🔥 Shavuot e Pentecostes: A Mesma Festa, Duas Perspectivas, Uma Revelação
Você sabia que Pentecostes é a mesma festa chamada Shavuot na Bíblia?
Pentecostes, do grego Πεντηκοστή (Pentekostē), significa “cinquenta”, e marca o quinquagésimo dia após a Páscoa. No judaísmo bíblico, é o Shavuot — também conhecida como a Festa das Semanas — quando se celebra tanto a colheita dos primeiros frutos quanto a revelação dos Dez Mandamentos no Monte Sinai.
📆 Quando se celebra?
Nessa ano (2025), Shavuot começa ao pôr do sol de domingo, 1º de junho, e termina ao anoitecer de terça-feira, 3 de junho.
É uma das três festas bíblicas de peregrinação (juntamente com Pessach, (páscoa) e Sucot (tabernáculos) e, surpreendentemente, muitas pessoas nem sabem que ela comemora a revelação dos Dez Mandamentos à humanidade. Já parou para pensar que não temos nenhuma festa no calendário cristão tradicional que celebre esse momento? Essa festa já existe na Bíblia — talvez só não tenhamos percebido sua importância.
🧭 O que é a Contagem do Omer?
A Contagem do Omer é o período de 49 dias entre Pessach (Páscoa) e Shavuot (Pentecostes), conforme descrito em Levítico 23:15-16:
“Contareis para vós, desde o dia seguinte ao sábado… sete semanas completas. Contareis cinquenta dias…”
Originalmente uma prática agrícola ligada à colheita de cevada e trigo, a contagem do Omer foi compreendida espiritualmente como uma jornada de transformação interior, conectando a libertação do Egito à revelação da Torá no Sinai. Cada dia é contado com uma bênção, e muitos usam esse tempo para refletir sobre virtudes como bondade, justiça, humildade, e disciplina. O Monte Sinai: Nosso Ponto de Encontro – No 50º dia após a saída do Egito, D’us se revelou ao povo hebreu no Monte Sinai com fogo, trovões, som de trombetas e uma voz audível. Foi o nascimento espiritual de Israel como nação, conforme Isaías 49:6, chamada para ser “luz para as nações”. A tradição rabínica afirma que a voz de D’us se dividiu em 70 línguas, representando todos os povos — mostrando que Sua mensagem era universal desde o início.
Pentecostes: O Espírito Sobre Todos, sua revelação a todos os povos. Agora compare com Atos 2:1–3: “E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar. E de repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso… e foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo.”
Jesus havia dito: “Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” – Lucas 24:49, cumprido fim da contagem do Omer.
Assim como no Sinai o fogo desceu sobre o monte, agora ele desce sobre os discípulos, na sua maioria esmagadora judeus. A festa é a mesma: Shavuot, só que traduzida como Pentecostes. No Sinai, D’us deu os mandamentos ao povo hebreu. Em Atos 2, Ele derramou o Espírito Santo para capacitá-los a levar esses mandamentos às nações. “porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor de Jerusalém.” Miquéias 4:1-2 e Isaías 2:2-3.
Três mil pessoas creram naquele dia — assim como no Sinai, quando três mil morreram por causa do bezerro de ouro (Êxodo 32:28). Aqui vemos a graça restaurando o que a desobediência havia quebrado.
🌾 Primícias do Espírito e da Ressurreição – Shavuot também é a festa das primícias — a entrega dos primeiros frutos a D’us. No evangelho, vemos isso refletido quando, após a ressurreição de Jesus, “muitos santos ressuscitaram” (Mateus 27:52) — as primícias dos que dormem. Assim, o Pentecostes não é o rompimento com o antigo, mas a continuidade e ampliação da revelação divina. A Torá dada no Sinai não é substituída, mas complementada pela ação do Espírito, que escreve a Lei nos corações.
🧩 Uma Conexão Profunda – Essa ligação entre judaísmo e cristianismo nem sempre é reconhecida, mas é essencial. Shavuot e Pentecostes são duas janelas para o mesmo céu:
• No Sinai, D’us forma um povo.
• Em Jerusalém, Ele envia esse povo ao mundo.
• No Sinai, os mandamentos.
• Em Pentecostes, o Espírito que capacita a vivê-los.
• No Êxodo, uma libertação física.
• Em Atos, uma libertação espiritual.
As divergências nas datas das festas nos convidam à introspecção. Será que não estamos perdendo algo ao nos desconectarmos das raízes bíblicas?
Enquanto muitos comemoram festas como o Natal, com raízes questionáveis, pouco se fala sobre Shavuot — o dia da entrega dos Mandamentos ou o derramamento do Espírito Santo. Celebrar essas datas nos reconecta à história da fé e nos ajuda a ver que o cristianismo não surgiu isolado, mas é fruto da revelação progressiva de D’us ao longo do tempo onde os gentios são agora enxertados nas promessas dadas aos patriarcas.
🤔 Por que não celebramos isso? – Celebramos o Natal, cuja origem é discutível, mas negligenciamos a entrega dos Dez Mandamentos e a descida do Espírito Santo — dois dos maiores marcos da fé. Talvez este seja um chamado para voltar às raízes e celebrar o que realmente carrega peso eterno.
🌍 Um Convite à Unidade – A conexão entre Shavuot e Pentecostes mostra que a revelação divina não é fragmentada, mas progressiva e inclusiva. Ela não rejeita o que veio antes — ela constrói sobre isso, abrindo caminho para que todos os povos possam conhecer o D’us de Israel.
“Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um, e derrubou a parede de separação que estava no meio… para criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz.” – Efésios 2:14-15
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