estar sempre apressado?

💭 O que D‑us quer me ensinar através do simples hoje?

Um coração treinado para ver a beleza na simplicidade é um coração grato, sensível e presente. É um coração pronto para ouvir a voz de D‑us até mesmo no silêncio.

Vamos juntos?

Dia 19 da Contagem do Omer nos convida a cultivar olhos que enxergam além das aparências. A beleza não está apenas no grandioso, mas no cotidiano vivido com atenção, reverência e gratidão. Amanhã, ao pôr do sol, seguimos com mais um passo dessa jornada de transformação.

Adivalter Sfalsin

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